Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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segunda-feira, 14 de julho de 2014

3160. O significado de se ser realmente grande...

Os americanos são conhecidos pela realização de campeonatos que eles dizem "mundiais", disputados apenas no território USA.
Nós somos mais modestos mas, pelo menos, não nos sujeitamos àquele ridículo.

E, no entanto, o Benfica realiza verdadeiros torneios mundiais.
São os de futsal, por exemplo. Mas há outros.
Então, como é isso?

Simples.
Qualquer torneio organizado, envolvendo as casas do Sport Lisboa e Benfica, é mesmo mundial.

A começar em Quadrazais de Cima, passando por Londres, Paris, Bruxelas, Luxemburgo, Alemanha, USA, Canadá, Angola, Moçambique, Macau, Dili, Sidney, há Casas do Benfica por tudo quanto é sítio.
Quando se é realmente grande...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

2882. O sportinguista

A quele, sim, era um sportinguista de verdade, de grande valor.

Um verdadeiro, integral, anti-benfiquista.
Sempre fora assim.

Se fosse possível, teria pintado o próprio sangue, só para lhe tirar aquela coloração de ignomínia.

O anti-benfiquismo foi o leit-motiv de toda a sua longa vida.

Sonhava, comia, trabalhava sempre com a mesma contrariedade: a existência do Benfica e, principalmente, de perigosos benfiquistas, raça com que gostava de ter acabado.

Já no leito de morte, aos cento e tal anos, arquejante, pediu ao filho que lhe trouxesse urgentemente uma camisola do inimigo e também um gorro, um cachecol e uma bandeira.
Surpreendido, o filho correu a satisfazer o pedido e, num ápice, voltou com o que o velhote lhe pedira.
Este, logo se apressou a solicitar ajuda para vestir a camisola, enfiar o gorro, pôr o cachecol e embrulhar-se na bandeira odiada.

– Mas, pai, toda a vida foste um indefectível sportinguista! Por que razão viraste agora benfiquista?
– Qual quê! Sportinguista, eu?! – agitou-se o súbito “lampião” – Ora, ora... Benfiquista, isso sim!
– Pronto, está bem, não te exaltes. Mas… Não estou a compreender…
– Mas é muito simples, filho, muito simples mesmo. Assim, quando eu me for, é mais um benfiquista que morre. É a raça maldita que estará a extinguir-se.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

2679. Salvou-se um!

Na sequência de anteriores, este tem sido, em Portugal, ano para esquecer,
tal o descalabro a que temos assistido.

Salvou-se o Benfica, haja Deus!

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

2662. E cá está o 32º...

... acompanhado de:

- maior número de vitórias
- menor número de derrotas
- menor número de empates
- ataque mais realizador
- defesa menos batida
- melhor marcador
- jogador com mais assistências para golo
- maior número de vitórias com goleada

Finalmente,
- campeão mais limpo dos últimos 20 anos

o que teve como resultado:

- o maior consumo de pastilhas rennie e todos os tempos
- que se tivesse esgotado o stock de Alka-Seltzer
- o desaparecimento de todos os fracos de Eno existentes no mercado
- consumo de pastiilhas Kompensam jamais detectado
- record de pacientes atendidos dos dentistas, com queixas de dentes rilhados...
- assombrosa subida de alvoroço doméstico, com mulheres agredidas, filhos maltratados, jantares não comidos e olheiras de meio metro de latitude...
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quinta-feira, 18 de março de 2010

sábado, 4 de julho de 2009

2421. Foi a enterrar o conceito "Benfica"


Fundado em 28 de Fevereiro de 1904, desde sempre o Sport Lisboa e Benfica foi, por vontade dos seus ilustres fundadores e de quantos de então para cá o representaram e nele se viram representados, um clube à parte, diferente de todos os outros.

Efectivamente, nele e à sombra do seu prestígio, abrigavam-se, em igualdade de estatuto, elites e massas populares que com os seus êxitos ou inêxitos rejubilavam ou sofriam por igual, em uníssono, fraternalmente, de mãos dadas. No Benfica se dissipavam naturalmente as diferenças sociais. Cá fora, podiam socialmente estar muito distantes - e estavam - médicos e carpinteiros, advogados e "almeidas", todas as classes sociais, enfim. Uma vez no Benfica, porém, tudo isso se esbatia e, sem esforço, deixava de haver licenciados e analfabetos, ricos e pobres,e poderosos e dominados, porque passava a haver apenas e tão só benfiquistas. Que discutiam, que barafustavam entre si, mas que tinham por objecto do seu amor um só, o nosso Benfica.

Se houvesse que o comparar a alguma figura característica de uma sociedade desenvolvida e consciente do seu valor no mundo envolvente, o Benfica seria um cavalheiro popular, um cavalheiro do povo, um verdadeiro people's gentleman.

