Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

2539. Ora, vamos lá pôr tudo isso no são...

Os socialistas andam para aí a propalar que a eleição de Vítor Constâncio é uma honra para o país e que, com essa eleição, ficam evidenciados o prestígio de Constâncio e a capacidade de influência do socrático governo no concerto europeu.

Ora, vamos lá pôr tudo isso no são.

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Constâncio eleito para o BCE no interesse da Alemanha
A nomeação para a vice-presidência do Banco Central Europeu abre portas para que um alemão assuma a liderança da instituição.

Como previsto, Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal (BP), foi ontem escolhido pelos países da zona euro para vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), uma decisão que resulta sobretudo da vontade da Alemanha de aceder à presidência da instituição.

A decisão foi tomada pelos ministros das Finanças dos 16 países da zona euro e será hoje confirmada pelos mesmos titulares da totalidade da União Europeia (UE). O processo da sua nomeação, que necessita de um parecer do Parlamento Europeu, será concluído pelos líderes dos Vinte e Sete na cimeira de 25 e 26 de Março.

Enquanto governador do BP, Constâncio tem desde 2000 assento no Conselho de Governadores do BCE, composto por todos os países membros, que define a política monetária da zona euro (sob proposta dos seis membros do comité executivo). Nas novas funções, herdará a responsabilidade pela supervisão financeira exercida pelo grego Lucas Papademos, cujo assento assumirá a 1 de Junho.

A escolha do ex-secretário-geral do PS escancara a porta para Axel Weber, governador do Bundesbank, o banco central alemão, aceder à presidência do BCE quando o mandato do actual titular, o francês Jean-Claude Trichet, terminar em Outubro de 2011.

De acordo com a imprensa alemã, a nomeação do português concretizou-se por vontade expressa de Angela Merkel, chanceler federal, de promover a candidatura de Weber. O WirtschaftsWoche afirmou mesmo que a chanceler "orquestrou" um apoio maioritário dos 16 países do euro em favor do candidato português. Afastados ficaram assim os outros dois candidatos - o governador do Banco do Luxemburgo, Yves Mersch, e o director do Banco Nacional da Bélgica, Peter Praet - que ontem ainda se mantinham na corrida.

Segundo as regras tacitamente aceites pelos países do euro, entre os seis membros do comité executivo do BCE, quatro são "cativos" para os quatro maiores países - França, Alemanha, Itália e Espanha -, sendo os outros dois exercidos pelos restantes países com base numa rotação que tem em conta o equilíbrio entre o Norte e o Sul, grandes e pequenos Estados e "pombas" e "falcões", ou seja, os defensores de uma política monetária virada para o controlo intransigente da inflação, e os mais sensíveis à promoção do crescimento económico. Constâncio é geralmente considerado uma "pomba".

Igualmente assente estava a atribuição da nova vaga a um dos países fundadores do euro que nunca tiveram assento no comité executivo. O que limitava a escolha a Portugal, Bélgica, Luxemburgo e Irlanda.

De acordo com o que afirmou em Janeiro o próprio Vítor Constâncio, a escolha não é feita "com base no mérito mas enquanto resultado de uma negociação entre os governos".

No centro da negociação estava, precisamente, a candidatura alemã à presidência do BCE, que, de acordo com a convicção generalizada, só se poderá materializar com a nomeação de Constâncio. Ao invés, se a escolha dos Dezasseis tivesse incidido sobre um dos outros dois candidatos, o respeito pretendido pelos diferentes equilíbrios excluiria Weber, abrindo a porta ao italiano Mario Draghi.

De nada serviram assim os protestos feitos durante o fim-de-semana por Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro do Luxemburgo e presidente do Eurogrupo numa entrevista ao Süddeutsche Zeitung, contra o facto de o seu candidato ser preterido "por razões que estão no futuro".

A nomeação de Constâncio significa que durante os próximos oito anos haverá dois portugueses entre os vinte e dois membros do Conselho de Governadores do BCE - um por cada um dos dezasseis membros do euro - incluindo Portugal -, mais os seis membros do comité executivo.
Público - 16Fev2010

* * *

A realidade é esta. Tudo o mais é fábula!

