Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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sábado, 9 de agosto de 2014

3183. A cura no pão que o diabo amassou...

A questão da emigração de portugueses põe-se simplesmente da seguinte maneira:

Evidentemente que não é possível tal acontecer – nem desejável, por vários motivos – que se ponha toda a gente a emigrar por um período de, pelo menos, seis meses. Mas seria o que de melhor e de mais pedagógico poderia acontecer aos portugueses e, por arrastamento, ao País.

Porquê?

Para desempoeiramento desta mentalidade bafienta que por aí grassa.

Nada há como ver como é lá por fora, tanto na maneira de viver e de encarar as diversas situações com que deparamos na vida, como constatarmos o que de bom temos e os outros - aqueles que invejamos - não têm, para nos satisfazermos com o que a vida nos dá, para trabalharmos a sério e sem queixumes idiotas, para conseguirmos atingir objectivos, para vivermos realmente por nós e não passarmos o tempo a esperar que outros façam o que somos nós quem tem a obrigação de fazer.

Mais prosaicamente:

Para constatarmos que, por exemplo, os suecos, os dinamarqueses, os noruegueses, os finlandeses, os alemães e outros do género, que vivem em países com condições climáticas horríveis, atingiram o nível de riqueza colectiva e individual porque, em lugar de se deitarem à sombra da bananeira, à espera de que alguém fizesse o que cada um deles devia fazer, deitaram, isso sim, mãos à obra e esfalfaram-se por arranjar melhores condições de vida.

Assim é que era! Nada há como ver e experimentar para crer. É que há por aí muitos meninos e muitas meninas que pensam que eles têm o nível de vida que têm, trabalhando como nós "trabalhamos"...

Com o clima que tême condições daí decorrentesse trabalhassem como nós trabalhamos, estariam bem tramados... E passariam a fazer a triste figura que nós fazemos, reclamando e pretendendo melhores condições de vida sem que algo de concreto façamos para o merecer...

É isso, passarmos todos por uma experiência de emigração seria o que de melhor poderia acontecer ao País e ao seu Povo.

O pão que o diabo amassou é o melhor remédio para quase todas as maleitas de que padecemos.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

3136. O país dos esquemas


Desde que teve início o programa de resgate a que estamos submetidos, rara é a semana em que não é noticiado mais um escândalo, pela descoberta de um esquema de vigarice, de aldrabice, de abuso descarado de dinheiros públicos – ou privados, mas com efeitos sobre entidades públicas.

A sucessão ininterrupta de tais notícias torna impossível que não se pense – com toda a razoabilidade – que Portugal tem vivido, de há muitos anos para cá, num clima de podridão inimaginável para gente com um mínimo de sentido de honra.

A verdade que nos vai sendo revelada é, pois, que constituímos uma sociedade extremamente doente, a necessitar de, com muita urgência, mudar de padrão.

As notícias de fraudes, furtos e outras miseráveis actuações de milhares de cidadãos e de actividades ilícitas é infindável e abarca sectores mais diversificados do que qualquer imaginação mais fértil e delirante poderia sequer intuir.

Administração central, administração regional e local, empresas públicas, entidades bancárias, hospitais, farmácias, universi

dades, fundações, associações desportivas constituem todo um imenso território onde bandalhos de toda a espécie vinham a actuar impunemente, por vezes há dezenas de anos.


Portugal é, sem qualquer dúvida, um país de esquemas

Há que proclamá-lo e escrevê-lo em letra de forma, para que fique registado e não se vá com o vento, para que todos nos capacitemos de que é mesmo imprescindível que urgentemente mudemos de vida, sob pena de não termos viabilidade como sociedade civilizada e civicamente responsável, respeitável e respeitada pelos povos dos países a que estamos associados.

Para tal, contudo, torna-se necessário que comecem a ser conhecidos os resultados da actuação correctiva que não pode deixar de haver.

Ora, não obstante o conhecimento de actuações criminosas que, desde há mais de dois anos, tem sido trazido a público, por situações altamente lesivas do erário público – algumas das quais nem sequer eram suspeitadas anteriormente ao início do resgate – a realidade é que não tem sido dada conta dos resultados de perseguição judicial a que tais actuações devem dar causa.

