Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

2470. Nova interrupção na pausa sabática

Resolvi vir hoje aqui para, fazendo nova interrupção na pausa sabática que me propûs, para descongestionar, dar conta da minha mesquinhez que não é norma em mim, mas a que, neste caso, não resisto.

É com profundo gozo e satisfação que assisto, de balcão, às diatribes que estão sendo feitas a Manuela Ferreira Leite e Aníbal António Cavaco Silva. E só não são maiores esse gozo e essa satisfação porque os que estão a fazer as patifarias à Manuela e ao Silva não são flores que se cheirem, como todos em Portugal e até por essa Europa fora bem sabem
(haja em vista que, no que respeita a países, já só a Venezuela ainda os convida para visitas oficiais; ninguém mais a tal se atreve, para que não haja confusões, menos ainda comparações do género, "diz-me com quem andas, dir-te-ei...").

De um grupo de "simpatias" de cinco (Aníbal Cavaco Silva, Manuela Ferreira Leite, Marcelo Rebelo de Sousa e José Pacheco Pereira) apenas Marcelo não está a pagar as ignomínias feitas a Pedro Santana Lopes, em 2004/05. abrindo, assim, caminho à chegada de Sócrates ao poder, com as consequências de todos hoje conhecidas...

E não está a pagar, porque, como todos sabemos, Marcelo não é gente em quem alguém possa confiar, em questão de lealdade, em questão de companheirismo, já que o homem só conhece uma lealdade: a si próprio e aos seus interesses, por muito tolos que sejam. Assim, uma vez mais, já tirou o cavalinho da chuva...

Mas, não estando já a pagar, virá a fazê-lo em devido tempo. O tempo do ajuste de contas chega sempre para todos. Pode demorar mais ou menos tempo. Mas não falta.


Pois bem, aqueles outros três, estão a pagar já. Mas a dívida é grande e o pagamento ainda só vai a meio, pelo que é manifestamente insuficiente.

Começo a sentir-me vingado, eu que não fui ignominiado como o foi Pedro Santana Lopes por gente que tinha a obrigação de o ter apoiado, em vez de o sacanear indecentemente, mas que me indignei com tal comportamento. Imagine-se agora como não se sentirá o próprio!

Eu sei que você, Pedro Santana Lopes, não é homem de rancores. Se o fosse... Mas não. Muito pelo contrário, é bem capaz de não ter em Portugal político à sua altura em questão de mentalidade democrática. Se o fosse, porém, o que não poderia fazer por esses seus incondicionais amigos!...

Que se tramem, digo eu! Não merecem menos do que o que estão a sofrer. E ainda é pouco!

Do alto na minha mesquinhez, sempre direi:

Que grande gozo isso me está a dar!
Desde 2005 é a primeira vez que tenho uma alegria política
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terça-feira, 30 de junho de 2009

2391. Ansiedade e precipitação

1. O presidente da República marcou as eleições legislativas para uma data diferente das eleições autárquicas. Fê-lo a contragosto: pelo que se percebeu das suas declarações, o chefe de Estado preferia que os dois actos eleitorais ocorressem ao mesm o tempo. Tal como o PSD. A atitude de Cavaco Silva foi sensata. Não só porque vai de encontro ao que a maioria dos partidos desejava, mas também porque as circunstâncias políticas do momento aconselham a que se separem as eleições.

Verdade que a realização em simultâneo das legislativas e das autárquicas poupava dinheiro ao país e tempo aos eleitores, como notou Manuela Ferreira Leite. Verdade que os eleitores portugueses têm maturidade suficiente para saber separar as águas no acto de votar. Verdade que a experiência já se consumou, sem notícia de grandes dramas, em muitas outras democracias. Por que razão não a aplicar, então, em Portugal? Resposta: porque as eleições legislativas de 27 de Setembro têm um carácter singular que nos deve obrigar a todos, partidos e cidadãos, a um sério exercício de reflexão.

