Aqui vão sendo deixados pensamentos e comentários, impressões e sensações, alegrias e tristezas, desânimos e esperanças, vida enfim! Assim se vai confirmando que o Homem é, a jusante da circunstância que o envolve, produto de si próprio. 2004Jul23
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
3210. O "almeida"
Miguel Veiga
Esta de o promover a "almeida" não lembrava ao Diabo.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
3196. Guterres confirmado na corrida a Belém
* * *
- Como não vai gerir dinheiros nem terá possibilidade de distribuir rendimentos mínimos garantidos sem cautelas e benesses de todo o género a torto e a direito pode não ser mau de todo.
Se viesse com o mesmos poderes com que veio em 1995, o melhor que faríamos era pirarmo-nos todos já para a emigração.
Tem um contra realmente muito desfavorável. É péssimo em cálculo mental
Tem outras qualidades notáveis, a maior das quais, é ir à missa ao domingo.
* * *
Pessoalmente, agradar-me-ia muito que tivesse a concorrência de... não... não é de Marcelo, que esse já está suficientemente descredibilizado, sendo tempo perdido o gasto a "descredibilizar" artistas de jogos malabares em pistas redondas, com muito frenesim à volta, tudo em benefício do respeitável público.
Quem eu gostaria de ver na concorrência era... Rui Rio, aquele que passa o tempo a gerir os seus tempos de actuação de bluff, de tal forma que fica sem tempo para gerir mais seja o que for.
Mas Rui Rio não vai apresentar-se. Ninguém o conhece por ser pessoa de coragem política. Nunca foi capaz de enfrentar desafios difíceis. Nem o será desta feita. É pena! Lá iria rebentar, mesmo antes de iniciar a subida, o balão de outro mito.
Infelizmente, tirando a ala que actualmente dá cara, suor e provavelmente até lágrimas pelo País, o PSD só tem bluffs e comentadores televisivos, a quase totalidade dos quais bem remunerados com "trinta euros" por cabeça, preço que, aliás, excede em muito o seu valor facial...
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
3189. A ala da indignidade
***
São as alas oposicionistas, PS, PC, BE, Verdes e etc, a que se juntam peças desirmanadas de jornaleiros ignorantes e facciosos, cujo salário será em alguns casos o do medo mas, na maioria deles, o da mais pura das “pilantrices” e falta de brio e decência profissionais, mais os “comentadeiros” com estatuto ganho na insídia e no lamaçal da reiterada pouca vergonha.
Mas todas estas alas sempre se mostraram canhestras e, portanto, incapazes de causar males de maior, males que afligissem sequer meninos de escola, quanto mais homens de barba rija e mulheres de firmes convicções.
Houve, então, que recorrer a outra espécie de criaturas, que pudessem causar verdadeiro incómodo, não pela justeza das suas iluminadas “sentences”, mas porque estariam mais a jeito de, pelas outras, serem apontadas como prova insofismável de que tudo estava mal no Governo, que era constituído por uma súcia de malandros que vieram destruir um País que vivia no melhor dos mundos até à sua chegada ao poder.
E então foi comum ouvir-se dizer:
- Eles no governo são tão patifes, que nem os próprios correligionários os aceitam.
E eis demonstradas a incapacidade e a maldade governamentais!
É esta a ala PSD na cambada, a versão actualizada do “judas iscariotes”, criaturas sem moral nem civilidade, capazes de tudo por uns euros ganhos com apostasia do mais baixo estofo.
“Trinta euros” apenas ganhos, diga-se em abono da verdade, por se tratar de inscritos no PSD a aparecer nas “pantallas” como espantalhos que são esfaqueando pelas costas um governo em que o PSD, regular e democraticamente eleito para tal, é parte dominante. Euros malditos, pois, ganhos à custa da maior das patifarias que é a “traição aos nossos”.
Todos sabemos de quem se trata, pelo que é dispensável nomeá-los uma vez mais. Os seus nomes estão, aliás, já marcados a ferro e fogo no frontispício das maiores e mais nojentas indignidades alguma vez praticadas desde que o País é país, período filipino e seus “vasconcelos” internos incluído.
São gente, cujo convívio apenas menoriza quem, embora honrado, por eles e seus cantos infernais se deixa levar.
Pois bem. Há bem três anos que, mais até do que as outras alas, as criaturecas desta legião da ignomínia atacam o governo liderado pelo “seu” partido à “outrance” e à má fila.
Que lhes importa que o referido governo se esforce por resgatar o País do lodaçal para que outros o atiraram sem dó nem piedade – mesmo sem posterior peso de consciência nem emenda como se tem visto – por restituir a sua perdida dignidade.
Que lhes importa que o governo tenha já conseguido levar a bom termo a fase pior da ingente tarefa a que deitou mãos.
Para eles, o que é preciso é evitar que os governantes e quem os acompanha – e com eles o País – tenham sucesso. Porque o sucesso que agora se conseguir mais evidenciará a sua incapacidade, a sua inutilidade quando foram governantes ou tiveram possibilidade de o ser. Os meios para tal são, pois, todos bons, todos legítimos. Esta é, sempre foi ao longo dos tempos, a cartilha dos patifes.
Nada lhes tem importado, nenhuma razão, por mais racional que se mostre, os demove. São facínoras e como facínoras que são se comportam.