E, à semelhança desse people's gentleman, teria características idiossincráticas que conseguem fazer a síntese correcta entre os gentlemen e a massa acrítica, inculta e ignara. E, assim, saberia que não é possível ter-se o direito de viver em sociedade civilizada sem que se cumpram escrupulosamente e por convicção funda determinadas regras impostergáveis.

A primeira e mais determinante delas, a da democracia a todo o custo, a democracia custe o que custar.

E, por força disso, o respeito pelas regras que, desde há 3.709 anos, ou seja, desde 1.700 aC, ou, desde Hamurábi, na Mesopotâmia, hoje Iraque, existem vertidas e sistematizadas em códigos, que os homens vêm regularmente comprometendo-se a cumprir, em nome de uma sã convivência entre seres humanos racionais.

É certo que, ao longo desses quase quatro mil anos, muitas e variadas têm sido as vezes em que homens sem escrúpulos têm violado esse juramento dos seus mais ilustres antepassados. Mas, de todas as vezes, o labéu que as suas atitudes totalitárias e anti-sociais lhes conferiram, a vergonha do seu comportamento, a ignomínia da sua postura, tardando menos ou tardando mais, acabou sempre por pô-los no seu devido lugar na História das nações e das sociedades. O dos proscritos.

E os prevaricadores, tendo tido o seu momento de glória infame, acabaram sempre por ser recordados, não pela sua grandeza de alma, mas pela ausência de princípios, de escrúpulos. Trata-se de uma fatalidade. Como a do destino.

Ora, o Sport Lisboa e Benfica foi sempre um clube que, pela sua inserção na comunidade, pelo comportamento dos seus dirigentes, pelo carinho dos seus associados e adeptos, era o orgulho do país e mesmo de adeptos e associados de outros clubes. E até aqueles que o combatiam fora dos campos da pugna meramente desportiva, implicitamente nele reconheciam esses valores e por esse mesmo motivo o afrontavam, diminuindo-se sem conseguirem diminuí-lo.

O Benfica, o grande Benfica, era um clube à parte. Era um clube que cumpria e fazia cumprir a lei. Era, enfim, um clube de Bem. Mesmo nas piores horas da sua existência, jamais se desviara, um metro que fosse, dessa conduta de seriedade, democraticidade, respeito pela lei, cidadania exemplar.

A título de exemplo, em tempos recentes, a eleição de João Vale e Azevedo e também o seu afastamento, igualmente através de eleições regulares e sem mácula, foram, ainda que muito agitados, actos de grande democracia interna. Jamais igualada em clubes portugueses e até lá de fora.

Até ontem.

Porque ontem e como decorrência de uma sucessão de actos que muito deslustram o nome do clube, o Benfica terminou esse seu estado de legalidade e de Direito, de sã e transparente democracia.

Por força de uns quantos de seus dirigentes - mais preocupados com os seus interesses pessoais do que com os interesses gerais do clube e de todos os benfiquistas - milhares de sócios de boa fé foram arrastados para uma ilegalidade flagrante e que muito penaliza o clube, mesmo que apenas e só no campo da Moral e do Direito.

O
Sport Lisboa e Benfica deixou, assim, de ser um clube honrado, exemplar no cumprimento da legalidade, verdadeiramente democrático.

Ontem, aconteceu que o Benfica que todos conhecíamos e amávamos, pelo qual tantos sacrifícios fizéramos ao longo da vida, porque nele nos revíamos, deixou de existir, tendo morrido de morte macaca.

Tendo morrido, porque, mesmo que venha e recompor-se, o que continuamos a muito desejar,não mais poderá dizer-se impoluto. Será outro Benfica, mas jamais o que conhecíamos e amávamos, porque éramos nós e tínhamos orgulho em nele vermos um retrato nosso, dos nossos sonhos, dos nossos anseios;

De morte macaca, porque atingiu o nível social do cessante presidente da assembleia geral que, bem elucidativa e eloquentemente - perante as câmaras de televisão e em resposta à pergunta de um jornalista acerca da circunstância de a eleição poder ainda ser impugnada, respondeu com esta jóia de oratória, digna daquilo que, de há muito dele se sabia, aliás, por outras actuações de semelhante elegância de estilo - afirmou alto e bom som:

- 'tou-me cagando!

Este o nível a que o Benfica foi reduzido. Haverá algum benfiquista de Bem que a esta condição se veja relegado, ele próprio, sem um sentimento de muita incomodidade e indizível vergonha?

A partir de ontem, ao Benfica falta força moral para apontar desvios comportamentais a outros. Porque lhe falta a força do exemplo. Está, agora, igual a outros, cujos comportamentos tanto tem verberado. E vai levar muitos anos, décadas mesmo, a recuperar uma parte desse seu capital de sociabilidade ímpar, em duas simples semanas agora malbaratado.

