Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

2703. Aldeia Global Portuguesa - Tibete (adenda)

Sabe quem foi o primeiro europeu a andar pelos Himalaias e a chegar ao Tibete?

O Pe. jesuíta António Andrade, natural de Oleiros, no pinhal interior. Fê-lo em 1624. Perfazem neste Agosto, portanto, 386 anos. Mas já tinha tentado, em Março do mesmo ano.

Leia aqui

Mas saiba mais, que vale a pena. Como?

Telefone para a Biblioteca Municipal de Oleiros
( Telf. 272 680 230 ) e encomende, à cobrança, o livro "O Descobrimento do Tibet" - que integra duas cartas da autoria do próprio António Andrade, com a sua descrição do feito - em edição da Imprensa da Universidade de Coimbra, de 1921, cujo original se encontra na Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa, e que a Câmara Municipal de Oleiros editou e distribui, por pouco mais de 15 euros. Recebê-lo-à em casa, nas 24 horas seguintes, se não se interpuser fim de semana ou feriado.

E, para completar, compre "VIAGEM AO TECTO DO MUNDO - o Tibete desconhecido", de Joaquim Magalhães de Castro, ed. de Maio de 2010, da Editorial Presença.

Verá que ficará a saber muito que ignorava, mesmo se já sobre o assunto se tiver debruçado anteriormente.


( Há outras breves descrições de outras gestas de gente ilustre que, todas juntas, criaram a Aldeia Global Portuguesa, conceito e, mais do que isso, realidade velhinhos de 500 anos e que alguns "iluminados" julgam ter descoberto há uns 10... )
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sexta-feira, 22 de junho de 2007

1143. Não é democrata quem assim se diz

Foto Wikipedia

Nascido em 20 de Abril de 1889, em Braunnau, Áustria, filho de Alois e de Klara, Adolfo foi o responsável por um dos maiores genocídios já registados na História da Humanidade.

Em 1930, tornou-se cidadão alemão e, em 1933, em eleições democráticas, chegou ao poder, na qualidade de chanceler alemão.

A partir daí a história da sua existência foi um rol de atrocidades de toda a espécie, que só terminou quando, encurralado no bunker em Berlim, cometeu suicídio.

A história deste patife sem nome deve servir de lição para todos, à laia de prevenção, ainda que seja necessário, em alguns casos, ter em consideração as devidas proporções.

Mas há uma conclusão que se pode retirar por inteiro e sem delongas:

Não é por se ter acedido ao poder de forma democrática que democrata se é.
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segunda-feira, 19 de março de 2007

944. All... parvo!


Ora diga lá: acha que ainda há dúvidas? Não?

Claro! Tem toda a razão!...

Não restam dúvidas: All... parvo!


Explicava assim o sôr ministro:

- "All" é uma palavra que significa "tudo" - e nem se deu ao cuidado de dizer em que língua, certamente porque partiu do princípio de que toda a gente que assistia às suas open mind sentences conhece a língua de que se trata e a que se referia, sem o mencionar, o sôr ministro.

Ora, se é como o sôr ministro afirma, o nosso Algarve, cuja designação até agora provinha do árabe al-Gharb al-Ândalus, ou seja, o ocidente de Andaluz, mais explicitamente, a parte ocidental de uma Andaluzia, que constituía o centro islâmico da cultura, da ciência e da tecnologia da Península Ibérica, portanto, Al-Gharb, Algarve, agora deixou de ser o que sermpre foi. Por obra e graça do sôr ministro e de outras iluminações que por aí peripateticam.

Pois bem, sigamos, então, o brilhante raciocínio do sôr ministro que, certamente não por desconhecimento, menos ainda por desleixo, mas vá lá saber-se porquê!, resolveu que se deixasse passar à desfilada sobre estas coisas, como cão por vinha vindimada.

Se Algarve significa originalmente "o ocidente", e o sôr ministro, do alto da sua cátedra, afirma que "all" significa "tudo", digamos que daí se retira que Allgarve, passará a significar "tudo-ocidente", o que, assim à primeira vista, parece coisa estranhíssima... sem sentido nenhum... aberrante, não?


