Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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sexta-feira, 5 de junho de 2009

2279. Salvos pelo gong

Atribuição de casas pel CML

MP acusa ex-vereadora de Santana e censura João Soares e Jorge Sampaio


Santana Lopes foi ilibado do caso das ‘casas da Câmara de Lisboa’, mas a ex-vereadora Lopes da Costa está acusada de 22 crimes de abuso de poder. O MP considera ainda que João Soares e Jorge Sampaio «são susceptíveis» de ter incorrido no mesmo crime, para ambos já prescrito
Semanário SOL,
transcrito no Blog "Oeiras Local"


mais

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Santana Lopes ilibado; João Soares e Jorge Sampaio salvos pelo gong da prescrição...
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terça-feira, 14 de abril de 2009

2108. Lisboa - A coligação negativa

Numa clara demonstração de fraqueza política e eleitoral, as várias esquerdas, folclóricas e de cariz pouco democrático, andam numa fona tremenda, tentando coligar-se, uma vez mais pela negativa.

E porquê pela negativa?

Simplesmente porque, pelo que propalam aos quatro ventos, não entrarão em mancebia espúria visando um objectivo positivo, afirmativo, o bem de Lisboa e dos seus munícipes; não, pelo contrário, "ajuntam-se" para evitar que Santana Lopes vença as eleições na capital do país.

Quer isto dizer que, quem neles vier a votar, fá-lo-á não na afirmação de uma política que privilegie os interesses dos lisboetas, mas num mero bota-abaixo, no conhecido "quanto pior, melhor" de triste memória

Uma vez mais, são eles que, borrados de medo de levarem uma abada, na inabilidade que os caracteriza se deixam ver nus em pêlo na praça pública.

De novo, consigam ou não alcançar o seu cretino objectivo, fica provada a enorme "superioridade moral" que os anima.

São ridículos, como tantas vezes aqui tenho demonstrado. Mas, mais do que ridículos, perigosos. Porque inconscientes, porque fanáticos, porque mesquinhos e ordinários, sem um pingo de vergonha na cara.

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sexta-feira, 24 de agosto de 2007

1223. Carta de António Brotas a Helena Roseta

Lisboa, 24 de Agosto de 2007

Cara Helena Roseta,

Leio no jornal (no “Público” de ontem) que o executivo lisboeta aprovou uma proposta da vereadora Helena Roseta a exigir ao Governo que no estudo comparativo que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) está a realizar sobre a localização do futuro aeroporto de Lisboa “seja incluida a alternativa Portela+1” tomando como segunda opção para apoio do actual aeroporto a “hipótese de Alcochete”.

Não deixando de considerar como muito positivo o facto da Câmara de Lisboa se começar a interessar e tomar uma posição sobre um problema de grande importância estratégica para a cidade, faço-lhe notar que a fórmula “Portela +1” é algo equívoca, e que a exigência, agora, no final de Agosto, de um acrescento ao estudo inicialmente pedido ao LNEC só pode trazer confusões e atrasos.

O LNEC foi encarregue de estudar as vantagens e inconvenientes dos dois aeroportos da Ota e de Alcochete e de fornecer ao Governo elementos para decidir sobre a localização do NAL ( novo aeroporto de Lisboa). Não sei como é que o LNEC está a dar conta deste trabalho que, em princípio, deve ser apresentado dentro de 3 ou 4 meses.

Se a opção final for a de um aeroporto na carreira de tiro de Alcochete, onde tem possibilidades de expansão quase ilimitadas, este aeroporto deverá ser construido por fases. Num primeiro período, terá, necessariamente, de coexistir com o aeroporto da Portela. Só, talvez daqui a 10 ou 15 anos, será necessário decidir se o aeroporto de Alcochete se deve expandir de modo a permitir o encerramento do da Portela, ou se devemos, em definitivo, adoptar a solução Portela+1 (Portela+Alcochete). Nessa altura teremos de ter já resolvidos outros problemas como é o caso da nova travessia ferroviária do Tejo.

É, portanto, absolutamente impossível ao LNEC fazer agora um estudo e fornecer uma informação válida sobre a fórmula Portela+1. Deixemos-lo, portanto, com seu mandato inicial e façamos votos de que o cumpra o melhor possível.

Entretanto, é altamente desejável que a Câmara de Lisboa, na sequência desta sua decisão, crie o que lhe tem faltado, um verdadeiro centro de estudo e de debates sobre os grandes problemas estratégicos que interessam à cidade.

António Brotas
Professor Jubilado do IST
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quinta-feira, 5 de julho de 2007

1169. Garcia Pereira tem razão


Garcia Pereira, o eterno candidato do MRPP a todas as eleições que vêm decorrendo no País e por quem, sem esforço e não obstante não perfilhar os ideais, tenho consideração pessoal e política que que não consigo ter pela maioria dos figurões idiotas que por aí andam, estava há pouco, na Revista de Imprensa da Sic Notícias, a perorar acerca da "indecência" que é não se dar a todos os partidos concorrentes às eleições autárquicas de Lisboa o mesmo tratamento.