As semanas da dignidade institucional perdida.

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quinta-feira, 2 de julho de 2009

2404. Assim ou assado, Vieira já perdeu...

O Estado da 'nação'... benfiquista

No dia em que o País político vai estar a discutir o estado da Nação as implicações da crise e a julgar a governação de José Sócrates e a oposição de Manuela Ferreira Leite, há uma outra "nação" em estado de sítio. O último grande debate da legislatura é assim "abafado" pela discussão à volta da democracia benfiquista.

Batalhas jurídicas à parte, com os interesses que as movem, Luís Filipe Vieira podia ter evitado o vexame de agora ser visto como um candidato à margem da Lei. O facto de o ainda presidente do Benfica ter antecipado as eleições, originalmente marcadas para Outubro, revela receios (sobretudo desportivos, porque aquando dos factos não existia concorrência eleitoral), quando, se calhar, nada o justificava.(...)

Hoje a sua candidatura à presidência do Benfica está nas mãos de advogados e de um juiz. E Vieira podia ter evitado isto tudo, bastando para isso que tivesse percebido que tinha trabalho feito e de ter ouvido todos os especialistas antes de decidir a demissão conjunta dos órgãos sociais e a antecipação eleitoral. Foi isso que fragilizou Vieira, e é por isso que, mesmo que vá a votos e ganhe, a sua imagem poderá sair danificada.

DN 2009.07.02

* * *

Direi mesmo mais: "ofereceu" mais uma derrota ao Benfica. Irremediavelmente. Derrota bem maior do que as do relvado. Porque derrota da dignidade benfiquista.

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

2398. O que dizem os estatutos

Como é sobejamente sabido, em Portugal existe muito o triste hábito de se discutir e emitir opinião em praça pública, acerca de temas de que se desconhece tudo. E essa pecha atinge, actualmente mais do que nunca, a classe jornalística. Por impreparação? Por má fé? Ou apenas porque o que interessa é vender papel impresso com notícias fabricadas nas redacções?


Nem se cuida aqui de saber se quem tem razão é Luís Filipe Vieira e quem o rodeia ou os contrários. Trata-se apenas de tentar averiguar a verdade, que é só uma, e as várias inverdades que se propalam. Uns e outros terão razão no que têm e não terão no que efectivamente não tiverem.


Está visto que, para esclarecimento correcto, apenas os estatutos do clube são ainda idóneos.


Estatutos do Sport Lisboa e Benfica

( extractos )


Artigo 24º


1. O mandato dos órgãos sociais tem a duração de três anos e cessa com a posse dos novos órgãos sociais eleitos.

2. A eleição realiza-se por escrutínio secreto, entre os dias 24 e 31 do mês de Outubro do ano em que deva ter lugar


Artigo 25º


1 As candidaturas para as eleições serão apresentadas no período correspondente aos primeiros dez dias do mês de Outubro e serão subscritas por um mínimo de 250 sócios efectivos ou correspondentes, com mais de um ano de filiação associativa, sem o que não poderão ser aceites

(…)


Artigo 28º


Os prazos fixados nos artigos anteriores são peremptórios, sendo nulas as eleições que os não respeitem.

(…)


Artigo 31º


1. Se, em qualquer dos órgãos sociais, se verificar a ocorrência de vagas que excedam a terça parte dos seus membros, já depois de chamados os suplentes à electividade, ou se se verificar a demissão colectiva de algum dos citados órgãos sociais, proceder-se-á a eleições para a sua substituição.

2. As eleições referidas no número anterior deverão estar obrigatoriamente concluídas no prazo de trinta dias a contar da demissão, não podendo o prazo pala a apresentação de candidaturas ser inferior a dez dias.

(…)


Artigo 33º


1. Quando os órgãos sociais estejam demissionários, atinjam o final do seu mandato ou este esteja extinto nos termos dos estatutos, os seus membros continuarão a desempenhar os respectivos cargos, até serem substituídos.

2. Do incumprimento do disposto no número anterior resultará a impossibilidade de, durante seis anos, poder desempenhar qualquer cargo nos órgãos sociais, salvo se, para tanto, hajam concorrido razões de força maior, devidamente justificadas

(…)


Artigo 42º


À assembleia-geral pertence, por direito próprio, apreciar e decidir, sobre todos os assuntos de interesse para o clube, competindo-lhe, designadamente:

(…)

12. Autorizar a direcção, quando já terminado o seu mandato, a tomar as deliberações que impliquem para o clube responsabilidades financeiras, cujo montante exceda cinco por cento do orçamento em vigor.

(…)


Artigo 60º


Após terminado o mandato, a direcção não pode tomar deliberações que envolvam responsabilidades financeiras superiores ao limite previsto no nº 12 do artigo 42º.