A tempestade que se abateu sobre o país na sequência da crise económica e financeira deixou-nos sem fôlego e numa encruzilhada. Isto é: sem saber muito bem que caminho seguir para, pelo menos, vislumbrar a luz ao fundo do túnel. Acresce que o resultado das eleições europeias veio baralhar ainda mais os dados do problema. O "povo" castigou severamente o Governo e deu uma nova alma ao PSD, cuja líder esbracejava, até então, com vigor para se manter à tona. Isto quer dizer que o "povo" está disposto a dar uma oportunidade a Manuela Ferreira Leite.

Ora, se o momento é (muito) sério, porventura decisivo, e os eleitores querem ouvir o que o PSD tem para oferecer, o melhor é não deixar que nada se meta no meio de uma séria discussão sobre os destinos do País. Concentremo-nos nas legislativas. Oiçamos o que têm para nos dizer os partidos que almejam formar Governo, cotejemos as propostas de Sócrates e de Ferreira Leite, comparemos a personalidade de um e de outro. Sem pressas. Usando mais a razão do que o coração. Escolha feita, partamos para as autárquicas. Sem dramas.

Paulo Ferreira

Opinião JN 2009.06.30

* * *

Continuo a entender que com as eleições realizadas no mesmo dia, quem ganharia seria o país. E a poupança de uns milhões de euros (e não apenas de um milhão como por aí alguns tarefeiros afirmam) seria o ganho menor.

A maior afluência de eleitores às urnas do que vai acontecer é, esse sim, o bem mais precioso que tal solução consigo traria. Não interessa nada, se ela beneficiaria o PSD ou qualquer outro partido ou vice-versa. O que interessava era que o país ganhasse ou perdesse com isso. E, decididamente, ganharia. Tudo o mais que se diga, é engrolar o pagode.

No entanto, desta vez Manuela Ferreira Leite, para além de tramar o amigo Cavaco, tramou-se também.

Porquê?

Simplesmente, porque falou quando deveria ter estado calada e, falando, disse o que não devia, o que, muito pelo contrário, deveria tê-la obrigado a calar.

Ao falar por antecipação, tirou espaço de acção ao amigo.

O que se impunha era que nada tivesse dito naquela altura e, quando inquirida pelo Chefe de Estado, dissesse que, embora preferisse uma das soluções por lhe parecer a que melhor defendia os interesses do país, para o PSD tanto fazia uma como outra, já que confiava no discernimento dos portugueses e na sua capacidade de entender o que é melhor para Portugal.

Na ansiedade de sair da passividade e mostrar serviço, após uma inesperada vitória eleitoral que lhe caíu no regaço, precipitou-se, porém. E, com isso, entalou o amigo, que tinha já, ele também, manifestado essa mesma opinião.

Do entalanço do PR não vem grande mal ao mundo. Esperemos, contudo, que, com a ansiedade e precipitação subsequente, não tenha igualmente entalado o país. Donde, aí sim, já vem mal bem mais grave.

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

2369. Manuela lá conseguiu...

Manuela Ferreira Leite levou bons anos a perceber, mas acabou por conseguir. E até já reconheceu, pelo menos em parte. Não há, pois, que ter pressa. A seu tempo e no seu passo acabará por lá chegar. Nem todos têm a mesma capacidade de prontidão.

E o que é que Manuela já percebeu e reconheceu, negando implicitamente o que antes dissera? Coisa tão simples de constatar como esta: que Pedro Santana Lopes é de uma enorme, inigualável humildade democrática.

Que, tendo sido presidente da Câmara Municipal de Lisboa, arrancada, por ele sozinho e contra muitas resistências mesmo no seu partido, das mãos da Esquerda folclórica - toda ela é folclórica, como se sabe - e primeiro-ministro a tirar as castanhas de outros do lume e depois ainda candidato a primeiro-ministro, teve a assombrosa humildade de entender que os parentes não lhe cairiam na lama se regressasse como candidato a presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Atitude que seria impossível de averbar relativamente a qualquer outro político português, mesmo de pacotilha.


