SOL 2009.05.29
* à Lagardère - de qualquer maneira; por cima de toda a folha; como se isto fosse tudo nosso; como se em coutada própria; sem respeito por quaisquer regras; à socialista.
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Aqui vão sendo deixados pensamentos e comentários, impressões e sensações, alegrias e tristezas, desânimos e esperanças, vida enfim! Assim se vai confirmando que o Homem é, a jusante da circunstância que o envolve, produto de si próprio. 2004Jul23
No momento que atravessamos, há várias perguntas que não é possível deixar de fazer e para as quais se deve exigir resposta pronta, clara, séria e não uma qualquer evasiva desonesta, porque nestas coisas não há meio termo: ou se é sério e transparente ou não se é.
No encerramento do debate parlamentar sobre os objectivos da presidência portuguesa da União Europeia no segundo semestre deste ano, o deputado do PSD Mário David recuperou as declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros holandês que, após um encontro com o seu homólogo português, admitiu que o novo Tratado da União Europeia não seja referendado no seu país.
"Não penso que irá haver referendo. Respeitamos os desejos dos holandeses", declarou Maxime Verhagen, considerando que os resultados alcançados na Cimeira de Bruxelas respondem às questões levantadas pelos holandeses, quando chumbaram o projecto anterior.
"Para o ministro dos Negócios Estrangeiros da Holanda já há conteúdo suficiente para se decidir", salientou o deputado social-democrata Mário David, considerando que esta posição do Governo holandês "deita por terra" o argumento do executivo português de que "não há ainda o conteúdo" do novo Tratado da União Europeia.
"Para a Holanda já há conteúdo e isso é verdade", acrescentou Mário David, reiterando que "80 a 90 por cento do antigo Tratado foi recuperado".
Na resposta, o primeiro-ministro acusou os sociais-democratas de desonestidade, salientando que "há uma diferença entre admitir e dizer que não vai ser referendado". (Nota do blog - Anotou o preciosismo?)
"Acham isto honesto? Com sinceridade, eu não acho", disse, referindo-se ao facto do PSD ter dado como certo que a Holanda não irá referendar o futuro Tratado da União Europeia.
Em tom irónico, o primeiro-ministro pediu ainda aos partidos que já conhecem o texto do futuro Tratado para o enviarem ao Governo, pois assim o executivo poupará trabalho.
"Os partidos que já conhecem o novo texto, enviem-no ao Governo, assim poupam-nos trabalho. Se algum gabinete de estudos já tiver o Tratado, envie-o ao Governo", disse.
RTP online (bolds e outros realces da responsabilidade do Blog)
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Resta saber quem está a ser verdadeiro e quem, pelo contrário, está a - usando um eufemismo - esquivar-se à verdade, ou seja, a faltar às suas responsabilidades, à ética de Estado a que está obrigado.
Se Maxime Verhagen, ministro dos negócios estrangeiros holandês (que, afirmando o que afirmou corre o risco de ser acusado pelos eleitores holandeses de os estar a defraudar, pelo que a sua atitude, além de gratuita, por sem motivo, é completamente desprovida de sensatez política e honorabilidade pessoal)
ou se, pelo contrário, José Sócrates.
Para falar com franqueza, não sei quem, na verdade, estará a querer ludibriar a opinião pública do seu próprio país.
À primeira vista, tudo indica que o ministro holandês não tem qualquer interesse em afirmar algo que, não correspondendo à verdade, muito o irá penalizar - e ao seu governo -, quando, daqui por algum tempo, se constatar que mentiu ao povo que representa.
Claro que tenho a minha opinião. No entanto, não a vou expender por ora, ficando na expectativa. Prometo, no entanto e desde já, não me calar, se aquilo que antecipo vier mesmo a acontecer...
E, você que me lê, que opina? Isso, opine, mas com cuidado... É que, como bem sabe, está visto que já chegámos à encruzilhada do demo, onde o "chifrudo" tem por hábito aparecer travestido de "cabrão", de pata fendida e rabo alçado. Atenção, portanto!...