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2537. Supervisor de estalo…

“Apesar de Madrid ter considerado o governador “um excelente candidato”, a eleição ficou garantida depois de Berlim ter manifestado o seu apoio a Constâncio. Isto numa estratégia que visa colocar o alemão Axel Weber como presidente do BCE quando Trichet se retirar de cena, daqui a um ano.”

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Não tenho andado a dizer que a eleição do homem se deve meramente à estratégia alemã de lá pôr o Weber como presidente?

Para essa estratégia resultar em cheio, porém, era necessário empurrar para lá um supervisor de estalo…

Não digam que não avisei…

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NB.-
Ah, não, não, desculpe! Percebeu mal. Eu disse de estalo… não ao estalo…
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

2535. A prenda de Angela!

Veja o ar de satisfação dela. Pudera!


A ngela Merkel e o seu amigo Alex Weber foram vistos aos saltos de tanto contentamento e alívio!

Depois de muito transpirar de canseira, na tentativa de reunir o consenso necessário, a
chanceler alemã foi obsequiada com o que pretendia, ou seja, que Vítor Constâncio seja nomeado para a vice-presidência do BCE.

Assim, quando Alex Weber for, por sua vez, nomeado presidente do
BCE, o que acontecerá em 2011, estará à vontade para actuar como muito bem entender, sem peias, pois que jamais será fiscalizado.

Parabéns, Angela! Parabéns, Alex!


Veja o ar de transpirado dele.
- Que trabalheira vou ter para conseguir não fiscalizar nada


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sábado, 11 de julho de 2009

2433. A arrogância pouco inteligente


As atitudes deste senhor
só não surpreendem
porque de há muito nos habituámos
a dele não esperar mais... nem sequer menos...
apenas isto...

Estará o homem convencido
de que somos todos burros,
sendo ele o único "inteligente" do burgo?

Mas, se assim é, então,
o seu conceito de inteligência
deixa muito a desejar.

Arrogância, pesporrência
e desrespeito por órgão de soberania,
tentando apagar manifesto incumprimento
dos deveres do cargo,
jamais foram sinónimo de inteligência,
menos ainda de espírito democrático
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quarta-feira, 17 de junho de 2009

2334. Constâncio - cada cavadela...

Constâncio está anunciar na SIC
que o Banco de Portugal vai investigar 10 bancos portugueses


!?!?!?!?


* * *


Está mais do que visto! Com Constâncio as coisas funcionam assim! Cada cavadela, sua minhoca!

Perante este anúncio, cabe perguntar se agora, depois da casa arrombada, é que mete trancas nas portas.

E cabe perguntar mais... e mais incisivamente:

- Então, como é que alguém pode acreditar no que SExa diz, se há meses e meses, e a última vez foi anteontem, na Comissão de Inquérito Parlamentar ao Sistema Bancário, na AR, se queixa de que não pode actuar como deve por falta de meios e pela circunstância de os patifórios dos banqueiros lhe sonegarem dados que os possam incriminar? N~ºao me diga que os patifórios lhe garantiram, pela calada da noite passada, que se vão portar bem e fornecer-lhe agora todos os dados? Mesmo aqueles que os lixem bem lixadinhos da silva? E um naco de coerência, senhor governador? Não haverá no hiper mais próximo?

Atão em que fiquemos, ti Vítor? Vocemessê não tará a modos qu'a mangar c'o pagode, porra?!

Até que se queime de vez, não? Ou já perdeu por completo a noção das coisas? Ou não a perdeu, mas está-se a marimbar?


Não é verdade que, quem o ouviu anteontem na AR e assistiu ao comportamento menos próprio
(hoje estou particularmente moderado) que assumiu, enfadado com acinte qb e até não cuidando de respeitar, como lhe compete, órgão de soberania, estará autorizado a pensar que se está mesmo a marimbar?

Eu, pelo menos, sinto-me autorizadíssimo. E, por isso, aqui o digo.


E porquê? Sim, por que razão o faz? Por sentir as costas quentes? Por quanto tempo, hã?
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2331. Constâncio, a amizade a abjurar

Heresias

Constâncio, o perpétuo

Mais do que defender o Banco de Portugal e a si mesmo (que bem precisa), Constâncio foi ao Parlamento desdenhar esse órgão de soberania e rebaixar os membros da Comissão que mais o têm criticado.


Estava ciente que a maioria dos comentadores económicos o secundaria e, no espírito de clube (ou de quase-seita?) que os distingue, partilhariam as suas depreciações em nome da tão badalada ‘estabilidade do sistema’.

