Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

1834. O "migalhães"

O MIGALHÃES


Lá vem pelo avelar
O filho do Zé João
Vem lá do centro escolar
Cansado de palmilhar
A caminho da povoação

Não há médico na aldeia
E a antiga escola fechou
Não tem carne para a ceia
Nem petróleo p'rá candeia
Porque o dinheiro acabou

O pai lá foi para França
Trabalhar na construção
E a mãe desta criança
Trabalha na vizinhança
Lavando pratos e chão



Mas o puto vem contente
Com o migalhães na mão
E passa por toda a gente
Em alegria aparente
De quem já sabe a lição

Um senhor muito invulgar
Que chegou com mais senhores
Veio para visitar
O novo centro escolar
E dar os computadores



E lá vem o Joãozinho
No seu contínuo vaivém
Calcorreando o caminho
Desesperando sozinho
À espera da sua mãe

Neste país de papões
A troco de dois vinténs
Agravam-se as disfunções.

O rico ganha milhões
E o pobre, migalhães !

Autor desconhecido, infelizmente...
Gentileza de Tira Nódoas,
que esta é que nem ele consegue tirar...
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domingo, 2 de novembro de 2008

1830. Carta urgente para o seu banco...

Caros senhores,

Em face dos últimos acontecimentos nos mercados bancários, no caso de um dos meus cheques vir devolvido com a anotação de insuficiência de fundos, devo considerar tal anotação como referindo-se a mim ou a VExas?

Atenciosamente
gentileza de JFFaria
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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

1278. Num país longínquo...

... mesmo muito longínquo do nosso e tão longínquo que o não é apenas na distância espacial, mas também e principalmente, na do entendimento da Moral e da Ética e na forma de as não ferir de morte, a dada altura afixou-se por tudo quanto era muro, parede e suporte vertical, o seguinte cartaz:



Nada mais foi preciso. A pressão social dos cidadãos honrados e sérios foi tal que os tais governantes, a começar por quem deveria mesmo começar, tiraram o chapéus, cumprimentaram a sociedade em geral, apresentaram as desculpas devidas pelos desmandos praticados e foram bolsar a arrogância de que estavam prenhes e a pesporrência que obscenamente os engravidava para outras bandas, deixando, finalmente!, os cidadãos em paz e sossego.

Houve até quem, de alívio, gritasse a plenos pulmões, como se absorvesse um hausto de ar puro, uma frase um tanto breijeirota, mas que resumiu tudo o que o comum dos cidadãos verdadeiramente sentia:

- Fosga-se!!!
In oculo descansum est !

NOTA:
Como se constata, só podia ter sido num país muito longínquo, envolto em bruma, que nada tem que ver connosco. (In)Felizmente.

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domingo, 4 de novembro de 2007

1268. Para jovens de idade avançada

Dicas de como fazer amor


1. Ponha os óculos e veja e reveja se a(o) sua(seu) companheira(o) está realmente na cama consigo.

2. Cronometre o despertador para 3 minutos, não vá dar-se o caso de adormecer a meio.

3. Tome precauções quanto aos alarmes. Desligue tudo.

4. Antes de começar, assegure-se de que tem o número 112 preparado para ser discado automaticamente.

5. Escreva nome da(o) sua(seu) companheira(o) na palma da mão para o caso provável de não se lembrar dele.

6. Mantenha Polygrip extra perto, não vá dar-se o caso de a placa cair.

7. Tenha uma Aspirina pronta para o caso de REALMENTE completar o acto.

8. Faça todo o barulho que quiser, sem problemas. Os vizinhos são surdos também.

9. Avise todos aqueles que conhece, para lhes dar a boa nova.

Mas, principalmente...

10. Nem sequer se atreva a pensar em tentar segunda vez.

( Nota: Vai em letras grandes para que você possa lê-lo ).

Com vénia ao Ralf Wokan

…

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

1254. Verdades reflectidas (6)

Se, depois dos alertas de todas estas verdades bem reflectidas, persistir na sua pouco assisada intenção de percorrer um país a pé...

...(ou até de bicicleta)...

...ao menos tenha o bom senso mínimo de escolher um dos mais pequenos...