É assim Pedro Santana Lopes. Por isso, há tanta gente por esse país fora a tê-lo em alta consideração. Sem restrições. Pena é que, após ele, tenha o modelo sido destruído.

Em parte, repito, já o reconheceu Manuela Ferreira Leite que ainda há tão pouco tempo dele dizia o que Maomé talvez não se atrevesse a dizer do toucinho e há não tanto tempo quanto isso, em uníssono com Marcelo Rebelo de Sousa e José Pacheco Pereira (pois quem haveria de ser?) e bem assim com o agora talvez também encavacado homem, contribuiu decisivamente para que Sampaio tivesse tido o atrevimento irresponsável que teve e igualmente para a sua derrota nas legislativas de 2005.

O que disse agora, sendo justo, não foi, porém, suficiente. Mas lá chegará também. É tão somente uma questão de tempo. Embora não sendo pombos, acabam por vir à mão...

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

1936. Chega, Marcelo, chega de descaramento!

Então, não foste tu e os teus compagnons de route que alcandoraram Manuela Ferreira Leite à presidência do partido, quando toda a gente sabia que ela não estava à altura e que tudo iria resultar num tremendo fracasso, em colapso inevitável?

E puseram-na lá, enganando os militantes, porquê?

Porque tencionavam passar-lhe a perna e ficarem vocês com o poder, não era assim? Fica claríssimo que era esse o objectivo!

Simplesmente, ela, embora não dispondo de argumentos para se bater com o "Sousa das maravilhas" nem com qualquer outro cabeça de partido português... convosco pode bem.

E passou-vos ela a perna. Agora, estão vocês encravadíssimos:

- Nem o raio da mulher morre nem a gente - ou seja, vocês - almoça, porra!

Pois!


Então, frustrados os maquivélicos planos que engendraste, mais os teus amigalhaços do costume - que todos bem sabemos quem são -, vens agora, com um descaro inaudito, fazer a tristíssima figura que andas a fazer.

Por que no te callas, carago? Por que não arranjas maneira de te tornares em alguém em que as pessoas possam minimamente confiar, homem de Deus?

Quosque tandem abutere, Marcelus, patientia nostra?, que é como quem diz "até quando abusarás, Marcelo, da nossa paciência?" e, em português mais directo e sincero: "E se fosses para o diabo que te carregue?" Isso, antes de que algo nos tolde a vista e o entendimento e nos leve a fazer-te, à força, compreender o que pareces não perceber, tu, ó supra-sumo da inteligência de artifício?

A senhora não serve, porque não tem chama nem foi fadada para estas andanças. Não a apoiei nem nela votei. Mas, por mim, prefiro-a, mesmo perdendo votos, a ter que te sofrer os efeitos. Sabes porquê? Porque tresandas a enxofre! És a morte em voo cego, dirigido a nada. Ao Nada mais vazio que se possa conceber.

Cala-te, pois! Vai dar uma curva ao bilhar grande e... volta, sim, mas apenas quando as galinhas tiverem dentes, ok? Gente melhor do que tu já por cá existe em demasia. E mesmo essa não a queremos porque não presta, imagina tu!
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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

1748. Faleceu de inanição ?

* A Comunicação Social escrita veio denunciar publicamente o sobrecusto de 40% das empreitadas das novas auto-estradas. O Governo "só" se havia esquecido de contabilizar o valor das expropriações!

* Estudos arqueológicos adiados a favor do betão da empreitada da barragem do Sabor


* Guerra na Geórgia a pedir comentário sob precedente do Kosovo


* Jogos Olímpicos a motivarem uma palavra sobre a estrutura da política desportiva nacional


* Promulgação do novo mapa judiciário não consensualizado com o PSD

A liderança do PSD não comenta.


Afirmações da autoria de Luís Filipe Menezes, em artigo de opiniâo publicado.


* * *

Perante isto, que, como bem sabemos, corresponde à verdade, cabe perguntar:

- A senhora do lado faleceu? De inanição, não foi?

- O funeral, quando é? De onde para onde?