Numa coisa estou completamente de acordo com o primeiro-ministro. Com ele cerro fileiras, pois, quando afirma, em jeito de pergunta: Acham isto honesto? Tem vocelência toda a razão, senhor Sócrates. Na verdade, "isto" não é honesto. Nada mesmo! Estamos em perfeita sintonia.
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De qualquer modo e para já, de uma coisa estou certo e posso garantir a todos que me lêem: o executivo português, a começar pelo primeiro-ministro, não parece estar a conformar-se com a verdade quando, para justificar que não se fale nem trate do referendo, afirma que não há ainda o conteúdo (do Tratado).
É evidente para todos quantos não são lélés da cuca que há mesmo conteúdo. Se o não houvesse, o senhor Sócrates teria sido mandatado para redigir o quê?
Os restantes 26 países da UE estariam dispostos a entregar-se, de mãos atadas, nas do senhor Sócrates, ou seja, a deixar que o referido senhor metesse no Tratado o conteúdo que bem entendesse?!?!
Evidentemente que não. Não estão todos chanfrados! Definiram o conteúdo, redigiram as directivas e "pediram" ao senhor Sócrates:
- Caro amigo, agora que tem ai as nossas orientações, faça o favor de mandar que os seus serviços (ou quem entender) redijam um documento que não atraiçoe o espírito do que aqui deixamos decidido e de, no prazo x, nos apresentar o resultado do seu esforço, para que o possamos conferir, para se ver se está em conformidade, sem adulteração da nossa comum vontade e, por conseguinte, capaz de ser adoptado.
Ah! E não se esqueça: o trabalho tem que vir redigido em todas as línguas oficiais dos países integrantes, ok? Sim, sim. Na do seu também.
Foi isto o que se passou. É isto o que se passa. Será isto que se vai passar. Tudo o mais que se diga para lá do que dito fica, é material de enchimento de balões em quermesse de feira. Dura a eternidade inerente a qualquer balão de feira.
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António Balbino Caldeira, o autor do blogue Do Portugal Profundo, vai processar José Sócrates por difamação e denúncia caluniosa. A acção constitui a primeira resposta daquele professor do Instituto Politécnico de Santarém ao processo que o primeiro-ministro lhe moveu por causa das notícias que tem publicado, desde Fevereiro de 2005, acerca do percurso académico de Sócrates.
Segue aqui.
Gentileza de C. Rebelo
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TITULO I
DA ORDEM DOS ENGENHEIROS
CAPÍTULO I
Disposições gerais
Artigo 1.º
Denominação, natureza e sede
1 – A Ordem dos Engenheiros, adiante designada, abreviadamente, por Ordem, é a associação pública representativa dos licenciados em Engenharia que exercem a profissão de engenheiro.
(…)
Artigo 2.º
Atribuições
1 – A Ordem tem como escopo fundamental contribuir para o progresso da engenharia, estimulando os esforços dos seus associados nos domínios científico, profissional e social, bem como o cumprimento das regras de ética profissional.
2 – Na prossecução das suas atribuições, cabe à Ordem:
(…)
g) Proteger o título e a profissão de engenheiro, promovendo o procedimento judicial contra quem o use ou a exerça ilegalmente;
(…).
TITULO I
DA ORDEM DOS ENGENHEIROS
CAPÍTULO II
Membros
Artigo 3.º
Inscrição
A atribuição do título, o seu uso e o exercício da profissão de engenheiro dependem de inscrição como membro efectivo da Ordem.
Artigo 4.º
Título de engenheiro
Para efeitos do presente Estatuto, designa-se por engenheiro o titular de licenciatura, ou equivalente legal, em curso de Engenharia, inscrito na Ordem como membro efectivo, e que se ocupa da aplicação das ciências e técnicas respeitantes aos diferentes ramos de engenharia nas actividades de investigação, concepção, estudo, projecto, fabrico, construção, produção, fiscalização e controlo de qualidade, incluindo a coordenação e gestão dessas actividades e outras com elas relacionadas.