Dizia ele que, sendo 12 os concorrentes, apenas a 5 era dado quase todo o destaque e, depois, havia mais 2 a que era dado algum. Para os restantes cinco, nada, absolutamente nada. Acrescentava que isto não estava certo e que num estado democrático não se admitia semelhante tal.

Não posso concordar com ele mais do que, na verdade, concordo. E podia, com a maior das facilidades, trazer à colação inúmeras razões que, com solidez indestrutível, fundamentariam esta posição.

Não vou dar-me, porém a tal canseira. Primeiro, porque todos temos consciência dessa indecente discriminação, pelo que nem é preciso "bater mais no ceguinho"; depois, porque basta que anote aqui uma, para que a relembre a todos Vocências:

Se por outros motivos não fora, os pequeninos, os "sem voz", têm todo o direito a maior visibilidade e, portanto, a tratamento equânime relativamente aos maiores. Isto, não porque sejam melhores do que os outros, não. Nem sequer sabemos se são. Nunca tiveram oportunidade de o comprovar.

Tão simplesmente, porém, porque Garcia Pereira e outros que tal nunca nos fizeram mal, nem tão pouco têm a mínima responsabilidade no facto de termos sido trazidos a esta vileza em que nos afogaram e persistem em manter.


Entretanto, os outros, os col blancs, esses, sim, têm toda essa responsabilidade. E, no entanto, continuam a ser bajulados e positivamente discriminados.

Mundo cão! Portugal de cães!


Ora, deixem lá que os pequeninos mostrem o que valem. Quanto mais não seja, apresentando as suas propostas em termos que a gente possa entender.


Sim, eles estão livres de pecado, na sua atribulada existência; os outros, bem os outros - que pelos diversos cadeirões do Poder têm andado a esfregar o cu deslavado e malcheiroso - não merecem ser privilegiados. Muito pelo contrário...


Faça-se, pois, justiça!

A Garcia o que de Garcia tem que ser e aos trampolineiros o que a eles cabe. Nem mais a uns nem menos a outros. A cada qual segundo os seus méritos, até que provem não os ter. Como muitos, tantos, toneladas deles já mostraram! À saciedade.

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domingo, 1 de julho de 2007

1164. Os responsáveis


António Costa prepara-se para, com uma perna às costas, sem mérito especial e com enorme ajuda do governo do senhor Pinto de Sousa (o próprio Costa se encarregou já de o confirmar, propalando aos quatro ventos que o Governo o vai ajudar a pagar as dívidas da CML), vencer as próximas eleições na autarquia de Lisboa, em 15 do corrente.

Mas as ajudas que recebe não são apenas as que virão do governo, que mais para a frente se verão quais serão, na totalidade. Não são apenas essas, nem sequer são essas as decisivas para o resultado final.

Porque o facto decisivo para aquela que se prefigura como a fácil vitória de Costa é da total e exclusiva responsabilidade de Carmona Rodrigues e/ou Fernando Negrão, a ambos se podendo associar por inteiro Luís Marques Mendes.

Esta circunstância - já intuída de há muito - recebeu plena confirmação na última sondagem, publicitada há dois dias.

Nela se prevê a vitória de Costa com um total de 33% dos votos, seguido de Fernando Negrão com 18% e Carmona Rodrigues com 17,5%. Ou seja, mesmo descontando a aleatoriedade destas consultas de intenção de voto (cada qual encomenda as que mais lhe convêm), conclui-se que, sendo como os resultados apontam, o pleno dos votos de Negrão e Carmona - ainda que perdendo volume percentual por estarem divididos - ultrapassa o de Costa.

Acontecerá assim, muito previsivelmente, aquilo que acima ficou dito, ou seja, a tremenda responsabilidade de Negrão e Carmona na circunstância de o esforço dos eleitores de um e de outro resultarem infrutíferos, por falta de senso político e noção da responsabilidade cívico-eleitoral de ambos.

Movimentando-se em campos que se sobrepõem, os dois candidatos "assassinam-se" mutuamente e oferecem a Costa aquilo que ele jamais pensou vir a conseguir. A ele e também a Pinto de Sousa, que, assim, se vê livre de um concorrente dentro do seu próprio partido, em 2009.

Mais:

O senhor Pinto de Sousa consegue, por artes mágicas de adversários inábeis e pouco despertos para as realidades da vida, livrar o corpo da vergastada de terceira e retumbante derrota consecutiva (presidenciais e legislativas regionais foram as primeiras) após ter sido, ele próprio, eleito com ajudas imensas e pouco curiais, em Fevereiro de 2005.

Aqui se pode, por conseguinte, aquilatar do enorme serviço que aqueles senhores estarão a prestar ao PS de Pinto de Sousa - curiosamente PS também ;-) - e, consequentemente, o tremendo desaire que irão oferecer em bandeja de lata ferrugenta aos respectivos eleitores.

Lógico seria que fossem sopesados os pratos dos prós e contras da atitude que se impõe que seja tomada, mas que não o será, como bem sabemos.

E que conteriam esses pratos? Bem, enquanto que num estaria o "sacrifício" de um qualquer dos referidos candidatos, no outro estaria o interesse de Lisboa, dos lisboetas e, em primeiro plano, o dos respectivos eleitores.