- Os festejantes da sua eleição vão ser agora os gatos pingados?
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sábado, 16 de agosto de 2008

1734. Afinal, não sou apenas eu...

... a tentar abrir os olhos a uns quantos ceguinhos que parece não verem que o PSD está a caminho da débacle derradeira.

***

O PSD não é elitista e isto não dá votos
por Rui Teixeira Santos

2008-08-13 21:19
Semanário

O papel da senhora não é o de ir em arraiais, mas ela fará a sua aparição em Setembro na Universidade de Verão, em Castelo de Vide, com António Vitorino e Pacheco Pereira.

Este fim-de-semana o PSD, o PSD real, vai ter as suas celebrações: no Pontal e na Madeira, como manda a tradição.

A líder não estará presente.

E, Manuela Ferreira Leite até tem razão: a sua presença não lhe acrescentaria nada, não lhe daria nem mais um voto, não lhe serviria sequer para combater o eng. Sócrates e o governo socialista.

Só que a sua ausência, provavelmente, tirar-lhe-á, a ela e ao partido, votos, ampliará o sentimento de orfandade, reinante no PSD, e torna urgente a clarificação da liderança do PSD, antes das próximas legislativas, agora que se percebe que a senhora não pode ser mais que chefe de gabinete de estudos.

Pela simples razão que o PSD não é elitista e, portanto, que estas atitudes de autismo não dão votos.

Manuela Ferreira Leite é comparável a Diogo Freitas do Amaral. Também ele era elitista e tímido no contacto com o partido e a população. Não tinha jeito nem vocação. Só que estávamos em 1975 e o PSD não é o CDS. Além disso, Freitas do Amaral era acompanhado por Adelino Amaro da Costa e por Basílio Horta, que sabiam bem o que a população pensava e como agia. Sem essa componente populista e pragmática, o CDS nunca teria sido nada em Portugal.

Ora, Ferreira Leite é acompanhada por Morais Sarmento/Arnaut, que não consta que sejam muito populares, e por Pacheco Pereira e António Borges, que devem ter pouco para acrescentar neste particular.

Ou seja, sem mensagem nem presença, Ferreira Leite corre o risco de destruir para sempre o PSD. E das duas uma: ou é substituída antes mesmo das legislativas, o que pode ser difícil, pois o "cavaquismo septuagenário", orquestrado a partir de Belém, com intervenção política e protagonismo presidencial, ou começa a haver espaço para a refundação do centro-direita e para a criação de uma novo partido, à semelhança do que aconteceu em Itália.

Ferreira Leite, aliás, como o Presidente Cavaco Silva, odeia o partido, odeia a máquina do PSD. Chegada à liderança, comporta-se como o autocrata iluminado. (Mesmo que nós saibamos que o seu "autismo" tem também uma componente de ausência de ideias.) O PSD é um problema, aliás um problema com o qual Cavaco Silva se deu mal, apesar da máquina nogueirista, quando foi primeiro-ministro.

Só que, sem partido, Ferreira Leite também não existe, ao contrário de Cavaco Silva que, a partir do Governo, tinha poder e lugares para distribuir ou ambições para satisfazer e empresas públicas para privatizar e obras para contratar.

Não deixa de ser curioso - e sabemos que Ferreira Leite também ficou siderada - que, mesmo na sua gente, as deserções já tenham começado, com António Borges a passar-se para o lado de Pedro Passos Coelho, defendendo a privatização da Caixa Geral de Depósitos (um disparate equivalente à estupidez de terem extinto o IPE) e desautorizando, assim, a própria líder que (e bem) percebeu que seria um erro prescindir de um dos poucos instrumentos de intervenção microeconómica do Estado e, sobretudo, numa conjuntura financeira e económica como a actual.

Ferreira Leite não tem jeito e o cavaquismo não tem gente para a acompanhar. O fim da história está à vista...

***

Pois... não acordem, não.