(…)


Artigo 62º


1. A direcção não pode comprometer a utilização de receitas antecipadas resultantes de actos ou situações que ocorram após o termo do respectivo mandato, desde que excedam três por cento do orçamento do clube do exercício do ano transacto.

2. A dispensa da aplicação do disposto no numero anterior só poderá acontecer excepcionalmente em situações de inequívoca vantagem para o clube, mediante parecer favorável do conselho fiscal

3. A violação do disposto neste artigo implica a perda imediata do mandato e a impossibilidade de, durante seis anos, poder desempenhar qualquer cargo nos órgãos sociais.



* * *


Pessoalmente, continuo a sustentar que antecipação das eleições foi efectivamente uma golpada que eu gostaria de não ter visto acontecer no clube de que sou adepto.


Parece existir uma peocupação constante em, metodicamente, tornar o clube cada vez mais pequenino. Já nem sequer de bairro. De vão de escada.


A História julgará quem assim procede, porque os benfiquistas verdadeiros, que sinceramente sofrem pelo seu clube, parecem anestesiados, incapazes de uma atitude de lavagem da dignidade perdida.

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segunda-feira, 29 de junho de 2009

2387. Fica avisado!

Heresias

Nome dos homens

Conta Jorge Luís Borges que um estudante de medicina foi passar uns dias a uma fazenda nas pampas que ficou isolada após uma inundação. Entediado, o rapaz descobriu uma bíblia que passou a ler, todas as noites, aos camponeses iletrados.

Narrou-lhes a Paixão de Cristo que foi martirizado para salvar os homens. "E, com a sua morte, salvou-nos a todos?", perguntaram-lhe. Que sim, garantiu o quase-médico. Então, uma manhã, pediram-lhe a bênção. Depois injuriaram-no, chicotearam-no e crucificaram-no.

Na Guiana, uma mãe que tinha o filho doente levou-o a uma igreja. Porque o queria salvar, deixou que o prendessem a uma cruz e o espancassem até à morte num rito a que chamam exorcismo. A notícia não diz como se chamava o infeliz – mas o nome é sempre o mesmo nestas histórias.

Carlos Abreu Amorim, Jurista

* * *

Excelente crónica esta, sem dúvida.

Sugiro-lhe, porém, que não a vá contar - menos ainda ler - ali para as bandas da 2ª circular, frente ao Colombo...

Está avisado, ok?
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2386. Pelos menos, clarificam-se as coisas...

Tensão entre rivais: Declarações de Rui Costa chocaram José Eduardo Bettencourt

Sporting pondera corte de relações


As relações entre Sporting e Benfica ficaram seriamente abaladas após os incidentes no jogo de juniores entre os rivais, pelo que os leões ponderam mesmo cortar relações com o clube da Luz, apurou o CM. Ontem, o Sporting emitiu um comunicado a condenar o Benfica pelo sucedido. (...)

CM 2009.06.29

* * *

Sinceramente, também entendo que o corte de relações é o melhor que pode acontecer.

Pelo menos, clarificam-se a coisas. Afinal, o Sporting sempre esteve mancomunado com o FCPorto. Mesmo quando chorava baba e ranho por tudo quanto é sítio, dizendo-se prejudicado pelas manobras pintistas...

É preferível um "inimigo" que, como tal, fica catalogado, e em relação ao qual, portanto, estamos precavidos, do que um "amigo" falsete, com o qual corremos sempre o risco de sermos apunhalados pelas costas.

Se os vários dirigentes sportinguistas tivessem sido coerentes com as queixas que sempre fizeram e, assim, actuado em conformidade, há muito que as porcarias do nosso futebol teriam acabado ou, quando menos, sido substancialmente reduzidas. Mas o Sporting, através dos seus dirigentes, excepção feita ao curto período em que Santana Lopes foi presidente, nunca quis.

Lá saberão porquê...

Esta postura sportinguista foi sempre um dos grandes sustentáculos do impune poderio de Pinto da Costa.

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segunda-feira, 22 de junho de 2009

2351. A agudeza de visão...

... que faz descobrir o argueiro no olho do próximo é quase a mesma que esconde a tranca em olho próprio.

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Benfica abre guerra entre juízes


Eurico Reis, juiz desembargador e membro da Associação de Juízes pela Cidadania, quer afastar Rui Rangel da presidência desta associação devido ao seu envolvimento na campanha "Benfica, vencer, vencer".