Dando der barato que nós, portugueses, temos que os sofrer, somos obrigados a padecer da maleita atroz que se revela este governo a cada cavadela que dá, pergunto:

- Mas... e os árabes? Que andaram os homens dos turbantes a fazer por cá, para, "all" fim, nos deixarem uma herança de raiz não árabe mas inglesa, precisamente numa época em que de ingleses e aparentados nem cheiro?


Allgarve = tudo ocidente!... Não será antes tudo-acidente? Acidente o sofrermos as dores das chagas que este governo nos inflinge quase diariamente?

ALLPARVO, sem dúvida! Ou seja, nas palavras do próprio sôr ministro - sim, que eu jamais me atreveria a não seguir rigorosamente a pisadas ministeriais - TUDO PARVO!

Eu, pelo menos, estou. Palavra! Raios me partam se esta alguma vez me passou pelo bestunto! Nem a Belzebu tal lembraria.

Numa coisa estamos todos de acordo, creio:

Há, na verdade, experiências que marcam. Como ferrete. Esta é seguramente uma delas.

Porra, minha gente! Tem que haver um limite para tudo. Até para...

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segunda-feira, 5 de março de 2007

925. O Império Português

No Império Português, que durou 584 anos (1415-1999), integraram-se, em variadas épocas, a maior parte das quais no decurso do séc XVI, as seguintes possessões:

Império português
no tempo de D. João III

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ÁFRICA
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Acra
(1557-1578) Agadir (1505-1769) Aguz (1506-1525) Alcácer-Seguer (1458-1550) Angola (1575-1975) Ano Bom (1474-1778) Arguim (1455-1633) Arzila (1471-1550, 1577-1589) Azamor (1513-1541) Ceuta (1415-1640) Cabinda (1883-1975) Cabo Verde (1642-1975) Costa do Ouro (1482-1642) Fernão Pó (1478-1778) Guiné (1879-1974) Mazagão (1485-1550, 1506-1769) Melinde (1500-1630) Moçambique (1501-1975) Mogador (1506-1525) Mombaça (1593-1698, 1728-1729) Quíloa (1505-1512) Safim (1488-1541) São João Baptista de Ajudá - Fortaleza (1680-1961) São Jorge da Mina (1482-1637) São Tomé e Príncipe (1753-1975) Socorotá (1506-1511) Tânger (1471-1662) Zanzibar (1503-1698) Ziguinchor (1645-1888);
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ÁSIA

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Bahrain (1521-1602) Bandar Abbas (1506-1615) Bante (séc. XVI-XVIII) Ceilão (1518-1658) Laquedivas (1498-1545) Maldivas (1518-1521, 1558-1573) Baçaim (1535-1739) Bombaim (1534-1661) Calecute (1512-1525) Cananor (1502-1663) Chaul (1521-1740) Chittagong (1528-1666) Cochim (1500-1663) Cranganor (1536-1662) Dadrá e Nagar-Aveli (1779-1954) Damão (1559-1962) Diu (1535-1962) Flores (século XVI-XIX) Goa (1510-1962) Hughli (1579-1632) Mascate (1515-1650) Nagapattinam (1507-1657) Ormuz (1515-1622) Paliacate (1518-1619) Coulão (1502-1661) Salsette (1534-1737) Macassar (1512-1665) Macau (1557-1999) Malaca (1511-1641) Masulipatão (1598-1610) Mangalore (1568-1659) Molucas (1576-1605) Surate (1540-1612) Thoothukudi (1548-1658) São Tomé de Meliapore (1523-1662; 1687-1749) Ternate (1522-1575) Tidore (1578-1650) Nagasaki (1571-1639) Timor-Leste (1642-1975);
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AMÉRICA DO SUL

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Brasil (1500-1822) Cisplatina (1808-1822) Guiana Francesa (1809-1817) Nova Colónia do Sacramento (1680-1777).
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Fontes:
. Dicionário Enciclopédico da História de Portugal, Ed. Alfa;
. Lisa, Grande Dicionário da Língua Portuguesa – Geográfico, Histórico;
. História de Portugal, direc. De José Hermano Saraiva, Pub. Alfa;
. Wikipedia

