Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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quarta-feira, 28 de março de 2012

2927. Juros a baixar e eles a desesperar...

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Juros a baixar
e eles a desesperar...

Não comecem para aí a inventar, como é hábito, porque este "afundanço" dos juros é do que precisamos, se queremos ter pão para a boca.

quarta-feira, 16 de março de 2011

2758. O algodão não engana


Porque os números
SÃO COMO O ALGODÃO,
isto é, não enganam,
para não vir a ser alvo inocente das aldrabices costumeiras,
click no link abaixo e confira, relembrando

segunda-feira, 11 de maio de 2009

2175. "The Economist" e a economia portuguesa

A economia portuguesa

Diálogo socrático

30 abril 2009 | Lisboa


Uma péssima economia e eleitores tristes. Contudo o primeiro-ministro ainda pode ganhar em Outubro.

Os portugueses são dos mais tristes europeus. De acordo com uma sondagem Eurobarómetro, 92% considera a situação económica ruim, 95% estão totalmente deprimidos quanto às suas perspectivas de emprego, e mais de metade estão "descontentes com a vida que levam". Na União Europeia, apenas os europeus de Leste. provenientes da Hungria e da Bulgária são igualmente sombrios. Porquê o pessimismo?


José Sócrates, o primeiro-ministro socialista, até poderia oferecer motivos para se ser mais alegre. Portugal não tem experimentado tão grandes dificuldades como em Espanha e na Irlanda. As suas exportações estão a chegar a novos mercados, nomeadamente Angola e Brasil. Em Angola, onde o PIB está a crescer perto de 10% ao ano, Portugal tem agora o quarto maior mercado para exportação. (…).


Mas é difícil a animar as pessoas com este tipo de argumentos quando o desempenho económico global tem sido tão ruim. Este ano, espera-se que o (…) o desemprego suba até cerca de 8,5%. Estes números são quase bons, mas o verdadeiro problema é que chegam após uma década de crescimento abaixo da média. O PIB per capita caiu de quase 80% da média da UE, há dez anos, para apenas 75% em 2008. Longe de recuperar o atraso, Portugal tem recuado, ao contrário outros na UE (…).


Parte do problema está no facto de a adesão ao euro, em 1999, ter empurrado para cima as taxas de juro, até aí muito baixas. O português empenhou-se pesadamente para comprar casa, carro e passagens aéreas. A produtividade não conseguiu acompanhar. As facilidades de crédito e o aumento dos salários sugados pelas importações, bem como a expansão do défice conta corrente a 12% do PIB no ano passado. Em vez de compensar em um limitado mercado interno, as exportações mantiveram-se teimosamente presas em 30% do PIB, menos do que na maioria dos países da UE do mesmo nível.


Para melhorar o seu desempenho, Portugal tem de ter leis laborais mais flexíveis, menos burocracia, mão de obra mais qualificada, mais concorrência e menor Estado. Tal como afirma o FMI em um relatório recente, os problemas fundamentais do país, são de natureza nacional, não global. Mas os líderes políticos acham difícil avançar com reformas. Apesar disso, o Sr. Sócrates pode muito bem ganhar as eleições em Outubro, mesmo que os socialistas percam a maioria absoluta.


O próprio o primeiro-ministro tem razões para estar menos alegre. No que ele chama de "campanha negra de fugas seleccionadas e manipuladas" destinada a prejudicar as suas hipóteses eleitorais, os “média” têm levado meses a olhar para uma alegado escândalo de corrupção acerca da aprovação de um novo centro comercial em 2002, quando o Sr. Sócrates era ministro do Ambiente. P Sr. Sócrates nega qualquer irregularidade e as autoridades judiciais têm dito que nenhum político está envolvido. Mas o facto de uma investigação iniciada em 2005 ainda estar a decorrer mostra o atraso e a ineficiência do sistema judicial, uma outra falha que prejudica a competitividade, dissuade o investimento estrangeiro e deixa os portugueses desesperados.


* * *


No comments, please!


Veja aqui artigo original.

...

sábado, 7 de fevereiro de 2009

1932. Louçã, o Congresso do BE e eu

?!
!?
?!
!?
?!




Estou a ficar muito preocupado!!!

Imagine que, de há três anos para cá, já estive de acordo com duas coisas que o Francisco Aniceto Louçã defendeu.

Algo não está bem.

três anos já nem sei por que razão concordei com ele. Deve ter sido algo de muito importante, mas o que é facto é que não recordo.

Agora, hoje mais precisamente, não posso estar mais de acordo com o que ele terá dito durante o Congresso do BE, ou seja, que as empresas que apresentem resultados devem ser proibidas de despedir pessoal.

Não posso estar mais de acordo com Louçã. Na verdade, há que meter um travão forte e imediato nas tentações
- que parecem ter começado a surgir e a ser postas em prática logo que soou a trombeta da crise - de aproveitamento da situação para o cometimento de abusos intoleráveis.

É a estes pormenores, que talvez pareçam despiciendos mas que, na realidade, são o fundo da questão, aquilo que mais deve preocupar quem decide, que o Governo devia estar atento e a impedir que sejam cometidos autênticos atentados à Justiça e à Moral. Que preste mais atenção a estas situações e menos às "agruras" de BPNs e BPPs, sem o que perde toda a legitimidade para se manter em funções.

Não sei se Louçã referiu também outro aspecto da questão que me parece indispensável, mas se o não fez, deveria tê-lo feito.

Eu, pelo menos, defendo que tal impedimento deva ser decretado, sem qualquer dúvida e de imediato e o seu estrito cumprimento devidamente fiscalizado e punidos sem contemplações os infractores... mas tudo isso deve ter, em lei, prazo devidamente assinalado. É indispensável que, nesta situação de
terrível aperto para os mais desprotegidos, se desenvolvam acções que dos seus interesses cuidem, mas é preciso igualmente que não se aproveite o ensejo para eternizar uma situação que não poderá deixar de ser transitória.

Não tenho dúvidas de que, em todo este ano de 2009, tal lei deveria vigorar.

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