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Well… well… well…
Vamos reescrever mais um capítulo da História?
Reza ela que o primeiro europeu a chegar ao continente australiano terá sido um holandês, Willem Janszoon, que terá desembarcado, em 26 de Fevereiro de 1606, na península do cabo York.
Por outro lado, está pacificamente aceite que os portugueses foram os primeiros europeus a chegar a Timor. Em 1512. Mas nunca se aceitou que tivessem chegado também à Austrália.
A crer-se na tese oficial, parte-se do princípio que os ditos Portugueses, que marearam por oceanos e oceanos ao longo de todo o hemisfério e que gastaram apenas 10 meses a ir de Belém (8Julho1497) a Calecut (20Maio1498), não teriam sido capazes de, em 94 anos (1512, sua chegada a Timor, e 1606, chegada de Janszoon à Austrália), ter percorrido cerca de 140 milhas náuticas (260kms, menos que a distância de Lisboa ao Porto, e não os 700kms erradamente referidos na notícia do "Correio da Manhã") que é a que medeia entre Timor e o Norte da Austrália.
Assentou-se, pois, nesta peregrina tese, muito embora se aceitasse também, por indiscutível, que os Portugueses tenham chegado ao Japão em 1543. Ou seja, teriam chegado ao Japão, muitíssimo mais longe, 31 anos após aportarem a Timor, mas não teriam sido suficientemente sagazes para, em 94 anos, encontrarem a Austrália!
A tese portuguesa de que, não senhor, não eram tão desorientados e teriam sido eles os primeiros europeus a ali chegarem, foi sempre afastada, como mirífica, talvez do domínio do maravilhoso, da superstição, na hipótese mais benigna, quiçá do logro, na menos.
E assim se esteve por centenas de anos. E assim continuava a estar-se.
Eis senão quando, em Janeiro de 2010, um jovem de 13 anos, Christopher de sua graça, encontrou, numa praia do Norte do país, um canhão usado nas naus portuguesas do princípio do séc, XVI., portanto quando da chegada a Timor.
Relembre-se que, a partir de 1580, a epopeia portuguesa além-mar, levou rude golpe que a fez parar, com a instalação dos Filipes em Lisboa, como sabe quem não anda distraído.
Cabe, agora, aos historiadores emendar a mão, engolir em seco, e dar o seu a seu dono.
Ora, ora!... Vá lá a gente fiar-se em putos! Só servem para tramar os adultos. E, pior, os adultos definitivamente sábios.
Então não teria sido preferível que ficasse sossegado em casa, agarrado à play station, em vez de ter vindo criar todo este universal desgosto, armando-se em arqueólogo de algibeira?
Cá para mim, o miúdo é mesmo “sacaninha”. Repare-se bem no ar de gozo do rapazola.
Well done, Christopher, well done, indeed. We're very grateful. Keep searching for. Keep it forever and ever again. You'll go far for sure! Till 16th century.
The brave men that you see coming are not Dutch or English, my friend. They are simply Portuguese people.
Se lhe agradou a sugestão que lhe dei no post 907, então deixe que, dentro do mesmo espírito, lhe sugira agora que se interesse igualmente pela história de Punta Arenas, cidade meridional, da Patagónia chilena, na região de Magallanes, ali mesmo ao lado do Estreito de Magalhães, que o nosso navegador atravessou, por volta de Novembro de 1520, tendo aportado a um local de “puntas arenosas” ou “sandy point”, onde se abasteceu de água, antes do início da longa travessia do Pacífico.
Na região está mesmo assinalado com uma placa, o local, numa pequena colina, a que se deslocou um português, de apelido Alves, que seguia na expedição de Magalhães, com o objectivo de verificar se a baía em que se encontravam tinha saída para o mar, do lado ocidental. O compatriota de Magalhães voltou ao navio com a informação de que não se avistava qualquer saída, mas o navegador teve a percepção de que sim e, por isso, ordenou que se seguisse em frente, acabando por chegar a um enorme Oceano que baptizou de Pacífico, pelo contraste que encontrou entre o que dele se dizia e a calmaria que se lhe deparou.