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sábado, 3 de março de 2007

919. Aldeia global portuguesa (4) – Nagasaki


D ata de 1543 a chegada dos primeiros navegadores portugueses ao Japão.
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Na verdade, Francisco Zeimoto, António Mota e António Peixoto, arribaram ao Japão por volta de 23 de Setembro de 1543, depois de desertarem da nau de Diogo de Freitas, no antigo Sião (actual Tailândia), e se terem feito ao mar a bordo de um junco, na intenção de chegar à China.
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No decurso de uma tempestade, porém, sofreram desvio que os levou ao arquipélago nipónico, mais propriamente à Ilha de Tamegashima, onde, pelo excelente acolhimento recebido, ofertaram ao respectivo governador uma arma de fogo, o que causou profunda admiração, uma vez que ali era desconhecida.
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Vinte e sete anos mais tarde, em 1570, os portugueses fundaram, na baía de Nagasaki, uma cidade a que deram o mesmo nome.
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Dela fizeram um empório comercial que, durante longo período, foi a porta de entrada para o Japão e a saída do país para o mundo exterior. Os portugueses fizeram chegar a Nagasaki e ao Japão muitos produtos europeus e chineses, até então desconhecidos dos habitantes daquela região do mundo.
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Em 1639, após uma reacção japonesa, desencadeada a partir de 1637, os portugueses acabaram por ser expulsos, e, logo de seguida, outros marinheiros e comerciantes, europeus e asiáticos, que entretanto haviam chegado, o foram também.
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Com o decorrer do tempo e com o desenvolvimento do país, Nagasaki foi perdendo a importância inicial.
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Voltou a ser notícia de primeira página apenas no século passado e por más razões. Em 9 de Agosto de 1945, os americanos nela lançaram a segunda bomba atómica deflagrada em todo o mundo (a primeira foi-o em Hiroshima, três dias antes) na intenção de liquidarem a persistente resistência nipónica, no final da II Grande Guerra Mundial.
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No momento do impacto, morreram cerca de 40.000 pessoas e, vitimados pelos efeitos secundários que ainda hoje, mais de sessenta anos passados, se fazem sentir, outras cerca de 25.000.
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Actualmente tem cerca de 450.000 habitantes. Situa-se na Ilha de Kyushu, na região sudoeste do arquipélago nipónico.
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quinta-feira, 1 de março de 2007

914. Aldeia global portuguesa (3) – Tibete

O Tibete, então um reino, foi descoberto para o Ocidente pelo padre jesuíta português António Andrade, natural de Oleiros, onde nasceu em 1581.
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Partindo de Agra, na Índia - onde estava na sua qualidade de missionário - acompanhado de um irmão de sangue, Manuel Marques, chegou ao planalto do Tibete em Agosto de 1624....

Tratava-se da segunda tentativa, uma vez que no decurso da primeira, em Março do mesmo ano, sofrera tormentos indescritíveis, pelo que se vira forçado a dá-la por finda a meio, devido a graves problemas de saúde, resultantes do facto de ter partido sem indumentária adequada e mesmo sem quaisquer provisões.
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Por mais de três semanas permaneceu em Chaparangue ou Saparango, capital do reino de Coque ou Guge, tendo desfrutado do bom acolhimento do respectivo rei.

Faleceu em 1634, vítima de envenenamento.

Actualizado em
27 Abril 2008

À data em que o jesuíta de Oleiros e o irmão chegaram a Saparango, o rei de Guge e o irmão, chefe do Budismo local encontravam-se em disputa pelo Poder efectivo do reino.

Então, o rei de Guge, para melhor afrontar o irmão, recebeu os dois portugueses com muitas honrarias e resolveu adoptar a religião que lhe era trazida por aqueles.