Ora acontece que, de há tempos para cá a sua actividade de sapa, a sua canalhice deixou de ter utilidade. Como tal, começaram a ser postos de parte, como objectos desprezíveis de que toda a gente quer livrar-se, uma vez acabada a emporcalhada tarefa.
E, vai daí, estão notoriamente a perder visibilidade, deixando de ser citados como eram antes por aqueles a quem davam muito jeito. Jeito que não dão agora como antes davam. Mas que – atenção! – podem vir a dar novamente à aproximação das eleições do ano que vem.
Cá estaremos para ver. E para lhes dar no coco, embora por muito que apanhem, jamais apanharão quanto merecem.
2014Ago14
domingo, 3 de agosto de 2014
3174. Na verdade, tudo começa a fazer sentido...
* * *
“Neste momento, atacar a justiça é defender Ricardo Salgado.
Os media já começaram a defesa do homem do BES: ricardo costa (expresso), antónio costa (económico), louçã, daniel oliveira, até o secretário da UGT, carlos silva, imagine-se.
O Seguro disse alguma coisa que merecesse ser ouvida sobre o assunto?
António Costa nada disse porque afinal de contas dinheiro é uma questão de somenos importância para o candidato a candidato.
Quando a justiça nada faz é culpada de nada fazer, quando faz é culpada de ter chegado tarde…
Haja paciência!
O que me parece é que o antigo regime, o que sucedeu à ditadura, o que dura há 40 anos, está a sofrer um duro golpe.
De repente tudo começa a fazer sentido: o país (a classe política dominante, da esquerda à direita, os ditos barões) entrou em pânico com a chegada deste governo ao poder.
Manuela Ferreira Leite chegou a afirmar: este governo está a destruir tudo, alguma coisa tem de ser feita antes que tudo seja destruído…
Era este o país a que ela se referia com certeza, o da parceria público-privada a que se refere Rui Ramos, que envolve PS e muita gente da direita e do centro direita (ver entrevista de Pais do Amaral no “Dinheiro Vivo).
Daí a urgência em antecipar as eleições, daí a indecisão de Cavaco, que muito subtilmente tentou afastar este governo do poder, não fossem as circunstâncias do país tão difíceis…daí os desentendimentos de Portas.
Tal como como a família espírito santo está a perder o BES, a oligarquia política do país “panica” de saber que pode perder o país!!!!
Afinal eles julgavam-se “os donos disto tudo”!
(Até o AJjardim pede caras novas no PSD. As novas para ele serão as velhas, o regresso ao passado?)”
[comentário de Vasco Apolinário Abreu, no artigo de JMF "Sócrates, o activo tóxico do PS. E do País"]
segunda-feira, 18 de março de 2013
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
2978. ... de guarda ao pomar, quem o assaltou?
1. – Ter as mãos limpas.
É formado por pessoas que a ele chegaram de mãos limpas e afastadas dos habituais “lobbies” de Poder existentes em Portugal, que conduziram o País à situação em que se encontra.
Insisto neste ponto, por ser muito mas mesmo muito importante e decisivo, não obstante número muito surpreendente de pessoas pareça não conseguir alcançar o seu significado e decorrências.
Na verdade, tanto o primeiro-ministro, como os ministros e secretários de estado –excepção feita ao ministro dos negócios estrangeiros, que terá furado a regra por se tratar do presidente de um dos partidos da coligação, mas está na representação externa – haviam integrado governos anteriores em funções executivas.
2. – Não estar sujeito à ditadura das capelinhas, maçónicas ou não.
A prova de que o governo está afastado dos lobbies, constata-se na circunstância de o próprio partido de origem do primeiro-ministro, o PSD, albergar, como se tem visto, dos maiores e mais ferozes adversários, que o atacam sem dó nem piedade, fazendo mesmo uso de manobras e expedientes de muito duvidosa seriedade e até mais gravosos do que os da Oposição. O lobby do PSD foi deixado, pois, bem longe deste governo.
Todos aqueles que sempre criticaram a influência dos aparelhos partidários na acção dos governos, deveriam ponderar esta circunstância. Não ponho esperança em que o façam, porque outros interesses se interpõem. Mas sempre deixo o apontamento. Assim, ninguém poderá alegar que não foi prevenido.
O governo não tem lobbies, não está manietado por lobbies nem capelinhas, maçónicas ou não, e essa é mesmo a razão pela qual, atacado por todos os lados, até mesmo de onde lhe devia vir o mais forte apoio, surge apoio, sim, mas à contestação. Se alguém exigia provas da isenção e honestidade do actual governo, esta, pode-se afirmar sem receio de desmentido, é a maior de todas.
Nestas condições e por coerência com o que sempre critiquei ao longo dos anos, ou seja, a obediência dos vários governos que temos tido, a todo o tipo de associações secretas e “bilderbergs” adredes, estou mesmo obrigado e apoiá-lo. E de consciência bem aliviada, por observar um dever que considero inalienável.
3. – Estar a cumprir o mandato que lhe foi conferido, respeitando-o, e ser a única esperança que nos resta, até mesmo sem que eles o saibam ainda, àqueles que são seus adversários.
E, quanto a este, terei que chamar a atenção para a circunstância de, estando o governo a cumprir realmente os deveres do mandato que assumiu, não se vislumbra, nem de perto nem afastadamente, qualquer hipótese de alternativa para tempo útil.