(…)
Artigo 7.º
Membro efectivo
1 – A admissão como membro efectivo depende da titularidade de licenciatura, ou equivalente legal, em curso de Engenharia, estágio e prestação de provas.
(…)
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Tudo visto e apreciado, cabe perguntar:
- A Ordem dos Engenheiros sofre também de qualquer doença disfuncional que impeça os seus responsáveis de tomar as atitudes a que as disposições estatutárias os obrigam?
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| PORTUGAL • L'emploi fictif de "l'ingénieur" |
| Le Premier ministre portugais José Sócrates est accusé de s'être arrogé abusivement le titre universitaire d'ingénieur. L'utilisation des désignations honorifiques pour les politiques est monnaie courante dans la société portugaise et notamment dans les médias. Une véritable anomalie, estime le Diário de Notícias. |
Le Portugal est le seul pays européen où les distinctions universitaires sont indissociables d'une carrière professionnelle d'envergure, particulièrement en politique. Ces titres, concédés par l'Etat, caractérisent notre petitesse complexée et provinciale. Ainsi, en France, il ne viendrait à l'esprit de personne de s'interroger sur la nature du titre académique d'André Malraux – qui, d'ailleurs, n'en avait aucun. On sait aussi que le plus charismatique des présidents de la Commission européenne, Jacques Delors, a commencé comme ouvrier et n'avait aucune qualification universitaire, destin identique à celui de l'ancien Premier ministre britannique John Major. Et l'on pourrait multiplier les exemples. Même au Portugal, plus personne ne se demande si le plus classique de nos poètes, Luis de Camões, a décroché un quelconque examen dans des études universitaires propres à son domaine de prédilection – il n'a rien eu de tout cela, bien évidemment –, ou si le plus génial créateur littéraire portugais du XXe siècle, Fernando Pessoa, était docteur en quoi que ce soit.D'ailleurs, même notre Prix Nobel de Littérature, José Saramago, a été serrurier. Le problème principal vient des hommes politiques. C'est au demeurant un vieil héritage, antérieur à la dictature de Salazar, bien que celui-ci ait été l'inspirateur le plus récent du complexe d'infériorité national, cultivé avec révérence par la classe politique actuelle. A l'époque de la monarchie, l'accès aux fonctions les plus élevées de l'Etat était exclusivement réservé, à quelques exceptions près, à ceux qui étaient investis de titres de noblesse : comtes, marquis ou ducs. La République [apparue en 1910] les a substitués par le titre de docteur : de Afonso Costa [Premier ministre à plusieurs reprises sous la Première République] à Mario Soares [président entre 1986 et 1996], sans oublier Alvaro Cunhal [ancien leader du Parti communiste]. Etre professeur est ainsi devenu un insigne supérieur de pedigree, particulièrement pour ceux qui venaient de province et étaient d'origine modeste, comme Cavaco Silva [l'actuel président] et… Salazar. Et être ingénieur a prêté à la fonction de Premier ministre une touche de modernité, comme c'est le cas aujourd'hui avec José Sócrates. L'embarras du Premier ministre au sujet de la polémique sur ses qualifications académiques n'aurait aucune raison d'exister si le concept de modernité de Sócrates [originaire d'une région rurale du nord du pays] n'était pas, au fond, aussi marqué par le complexe d'infériorité et de provincialisme qui affecte la classe politique. Bien avant la déchéance de l'Universidade Independente [cet établissement d'enseignement supérieur privé, où Sócrates aurait obtenu son diplôme, est aujourd'hui touché par de nombreux scandales] et les révélations dans les journaux, le curriculum vitae de Sócrates était déjà cruellement évoqué dans la blogsphère. Mais la coïncidence malheureuse entre les épisodes choquants de l'Universidae Indepedente et le malaise "socratique" a fini par jeter une tache inopportune sur la crédibilité du Premier ministre. |
| Vicente Jorge Silva Diário de Notícias Courier Internacional |
A Comunicação Social portuguesa está, na verdade, pela hora da morte.
O Partido Social Democrata faz o balanço de 2 anos de governo socialista.