A atitude de Francisco Moita Flores
- que tem a lata de se recandidatar à Câmara de Santarém nas listas do PSD ao mesmo tempo que afirma não votar no partido em 27 de Setembro, admitindo mesmo votar nos socialistas -
é tão miserável que nem há adjectivos que a classifiquem.
Assim se vai vendo o carácter de uns quantos mânfios que por aí andam a pregar inteireza de carácter, ao mesmo tempo que apostrofam carácteres alheios quantas vezes bem menos enodoados...No entanto, é bom que não se tenha memória curta porque, afinal, o que o espertalhaço das dúzias do Moita está a fazer não é muito pior do que aquilo que, em 2005, Manuela Ferreira Leite fez a Pedro Santana Lopes.
Ela e mais o Aníbal e o Marcelo, ou seja, o "trio maravilha", que não fo.. nem sai de cima.
Tudo gente da melhor cepa.
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(...) o PSD (...) É um (...) predador (...)
Pode-se concordar ou discordar de Luís Filipe Meneses em muitas das suas atitudes passadas e até presentes. O que não pode negar-se-lhe é o seu apego ao partido e os inestimáveis serviços que lhe tem prestado, ao contrário de tantos outros que tanto e tão despudoradamente o atacaram.
Antes de prosseguir e para evitar interpretações não consentâneas com a realidade, declaro que nunca fui apoiante de Luís Filipe Meneses e não comungo de muitas das suas análises e rotas políticas.
O que LFM diz no artigo do Diário de Notícias de hoje, "Depois de mim virá..." (título que considero particularmente infeliz), para o qual acima faço o link, pode até ser encarado com uma mera vendetta por tudo quanto lhe fizeram passar, quando do seu consulado na direcção do Partido Social Democrata.
A uma primeira vista, assim é ou, quando menos, parece ser.
Quem se entrega à tarefa de ler, porém, deve sempre fazê-lo de modo a não se quedar pelas impressões que surgem mais na rama - até induzidas pelo inadequado título - mas procurar o real fundo da questão.
E, neste caso, fazendo-o, de imediato constatará que o "ataque" a Manuela Ferreira Leite e ao que ela representa e que, aqui, no blog e em anterior oportunidade, tive oportunidade de caracterizar, podendo ter sido evitado - até para que os leitores da "rama" não façam leituras apressadas e os adversários não se sirvam de uma ou outra frase menos cordata (embora de justificada presença, pelas judiarias de que foi alvo pelos actuais detentores do poder laranja) para provarem o que provar não podem, se bem que poderão, isso sim, iludir os desprevenidos - mais não é do que uma preparação para o que no artigo de opinião está para vir, ou seja, o verdadeiro tema do escrito, isto é, a característica de predador que enforma o PSD, também por força da sua indefinida matriz ideológica.
Predador de líderes, predador de tudo quanto mexe no partido, predador de si próprio, enfim.
E essa sua condição não é "qualidade" recente.
Começou logo com Sá Carneiro que só não foi predado porque soube, como ninguém, interpretar o sentido das bases, então ainda não contaminadas por interesses que não os do partido, e nelas se firmar inamovivelmente. Continuou com Francisco Pinto Balsemão, que acabou como se sabe e não mais quis passar pelo mesmo, tendo-se entregue aos negócios.
No entanto, nunca foi tão sentida quanto com a eleição e posterior consulado de Aníbal Cavaco Silva. E se é certo que nunca o partido teve tanta expressão eleitoral e força social como com Cavaco, não menos certo é que foi com o mesmo Cavaco que perdeu a "inocência" e se tornou predador e autofágico.
Os interesses instalaram-se e nunca mais deixaram o partido desenvolver-se em paz e harmonia, com todos a remar no mesmo sentido, mesmo na enriquecedora diversidade de opiniões, sempre que o essencial estava em jogo.
Com Cavaco, o partido julgou estar a chegar à vitória final e decisiva, quando, no verdade, se perdia. Irremediavelmente até hoje.
Esta constatação, sendo verdadeira, não pode, contudo, desviar-nos de uma outra, que Luís Filipe Meneses aborda e que é o tema principal do seu artigo, qual seja a de (...) o PSD nasceu com uma matriz ideológica difusa (...).
Ora, esta é uma constatação por demais evidente, para que não seja percebida - e reconhecida -por todos quantos se debruçam sobre o fenómeno político português dos últimos trinta e cinco anos.