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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

1704. Mas tu não te enxergas mesmo, homem ?!

Click, para ampliar

Este é um extracto de entrevista do Diário de Notícias a José Pacheco Pereira
, o filósofo da Marmelada, perdão da Marmeleira.

Como é habitual, a peça tem muito que se lhe diga. É mesmo um manancial para a criatividade de um cartoonista, ainda que de meia tigela.

Fiquemo-nos, porém, pela pérola de modéstia e total ausência de arrogância e pesporrência que sublinhei.

Este, que isto diz, é um dos apoiantes - na terminologia muito própria dos filósofos desempregados, desesperados por se manterem à tona de água - mesmo o maior apoiante de Manuela Ferreira Leite.

Está, você que me lê, a imaginar o que seria se não fosse?

A sua apoiada é para ele tão pouco importante, quiçá tão dresprezível, que o fenómeno da Marmelada - e eu a dar-lhe!, da Marmeleira, carago! - até entende que os seus (dela, claro!) adversários não a combateram a ela, mas sim, a quem... a quem, ora diga lá, a quem? P's 'tá claro! A ele, the best one! Então a quem mais poderiam eles combater, não me dirá?

Está-se mesmo a ver Pedro Santana Lopes e, antes, Luís Filipe Menezes, todos borradinhos de medo da influência de JPP nos militantes do PSD. Pois, da influência dele mesmo, daquele que, não fossem os sociais-democratas tão tolerantes, de há muito teria sido já "convidado" a ir dar uma volta ao bilhar grande, com passagem por Alguidares do Meio.

Não o fizeram, como disse, por uma questão de tolerância, mas ninguém dentro do PSD, maior de 16 anos e o ensino secundário ultrapassado, lhe dá crédito para comprar um lollypop. Sim, porque aos 16 anos já se cresceu o suficiente... Não sab
ia?

Mas tu não te enxergas mesmo, homem?!

* * *

Não nos iludamos, porém. Não é somente JPP. É verdade que ele é o que mais se tem destacado ao longo dos anos. Trata-se de uma questão de feitio... Ninguém o consegue calar. Talvez pedindo a Juan Carlos, por supuesto! É que ele não deixa ninguém falar, desenvolver o mínimo raciocínio. Quanto a mim, para que não se descubra que o que a sua argumentação se reduz a uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma... No entanto, outros há.

Não foi outro incondicional e mui ilustre apoiante da Dra. Manuela, que, no decurso da campanha para as directas, foi capaz de dizer, perante das câmaras de televisão e com os microfones bem abertos e com toda a elegância e deferência, é bom que se assinale, que um dia teria que "ir lá apagar o fogo"?

Aquele "lá" era o Partido Social Democrata que a sua apoiada se preparava para, ela própria, redimir e trazer de novo às alturas da glória. A fé do apoiante na apoiada era um mar sem fim!... Ou seja, Rui Rio, porque é desse excelente político de uma cana que não se atreve a sair do âmbito autárquico, mas que vai amandando uns bitates esquisitóides, alternados com ridículos ameaços ("... e
larguem-me, se não vou-me a ele e parto-o todo..."), confiava tanto nos méritos da sua apoiada que ele, o verdadeiro maior da Cantareira, comparado com o qual Chico Fininho jamais passou de imberbe, se estava a reservar para o "post" manuelino colapso.

Sabes o que te digo? Pira-te, Manuela, pira-te!

Não só nada vais conseguir - o Sousa vai achar-te um bem madurinho figo -, e estava mais do que provado, mesmo antes de seres eleita, como eles "andem aí" prontos a devorar-te com uma gana que só é compreensível em quem há milénios jejua.

Pira-te, pois, Manuela, raspa-te!

Enquanto é tempo, senhora!... Não votei em ti, nem poderia alguma vez tê-lo feito, porque bem sei do que a casa gasta - e do facto muito a tempo dei testemunho - mas não te desejo qualquer mal, caramba!

Pira-te, pois, pira-te e deixa-os "agarrados". Eles que se amanhem, que trabalhem e sofram, deixando de viver à custa do sangue alheio. Não merecem o teu sacrifício. Asseguro-te.