Na verdade, olha-se em redor e em redor está o deserto. E a perspectiva deserto ainda é a que menos dano provoca.
Na verdade, a única alternativa que poderia existir está no PS, sozinho ou acolitado pelos mesmos de sempre, entre os quais laranjas bem conhecidos, que agora furiosa e descabeladamente atacam um governo de que o PSD é a força maioritária. Alternativa apenas formal, note-se, porque não há condições para tal. Mas, mesmo que houvesse, pergunto:
– Existe por aí alguém tolo ou actuando como tal e de má fé, que, prezando o seu pomar, lhe ponha de guarda quem já e repetidamente o assaltou?
Ora, não sendo os assaltantes do pomar que devem ser postos a guardá-lo, quem mais?
Comece-se por notar que, além de cumprir aquilo a que o País está obrigado, por força do memorando de entendimento, pela primeira vez, um governo português não está a limitar-se a sanear momentaneamente as suas finanças, como foi feito quando das anteriores intervenções externas, mas a ir mais além, encetando um vasto leque de modificações que hão de reestruturar e reformar as instituições da sociedade portuguesa, as quais, por não terem sido levadas a efeito nas ocasiões anteriores – esta é a terceira em 34 anos, verdadeiro “record” mundial absoluto, imagine-se!!! – nos trouxeram aonde estamos.
Como é que, nestas condições, eu posso deixar de apoiar um governo destes? Um governo que está a fazer precisamente aquilo que eu – e comigo tanta gente, quase toda a gente, mesmo aqueles que agora se acirram ferozmente contra ele – sempre quis que fosse feito, por acreditar que, enquanto o não for, não vamos lá.?
Coerência no pensamento e na atitude, mesmo que arrostando com as maiores contrariedades e incompreensões, é o que mais exijo de mim próprio. Por isso, cuido de a preservar.
As coerências alheias não são do meu foro, pelo que delas não tenho de curar.
* * *
Aqui ficam, pois, as razões por que tenho apoiado e vou continuar a apoiar o actual governo. Até que o mandato de honra seja integralmente cumprido ou, deixando de o ser, eu encontre razões justas, para abandonar este que, para mim, é igualmente um ponto de honra.
12 Setembro 2012
NB.-
Talvez a única alternativa viável esteja no PCP, cujos dirigentes, a começar pelo inefável, ele também, Bernardino Soares, tiveram já a suma lata, o descaramento e a pouca vergonha de começarem a apelar ao levantamento popular, suspirando, quiçá, pelo PREC de tão saudosa memória!... Politique à la PCP…
sábado, 30 de abril de 2011
2787. A política rasteira do deita-abaixo
A tarefa de Pedro Passos Coelho é gigantesca, mas tem de se fixar num único objectivo: criar laços de empatia com os Portugueses. E ignorar tudo o resto, que não passa de esterco.
Esses laços de empatia ganham-se falando verdade e apresentando medidas que possam, por um lado, não criar mais dificuldades a quem já sofre na carne as que foram provocadas pelo vilarista e, por outro, por evitar novas dificuldades escusadas e amenizando, tanto quanto possível, a incidência das que já estão a ser sofridas.
Mas isso tem que ser feito com os Portugueses, não com a lama política que por aí tudo emporcalha. Não apenas os apoiantes do vilarista a descoberto, como os que tudo minam, com isso beneficiando o infractor.
Entre os primeiros estão todos os socialistas cúmplices do descalabro a que se chegou e mais os boys e seus aparentados; por outro, por todos aqueles que, embora não sendo socialistas e socratistas, por vezes com eles se confundem. A começar por uma "carrada" de "social-democratas do deita-abaixo".
Preciso de citar nomes? Creio que não.
Todos sabemos quem são os "cavalheiros" que, desde que foi despoletada a crise, aparecem nos órgãos de Comunicação Social mais diversos a causar maiores males ao PSD e ao seu líder do que qualquer vilarista mais empedernido seria capaz de fazer.
Imagine-se que, agora, até Paulo Rangel, que ingenuamente apoiei há dois anos!
É preciso muito descaramento, muita polítiquice de bas-fonds! Rasteira, melhor dito!
...
segunda-feira, 18 de abril de 2011
2778. O desmentidor que se desmentiu
O desmentidor que se desmentiu
Na entrevista de ontem à noite na RTP, Fernando Nobre esclareceu que fora sondado pelo PS para integrar as suas listas.
Não quis, todavia, mencionar os nomes das pessoas do PS que o terão feito. Confesso que cheguei a pensar ter sido o sondador-mor do reino , Rui Oliveira e Costa, o paradigma da credibilidade sondática…
Imediatamente veio a terreiro o ministro da Economia, inefável Vieira da Silva, acompanhado pelo inenarrável Tiago Silveira, para desmentir que tivesse havido qualquer abordagem do assunto, não obstante a conversa tenha tido lugar.
De gagueira em gagueira, de pausa em pausa para estudar o que deveria dizer (as figuras que os chefes obrigam as pessoas a fazer…) lá justificou o que, na verdade, já não tem justificação por estar já mais do que justificado. Claro que borrou toda a pintura! E como não borrar?
Não fizera qualquer convite nem sondagem – disse – a Nobre.
