Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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domingo, 29 de junho de 2008

1579. Afinal, Lineker não teve razão

Terminou o Euro 2008.

Em beleza.

Dias atrás, a propósito da vitória da Alemanha sobre Portugal, depois de ter levado um autêntico "banho de bola", escrevi aqui que "Afinal Lineker tinha razão".

Hoje, porém, é com todo o prazer que venho corrigir a afirmação, porque, desta vez, "Afinal, Lineker não teve razão".

Nem podia ter porque a coisa estava a assumir foros de verdadeiro escândalo.

A selecção da Alemanha - que não jogava futebol que se visse, que fora completamente dominada em três ou quatro de um total cinco jogos que efectuara antes de hoje, chegara a esta final com uma dose reforçada de sorte, muito abuso do cabedal físico e agressivo e, acima de tudo, belíssimas ajudas das equipas de arbitragem, tudo isto condimentado com um combóio carregado de arrogância - foi, no fim, derrotada, prova de que existe justiça neste mundo. De vez em quando, apenas, é certo, mas existe.

Não tenho muito por hábito desfrutar os desgostos alheios, principalmente quando não sou parte directamente interessada no caso, mas é inevitável que afirme aqui, sem rebuços, que a Alemanha talvez hoje tenha sentido que confiar apenas

- na sorte;
- no cabedal usado com exagero e ilegitimamente;
- nas ajudas por fora

sendo, ainda assim, arrogante até à medula, não colhe os dividendos que desejava. Há que mostrar mais, melhor e sem batotas.

Igualmente, não costumo esperar que outros façam trabalho que a mim - ou a nós cabe -, mas, com toda a lealdade, tenho que vir aqui confessar um sentimento de révanche que me enche de satisfação.

Sinto-me vingado, porra!

Ao menos uma vez, los hermanitos não nos chatearam, tendo optado por moer o juízo a outros, que bem o mereciam.

Y olé!
...

quinta-feira, 19 de junho de 2008

1571. Afinal, Lineker tinha razão!...

Gary Lineker, famoso forward da selecção inglesa de há anos atrás ficou famoso por ser o excelente futebolista que foi, mas também por definir o futebol europeu do seguinte modo:

- O futebol europeu é um jogo de bola no pé, de onze contra onze e, no fim, ganha a Alemanha.


Então não é que o homem tinha razão?


Vem isto a propósito do jogo Portugal-Alemanha que esta noite se jogou.


Vejamos:

A estatística do jogo é impressionante!


Em cantos,
em remates, à baliza ou fora dela,
em situações de perigo,
em posse de bola,
em número de faltas cometidas,
em jogo jogado, enfim,
os alemães levaram aquilo que em futebol se chama de um "banho de bola".
Banho de bola tal que toda a segunda parte foi por eles vivida num "sufoco" permanente, tendo acabado o jogo acantonados na sua área defensiva, vulgarizados.

No entanto, ganharam. Porquê?

Deixe-me que esclareça algumas coisas e faça uma pergunta:

Esclarecimentos:

*
nos golos alemães houve erros nossos, sem dúvida
*
mas esses erros não teriam dado causa a golos deles se:
- no 2º, não houvesse dois alemães em nítido fora de jogo
(mas, se em abono do árbitro, se achar que o marcador do golo não estava, o colega dele estava mesmo e teve interferência na jogada, pois apareceram dois em frente do Ricardo, que teve que atentar nos dois)
- no 3º, não tivesse havido falta do Ballack a preceder o remate de cabeça do mesmo Ballack.


Pergunta:


* Por que razão houve uma tremenda preocupação por parte da TV em não passar novamente, em condições aceitáveis, a jogada do 2º golo, a tal em que há dois alemães em off-side?

Mais dois esclarecimentos:

*
Não sei se sabe, mas a UEFA dispunha de alguém, ligado à arbitragem (uma senhorita tanto quanto sei) a monitorizar as imagens de TV, com a missão de determinar in momentum, quais as que poderiam ser repassadas e quais as que não. Curiosamente, a imagem deste golo não foi repassada, a não ser de fugida e em enquadramento favorável à decisão tomada.
*
Já no golo do van Nystelroy, pela Holanda, em fora de jogo escandaloso, que a UEFA veio avalizar de forma absolutamente indecente e sem vergonha, acontecera o mesmo.

Pois é! Supunha que "apitos dourados" só havia por cá?
!?

Isto não é mau perder; é desgosto e revolta por perder por jogar contra cheaters.

Sei que já devia estar habituado a "isto" há uns bons anos, uma vez que tenho sido servido deste prato e de outros muitos semelhantes, ano após ano. Mas, que quer? Não consigo habituar-me a tal azia...

Enfim! ... jogo de bola no pé, de onze contra onze e, no fim, ganha a Alemanha. E, quando não são os alemães da Alemanha propriamente dita, são outros "alemões". Que os há por aí a pontapé. Corruptos há-os em qualquer canto. Sim, canto, porque eles só sabem viver pelos cantos e esquinas sombrios, cosidos com as paredes, na sua faina subterrânea.
...