Sejamos claros – Constâncio é apenas um político de arrimo de Sócrates e tornou-se no maior e mais aflitivo factor de desestabilização e de descrédito do sistema financeiro português. Quando afirma que foi ‘ingénuo’ ao deixar Oliveira e Costa fazer aquilo que agora se sabe, Constâncio está enganado: não foi ingenuidade, foi incompetência. E muita.

Carlos Abreu Amorim, Jurista
CM 2009.06.17

* * *

Claro que não se trata de ingenuidade! E mesmo chamar-lhe incompetência... só com muito boa vontade. De preferência rotulá-la-ia de desleixo. E já com grande benevolência!

Mas... conceda-se-lhe a ingenuidade, optando pela mais suave das três hipóteses postas por João Semedo, do BE, e a que Constâncio, em desespero de causa, logo se agarrou como náufrago a tábua de salvação, em mar de alta tormenta. Faça-se-lhe essa mercê, pois, embora a ela não tenha feito jus, por muita arrogância e muito acinte na sua postura perante a Comissão de Inquérito. E, em consequência, pergunte-se:


- É admissível que tamanha ingenuidade se mantenha à frente de uma instituição como o Banco de Portugal?

Obtida a resposta, actue-se em conformidade! É que nem o putativo beneficiário da actividade de Constâncio, Sócrates, ele mesmo, beneficia realmente seja o que for.

Pelo contrário, o ainda governador do Banco de Portugal é mais um prego no "caixão" do amigo.

Constâncio tornou-se incómodo, um espinho atravessado na garganta, um daqueles amigos que a gente, em hora de aperto, abomina que se nos cole, porque, em vez de nos ajudar a sair do buraco, apenas nos puxa mais para o fundo. Amizade a abjurar, pois. Imediatamente.

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terça-feira, 16 de junho de 2009

2329. Constâncio, o ingénuo inimputável?

Constâncio admite "alguma ingenuidade" mas recusa culpabilização da supervisão
Título do Jornal Público

2009.06.16


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Importa-se de repetir?!

Admite uma coisa e recusa outra que é consequência necessária da primeira?!

Goza com o pagode?

Mesmo dando de barato a versão mais benévola, pode um "ingénuo" estar à frente do Banco de Portugal? E com um vencimento daqueles, que, em termos mundiais, é o terceiro mais alto de entre os de todos os colegas?

Um ingénuo que acredita em tudo o que lhe é dito, pelo que não fiscaliza nada do que é suposto fiscalizar e para que é principescamente pago?!

Mas o que é que o homem queria? Que os "malandrins" viessem, contrictos, ter consigo, magnânimo confessor, dizendo-lhe que eram patifes e estavam a fazer esta e mais aquela maroteira, pelo que, de joelhos se prostravam e lhe suplicavam a absolvição, em ordem à salvação eterna?!


E, como não o fizeram, para ele no pasava nada?! Por amor de Deus! Pelo menos que alguém lhe arquitecte uma desculpa esfarrapada, ok, mas com pés e cabeça...
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segunda-feira, 15 de junho de 2009

2325. Constâncio na Comissão de Inquérito

Vítor Constâncio esteve a ser novamente ouvido na Comissão de Inquérito ao Sistema Bancário, a propósito do caso BPN.

O ar de enfado - e a espaços de nervosismo totalmente descontrolado - mereceriam bem um documentário bem filmado. Seria muito elucidativo. Espero que alguém o tenha gravado e o mande para o Youtube. Será um sucesso!

* * *

Completamente entalado pelos deputados Nuno Melo, do CDS-PP, primeiro, e João Semedo, do BE, depois, a defesa do ainda governador do Banco de Portugal, em resumo, assentou nisto:

- O Banco de Portugal não viu, não soube, não esteve lá.


Trocado por miúdos, o Banco de Portugal não serviu para nada.

Para isso se paga a fortuna que se paga ao respectivo governador, o terceiro mais bem pago de todo o mundo, acima mesmo do da Reserva Federal americana?


Governador do Banco de Portugal que, como é sabido, já não define a política monetária do país, que é decidida pelo Banco Central Europeu, nem tão pouco tem a responsabilidade de emitir moeda, pelo que a suas funções se resumem à supervisão do sistema bancário, note-se!