Tivera uma conversa com ele, sim, mas apenas porque o homem, além de ter obtido uma excelente votação nas presidenciais, conseguira notório apoio de notáveis figuras, das mais variadas áreas, até mesmo do eleitorado socialista (uma pequena pausa para jurar, pela alminha que quem lá tenho, que não estou a inventar; foi o que ele disse e, se disse, está dito!…).
Está bem de ver que, nestas circunstâncias, haveria que falar com ele não para o tal inventado convite (Vieira teve sempre o extremo cuidado de não afirmar, preto no branco, que Nobre mentira ou sequer faltara à verdade ou mesmo fizera confusão…), mas tão somente para, com toda a certeza, efusivamente o cumprimentar, felicitando-o por tal excepcional resultado e desejando-lhe os melhores auspícios no seu regresso à AMI, após devolver ao PS os votos que lá fora pescar…. de arrasto.
Claro que só poderia ter sido isto! Acredito piamente no excelso governante e no acompanhante Tiago, ali para as curvas e pau para toda a obra.
Tanto é verdade o que o homem diz que é que o PS nem se tem agitado um só milímetro sequer, tendo vindo a manter-se impávido e sereno, desde que a notícia da inclusão de Nobre na lista do PSD foi conhecida. Em nada os socialistas se sentiram afectados, razão por que nada justificaria o seu enorme não-alarido de então para cá. Do mesmo modo, ou seja, sossegadíssimos, ficaram igualmente BE e… pasme-se!, CDS-PP e mais Paulo Portas.
Ora, assim é que é bom, Todos contentes, todos sossegados e ninguém aos “ai, Jesus, que é isto?”
* * *
As criaturas andam mesmo completamente desorientadas, o que surpreende, porque não há qualquer razão para tal.
Segundo garantem os “freteiros” dos socialistas na Comunicação Social, tanto a nível de “opinion makers” travestidos de jornalistas, como de jornalistas travestidos de “opinion makers”, Fernando Nobre perdeu já todos os apoios que teve e será, portanto, um perfeito e inofensivo “bluff”.
Temos assistido às cenas mais mirabolantes que é possível conceber nesta saga vilarista em que estamos enredados. Jamais, porém, a algo de tão incríveis contornos.
Estão positivamente a perder o trambelho e os disparates sucedem-se em catadupa.
Justifica-se, por isso, um receio que desde sempre tenho tido: o de que, chegados a momento mais próximo da verdade e apercebendo-se de que algo poderá correr-lhes pouco de feição, a exemplo de outras ocasiões, lancem mão de todos os expedientes de que dispõem e em que são peritos, para adulterarem a expressão correcta da vontade popular.
Enquanto isso não acontece, bem hajas, ó Vieira, por tão eficientemente desmentires, desmentindo-te.
É de artista, homem, é de artista!
Ruben Valle Santos
Setúbal
18 Abril 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
2774. O mad spin doctor Marcelo

O mad spin doctor Marcelo
S e seguiu a arenga dominical do comentadeiro-mor cá do burgo, Marcelo Rebelo de Sousa, espero que tenha compreendido a razão por que, de há anos para cá, digo que o homem tem de sair do PSD.
É que o que ele fez ontem foi, pura e simplesmente, campanha pelo PS.
Razões por que as pessoas devem estar com o vilarista, ou seja, de modo a que seja ele, vilarista, a prosseguir a gestão da ajuda externa, porque é ele que já lá está há anos e a negociará, em substância foi o que ele se empenhou em demonstrar.
Dito de outra forma, para melhor entendimento, a partir do tal princípio salutar de chamar os bois pelos nomes.
Cavaco Silva defendeu, sábado passado, em Budapeste, que o que deve ser, a partir de hoje, discutido com a Comissão Europeia, o BCE e o FMI, é um mero apoio intercalar, pelo que as autoridades europeias devem usar de alguma imaginação, para não criarem mais dificuldades do que aquelas com que o País se debate. Não disse Cavaco, mas digo eu, que, não atenderem a esta circunstância é pôr-se objectivamente do lado do prevaricador, ou seja, o actual governo que nos atirou para a situação em que a todo o transe tentamos não acabar mortos por afogamento.
Portanto, a proposta de Cavaco faz todo o sentido: para já, viria uma ajuda intercalar imediata, para evitar que o doente faleça antes da chegada da terapêutica completa e, subsequentemente, tratar-se-á da terapêutica geral. E, claro, que o que viesse agora, seria descontado nas remessas seguintes, de modo a que o total da ajuda fosse um único.
A resposta do finlandês Olli Rehn, Comissário Europeu para os Assuntos Económicos e Monetários da União é, no mínimo, de uma deselegância nunca vista, de uma arrogância de wise-guay, sem a mínima noção do que seja a convivência institucional inter-nações ou organizações internacionais, que não devem pautar-se por “peixeiradas” como a que ele teve o atrevimento de fazer.
Raramente ou quase nunca estou de acordo com Cavaco, mas, desta vez, não posso estar mais.
Na verdade, Portugal precisa urgentemente de uma injecção de fundos já no mês que vem, sem o que haverá rupturas de tesouraria em vários serviços, departamentos do Estado e empresas públicas, de tal modo que nem os ordenados poderão ser pagos. Esta a situação em que nos deixa o vilarista.
Portanto, não se pode esperar pela realização das eleições. Trata-se de uma medida de urgentíssima necessidade. Como do pão diário na boca.
Ora, para isto, pode – e deve – o acordo ser negociado por quem está em gestão. O actual governo, portanto.