Tudo isto agravou imenso as relações entre a Igreja e o Estado, pelo que o confronto físico se tornou inevitável, iniciando-se, pois, uma sucessão de acontecimentos sangrentos que levaram à destruição de Saparango e consequente queda de Guge, tanto porque o chefe dos budistas acabou morto num desses confrontos , como porque as lutas enfraqueceram todos de tal modo que a reversão da situação se tornou inviável, também resultante de outra circunstância muito determinante àquelas altitudes, ou seja, a falta de água que fez perder terrenos de cultivo e, portanto, de meios de subsistência humana.

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Adenda - Este post foi novamente actualizado, com o post 2703. Aldeia Global Portuguesa - Tibete (adenda)

Click em todas as fotos, para ampliar

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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

909. Aldeia global portuguesa (2) - Punta Arenas


Se lhe agradou a sugestão que lhe dei no post 907, então deixe que, dentro do mesmo espírito, lhe sugira agora que se interesse igualmente pela história de Punta Arenas, cidade meridional, da Patagónia chilena, na região de Magallanes, ali mesmo ao lado do Estreito de Magalhães, que o nosso navegador atravessou, por volta de Novembro de 1520, tendo aportado a um local de “puntas arenosas” ousandy point”, onde se abasteceu de água, antes do início da longa travessia do Pacífico.

Na região está mesmo assinalado com uma placa, o local, numa pequena colina, a que se deslocou um português, de apelido Alves, que seguia na expedição de Magalhães, com o objectivo de verificar se a baía em que se encontravam tinha saída para o mar, do lado ocidental. O compatriota de Magalhães voltou ao navio com a informação de que não se avistava qualquer saída, mas o navegador teve a percepção de que sim e, por isso, ordenou que se seguisse em frente, acabando por chegar a um enorme Oceano que baptizou de Pacífico, pelo contraste que encontrou entre o que dele se dizia e a calmaria que se lhe deparou.

Mais tarde, no local estabeleceu-se uma pequena povoação, de nome Punta Arenas, onde uma significativa comunidade de portugueses se estabaleceu, tendo tido uma influência decisiva no desenvolvimento da região.
, tendo ...
Se quiser, procure mais notícias na Radio Magallanes ou no jornal La Prensa Austral.
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Fernão de Magalhães tem, no centro da cidade, no local mais destacado, um belo conjunto escultórico perpetuando o seu nome e o feito que o tornou conhecido.
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Mas também outro português teve grande influência em Punta Arenas, de que ele e a mulher, Sara Braun, foram expoentes máximos: José Nogueira.
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José Nogueira foi um dos grandes proprietários de Punta Arenas, tendo construído, em 1890, no centro da cidade, na praça mais importante, uma enorme mansão, onde hoje funciona o Hotel José Nogueira. Mas não se ficou por aí. A obra dele na região é vastíssima.
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No mesmo edifício está igualmente instalada a Casa-Museu Sara Braun, que foi residência do casal. Sara Braun sobreviveu ao marido e, após a morte deste, mandou construir, a inteiras expensas suas, um enorme cemitério que passou a ser pertença da cidade, com uma particularidade, que Sara deixou em testamento.

Consistia
ela em que o último cadáver autorizado a passar pela porta principal do cemitério seria o dela. Todos os posteriores teriam que entrar por portas laterais, de menor importância. E assim se fez…

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Além destes links, que lhe indico, procure outros, a partir de um motor de busca, em “Punta Arenas”, “Hotel José Nogueira”, “Casa-museo Sara Braun”, “Estreito de Magalhães” e tudo o mais que a sua imaginação lhe ditar.

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Vai certamente deparar com coisas que jamais imaginara.

Este mundo é realmente uma aldeia global, graças ao aventureiro e empreendedor espírito português. De antigamente, claro está. Infelizmente.

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Mas o espírito não se perdeu. Está apenas adormecido, esperando que a crise de liderança passe, para que ressurja em todo o esplendor. Algo me diz que assim há-de cumprir-se.
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Pode crer que estas idas ao passado constituem um refrigério para a alma, um retemperador de forças e um renovador de confiança no futuro deste povo, que não pode continuar ad aeternum nesta mediania embrutecedora.
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