* * *

Posto ainda mais contra a parede pelo deputado João Semedo quando este definiu a actuação do Banco de Portugal, como ingenuidade ou complacência ou protecção ao BPN por parte dos dirigentes do Banco de Portugal, afastou as duas últimas e conformou-se com a primeira, admitindo expressamente que houve ingenuidade.

Ou seja, o Banco de Portugal, nas palavras do seu governador, foi ingénuo.

Como os bancos em si mesmos não são ingénuos nem deixam de o ser, já que são corpos inanimados, sem vontade própria, sendo, por conseguinte, conduzidos desta ou daquela maneira por pessoas, no caso os seus dirigentes, os ingénuos foram os dirigentes, Constâncio incluído.

Ora, Constâncio admitiu expressamente, pois, que não só os restantes dirigentes do Banco de Portugal teriam sido ingénuos, como ele próprio o terá sido igualmente, já que é o mais graduado de todos.


Admitindo que das três hipóteses (repito, ingenuidade, complacência ou protecção ao
BPN), Constâncio optou pela ingenuidade, a menos gravosa para si e os que no Banco de Portugal o acompanharam, cabe perguntar, admitindo a benévola opção:

- Gente de tal ingenuidade pode estar à frente dos destinos do Banco de Portugal?


* * *

A determinada altura, falou-se numa questão que tem sido já muito debatida e para a qual Constâncio não tem dado respostas minimamente satisfatórias.

Trata-se do caso da pergunta que foi feita ao Banco de Portugal pelo DCIAP (Departamento Criminal de Investigação e Acção Penal) acerca do já célebre Banco Insular, em que a resposta de Constâncio raia o absurdo.


Para melhor compreensão de todos, mesmo de quem não está familiarizado com a terminologia usada, que em grande parte das vezes se destina a amenizar os factos, ou, como diria Eça talvez, a "cobrir a nudez crua da verdade, com o manto diáfano da fantasia", aqui deixo a explicação do que se passou, em versão muito benévola e acessível:

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Imagine que um tipo tinha morto outro a tiro de pistola. De pistoa, anote, por favor. O assassino era velho conhecido do Banco de Portugal e o acto dera-se precisamente no Banco de Portugal, onde as pessoas, que estavam de serviço, teriam tido o dever de ter visto o que se passara, ou seja, que o homicida rapara da pistola e disparara, colhendo mortalmente a vítima.

O DCIAP, que não assistira a nada, nem conhecia o homicida, teria sido incumbido de averiguar das circunstâncias do sucedido, para efeitos de procedimento criminal.

Como não sabia como as coisas se teriam passado, admitira todas as hipóteses possíveis, ou seja, que o homem assassinara o outro com qualquer instrumento que bem poderia ter sido um pau, uma faca, uma pistola, fosse lá o que fosse. O que importava era saber a verdade, TODA A VERDADE, para se actuar em conformidade.


Assim, sabendo que o Banco de Portugal estaria obrigado a ter informações privilegiadas acerca do assunto, oficiara-lhe - no âmbito do processo que estava em curso, o que o Banco de Portugal não desconhecia, note-se! - perguntando se o assassino dispunha, ou não, de uma faca. Simplesmente isso.


Perante o pedido, o Banco de Portugal teria respondido apenas que não constava que o assassino tivesse qualquer faca. Sem mais nada!

Perguntado sobre esta questão e por que razão o Banco de Portugal respondera apenas que o assassino não tinha uma faca, quando o Banco sabia que a faca era objecto irrelevante para o caso, pois que o homicídio tinha sido praticado com uma pistola, o seu responsável máximo, teria esclarecido:

- Como o DCIAP só perguntou isso, só a isso respondemos. Se a pergunta tivesse sido formulada de outra forma, teríamos respondido de outra forma...

E pronto. Nada mais acrescentara.

___

Consegui esclarecê-lo/a sobre o modo como as coisas se passaram e a justificação apresentada para a resposta dada? Uma justificação deste teor foi apresentada em Comissão de Inquérito!

* * *

Para terminar, porque as coisas não se ficaram por aqui:


A determinada altura, a arrogância era tal e a desorientação tamanha que, imagine-se!, o senhor governador não se dispensou de se levantar e deitar ambas as mãos às ilhargas (gesto que, pelos vistos, vai ganhando adeptos no Largo do Rato, quiçá por mimetismo...) tendo mesmo virado costas à presidente da comissão, Maria de Belém Roseira, sua camarada, que, estupefacta, ficou a falar sozinha e respeitosamente à espera que SExa se dignasse atendê-la.