...(por exemplo o Vaticano, S. Marino, Liechtenstein, Andorra,
ou, já a sair muito da decência, o Luxemburgo)...

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quarta-feira, 17 de outubro de 2007

1252. Verdades reflectidas (5)

Há, na verdade, uma grande vantagem em se praticar exercício físico diariamente...

...que é a de se morrer saudável como ninguém mais...
...

1250. Verdades reflectidas (4)

A melhor altura do dia para se fazer exercício físico é a manhã...

...mas bem cedo...

...antes de que o cérebro se aperceba da situação...

Com vénia ao Tira Nódoas
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terça-feira, 16 de outubro de 2007

1249. Será verdade?

S ............................................................................. alazar
O ............................................................................ utrora
C ............................................................................. aíu
R ............................................................................. egressou
A ............................................................................. gora
T .............................................................................. ravestido
E .............................................................................. m
S .............................................................................. ocialista

recebido por email
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sexta-feira, 12 de outubro de 2007

1244. Verdades reflectidas (2)

Existe uma razão decisiva para que, a partir de certa altura da vida, se comece a fazer exercício físico:

- A de relembrar a sensação de respirar de forma ofegante.

Com vénia ao Tira Nódoas
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quinta-feira, 11 de outubro de 2007

1240. Verdades reflectidas (1)



Está provado que por cada minuto de exercício, aumenta o nosso tempo de vida em um minuto.

Tal esforço vai permitir que, aos 85 anos, possamos ficar mais 5 meses num lar de terceira idade, seguramente mal tratados, mijadinhos de alto a baixo e a tresandar, sentados numa cadeira incómoda c'umó raio que a parta, completamente alheados de tudo e de todos à nossa volta, ignorando em absoluto o que ali estamos a fazer e, the last but not the least, pagando 1000 € por mês.

Com vénia ao Tira Nódoas
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quarta-feira, 11 de julho de 2007

1177. Pois...

Chegou-me, há pouco, este texto:

Acontece desta forma:

* Por cada 100 euros que o patrão paga pela minha força de trabalho,
o Estado,
e muito bem, tira-me 20 euros para o IRS
e 11 euros para a Segurança Social;

* O meu patrão, por cada 100 euros que paga pela minha força de trabalho,
está obrigado
a dar ao Estado, e muito bem,
mais 23,75 euros para a Segurança Social;

* E por cada 100 euros de riqueza que eu produzo, o Estado,
e muito bem, retira ao meu patrão outros 33 euros;

* Cada vez que eu, no supermercado, gasto os 100 euros que o meu patrão pagou, o Estado, e muito bem, fica com 21 euros para si.

Em resumo:

* Quando ganho 100 euros, o Estado fica quase com 55;

* Quando gasto 100 euros, o Estado, no mínimo, cobra 21;

* Quando lucro 100 euros, o Estado enriquece 33;

* Se compro um carro ou uma casa, herdo um quadro,
registo os meus negócios
ou peço uma certidão, o Estado, e muito bem,
fica com quase metade das verbas envolvidas no caso.

Na pior das hipóteses, cada 300€ em circulação em Portugal
garantem ao Estado 100€ de receita.

Portanto, se pago, e acho muito bem, tenho o direito de exigir:

* Um sistema de ensino que garanta cultura,
civismo e futuro emprego para os meus filhos;

* Serviços de Saúde exemplares;

* Um hospital bem equipado a menos de 20 km da minha casa;

* Estradas largas, sem buracos e bem sinalizadas em todo o país;

* Auto-estradas sem portagens. Pontes que não caiam;

* Tribunais com capacidade para decidir processos em menos de um ano;

* Uma máquina fiscal que cobre igualitariamente os impostos;

* Pago, e por isso quero ter, quando lá chegar, a reforma garantida
e jardins públicos
e espaços verdes bem tratados e seguros...
polícia eficiente e equipada...
os monumentos do meu país bem conservados
e abertos ao público...
uma orquestra sinfónica...
que não haja um único caso de fome e miséria nesta terra...


Portanto, Srs. Governantes, governem-se com o dinheiro que lhes damos
porque nós queremos e temos direito a tudo aquilo.

(ass.) Português contribuinte

* * *

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Gentileza de T.Nódoas
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