Mais tarde, no local estabeleceu-se uma pequena povoação, de nome Punta Arenas, onde uma significativa comunidade de portugueses se estabaleceu, tendo tido uma influência decisiva no desenvolvimento da região.
, tendo ...
Se quiser, procure mais notícias na Radio Magallanes ou no jornal La Prensa Austral.
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Fernão de Magalhães tem, no centro da cidade, no local mais destacado, um belo conjunto escultórico perpetuando o seu nome e o feito que o tornou conhecido.
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Mas também outro português teve grande influência em Punta Arenas, de que ele e a mulher, Sara Braun, foram expoentes máximos: José Nogueira.....
José Nogueira foi um dos grandes proprietários de Punta Arenas, tendo construído, em 1890, no centro da cidade, na praça mais importante, uma enorme mansão, onde hoje funciona o Hotel José Nogueira. Mas não se ficou por aí. A obra dele na região é vastíssima....
No mesmo edifício está igualmente instalada a Casa-Museu Sara Braun, que foi residência do casal. Sara Braun sobreviveu ao marido e, após a morte deste, mandou construir, a inteiras expensas suas, um enorme cemitério que passou a ser pertença da cidade, com uma particularidade, que Sara deixou em testamento.
Consistia ela em que o último cadáver autorizado a passar pela porta principal do cemitério seria o dela. Todos os posteriores teriam que entrar por portas laterais, de menor importância. E assim se fez…
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Além destes links, que lhe indico, procure outros, a partir de um motor de busca, em “Punta Arenas”, “Hotel José Nogueira”, “Casa-museo Sara Braun”, “Estreito de Magalhães” e tudo o mais que a sua imaginação lhe ditar.
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Vai certamente deparar com coisas que jamais imaginara.
Este mundo é realmente uma aldeia global, graças ao aventureiro e empreendedor espírito português. De antigamente, claro está. Infelizmente.
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Mas o espírito não se perdeu. Está apenas adormecido, esperando que a crise de liderança passe, para que ressurja em todo o esplendor. Algo me diz que assim há-de cumprir-se.
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Pode crer que estas idas ao passado constituem um refrigério para a alma, um retemperador de forças e um renovador de confiança no futuro deste povo, que não pode continuar ad aeternum nesta mediania embrutecedora.
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Com cerca de 300 habitantes, Tristan da Cunha é uma ilha situada no Atlântico Sul, a mais remota a nível mundial (37° 06' S, 12° 18' W). Foi descoberta em 1506, pelo navegador português Tristão da Cunha, quando se dirigia a caminho da Índia.
Ligar-se a Tristan da Cunha, através de Web, será uma forma de se ligar um pouco ao nosso passado aventureiro e glorioso, por forma a dele retirar alguns ensinamentos e conclusões que o/a ajudem a libertar-se da vil tristeza em que ora nos atolamos....
Existe em Tristan da Cunha um jornal online, o Tristan Times de que você pode receber regularmente uma newsletter, se, para isso, se inscrever no site respectivo.
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Saiba também um pouco mais do descobridor da Ilha.
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Tristão da Cunha, (1460-1540), navegador português, foi proprietário, em Azeitão, entre Aldeia Rica e Oleiros, da Quinta da Torre (não confundir com Quinta das Torres, também em Azeitão, mas esta entre Vila Nogueira e Vila Fresca), foi o primeiro vice-rei da Índia, nomeado em 1505, pelo rei Manuel I, não tendo, porém, chegado a ocupar o cargo.
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Vale a pena estar em contacto com pontos do planeta (e suas gentes) de que os portugueses de antanho deram testemunho.
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Há mais terras e mais gentes. De algumas delas falarei proximamente.
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