Eurico Reis disse ao i considerar "inaceitável" o "papel visível e preponderante na campanha" devido à "conduta que um juiz deve ter, ainda mais estando num órgão superior [Rui Rangel é membro do Tribunal da Relação de Lisboa]." Por isso, pediu a marcação de uma reunião onde se decidisse o afastamento de Rangel. O encontro está marcado para dia 29 deste mês. Eurico Reis baseia-se num comunicado do Conselho Superior de Magistratura de 2008 em que se lê: "É desaconselhável a participação de magistrados judiciais em órgãos estatutários de entidades envolvidas em competições desportivas profissionais por considerar que essa participação é susceptível de se repercutir negativamente sobre a imagem e o prestígio do conjunto da magistratura."
i 2009.06.22

Segue aqui.

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Para encurtar razões, que o assunto vale menos do que meia dúzia de peanuts, direi que Eurico Reis tem razão.

E tanta como a que teria tido se tivesse considerado "inaceitável" o "papel visível e preponderante" devido à "conduta que um juiz deve ter, ainda mais estando num órgão superior", quando ele próprio, desembargador Eurico Reis, andou por aí, insistentemente, a perorar, sem contenção, por tudo quanto era televisão, pondo mesmo em cheque e dúvida, embora sem frontalidade, sabe-se lá por quê, decisões judiciais alheias.
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quinta-feira, 18 de junho de 2009

2339. José Eduardo Moniz e o Benfica

Benfica

Investidores asseguram salário de Moniz na Luz

Director-geral da TVI teve luz verde da Prisa para submeter-se ao desafio de ir a votos. Hoje dá a resposta; o seu salário está assegurado por investidores estrangeiros.

José Eduardo Moniz dará hoje uma resposta definitiva quanto à hipótese de ser candidato à presidência do Benfica. O director-geral da TVI teve ontem luz verde da Prisa, grupo espanhol accionista maioritário do canal, para suspender as suas funções do canal e, assim, encabeçar a lista às eleições do Benfica que se realizam a 3 de Julho e que tem como grande promotor José Veiga. Moniz tem a garantia de que se perder volta para a TVI, se ganhar exercerá o cargo de consultor do grupo para a Península Ibérica.
(...) DN 2009.06.218
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Confesso que estou com Moniz.

Porquê? Sei lá. Por tantos motivos... Talvez que o principal seja o de que é preciso ter-se muita coragem ou ser-se louco para se meter numa tal empresa. Mesmo que já tenha dado inúmeras provas das suas qualidades de gestão. Noutra área diferente? É certo, mas gestão é gestão.


Por outro lado, gostei de saber que a Prisa o apoia, ainda que não de forma explícita.


Boa sorte lhe desejo. Se ele a tiver, tê-la-ei também.

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segunda-feira, 15 de junho de 2009

2322. Mais um equívoco?

Jesus constrói onze à volta de Aimar é título de primeira página do jornal desportivo "Record".

No interior, mais isto.

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À volta de Aimar?! Para quê? Para que o moço não caia sempre que sopra uma aragem? Só se for por isso e para isso.

Quem sou eu, que nada percebo do assunto, para contrariar esta ideia?


Portanto, limito-me a dizer timidamente que Aimar foi mais um flop do SLB e construir uma equipa à sua volta é... quando menos, meter o Benfica a jogar a 10 à hora (nas descidas...) e sempre no chão, pois que basta uma aragem de Primavera e... lá cai o homem.

Ora, jogar a 10 à hora (nas descidas...) e sempre no chão não é propriamente o mais aconselhável para a Liga Portuguesa e para a Europa, como, aliás, se viu na época finda.

Que raio acontecerá às pessoas que, ao chegarem ao Benfica, perdem todas as boas características que firam demonstrando sempre, antes da sua vinda para o clube? Jesus já começou também a padecer do "efeito SLB"?

Pinto da Costa foi visto a esfregar energicamente as mãos e... não parecia ser para as aquecer... Mas, caramba!, assim também eu ganhava campeonatos. Assim e com outros recursos, é bom que se diga...

Enfim! Se em 2010-2011 há mais, para quê preocuparmo-nos com 2009-2010?

Cá estaremos, para ver... o que já se adivinha.
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sexta-feira, 22 de maio de 2009

2220. A virgem e as relações... públicas


"... vou trabalhar para o Benfica como relações públicas e acompanhar as pessoas nas visitas ao estádio... ”
CM 2009.05.22



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?!?!?!?!

Pudera! Se eu fosse o Luís Filipe Vieira também eu a chamava. De virgens é que o clube precisa.

Mas não para as relações públicas ou ralações públicas ou relações... whatever! Para as balizas da equipa sénior de futebol...


De qualquer modo, está-me cá a parecer que as receitas das visitas guiadas ao estádio vão dar ao Benfica para adquirir os passes de Cristiano Ronaldo, Káká, Lionel Messi, Lampard e mais 7 ou 8 craques de igual valha, se não para o início da época, pelo menos para quando o mercado reabrir, lá para o final de Dezembro ou princípios de Janeiro.