Já em finais de 1983 ou princípios 1984, antes, portanto, do consulado cavaquista, quando de numa visita de Rui Machete, então um dos líderes do PSD, à cidade em que vivo, em sessão partidária tive oporturnidade de, dirigindo-me a Machete, afirmar a minha convicção de que o maior problema com que o partido se debatia já - e mais se debateria no futuro - estava na indecisão reinante entre a opção por uma matriz social-democrata, com uma vertente liberal, e uma matriz liberal, com uma vertente social-democrata.
Essa minha convicção nunca se esbateu e está, hoje em dia, mais reforçada. Com a agravante de que, entretanto, o partido perdeu a pureza da inocência bem intencionada, completamente dominado que foi por arrivistas prenhes de interesses difusos, pouco claros, que, à sombra de Cavaco, foram ingressando no partido.
Sabe-se o que aconteceu depois. O PSD inicial, já infectado desse pecado original, foi-se degradando cada vez mais, até que chegou ao estado a que assistimos impotentes. E impotentes, porque o poder laranja tem estado, salvo em raríssimos momentos - os de maior convulsão resultante de sacudidelas da canga... - em que militantes - atrevo-me a dizer mais genuínos - tentaram fazer regressar o partido ao seu espírito inicial, nas mãos de quem o acorrenta a um verdadeiro muro da vergonha.
Enquanto os seus militantes mais puros, porque mais libertos de jogos de interesses, não conseguirem triunfar das forças de bastidores que o manietam, o Partido Social Democrata muito dificilmente poderá ser útil a si próprio e ao país, aos seus militantes e aos portugueses.
E vou mesmo mais longe, reafirmando o que já em outras oportunidades dei a saber. Em minha opinião, o PSD necessita de se livrar, de uma vez por todas, da canga que lhe tem vindo a ser ajaezada por Cavaco Silva, com o precioso auxílio de Manuela Ferreira Leite, José Pacheco Pereira e Marcelo Rebelo de Sousa. Se há que dar nomes aos bois, pois então, eles aí estão. Os nomes, claro.
O diagnóstico está feito. De há muito. Há, pois, que tirar conclusões, traçar caminhos e agir.
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Diz Marcelo que só se candidatará à liderança do Partido Social Democrata no "caso de se vir a verificar um vazio de poder".É a linguagem típica dos que muito falam, muito sentenciam, mas a quem falta a coragem de actuar. É muito mais cómodo e menos arriscado não agir, para não evidenciar que não se passa de mero flop, completamente descredibilizado, sob o ponto de vista político.Aquela frase tem uma leitura subliminar, que é a que, afinal, corresponde à verdade. Ou seja, recordando Eça, a verdade que Marcelo Rebelo de Sousa tenta esconder sob o manto diáfano da fantasia é a seguinte:- Não me candidato a não ser que mais ninguém concorra. Só deste modo tenho a garantia de que ganho, tal é o pedestal de descrédito em que me coloquei. E eu não posso perder.
Sim, se se candidatasse e perdesse, depois de tanta verborreia dominical, onde ficaria a sua reputação de "sábio" imbatível, que tanto lhe tem custado a moldar, em sucessivas intervenções monocórdicas e sem brilho, chorrilho de "suficiências", ditadas pela incapacidade de convencer sequer número razoável de seus correlegionários?A verdade é esta e não outra. Marcelo sente um especial gozo em abater tudo quanto mexa no PSD. É, já desde há anos, o seu hobby, a sua exclusiva razão de existência.
Aliás, é sabido que, não fora a circunstância de passar o tempo a "abater" o Partido Social Democrata, jamais lhe seria facultada a "cátedra" de que tem disposto nas TVs, por absoluta falta de audiência.E assim se vê a que classe de pseudo-políticos estamos entregues em Portugal. Gente sem coragem, que critica, mas nada faz para modificar as coisas.
Que fez Marcelo até hoje de notável em política, em defesa da sociedade que diz defender para Portugal?
Levante-se alguém que consiga apontar o mínimo crédito em favor do homem e aponte um facto concreto, para além daquele de que tanto se ufana, por ser o único, ou seja, ter "obrigado" a que se referendasse o aborto, em 1998. Fraca realização, para tanto valor pessoal e político intrínsecos.
(Ah! Esquecia-me... Deu também um mergulho nas poluidíssimas águas no Tejo, proeza que ninguém com um grama de senso teria arriscado.)
Outro que com ele se bate, de igual para igual, com "mérito" semelhante e "obra" similar, é José Pacheco Pereira.Ambos sabem que muito poucos social-democratas os ouvem já, pelo valor do que dizem, que é nulo em termos partidários e nacionais. Ouvem-nos, isso sim e apenas, para estarem a par do que de pior existe no Partido Social Democrata e assim, estarem precavidos....