Outra coisa bem diferente, é a negociação do acordo geral. Que deve ser feito pelo governo que o venha a gerir e pagar e não por um que está a prazo.
Dou um exemplo muito a propósito e perceptível para todos: o vergonhoso, anti-democrático e venal caso Freeport não teria acontecido se o então governo de Guterres, já demissionário e a dois dias de ser substituído por outro, entretanto eleito, não tivesse, à pressa, tomado decisões impróprias, inadequadas e até de âmbito criminal, como é sabido.
Como é que, pois, um governo de mera gestão, vai negociar o acordo geral, se poderá não ser ele – e provavelmente até nem qualquer dos seus integrantes, a começar pelo primeiro-ministro – a ter que o gerir? Seria uma perversão inadmissível que tal acontecesse. Ora, é isto precisamente que o vilarista pretende e foi para isto que apontou no congresso.
E pretende-o com dois objectivos essenciais, um de campanha e o outro mais fundo, de rancor, mesmo próprio dele:
O primeiro, coligir argumento para a campanha eleitoral. “Se fomos nós a negociar a ajuda, devemos ser nós a geri-la”. Nas circunstâncias presentes, consegue imaginar maior indignidade?
O segundo, o tal de rancor, assenta neste princípio básico, de gente que não presta, porque é o de quem não terá vencido as eleições de 5 de Junho, mas deixou já armadilha preparada: “Não tivemos os votos e vocês é que ganharam? Então, desenvencilhem-se lá de mais esta trapalhada que vos deixamos!”
Ora, isto foi o que objectivamente, Marcelo Rebelo de Sousa se deu ontem ao trabalho de defender, sem o mínimo pudor, na sua comentarice semanal e festivaleira na TVI. Ou seja, o integral ponto de vista de Sócrates. Por isso pergunto: que está um homem destes, a fazer como militante do PSD?
Tenho escrito com frequência que Marcelo Rebelo de Sousa é um homem de uma inteligência brilhante. E muito rara. Para o bem e para o mal, há que acrescentar. E há algo que ele não tem estômago para aceitar. Que alguém consiga o que ele não conseguiu. Nada há que o descontrole tanto como isso.
Foi presidente do PSD e saiu sem glória, ele que a antecipara em sonhos que não dorme, pelo que tanto falha. Por isso está recorrentemente a lembrar a grande vitória do referendo ao aborto em 1998, único feito visível do seu consulado, para ele desconsolado!
De então para cá, não consegue sequer admitir que alguém triunfe onde ele falhou rotundamente. Doeu-lhe muito a vitória eleitoral de Barroso, em 2002, e, para que não voltasse a acontecer, toda guerra do Solnado que, na TVI, armou a Pedro Santana Lopes, na qual foi bem sucedido, por ter tido o auxílio de outros, como, a começar, Cavaco e, a terminar, o inefável José Pacheco Pereira, o filósofo de filosofias alheias da Marmeleira. Depois, com os presidentes social-democratas seguintes, não correu qualquer risco, pelo que se manteve sossegado. Mas com Pedro Passos Coelho a coisa já soa de outra forma. E aí o temos, qual “mad spin doctor”, em louco rodopio, contra o presidente do “seu” partido e a favor do afundador da III República.
Marcelo não serve mesmo. É uma raridade de inteligência, mas não serve. A ninguém. Nem a ele mesmo, porque se desacredita. Sem precisar de ajuda.
* * *
NB.- “Spin” (literalmente “rotação, rodopio”, v. p.ex. derviches rodopiantes turcos) é uma forma de propaganda, conseguida através de uma interpretação de um evento ou uma campanha para convencer a opinião pública a favor ou contra uma determinada organização ou pessoa pública.
quarta-feira, 30 de março de 2011
2767. O PSD, Cavaco e o vilarista
O PSD, Cavaco e o vilarista *
A propósito da notícia de sábado passado, salvo erro, do Expresso, de que Cavaco Silva terá pressionado o Partido Social Democrata para que trave na intenção de solicitar auditoria às contas, quanto antes, cumpre quedar atónito! No mínimo.
Na verdade, a intenção do PSD é justa e necessária, pois torna-se indispensável apurar a verdadeira situação económica e financeira do País – a social, sabemo-la já todos – de modo que as cartas estejam todas sobre a mesa, antes de se entrar em período eleitoral.
Por esse motivo defendi já que as eleições apenas deverão ter lugar em Setembro, sendo da competência, das atribuições e do dever do Presidente da República nomear governo de sua iniciativa, de largo espectro e, se possível, amplo apoio, que assuma o ónus não somente da condução da política nacional, como da gestão do período eleitoral.
Defendi e defendo essa via, porque considero que, não o fazer, será contribuir de forma decisiva para que a clarificação indispensável de toda a situação deprimente em que o País se afunda uma vez mais não se faça.
Por questão de transparência e democraticidade de actuação, tudo deve ficar claro, sem lugar a dúvidas e interpretações maliciosas.
A alegação de que a medida de auditoria das contas do Estado pode precipitar o resgate de Portugal, parece-me, no mínimo e para ser moderado, falaciosa. Os tão ameaçadores “mercados” odeiam situações pantanosas e, por outro lado, que mais poderiam fazer-nos que já não estejam a fazer?