O teu
guru? Esse, menos ainda, mulher, esse menos ainda!
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sexta-feira, 18 de julho de 2008

1618. O predador autofágico

(...) o PSD (...) É um (...) predador (...)

Pode-se concordar ou discordar de Luís Filipe Meneses em muitas das suas atitudes passadas e até presentes. O que não pode negar-se-lhe é o seu apego ao partido e os inestimáveis serviços que lhe tem prestado, ao contrário de tantos outros que tanto e tão despudoradamente o atacaram.

Antes de prosseguir e para evitar interpretações não consentâneas com a realidade, declaro que nunca fui apoiante de Luís Filipe Meneses e não comungo de muitas das suas análises e rotas políticas.

O que LFM diz no artigo do Diário de Notícias de hoje, "
Depois de mim virá..." (título que considero particularmente infeliz), para o qual acima faço o link, pode até ser encarado com uma mera vendetta por tudo quanto lhe fizeram passar, quando do seu consulado na direcção do Partido Social Democrata.

A uma primeira vista, assim é ou, quando menos, parece ser.

Quem se entrega à tarefa de ler, porém, deve sempre fazê-lo de modo a não se quedar pelas impressões que surgem mais na rama - até induzidas pelo inadequado título - mas procurar o real fundo da questão.

E, neste caso, fazendo-o, de imediato constatará que o "ataque" a Manuela Ferreira Leite e ao que ela representa e que, aqui, no blog e em anterior oportunidade, tive oportunidade de caracterizar, podendo ter sido evitado - até para que os leitores da "rama" não façam leituras apressadas e os adversários não se sirvam de uma ou outra frase menos cordata (embora de justificada presença, pelas judiarias de que foi alvo pelos actuais detentores do poder laranja) para provarem o que provar não podem, se bem que poderão, isso sim, iludir os desprevenidos - mais não é do que uma preparação para o que no artigo de opinião está para vir, ou seja, o verdadeiro tema do escrito, isto é, a característica de predador que enforma o PSD, também por força da sua indefinida matriz ideológica.

Predador de líderes, predador de tudo quanto mexe no partido, predador de si próprio, enfim.

E essa sua condição não é "qualidade" recente.

Começou logo com Sá Carneiro que só não foi predado porque soube, como ninguém, interpretar o sentido das bases, então ainda não contaminadas por interesses que não os do partido, e nelas se firmar inamovivelmente. Continuou com Francisco Pinto Balsemão, que acabou como se sabe e não mais quis passar pelo mesmo, tendo-se entregue aos negócios.

No entanto, nunca foi tão sentida quanto com a eleição e posterior consulado de Aníbal Cavaco Silva. E se é certo que nunca o partido teve tanta expressão eleitoral e força social como com Cavaco, não menos certo é que foi com o mesmo Cavaco que perdeu a "inocência" e se tornou predador e autofágico.

Os interesses instalaram-se e nunca mais deixaram o partido desenvolver-se em paz e harmonia, com todos a remar no mesmo sentido, mesmo na enriquecedora diversidade de opiniões, sempre que o essencial estava em jogo.

Com Cavaco, o partido julgou estar a chegar à vitória final e decisiva, quando, no verdade, se perdia. Irremediavelmente até hoje.

Esta constatação, sendo verdadeira, não pode, contudo, desviar-nos de uma outra, que Luís Filipe Meneses aborda e que é o tema principal do seu artigo, qual seja a de
(...) o PSD nasceu com uma matriz ideológica difusa (...).

Ora, esta é uma constatação por demais evidente, para que não seja percebida - e reconhecida -por todos quantos se debruçam sobre o fenómeno político português dos últimos trinta e cinco anos.

