Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

3134. Sertã

Se é sertaginense...
Se tem ou teve lá família...

Se não é nem lá tem ou teve família, mas gosta deles...

Se não gosta deles muito ou pouco ou mesmo nada...
Se, não obstante não ser,
nem lá ter ou ter tido família,
nem gostar mesmo nada daquela malta...

mas, com a raiva que lhes tem,
quiser conhecê-los melhor,
para com mais propriedade lhes dar no toutiço...


Encomende à Câmara Municipal da Sertã, através da sua Biblioteca, o livro HISTÓRIA DA SERTÃ, calhamaço de mais de 650 páginas, numa excelente encadernação, da lavra do feliz autor Rui Pedro Lopes, ao preço - imagine! - da uva mijona (com licença de Vossa Senhoria...)

Garanto-lhe que, além da da Sertã, vai ficar a saber muito mais da História de Portugal.

E, finda a leitura, quedará pesaroso por não ser sertaginense, nem lá ter ou ter tido família e, como todos eles, vaidosos dum raio, poder dizer todo ufano:
 

  •  SARTAGO STERNIT SARTAGINE HOSTES

que é como quem diz:



  •  A SERTÃ FRITA OS SEUS INIMIGOS

Fique igualmente a saber a razão deste leit motiv e quem foi a bela, vigorosa e destemida Celinda.

Não é preciso que agradeça. Foi um prazer fazer-lhe esta sugestão.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

3131. Sugestão de Leitura - "O mistério do Infante Santo"



SUGESTÃO DE LEITURA

Se quer saber coisas que dificilmente pode ter sabido antes, atendendo a que o estilo de ensino de História que é ministrado nas nossas escolas, das mais elementares às mais elaboradas, deixe que lhe sugira que leia,

O MISTÉRIO DO INFANTE SANTO

Romance histórico

de

Jorge Sousa Correia

setubalense e professor de História

em edição do Clube do Autor


Por ele, ficará a saber:

* as razões por que o Infante Santo, que foi dado como refém em Tânger, após o desastre militar da responsabilidade do irmão, Henrique, o Navegador, por lá faleceu após martírio de 6 anos, sem que algo tivesse sido feito pelo seu resgate;

* que, os que hoje, em Portugal, sem glória e sem honra, clamam e exigem o incumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelo País, tiveram em Henrique o seu émulo;

* que D. Duarte, o rei sucessor de D. João I, mais intelectual que homem prático e em linha com as realidades da vida, indeciso até à medula, tudo permitiu à arrogância, truculência e ânsia de poder do irmão Henrique, mostrando-se mesmo incapaz de, constatado o erro e a tragédia a que deu azo, emendar a mão, libertando-se do labéu que permitiu que lhe fosse atribuído na História do seu País;

* A fraqueza de espírito, ânimo e física do mártir;

* Quando e por que motivo Henrique transferiu a sua residência habitual para o Algarve mais precisamente para Sagres.

* As desinteligências e suas razões entre os membros da chamada Ínclita Geração.
De um lado, Henrique, a sua influência em Fernando, o mais novo dos irmãos, a quem, sem pestanejar conduziu ao maior dos martírios.
Do outro, os infantes Pedro e João, contrários à expedição a Tânger, que pressentiam potencialmente trágica, em face da falta de condições aceitáveis e que acabou por se saldar num dos maiores desastres militares portugueses, perfeitamente escusado e facilmente evitável.
No meio das duas forças, um rei fraco, Duarte, com as suas indecisões e desejo quase mórbido de não desagradar a nenhuma das partes, acabando igualmente por se tornar joguete de Henrique e da própria mulher, Isabel de Aragão.

Tudo isto e o que mais no livro encontrará, em cerca de 400 páginas bem escritas, numa narrativa romanceada muito escorreita e fluente, que seguramente lhe fará compreender um facto histórico do País até agora tão mal conhecido ou mesmo ignorado pelo cidadão comum.

Uma obra a não perder.

RVS - 2013 Abril 24

quarta-feira, 25 de abril de 2012

2941. As efemérides e seus donos


AS EFEMÉRIDES E SEUS DONOS

Há feriados que, embora não festejados com pompa e circunstância, não são alvo de manipulação, sendo, por isso, consensuais e outros que estão nos antípodas dessa consensualidade e, portanto, da dignidade indispensável a tais datas.

Os casos mais evidentes de uns e outros são os feriados de 25 de Abril, de 10 de Junho, de 5 de Outubro e de 1 de Dezembro.