Uma coisa é certa. A manterem-se as coisas como estão, a virgindade de Margarida fica garantida por muitos e bons anos, for sure. Quem é que lá pelo meu Benfica se mostra goleador à altura? Ná... não me parece...


Ó sina! ...
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domingo, 22 de março de 2009

2064. Taça da Liga em "flashes"




Lucílio Baptista (- 5) esteve ao seu nível, ou seja, mal... muito mal.

- Assinalou um penalty que só ele viu e que muito influiu no resultado final;
- em consequência, expulsou Pedro Silva, sem qualquer razão;
- deixou que Derlei fizesse o que quis.

Derlei (- 4)

- Passou o jogo inteiro a agredir adversários e a simular faltas sobre si. Nunca vi tantas faltas e anti-desportivismo passarem em claro num só jogo.

Pedro Silva (- 5)

- A razão que tinha na história do penalty que não existiu e na expulsão que não se justificou, perdeu-a toda com as atitudes lamentáveis que assumiu a seguir e quando da entrega das medalhas.

Quique (- 2)

- Não acerta uma. Ontem, foi com a questão dos marcadores dos penalties. Por mero acaso teve sorte. Mas, se as coisas dessem para o torto, teria todas as responsabilidades, uma vez mais. Tirar o Nuno Gomes e o Reyes quando se aproximava a hora dos penalties só lembrava mesmo ao Quique.

Paulo Bento (- 3)

Aquela choradeira raivosa habitual é de um mau gosto atroz. E é recorrente neste tipo de atitudes. Mesmo quando é beneficiado. E tem-no sido frequentemente. Paulo Bento está bem no centro da razão dos comportamentos lamentáveis do Pedro Silva e do Derlei. Se o treinador se porta assim, como é que os treinados podem portar-se com mais dignidade?

Quim (+ 5)

Defender três penalties seguidos em cinco tentativas acontece talvez uma vez na vida e apenas a alguns afortunados. Salvou a noite do Benfica e do espectáculo, tendo dado mais uma prova de que Quique precisa de que alguém o desperte para umas quantas realidades. Se aquilo foi uma vingança, Quim está bem vingado.
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quarta-feira, 18 de março de 2009

2055. E a ética, ó Manel?

O treinador do Al-Ahly (Egipto), Manuel José, disse ontem que Quique Flores é o principal culpado pela situação em que o Benfica se encontra neste momento. 'A direcção e o director desportivo tudo fizeram e tudo deram para que os resultados fossem diferentes', afirmou à TSF.
CManhã 2009.03.18


* * *


- E a ética, ó Manel? Onde está ela? Ficou na gaveta na despensa? Ouve cá, estavas tão aflito que não podias ter deixado que isso fosse dito por outro? Tinhas que ser mesmo tu?

Esta coisa de - a alguns treinadores portugueses que, logo que conseguem averbar meia dúzia de vitórias, mesmo que com clubes e em campeonatos de saldo - dar para desatarem a bojardar, como se estivessem a perorar do Olimpo a todo o povoléu circundante, é atávica, não?

Eu até sou de opinião que o homem tem razão, pois que o principal culpado - a grande distância dos restantes - é mesmo o Quique. E tenho-o afirmado várias vezes e em várias circunstâncias, ao longo destes últimos cinco meses. Acontece, porém, que, ao contrário de Manuel José, não sou colega de profissão do filho de Carmen Florez e de Isidro Sanchez!...

Manuel José tem destas coisas... Sempre que, em face do trabalho que apresenta, começo a alterar a ideia que um dia fiz dele, pimba!, lança mais uma bojarda que tudo arrasa. Será congénito?
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segunda-feira, 16 de março de 2009

2049. Justiças e outras tretas

Dirigentes do Benfica descontentes com Quique

Cúpula dirigente desagradada com o resultado do trabalho do espanhol

LUÍS ANTUNES

A cúpula dirigente do Benfica está descontente com o trabalho de Quique Flores à frente do clube. O fraco rendimento da equipa em face do alto investimento realizado está na base da insatisfação dos responsáveis.

A posição não é, naturalmente, assumida publicamente, mas, ao que o JN apurou, a derrota de anteontem, frente ao Vitória de Guimarães, e consequente passo atrás no caminho do título, acentuou o descontentamento dos responsáveis em relação ao trabalho do técnico. Mais do que o desaire, os dirigentes entendem que o treinador está longe de conseguir colocar a equipa a jogar no patamar condizente com o valor dos atletas do plantel.

Aliás, ao que apurámos, a mais valia dos futebolistas é reconhecido pelos responsáveis, que aceitam ainda que esta qualidade não existia na temporada passada.