Já em finais de 1983 ou princípios 1984, antes, portanto, do consulado cavaquista, quando de numa visita de Rui Machete, então um dos líderes do PSD, à cidade em que vivo, em sessão partidária tive oporturnidade de, dirigindo-me a Machete, afirmar a minha convicção de que o maior problema com que o partido se debatia já - e mais se debateria no futuro - estava na indecisão reinante entre a opção por uma matriz social-democrata, com uma vertente liberal, e uma matriz liberal, com uma vertente social-democrata.

Essa minha convicção nunca se esbateu e está, hoje em dia, mais reforçada. Com a agravante de que, entretanto, o partido perdeu a pureza da inocência bem intencionada, completamente dominado que foi por arrivistas prenhes de interesses difusos, pouco claros, que, à sombra de Cavaco, foram ingressando no partido.

Sabe-se
o que aconteceu depois. O PSD inicial, já infectado desse pecado original, foi-se degradando cada vez mais, até que chegou ao estado a que assistimos impotentes. E impotentes, porque o poder laranja tem estado, salvo em raríssimos momentos - os de maior convulsão resultante de sacudidelas da canga... - em que militantes - atrevo-me a dizer mais genuínos - tentaram fazer regressar o partido ao seu espírito inicial, nas mãos de quem o acorrenta a um verdadeiro muro da vergonha.

Enquanto os seus militantes mais puros, porque mais libertos de jogos de interesses, não conseguirem triunfar das forças de bastidores que o manietam, o Partido Social Democrata muito dificilmente poderá ser útil a si próprio e ao país, aos seus militantes e aos portugueses.

E vou mesmo mais longe, reafirmando o que já em outras oportunidades dei a saber. Em minha opinião, o PSD necessita de se livrar, de uma vez por todas, da canga que lhe tem vindo a ser ajaezada por Cavaco Silva, com o precioso auxílio de Manuela Ferreira Leite, José Pacheco Pereira e Marcelo Rebelo de Sousa. Se há que dar nomes aos bois, pois então, eles aí estão. Os nomes, claro.

O diagnóstico está feito. De há muito. Há, pois, que tirar conclusões, traçar caminhos e agir.
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sexta-feira, 20 de junho de 2008

1573. O cúmulo da ignomínia !

Consta por aí que este homem vai ser eleito vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD

Espera-se que o Partido não se deixe enredar na ignomínia máxima a que o podem sujeitar.

Seria a "desbunda total", a "sem vergonhice absoluta", a prova de que o Partido não tem solução e precisa de ser reformulado de alto a baixo, uma vez que premeia o crime e se oferece, qual prostituta barata, ao primeiro que lhe surge pela frente, mesmo que a tenha publicamente vilipendiado anos a fio.

Menos grave seria entregar-se ao Anacleto.


Para bem do PSD, do País, de todos nós, por amor de Deus que se deixe o homem continuar entretido no onanismo que tanto prazer lhe tem dado de há tantos anos para cá, mas não o metam no seio do Partido. Até porque - ou por ejacular precocemente ou por falhar o objectivo ou por lhe escassear o sémen - nada fecunda. Atrás de si não se constatam barrigas cheias, nem campos fertilizados. No seu rasto, só o deserto, a maior das desolações. Uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma...

Menos grave seria entregar-se ao Jerónimo.


Pelo caminho que o Partido leva, porém, não sei não...

Chegará Manuela a 2009? Hum...
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sexta-feira, 9 de maio de 2008

1546. Bilhete-postal a Manuela Ferreira Leite

Prezada senhora,

Sirvo-me deste meio para vir transmitir-lhe a minha posição quanto à sua candidatura à presidência do Partido Social-Democrata.

Faço-o aqui porque, tendo procurado um seu blog de candidatura, apenas encontrei o há dias atrás anunciado no endereço http://manuelaferreiraleite.blogspot.com.

Curiosamente, porém, sem qualquer conteúdo e impossibilitando a inserção de comentários, quando menos, depois de “filtrados” pela candidatura.

Em abono da verdade, apenas encontrei um em nome de Pedro Santana Lopes e, este sim, sem restrições. Idiossincrasias?