Em jeito de brincadeira (que pode ser de mau gosto, mas adequada…), dá vontade de invocar aquela história do jovem, deitado em cama de hospital, após ter sofrido gravíssimo acidente de viação, sem pernas, sem braços, com a bacia muito fracturada e o peito esmagado, que invectivava fortemente o Destino e que, em resposta à mãe, que, preocupadíssima por vê-lo naquele estado físico e de desespero, tentava acalmá-lo, aconselhando-o a que não blasfemasse mais, pois que Deus podia castigá-lo, respondeu:
- E o que é que Deus me pode fazer mais? Despentear-me?!
Voltando à questão séria:
Ora, situação mais pantanosa do que a que vivemos não creio possível. Estamos de tanga, sem crédito – material e moral – na falência e nem sequer sabemos ao certo a dimensão da nossa desgraça.
Numa tal situação, racionalmente que se impõe que seja feito? Que primeira medida tomaria qualquer lúcida gerente de economia doméstica? Evidentemente que a de apurar a situação em toda a sua extensão e ramificações. Para, uma vez isto apurado, gizar adequado plano de recuperação.
Ora, sabermos que o Presidente da República, precisamente a pessoa que deveria ser a primeira a exigir tal medida cautelar, não a tem e, muito pelo contrário, em nome de uma moderação também alegadamente cautelar, pretende que tudo seja travado.
Francamente, não sei o que deva pensar. É certo que, de há muitos anos a esta parte, serei um tanto suspeito em relação às atitudes e acções de Cavaco Silva, por da maior parte delas discordar frontalmente, entendendo que não “acerta” com um único dos verdadeiros e mais ingentes interesses do País.
Mas, aqui chegados, que dizer de uma sua atitude como esta?
É que a sua tese cai como bênção no colo do vilarista. Pode não ser essa a intenção. Mas o que é certo é que acaba por revestir a forma de cobertura ideal de que o vilarista necessitava como de pão para a boca, para ir sobrevivendo à hecatombe que provocou. De que vale um isolado e arrancado a ferros discurso em jeito de bravata, perante acções subsequentes que o desmentem?
E, mais: não fossem coberturas como esta, vindas de vários quadrantes, mas também deste de agora, a criatura de Vilar de Maçada não teria afundado o país. Sim, o principal culpado é, sem dúvida, ele mesmo. Mas há outros. A começar pelas omissões e acções do actual Presidente da República. Infelizmente para todos nós!
A reforçar o que atrás fica dito quanto à necessidade de rapidamente se apurar a real situação das contas e à incompreensão da sua travagem, por todos os motivos já expendidos e mais o de que não pode ser dada ao vilarista a possibilidade de criar outros embustes eleitorais em que é especialista inultrapassável, surge a notícia de que o INE confirma que haverá "uma série de alterações contabilísticas" ao défice de 2010, ou seja, lá vai mais uma correcção de manigância anterior.
A girândola continua em movimento que parece eterno. E o Presidente da República, não mexendo um dedo no sentido de a parar, impede mesmo que outros cumpram um dever que é primacialmente seu.
Quod erat demonstrandum, quod est demonstratum.
( tempo de carregamento na primeira vez: cerca de 1 minuto )
* Vilarista -. de Vilar de Maçada, é bom de ver
quarta-feira, 16 de março de 2011
2758. O algodão não engana
Porque os números
SÃO COMO O ALGODÃO,
isto é, não enganam,
para não vir a ser alvo inocente das aldrabices costumeiras,
click no link abaixo e confira, relembrando
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
2721. Condições do PSD para viabilização do Orçamento 2011
Que o Governo dê a conhecer os dados da execução orçamental de Maio até hoje
(dado que, na altura da aprovação do PEC 2 o 1º Ministro assegurava não serem necessárias novas medidas);
2.
Suspensão das parcerias público-privadas e de todas as obras públicas agendadas para já;
3.
Recusa da subida do IVA para 23%, admitindo que vá até ao máximo de 22% e alteração das taxas de bens essenciais;
4.
Concessão de mais estímulos à economia;
5.
Não aceitação de cortes nas deduções fiscais relativamente à educação, saúde e habitação;
6.
Fiscalização da dívida pública e das entidades financiadas pelo Estado por uma agência independente.
* * *
Entalado, o PS tinha que vir com a habitual a chantagenzinha!...
...sábado, 27 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
2640. A sondagem em causa própria

O director de campanha da candidatura de Paulo Rangel à liderança do PSD, Mário David, desvalorizou hoje a sondagem publicada pelo semanário “Sol” que dá vantagem a Pedro Passos Coelho, com 51 por cento dos votos, pondo em causa a sua fiabilidade. “Ficámos supreendidos que se queira atribuir um mínimo de credibilidade a uma sondagem que foi feita por uma empresa cujo director e proprietário aparece na primeira página da comissão de honra da candidatura de Passos Coelho”, declarou o eurodeputado ao PÚBLICO.
“Essa mesma candidatura [de Passo Coelho] há uma semana atrás dizia que tinha 70 por cento, agora já está nos 50 por cento. Se perder 20 por cento [dos votos] por semana, ganharemos de largo”, ironizou, referindo-se às eleições directas marcadas para o próximo dia 26.
As sondagens encomendadas não param neste quintal à beira-mar plantado. Esta, a primeira constatação a referir neste domínio.