Depois do afastamento da UEFA, Taça de Portugal e do quase definitivo adeus à Liga, o jogo da final da Taça da Liga passa a assumir vital importância no futuro desportivo da temporada. E poderá também influenciar o destino do treinador espanhol.

No plano institucional, Luís Felipe Vieira garantiu, ontem, que não se desviará um milímetro do rumo que traçou para as águias, e lançou farpas a Pinto da Costa.

"Como devem compreender, este não é um dia feliz, mas ao contrário daqueles que se alimentam do sucesso, que esperam por momentos como este para poderem aparecer e dizer mal, o que eu digo é que o rumo é para manter", disse o líder da SAD, perante uma plateia de mais de um milhar de adeptos, que participou na inauguração da casa do clube em Agualva-Cacém.

Na óptica do responsável, que se emocionou ao recordar Jorge de Brito - antigo dirigente ofereceu-lhe o emblema que habitualmente usa -, os bons projectos precisam de "estabilidade". "Nunca vi uma boa colheita ser feita sem tempo, persistência e algum sacrifício!", referiu.

Por outro lado, Vieira voltou a criticar Pinto da Costa. Sem nunca referenciar o nome do presidente do F. C. Porto, o número um da SAD garantiu que Benfica jamais alicerçará o sucesso em práticas ilícitas.

"Hoje, gostaria de acrescentar, que também acredito, tal como outros já o manifestaram, na justiça divina. Mas ao contrário de outros, também acredito na justiça dos homens e, principalmente, na Justiça portuguesa", referiu. O dirigente aludia às declarações do responsável dos dragões em tribunal, no âmbito do caso do envelope - processo extraído da investigação "Apito Dourado".

"Têm de saber e sentir que a Justiça actua e castiga ! Têm, enfim, de saber que a justiça divina vem depois, mas que antes dela as pessoas têm de responder perante a justiça dos homens", sublinhou.
JN 2009Março16
(Os sublinhados são do Blog)

* * *


Há justiças que, na verdade, há que levar por diante até à justiça final. Mas, se nada fizermpos por nós...

Ora, pena é não se terem descontentado há mais tempo, porque agora já vão tarde. E só com uma boa dose de sorte, poderão, no fim de semana que vem, não averbar mais uma barraca indecente. Há muito tempo que só quem é cego não vê que o problema não está no plantel nem em qualquer outro aspecto, mas em Quique, ele próprio.

Nunca foi capaz de apresentar uma equipa tipo. Que me recorde, nunca apresentou o mesmo onze três vezes seguidas. Ora, se ao princípio ainda havia a desculpa de que estaria a avaliar a capacidade dos plantel, o tempo foi correndo, a atitude mantendo-se e a desculpa deixando de fazer sentido.

É bem certo que, não fora aquele fantasmagórico penalty no jogo contra o FC Porto e, neste altura, o mesmo FCP lidaria a classificação, sim, mas com o Sporting a 1 ponto e o Benfica a 2. O que seria substancialmente diferente do que se verifica. Mas uma equipa não pode estar apenas à espera do que há-de vir. Tem que fazer por si mesma. E o Benfica não o tem feito.

Vejamos, apenas em traços muito gerais:

1 - o Aimar - que não é nada do que tanto se apregoou, já que se tem revelado mais perdedor de bolas, pela lentidão com que joga, do que outra coisa - tem sido sistematicamente posto a jogar em lugar que é evidente não ser o dele;

2 - Ruben Amorim, idem, idem, com a agravante de ninguém ainda lhe ter explicado como se deve rematar (o ideal seria pô-lo a ver remates do Eusébio - inclinado para a frente - umas duas horas por dia);

3 - a equipa tem uma arrumação e um posicionamento no campo que provoca arrepios e dá ocasião a que:

4 - a bola, proveniente de ressaltos, vá invariavelmente ter com os adversários, só muito raramente encontrando um benfiquista;

5 - as linhas de passe dos nossos estejam sempre preenchidas e as linhas de intercepção de passe adversário sempre libertas;

6 - ainda ninguém percebeu naquela confusão que o guarda-redes não deve devolver a bola a pontapé para a frente, porque isso só beneficia a defesa contrária, mas, isso sim, deve entregá-la rapidamente a um defesa ou a um médio (talvez pondo-os a ver jogos do falecido Bento, eles aprendam...);

7 - também ainda ninguém percebeu que, quando os defesas-centrais avançam para a marcação de um canto ou algo que o valha, alguém deve, cá atrás, fazer a compensação;

8 - acima de tudo, ninguém consegue obrigar aquela gente a correr?

E os "deslizes" e incompreensões não se ficam por isto. São em quantidade inusitada. Com o plantel que o Benfica tem e com os erros tremendos cometidos pelos adversários mais próximos, este ano havia a obrigação de estarmos em primeiro lugar, bem folgados. Pelo contrário, estamos como se vê.