Nada disso, o sacrifício de um, porém, irá acontecer, pelo que a vitória de Costa se ficará a dever ao enorme demérito político e de cidadania daqueles seus adversários e não a mérito próprio.

E assim anda a política - pequenina, pequenina - deste nosso Portugal.

Falta referir o terceiro responsável pela patética vitória de Costa.

Luís Marques Mendes é responsável também neste caso e talvez seja mesmo o primeiro deles, pela política que tem conduzido - melhor dito, pela política por que se tem deixado conduzir - não só em todo o processo autárquico lisboeta (e de longa data), mas relativamente a toda a actividade do próprio Partido Social Demcrata. A continuar assim, o partido tenderia a desaparecer, não fora o núcleo duro dos seus eleitores, que, haja o que houver, não o deixa tombar abaixo dos 30%, a não ser episodicamente, como aconteceu em 1985, com Cavaco, que, ainda que abaixo daquela fasquia, venceu as legislativas.

Aqui ficam, pois, apontados. Para a posteridade. Para todos os efeitos da posteridade, incluindo a conferência, em 15 do corrente, do que agora fica dito.

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No caso de surgir algum rasgo de senso comum na actuação dos referidos três senhores - do que muito se duvida porque não se lhes vislumbra rasgo, golpe de asa e desprendimento para tal -, que os leve a conversarem e a ajustarem posições, com o tal "sacrifício" de um deles, é por demais evidente que o sacrificado teria que ser Fernando Negrão.

Mesmo descontando outras razões, igualmente muito ponderosas, avulta a do assombrosamente fraco conhecimento que tem revelado da causa autárquica em geral, mas principalmente da lisboeta, cujo ácume se verificou no já célebre episódio daquilo que, em desespero de causa, se tenta agora apresentar como mera e natural gaffe resultante de confusão de siglas, mas que todos quantos tiveram oportunidade de ouvir com atenção e não são tolos, sabem bem que se tratou de algo bem mais grave e penoso. De uma total confusão de propostas, só possível por nítida e incompreensível ausência de estudo de dossiers, aliada a débito de um conjunto de banalidades inconsequentes e introduzidas à pressa e descuidadamente no discurso oficial do candidato.

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terça-feira, 26 de junho de 2007

quinta-feira, 14 de junho de 2007

1127. Um, dó, li, tá...




... cara de amendoá






um segredo coloreto




um, dó, li, tá...







Seja assim
ou seja assá
tanto fê
como fá...
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1126. Uma proposta consensual

O que devia estar neste momento, a meu ver, a preocupar os candidatos à Câmara de Lisboa é o modo como os futuros comboios TGV irão atravessar o Tejo e entrar na cidade.

A proposta do Governo, a avaliar pelas informações mais recentes, é a da construção de uma ponte para o Barreiro para os comboios provenientes de Badajoz e do Algarve que seguirão para uma estação terminal em Chelas. Os comboios para o Porto, no entanto, não utilizarão esta ponte e entrarão em Lisboa pelo Lumiar.

O que estrá previsto, assim, além da ponte para o Barreiro, é uma entrada em Lisboa pelo Norte destinada aos comboios para o Porto e a navetes para o aeroporto da Ota.

Esta solução, com custos financeiros e ambientais gigantescos, parece-me inviável.

As possibilidades de travessia do Tejo pelos comboios TGV destinados a Badajoz que devem, a meu ver, ser estudadas são 4: a da ponte para o Barreiro, a da ponte ou tunel para o Montijo, e as travessias antes e depois de Vila Franca. Os estudos necessários para avaliar as dificuldades técnicas destas diferentes soluções e quantificar os seus custos, não estão minimamente iniciados.

Em Novembro vamos ter uma Cimeira Ibérica. Penso que nesta Cimeira Portugal pode apresentar uma proposta que os espanhois certamente aceitarão: a de construir, com grande prioridade, uma linha de bitola europeia que permita o trânsito de comboios TGV, de Badajoz ao Pinhal Novo, onde há uma estação de FERTAGUS.

Esta linha, particularmente facil de construir, que poderá estar pronta, talvez, dentro de 4 ou 5 anos, e que na totalidade, ou pelo menos em grande parte, será integravel na futura linha de Lisboa a Madrid, tem para nós o interesse gigantesco de, a muito curto prazo, ligar as nossas indústrias da Península de Setrubal à rede internacional de bitola europeia, o que é fundamental para a sua sobrevivência.
Penso que, neste contexto, os candidatos à Câmara de Lisboa devem:
  1. Apoiar calorosamente a construção urgente da linha de Badajoz ao Pinhal Novo.
  2. Propor que, nos dois anos a seguir, se estudem seriamente as diferentes possibilidades dos comboios TGV atravessarem o Tejo, a ligação ferroviária ao futuro aeroporto de Lisboa cuja localização será entretanto definida, e, ainda, a chegada a Lisboa dos futuros TGV para o Porto, cuja linha será construida quando for considerado conveniente.
António Brotas
Prof. Jubilado do IST
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