Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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terça-feira, 30 de junho de 2009

2390. INEsices

Para grande satisfação governamental, o INE chegou à conclusão de que os portugueses, tanto os cidadãos indiferenciados, como os comerciantes, recuperaram em Junho os índices de confiança na economia portuguesa.

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Só contaram p'ra você, n'é, INE?

Mesmo que isso não fosse pateta patranha, não era de um mês para o outro que se saía de uma profunda depressão para uma esperança, só para agradar ao INE que precisa de agradar ao Governo que desespera por agradar aos portugueses, a três meses das legislativas, para ver se os portugueses deixam de estar tão desagradados com o Govermo como estão.


E se metessem a malta do INE a sair para a rua, mesmo só lá no bairro em que têm a sede, e fizessem um pequeno inquérito a comerciantes, moradores e passantes e se deixassem de tretas, a tentarem engrolar as pessoas?

Olhem, olhem... perguntem ao António José de Almeida, aí na Avenida, mesmo à saída da porta, e logo verão a resposta que recebem.

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sábado, 13 de junho de 2009

2308. Desemprego - Os números mais reais

Noticiou ontem à tarde uma emissora de rádio que, no total dos números do desemprego que oficialmente têm vindo a ser anunciados pelo INE encontram-se em falta cerca de 180.000 efectivos desempregados, que da respectiva lista foram retirados pelos mais diversos e espúrios motivos, como sejam o facto de esporadicamente fazerem um "bico" aqui outro ali ou estarem a frequentar acções de formação para reciclagem por terem perdido o emprego e outras espertezas que tais.

Ora, 180.000 assim descobertos, acrescidos aos 500.000 já oficialmente reconhecidos, dá um total mais aproximado da realidade de 680.000 desempregados em Portugal. Ou seja, o desemprego não anda pelos 8,9% mas pelos mais realistas, se bem que ainda não completamente fidedignos, 12,2%.

Significa isto que, tal como se sabia, apenas se ignorando a medida certa, os números do desemprego, principalmente de há dois anos a esta parte (muito fora, portanto, da actual crise mundial, mas muito dentro da endémica crise portuguesa), têm andado a não se conformar (eufemismo simpático, não?) à realidade. Agora, porém, são melhor conhecidos os números, a realidade.

Pois... Assim se combate o desemprego... Assim se criam centenas de milhares de postos de trabalho... E ainda há quem acredite na carochinha, contadora de historietas de engrolar criancinhas...

Isto passa-se no desemprego. Mas a "não conformidade" com a realidade não acontece apenas nesta vertente. A adulteração tem sido geral.

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É verdade que, após 7 de Junho, muitos ratos se preparam para fugir do seu largo, por receio de que o estatuto que têm exibido por feiras, arraiais e quermesses se tenha desvalorizado de modo irremediável.

É, porém, igualmente verdade que outra espécie de bicharada, esta rastejante, tem vindo a perder o medo em que estava mergulhada e começa a aparecer à tona da água pútrida do charco, e, assim, a começar a contar verdade que sempre souberam mas foram escondendo, para não desagradarem ao homem do chicote, o domador de pulgas e percevejos.

No entanto, é bom que se esteja ciente da realidade. É que - diz-nos a experiência de outros carnavais - tanto foram capazes de calar verdades incómodas para o poder instalado, como o são de, agora, perdido o respeito, desatarem a propalar outras "verdades" não conformes à realidade, para agradarem - ou não desagradarem - à corrente contrária. É que quem gosta de estar sempre com o Poder é capaz das façanhas mais inimagináveis.
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

1926. "Engenharias" das arábias

PLANO ANTICRISE RETIRA ATÉ 57 MIL DESEMPREGADOS DAS ESTATÍSTICAS

CATARINA ALMEIDA PEREIRA
Mercado laboral. Independentemente do êxito do Governo na inserção de pessoas à margem do mercado de trabalho, as medidas anunciadas têm o efeito imediato de reduzir o número oficial de desempregados

INE exige três condições ao conceito de desempregado

Se for aplicado integralmente, o plano de ocupação de desempregados desenhado pelo Governo vai implicar que até 57 mil pessoas sem trabalho não sejam consideradas "desempregadas". Esta é uma estimativa conservadora, tendo em conta que algumas das medidas anunciadas são apenas reforços de outras já existentes.

O que é um desempregado? Para o Instituto Nacional de Estatística (INE), responsável pelo apuramento de dados oficiais, é desempregado quem não tem trabalho remunerado, está disponível para trabalhar e procurou activamente emprego durante um período específico.
(...)
DNotícias


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Quem foi que disse que o homem não é engenheiro? Conseguir tirar das listas do Desemprego gente que continua sem emprego não é "engenharia"?
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sexta-feira, 16 de maio de 2008

1565. Mais um milagre !

A economia portuguesa está a abrandar, têm-nos dito os sábios economistas que por aí vão botando falação (faladura é outra coisa e fala outra ainda) !

E nós, crédulos que somos e de boa fé que estamos, acreditamos. Até porque, por essa Europa fora, parece que está acontecer o mesmo.

Pois bem...

Então não é que a sumidade que alguém com, talvez, pouca noção das responsabilidades, alçapremou ao cargo de patrão do Banco de Portugal, que aliás já nos habituou aos acertos anuais que faz nas previsões que anuncia (Deus lhe valha, le pauvre!), lá veio mais uma vez contrariar tudo o que toda a gente com noções de Economia afirma e que toda a gente, mesmo sem noções de Economia mas de senso comum, sabe que é o que está a acontecer?


Enfim!

Nesta oportunidade, porém, não venho falar desse grande Economista de uma cana, que falha sistematicamente nas previsões que apresenta. Até porque nem vale o tempo que se perde. Quem é que ainda acredita no que o homem diz?


Portanto... adiante!

Então não é que, agora - depois de o Sousa que capitaneia o governo ter dito que hoje se iria saber... -, o Instituto Nacional de Estatística (INE) vem dizer que o desemprego está a baixar? Se o assunto não fosse sério, dava aqui uma sonora e muito prolongada gargalhada.

Ora essa!...

A economia do País está a abrandar e o desemprego a ... descer?!?!?
Eheheheh !


Já sei que a sua alma está a ficar parva. Tal como a minha, aliás. E certamente, está já a dizer de si para consigo que é mais um ludíbrio, dos habituais,mais uma desajeitada manipulação.

Mas olhe que não há razão para grandes admirações, não senhor! Há, isso, sim, mais motivos de encómio e de devoção a São Sousa e todos os santinhos da sua congregação.


Porquê?

Porque uma coisa destas, só pode ser
É que nem a Senhora de Fátima tal conseguiria, ainda que muito se esforçasse! Só o Sousa e apenas ele.

Lá vamos ter que, uma dia destes, erguer um santuário de adoração anual ao novo ícone que nos arranjaram.

Arre, macho! Quem é que ia adivinhar que tínhamos aqui, mesmo à mão de semear, tal santinho milagreiro?!

Arrium porrium catenorium est! Como devemos ser invejados por esse mundo fora!!!...

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