A segunda, última e mais importante, está na pergunta, para a qual se necessita de resposta urgente e cabal:
- Por que será que os vilaristas atacam tanto o Rangel e nada o Passos Coelho?
Certamente que não será por masoquismo. Ou será?
A pergunta acima devem os militantes sociais-democratas fazê-la a si próprios, intimamente. E, depois, há que agir em conformidade com a conclusão óbvia a que chegarem.
Há dois anos, alertei para o grave erro que seria a eleição de Manuela Ferreira Leite. Não fui ouvido. O que veio a passar-se deu-me razão. Mais do que aquela que eu julgava ter.
Basta de dar tiros nos pés. Enquanto o fizermos, o vilarista ri-se nas nossas barbas e vai afundando o país. Também por nossa culpa. Há um limite para que qualquer ser humano tenha direito a ser desculpado por ingenuidade. Ultrapassado esse limite...
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domingo, 14 de março de 2010
2636. Pedro Santana Lopes
Desde sempre fui apoiante de Santana Lopes e continuo a ser.Embora, como já lhe disse pessoalmente ainda há menos de um mês, algumas vezes não tenha estado em acordo com ele.
Desta vez, acho que é o grande vencedor deste Congresso, porque se bateu pela sua realização e viu-se bem que o partido precisava disso. Portanto, uma vez mais, demonstrou que sabe ler os sinais dos militantes e sabe igualmente dirigir-se-lhes ao âmago. Uma sensibilidade que muito poucos têm.
Mas PSL falhou em duas coisas, a saber, uma em que perdeu e outra em que ganhou:
1. A que perdeu foi a questão da revisão dos Estatutos na parte em que pretendia que a eleição do presidente do partido se fizesse no decurso do Congresso, incluindo uma segunda volta que houvesse que realizar-se.
Não fazia sentido e era uma barafunda dos diabos. Tive oportunidade de lhe dizer pessoalmente que discordava do método. Entendo que o Congresso deve anteceder as directas mas estas realizarem-se alguns dias após e uma segunda volta uma semana depois. E a eleição do presidente do partido feita em lista da Comissão Política Nacional.
Só assim as coisas se processariam sem sobressaltos. A eleição dos restantes órgãos far-se-ia igualmente na mesma altura. A sua opção não foi esta e viu-se no que deu;
2. A que ganhou, entendo que teria sido preferível que tivesse perdido também. Compreendo a razão de ser da existência da proposta de penalização, por discordância da direcção do partido, nos 60 dias anteriores a actos eleitorais. E bastará relembrar as atitudes de José Pacheco Pereira, Marcelo Rebelo de Sousa, Manuela Ferreira Leite e, principalmente, Aníbal Cavaco Silva, para se perceber a pertinência.
No entanto, para lá de discordar da necessidade da introdução de tal penalização, porque há já outras a debruçarem-se sobre a questão, nos Estatutos do PSD, discordo ainda mais que a iniciativa tenha surgido do próprio PSL. Tem um cheirinho a révanche bem dispensável e constitui-se sombra numa postura impecável que Pedro Santana Lopes sempre teve em tais circunstâncias. A de superioridade às baixezas (para ser moderado) que sofreu na carne e ao seu absolutamente indesmentível cavalheirismo, mesmo político, o que o tem evidenciado como bem sucedido caso único em Portugal. Não gostei. Não gostei mesmo nada.
Este não é o PSL que sempre apoiei e continuo a apoiar.
Há momentos de manifesta infelicidade em que tudo nos sai ao contrário daquilo que sempre fomos e podem, num instante, arruinar uma imagem laboriosamente construída em anos e anos de lucidez. Há momentos em que mais valia ter-se ficado em casa. Até porque estragou bastante o efeito benéfico que conseguira com a realização do Congresso. Espero que não demore a corrigir o tiro.
2635. Congresso de Mafra
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
2534. E agora, Paulo Rangel?!...
Estava eu, todo lampeiro, preparando-me para apoiar Paulo Rangel, quando me chega a notícia de que o JayPiPi também está nessa...E agora, Paulo, que faço eu, c'um caraças?!
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009
2473. As legislativas de ontem
2. Relativamente ao eleitorado, que 36,5% dos votantes portugueses gostam é de trapalhadas e outras mascaradas semelhantes.
Quanto mais casos esquisitos houver relativamente a determinado político, mais dele gostam. Já cá se sabia disso, através dos casos Fátima Felgueiras, Isaltino Morais e outros que tais. Confirmou-se agora a nível ainda mais alto.
Tal não constitui surpresa para ninguém, pois que é sabido que o português - que foge aos impostos, cospe para o chão, bate da mulher e só não rouba e aldraba tudo e todos, não por entender que é mal feito, mas por receio de ser apanhado - tem uma congénita simpatia por marginais. É idiossincrático.
3. Há que criar no PSD a consciência de que, mesmo que todos se comportem nos mais cordatos termos e remem para o mesmo lado - coisas que não aconteceram, diga-se em abono da verdade, já que aquilo parecia mais um saco de gatos-sapatos assanhados do que um partido político... - enquanto Cavaco Silva não se reformar ou for reformado da política activa, o PSD não mais vai ser poder central em Portugal, porque tal situação contende com os interesses pessoais de Cavaco. E, assim, sendo, tudo é sacrificado aos interesses do homem.
