Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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domingo, 10 de abril de 2011

2772. Congresso do PS


O Congresso do PS tem sido uma sucessão de orgasmos públicos.

Mas houve um que me surpreendeu muito, confesso.

Na verdade, quem iria imaginar que do pequenino Vitorino, embora louco pelo Chefe, embevecido pelo amado Líder, apaixonado pelo idolatrado Führer, conseguisse tamanha erecção e dispusesse de tanto produto seminal que lhe permitisse terminar a discursata, de olhos postos no Objecto da sua perdição e com tão violenta descarga orgasmática e demorada "ejaculação"!

Arre, macho!

domingo, 14 de março de 2010

2636. Pedro Santana Lopes

Desde sempre fui apoiante de Santana Lopes e continuo a ser.

Embora, como já lhe disse pessoalmente ainda há menos de um mês, algumas vezes não tenha estado em acordo com ele.


Desta vez, acho que é o grande vencedor deste Congresso, porque se bateu pela sua realização e viu-se bem que o partido precisava disso. Portanto, uma vez mais, demonstrou que sabe ler os sinais dos militantes e sabe igualmente dirigir-se-lhes ao âmago. Uma sensibilidade que muito poucos têm.

Mas PSL falhou em duas coisas, a saber, uma em que perdeu e outra em que ganhou:

1. A que perdeu foi a questão da revisão dos Estatutos na parte em que pretendia que a eleição do presidente do partido se fizesse no decurso do Congresso, incluindo uma segunda volta que houvesse que realizar-se.

Não fazia sentido e era uma barafunda dos diabos. Tive oportunidade de lhe dizer pessoalmente que discordava do método. Entendo que o Congresso deve anteceder as directas mas estas realizarem-se alguns dias após e uma segunda volta uma semana depois. E a eleição do presidente do partido feita em lista da Comissão Política Nacional.

Só assim as coisas se processariam sem sobressaltos. A eleição dos restantes órgãos far-se-ia igualmente na mesma altura. A sua opção não foi esta e viu-se no que deu;


2. A que ganhou, entendo que teria sido preferível que tivesse perdido também. Compreendo a razão de ser da existência da proposta de penalização, por discordância da direcção do partido, nos 60 dias anteriores a actos eleitorais. E bastará relembrar as atitudes de José Pacheco Pereira, Marcelo Rebelo de Sousa, Manuela Ferreira Leite e, principalmente, Aníbal Cavaco Silva, para se perceber a pertinência.

No entanto, para lá de discordar da necessidade da introdução de tal penalização, porque há já outras a debruçarem-se sobre a questão, nos Estatutos do PSD, discordo ainda mais que a iniciativa tenha surgido do próprio PSL. Tem um cheirinho a
révanche bem dispensável e constitui-se sombra numa postura impecável que Pedro Santana Lopes sempre teve em tais circunstâncias. A de superioridade às baixezas (para ser moderado) que sofreu na carne e ao seu absolutamente indesmentível cavalheirismo, mesmo político, o que o tem evidenciado como bem sucedido caso único em Portugal. Não gostei. Não gostei mesmo nada.

Este não é o PSL que sempre apoiei e continuo a apoiar.

Há momentos de manifesta infelicidade em que tudo nos sai ao contrário daquilo que sempre fomos e podem, num instante, arruinar uma imagem laboriosamente construída em anos e anos de lucidez. Há momentos em que mais valia ter-se ficado em casa. Até porque estragou bastante o efeito benéfico que conseguira com a realização do Congresso.
Espero que não demore a corrigir o tiro.

2635. Congresso de Mafra






Espera-se que o PSD
saia de todo este processo

sem necessitar de entregar
a gestão
do respectivo condomínio
a empresa externa especializada
.





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