Claro que há grandes diferenças entre uns e outros, datas relevantes da nossa História.

O de 10 de Junho, por exemplo, comemora nem se sabe bem o quê, uma vez que o primeiro e determinante acontecimento que levou à nossa identidade nacional foi a batalha de São Mamede, travada em 24 de Junho de 1128, devendo ser essa, pois, a da comemoração da Fundação de Portugal. A de 10 de Junho em nada é para o assunto chamada.

Com ela comemoramos o quê? O facto de o País ter ficado sem o seu Poeta maior, já que teria morrido precisamente nesse dia e essa a razão por que uma alma cretina se lembrou de que deveríamos comemorar o dia da Nação nessa data? Se há datas idiotas nos nossos festejos nacionais, esta é, sem dúvida a maior de todas.

E causa funda estupefacção que os revolucionários de Abril – ou alguns dos seus aviltadores – tenham deitado abaixo tudo e mais alguma coisa que lembrasse o Estado Novo e não o tenham feito relativamente, como se impunha, a uma data que não passa de uma verdadeira treta e a ninguém diz nada, excepto a uma cabecinha tonta do Estado Novo, como já referi.

Afastado o 10 de Junho, por falta de cabimento, restam as três outras, 25 de Abril, 5 de Outubro e 1 de Dezembro.

O 25 de Abril há-de vir a ter a dignidade de um 5 de Outubro. E merece-a. Ainda a não tem, contudo. E por que razão a não tem e apenas a virá a ter? E quando a virá a ter?

Pois bem, não a tem, porque aquela data, que era suposto ser de todos os Portugueses, parece cada vez mais de apenas alguns, que a têm apequenado, por se reclamarem seus donos, coutada sua.

Uma data festiva, que devia ser de alegria geral, torna-se, por isso, divisor comum, contrariamente ao que se impunha que fosse, ou seja, comum, sim, mais denominador.

Quanto ao momento em que poderá passar a ser uma data consensualizada e aceite, real e sinceramente festejada por todos, não estou em condições de precisar a data em que acontecerá. Mas, de uma coisa tenho a certeza: não acontecerá antes de que se vão todos aqueles que hoje têm a lata de se reclamar seus donos. E outra coisa estou em condições de garantir. Pode levar mais ou menos tempo, mas vai acontecer. Felizmente.

Nessa altura, sim, o 25 de Abril, chegará ao patamar do panteão onde se encontram o 5 de Outubro e o 1º de Dezembro. Por enquanto, infelizmente, não. Os “pais da pátria… deles” não deixam que tal aconteça. Em desespero de causa, não deixam!...

Portanto, enquanto o feriado de 10 de Junho pouco ou nada diz a quem não foi alienado pela propaganda do Estado Novo e não é ignorante ou descuidado como os próceres abrilentos, as outras três datas são representativas de momentos da História de Portugal que merecem ser recordados. Mesmo sem esquecer que o 1º de Dezembro tem um lugar verdadeiramente à parte na História Portuguesa.

Porquê? É que, enquanto o 25 de Abril comemora a reinstauração da Democracia em Portugal e o 5 de Outubro a implantação da República, conceitos e valores de uma enorme dignidade a que todos devemos homenagem, o 1º de Dezembro celebra a restauração da independência do País, isto é, subtrai-nos ao jugo do estrangeiro. E muito embora todos se revistam de enorme dignidade, não são, ainda assim, comparáveis.

E, precisamente agora, que tanta alminha ignara por aí se indigna por alguma perda da independência, no seio de uma organização em que todos os membros a perdem em prol do bem comum que se prossegue, causa verdadeira surpresa que a reconquista da independência, sacada a ferros das mãos do agressor estrangeiro, em 1 de Dezembro de 1640, seja levada em tão pouca conta.

Uma última nota de esclarecimento necessário: não fui, não sou e presumo que jamais virei a ser monárquico.

domingo, 17 de outubro de 2010

2718. Acuso! - de Henrique Cerqueira (1)



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Por ser de verdadeiro interesse público, principalmente para as gerações mais novas, dou início hoje a publicação de extractos do livro "ACUSO", de Henrique Cerqueira, através do qual poderá, quem me ler, tomar conhecimento do mais escandaloso e tenebroso período da História de Portugal, talvez apenas suplantado pela ignomínia que o País sofreu durante os 16 anos que se seguiram à Implantação da República.

Os extractos que aqui deixo hoje da Nota do Editor (Intervenção, de Paradela de Abreu) do livro a que me reporto de Henrique Cerqueira.

Outros extractos se seguirão.
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