Congreguem-se, pois, todas as forças no partido, no sentido de varrê-lo da política activa, devolvendo-o ao seco Poço de Boliqueime o mais depressa possível, se se quer que o partido volte a ter palavra determinante nos destinos de Portugal.
Desde 1995, ano que que fugiu à luta, por receio de ser derrotado, Cavaco "apunhalou" Fernando Nogueira, Santana Lopes (aqui com a ajuda inestimável de Manuela Ferreira Leite, Marcelo Rebelo de Sousa e o que não conta para este campeonado, mas está sempre entre os destruidores, José Pacheco Pereira, o eterno "testículo", que, embora colaborando, não entra por infecundidade congénita) e, finalmente, nesta oportunidade, Manuela Ferreira Leite (que, aliás, estava mesmo a pedi-las).
E Cavaco fê-lo sempre precisamente no momento em que esses companheiros de partido estavam a disputar refrega eleitoral em que já se batiam em luta muito desigual.
Cavaco é impiedoso e não se detém perante nada. Há que corrê-lo da política portuguesa, para evitar que continue a causar tanto mal, a secar tudo à sua volta. Chega de tanta ódio ao PSD!
E é mesmo dever do PSD tudo fazer para que seja corrido, mesmo que, como tudo leva a crer, venha Portugal a ter na Presidência, já no próximo mandato, um conhecido pedófilo que, como tantos outros, a justiça portuguesa não consegue perseguir, como é seu dever. Sem que se saiba porquê!
Mas, depois do que temos passado, levar um pedófilo de andor até Belém será assim coisa tão mais horrível do que tudo o resto?...
E é tudo. Por hoje.
sábado, 15 de agosto de 2009
2465. O "Moita" e a "Manela"
A atitude de Francisco Moita Flores - que tem a lata de se recandidatar à Câmara de Santarém nas listas do PSD ao mesmo tempo que afirma não votar no partido em 27 de Setembro, admitindo mesmo votar nos socialistas -
é tão miserável que nem há adjectivos que a classifiquem.
Assim se vai vendo o carácter de uns quantos mânfios que por aí andam a pregar inteireza de carácter, ao mesmo tempo que apostrofam carácteres alheios quantas vezes bem menos enodoados...
No entanto, é bom que não se tenha memória curta porque, afinal, o que o espertalhaço das dúzias do Moita está a fazer não é muito pior do que aquilo que, em 2005, Manuela Ferreira Leite fez a Pedro Santana Lopes.
Ela e mais o Aníbal e o Marcelo, ou seja, o "trio maravilha", que não fo.. nem sai de cima.
Tudo gente da melhor cepa.
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
2363. Jorge Miranda queixa-se de quê?
O Rádio Clube Português - provavelmente outras rádios estejam a fazer o mesmo - tem estado toda a manhã a passar declarações muito magoadas de Jorge Miranda, nas quais dá conhecimento de que desistiu da candidatura a Provedor de Justiça indicado pelo PS e se lamenta por ter sido desconsiderado na sua pessoa, no seu saber, no seu valor, no seu estatuto, no seu etc., pelo PSD.Para além da foleirice que é invocar o saber e o valor que se tem e bem assim o estatuto que se adquiriu e outras menoridades que tais, que em boca própria são, como é sabido, autêntico vitupério, Jorge Miranda não tem de que se queixar relativamente ao PSD.
Não porque o PSD se tenha conduzido bem em todo o processo, o que, na verdade, parece não ter acontecido.
Jorge Miranda, porém, não tem a mínima razão. E certamente que sabe não a ter.
Teria, isso sim, para vituperar-se e vituperar o PS. A este, porque, com toda a ligeireza, o meteu naquele assado, sabendo bem o que ia acontecer; a ele próprio porque, prezando assim tanto o saber próprio e mais etc. e etc. e etc., deveria cuidar mais deles e não se meter de cabeça, alegre e inconscientemente, em "cenas" de que não conhece o desfecho por antecipação.
Se tivesse tido esse cuidado indispensável, logo teria concluído que as coisas poderiam não correr bem, havendo mesmo a quase certeza de que correriam mesmo muito mal.
Porquê?
Porque teria sabido que o acordo de cavalheiros(?) existente entre PS e PSD estipulava que a indicação do Provedor de Justiça "cabia", desta vez, aos sociais-democratas.
Ora, assim sendo, se o PS, unilateralmente rasgava o compromisso e apresentava como seu um candidato que representaria uma afronta para o PSD, não por si mesmo mas pela deselegância da imposição, estava visto que ia haver mosquitos por cordas.
Mais: duvida-se muito - muito mesmo - que Jorge Miranda não estivesse ciente de tudo isso. E mais ainda: é estranho, tremendamente estranho, que não tenha desistido de candidatar-se mais cedo, ou seja, logo que os primeiros azedumes se manifestaram.
Assim, queixa-se de quê? De falta de respeito para com o seu saber, o seu valor, o seu estatuto?
Pois bem, queixe-se então. Mas do PS e, acima de tudo, de si próprio, os primeiros e maiores desrespeitadores. ...
E, acima de tudo, por ser quem é, por ter o valor que tem, por saber o que sabe, por ter direito ao estatuto que tem, "porqué no se calla?", evitando, desse modo, fazer figuras menos consentâneas com todos esses predicados de que tanto se arroga?
É que persistir em tal lamúria é certamente mais desprestigiante do que tudo o que ficou para trás.
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