É que Constâncio já nem queria responder a mais perguntas, tendo ameaçado a presidente com um:


- Eu vou-me embora!

Depois, pretendeu ser ele a determinar que se fizesse um intervalo. Por fim, lá caiu em si e acabou por permitir que fosse a presidente a ordená-lo, depois de consultar os restantes deputados, que aquiesceram.

A coisa atingiu tais foros que, após o recomeço, o próprio PS, pela voz de Ricardo Rodrigues, sentiu necessidade de se encrespar com o homem e "metê-lo na ordem", já que até aos camaradas ele já afrontava.

* * *

Tenho assistido a muitos debates
(no tempo em que tinha paciência para isso, que já não há quem aguente...) do hemiciclo e aos trabalhos de várias comissões de inquérito.

Confesso, porém, que como aquilo, nunca vi. É de antologia!


Por amor de Deus! Alguém que ponha isso no Youtube. É sucesso de bilheteira garantido! E, se tal não for possível, ao menos que se tente arranjar uma cópia da acta da comissão. Por mim, pago bem, já que infelizmente não gravei. ...
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2318. Hoje é dia grande...

... Vítor Constâncio continua a sua saga de

"não sei, não vi, não estava lá,
nem tinha que saber, nem ver nem estar lá"

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terça-feira, 9 de junho de 2009

2289. Constâncio, le pauvre!

O inefável Constâncio anda em maré de azar.

Então não é que, ontem, na Comissão de Inquérito à Actividade Bancária, sempre que o homem se esfalfava a falar, falar, falar, redondinho - parecendo que o fazia para gastar o máximo tempo permitido, para que lhe fizessem o mínimo de perguntas incómodas possível - tentando provar que, no caso BPN, o Banco de Portugal tinha sempre agido de forma correcta e adequada, sem laxismos nem culpa, aparecia o raio de um documento assinado por ele próprio que, lido logo ali em voz alta pelos deputados, o desmentia formalmente?

E, pelo que se ouviu, na próxima segunda-feira a peça é reposta em cena, com o actor principal sempre em palco mas com outros parceiros, havendo promessas de se chegar, então, ao clímax do drama em dois actos, antes do final em apoteose e saída em ombros pela esquerda baixa.

Por mim, já encomendei à agência que me garante bilhetes para os mais variados espectáculos, porque este... não vou perder, não.

Ver o governador do BP de testa lívida e bochehas bem coradas, a meter os pés pelas mãos, tentando justificar o injustificável, não se pode perder.

Le pauvre gars, il dit que lhe estão a fazer uma tentativa de linchamento público. Não por muito, mas enganou-se.

- Ninguém o quer linchar, ó governador. Apenas lixar, isso sim.

E eu de balcão!...
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quinta-feira, 28 de maio de 2009

2240. O governador ingovernado

Comissão de Inquérito ao BPN

Partido Socialista deixa cair Vítor Constâncio

por JOÃO PEDRO HENRIQUES

Direcção da bancada parlamentar socialista já interiorizou ser impossível ilibar o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, face aos indícios da actuação negligente daquela instituição face ao que se passava no Banco Português de Negócios, obtidos pela comissão parlamentar de inquérito ao chamado 'caso BPN'.

O PS já decidiu: vai deixar cair Vítor Constâncio. O relatório final da comissão parlamentar de inquérito ao BPN será crítico para com a actuação do governador do Banco de Portugal neste caso. E sê-lo-á com o consentimento da maioria socialista na comissão.

Face à acumulação de indícios na comissão de inquérito apontando para uma actuação negligente do banco central face ao Banco Português de Negócios, a direcção da bancada parlamentar socialista já percebeu que é impossível ilibar Constâncio. Isto por mais importante que seja a ligação histórica do governador ao PS (foi secretário-geral do partido de 1986 a 1989). "É impossível não criticarmos", admitiu ontem ao DN um membro da direcção parlamentar socialista.

( ver mais )

DN - 2009.05.28

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Nem o sacrifício de não aceitar o aumentozinho lhe é contabilizado?!

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