Tudo isto é da responsabilidade da equipa técnica, não havendo qualquer justificação aceitável para o descalabro. Ainda no jogo com o Guimarães que, com uma só jogada mais atrevida, ganhou o jogo com uma perna às costas, se viu como tem sido a época. A equipa foi, uma vez mais, mal estruturada.

Um tipo que quer ganhar o jogo, que tem que ganhar o jogo, não se apresenta com uma equipa defensiva e com apenas um ponta de lança, ainda prol cima lento como um caracol coxo. Mas também não se apresenta com um Aimar - lento e incapaz de levar um sopro como encosto sem cair logo - como segundo ponta de lança (até me dá vontade de rir... de desconsolo) . Depois, um tipo que quer ganhar o jogo, que tem que ganhar o jogo, não faz entrar um ponta de lança tirando o outro. Só revela que, além de não perceber nada do que deve perceber, está acagaçadinho de todo. E transmite esse cagaço à equipa.

Como é que o director desportivo e agora também vice-presidente - a última maravilha do dirigismo português - não percebe isto e não põe ordem na casa?... E quando é que se percebe que, além de um treinador competente, o Benfica necessita há anos - desde que o Zahovic se foi embora - de um playmaker de nível pelo menos médio e não o tem?

Mais outra época reduzida a pó. Por incompetências várias. Maioritariamente de Quique, claro, mas o homem não está sozinho, não! Até há meses atrás - ao final da época passada - dizia-se que a culpa era do Luís Filipe Vieira, porque nada percebia de futebol e, assim, cometia erros sobre erros. Agora, é de quem? Dos javalis que devem ter comido algo que lhes fez mal, a desculpa preferida do Obélix?

Hã?

...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

1934. O melhor em campo

O melhor jogador em campo, no
FCP - Sport Lisboa e Benfica

que terminou há instantes, foi

Yebda

Porquê?

Marcou o golo do Benfica e não cometeu o penalty que deu o empate.

* * *

Triste sina a do Sport Lisboa e Benfica!
Por via de regra, não joga nada e perde e empata

Quando joga...
... pois...
... empata, pois claro!

N.B.-

Uma vez mais se cumpriu a teoria que há muitos anos defendo, ou seja, o FCP tem sido a melhor equipa portuguesa de há uns bons 15 anos para cá.

E não é verdade que seja sempre beneficiado.

É mesmo muito frequente
que seja a melhor equipa em campo, pelo que não precisa de ajudas de equipas de arbitragem.

Todavia, quando necessita, tem a sorte de elas nunca falharem. Não porque haja actividades estranhas sob o tampo da mesa, não; apenas porque calha nesses dias os árbitros terem actuações infelizes, estarem em dia não. Certamente que se trata de uma coincidência. Não mais do que isso.

Mas o que é certo é que esta certeza que eles têm - da coincidência, claro! -, dá-lhes uma tranquilidade absolutamente decisiva para alcançarem triunfos. E os triunfos criam nos jogadores e em todo o conjunto uma dinâmica de vitória difícil de derrotar, como é sabido de outras equipas.

Como coincidência é o facto de, quando prejudicado, sê-lo sempre em condições que possibilitam o esbatimento do prejuízo, ou seja, na anulação de um seu golo válido, quando o resultado lhe está já a ser favorável.ou até, na validação de um golo irregular do adversário, mas apenas quando a sua vantagem é já de dois golos.

Mas igualmente a circunstância, não despicienda, aliás, de não haver memória recente de livres contra o FCP assinalados a menos de 35 metros da sua baliza. Com a subsequente exibição do cartão amarelo. Nem mesmo quando Suazo, ou outro qualquer, é atropelado pelas costas, ao iniciar fuga, isolado, ao encontro de Helton...

Essa é a grande supremacia a que o FCP se habituou de há 15 anos para cá e que lhe fez vencer 11 campeonatos num total de 15. Que começou com a história dos penalties, recorda-se? Naquela fase, ainda mais recuada, em que Fernando Gomes vencia a bola de prata com 22 golos, 13 dos quais de penalty. Saudosos tempos, esses!

Experimente-se dar estas facilidades ao Vitória de Setúbal, à Naval ou ao Trofense... a tutti quanti e veremos se eles chegam ou não a campeões.

O não-penalty de Yebda, de ontem, é algo de escandaloso. O "benfiquista" Pedro Proença estava a menos de três metros do lance e de frente, sem ninguém pelo meio. Mais claro do que isto...
...
Este é, pois, o segredo da carreira vitoriosa do FCP. Não há mistérios. Nem tácticas especiais. É tão somente isto.

E há poucas ilusões. O campeonato está decidido. Vem aí o treta, perdão, o tetra. Ou lá o que é...

* * *

Para encerrar a questão:
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