Pois bem, impossibilitado, assim, de lho dizer em maior recato, vejo-me na necessidade de usar este meio um pouco mais público para lhe expressar o meu sentir de militante social-democrata setubalense, com o número 29715, com as quotas actualizadas, embora sem militância.

E o meu sentir expressa-se, como irá constatar, de forma muito rápida e, espero, sem deixar lugar a quaisquer dúvidas.

Vejamos, então, qual é esse meu sentir:

1 – Agora que está a concorrer ao cargo de Presidente do Partido Social-Democrata, gostaria que ficasse a saber que os meus votos vão todos no sentido de que não seja a Senhora a escolha dos militantes do PSD.

Faço-o, porque sempre me revi no projecto de sociedade que o Partido Social-Democrata defende, muito trabalhei pelo Partido em tempos árduos e região muito difícil, sem nada pedir em troca e, continuando hoje em dia a viver muito o que no meu partido se passa, não a avalio – e peço-lhe desculpa por isso, mas não posso iludir a verdade – como pessoa adequada a conduzi-lo a bom porto;

2 – Agora que está a concorrer ao cargo de Presidente do Partido Social-Democrata, gostaria que ficasse a saber que, no caso de, contrariamente aos meus desejos, que espero que sejam os desejos da maioria dos social-democratas inscritos no Partido, vir a ser a Senhora a eleita, ficarei a formular votos muito sinceros de que ninguém do PSD lhe faça a si o que a Senhora e os seus amigos – designadamente Cavaco Silva e o que ainda hoje não conseguiu emergir do juvenil estatuto de enfant-terrible, Marcelo Rebelo de Sousa, e bem assim o inefável filósofo marmeleirense, José Pacheco Pereira, isto para chamar as pessoas pelos nomes, como bem merecem e é bom que se faça sempre – têm vindo a fazer a diversos presidentes do PSD, regular e democraticamente eleitos, com o que, mais do que ninguém, têm contribuído para o enorme desgaste e inaceitável descrédito a que o Partido foi conduzido perante os Portugueses;

3 - Agora que está a concorrer ao cargo de Presidente do Partido Social-Democrata, gostaria que ficasse a saber que, no caso de, contrariamente aos meus desejos, que espero que sejam os desejos da maioria dos social-democratas inscritos no Partido, vir a ser a Senhora a eleita, ficarei tremendamente ansioso e inquieto pelos previsíveis resultados que virá a obter no confronto a que se verá obrigada com Sócrates – o tal que não foi, não é nem virá a ser algum dia filósofo de doutrina reconhecida, aceitável ou não. É que esses resultados serão, com toda a certeza, desastrosos.

Poder-se-á dizer que, em caso de se verificar o que preconizo na parte final de 3., haveria toda a justificação para que eu me sentisse reconfortado por poder então constatar que não há culpa sem castigo e por ter assistido, de balcão, à merecida queda de mais um mito dos muitos que se passeiam pelo Partido.

Mas não, minha prezada Senhora. Não sentiria, porque sou mesmo social-democrata do PSD e os inêxitos do Partido não constituem refrigério para mim, embora nem todos tenhamos essa postura, como sabe a Senhora, como sei eu, como sabemos quase todos, afinal. Porque o Partido, como ideia de sociedade que é, conta sempre. As pessoas, contudo, são meras circunstâncias. Claro que umas mais do que outras, mas assim mesmo, circunstâncias.

Por estas razões que, presumo, terão ficado bem claramente expostas, consegue imaginar o fervor com que fico a rezar aos meus santos de maior devoção para que lhe ofereçam uma clara derrota, embora sem perda de dignidade pessoal, nas próximas “directas” do PSD? Directas essas que felizmente existem, para que o resultado que sair seja a expressão do sentir do conjunto dos militantes e não um desolador e desmotivador arranjo de capelinha.

Não nos veremos no dia 31, como não nos vimos ontem, aqui em Setúbal, nem em outro dia qualquer, com toda a certeza. Estarei, no entanto, muito atento.

Creia-me,

Ruben Valle Santos
Mil. 29715
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