E, pelo menos a bem da dignidade da nação que somos, tal conhecimento não pode ser mais adiado.

Efectivamente, queremos saber – e temos esse direito, de que não devemos abdicar – onde estão e submetidos a que medidas coercivas se encontram os autores, materiais e morais, dessa actividade criminosa que tanto mancha a nossa honra colectiva e materialmente causa enormes prejuízos à sociedade portuguesa no seu âmbito geral.

2013Jan22
rvs

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

3024. Batalha pela sobrevivência

O que está em causa hoje em dia em Portugal é a batalha pela sobrevivência.

Ou sobrevive a sociedade subsídio-dependente e chupista que até agora dominou o País ou vinga a sociedade de gente adulta, capaz de zelar por si e pelos seus concidadãos.

Trata-se, como foi dito, de uma batalha pela sobrevivência e, quando é a sobrevivência que está em jogo, não pode haver contemplações.

Ou se está de um lado ou se está do outro.

Mais do que provado está que não há a mínima possibilidade de conciliação, tais as diferenças de perspectiva e de postura.

Em situação de sobrevivência, ou eles ou nós.

Até agora a batalha tem sido vencida por eles, com truques, batotas, sem um mínimo de honra e dignidade. Chegou a nossa vez. Mas sem lançarmos mão dos mesmos meios.

Não somos todos iguais.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

2944. Duas histórias da actualidade portuguesa (2)


C omo é hábito cá por casa, semanalmente, hoje calhou irmos fazer o rancho ao hipermercado de onde gastamos.

Ora, calhou-me ser eu a ter de ir procurar o açúcar de que precisamos para. Aproximei-me da bancada e, tendo recolhido a embalagem que me interessava, preparava-me para abandonar local quando fui interpelado por uma senhora, pedindo-me que lhe chegasse uma embalagem de outra marca de açúcar. Prontamente acedi. No entanto, reparando no preço, virei-me para a senhora que estava já a arrumar a embalagem no carrinho das compras e disse-lhe:


- Desculpe-me, mas permite-me que faça uma observação?

- Certamente, faça o favor.
- Reparo agora que a senhora vai levar o açúcar da marca “x” que é um bom produto, sem dúvida, mas talvez não saiba que o açúcar da marca da casa, ou seja, “branca” é mais barato…
- Pois é…
- … mas, além de substancialmente mais barato é o… mesmo.
- ?!?
- Sim, o mesmo. Tal como acontece com o leite UHT e tantos outros produtos, o açúcar com a marca deste hipermercado é o mesmo, é embalado no mesmo sítio que esse da outra marca que a senhora leva. A diferença está apenas na embalagem.
- Não me diga!...
- Posso garantir-lhe que é. Sei de fonte segura. E já reparou bem na diferença de preços entre ambas as embalagens, ambas de 1 quilo? De modo que é muito mais conveniente usar a marca “branca”.
- Sendo assim, tem toda a razão. Agradeço-lhe a informação. Mas, sabe… estou habituada a esta marca, pelo que a levo.

Cai o pano, com uma síncope, apenas faltando esclarecer um pormenor. A embalagem de 1 quilo do açúcar da marca que a senhora levou custava 1,39€; a embalagem, igualmente de 1 quilo do mesmíssimo açúcar, da marca da casa, “branca”, portanto, custava 0,95€ A diferença é, pois, de apenas 0,44€. Coisa pouca num singelo quilo de açúcar!...

Que se há-de fazer?!

Portugal está assim. Por mais que algumas almas queiram desmentir, Portugal está mesmo assim.

2943. Duas histórias da actualidade portuguesa (1)



N ão sei se Vocências se aperceberam do charivari, ou seja, chinfrim, balbúrdia, desordem, alvoroço, gritaria que ontem se armou nas lojas do Pingo Doce.

Já sei que vai haver algumas  almas muito piedosas que virão logo com lições de moral, dizendo que aquilo que Alexandre Soares dos Santos fez é uma patifaria aos trabalhadores e aos consumidores.

Mas confesso que estou marimbando-me para essa parte da questão, muito embora tenha alguma dificuldade em perceber como é que os consumidores se irão mostrar muito danados com o homem, depois do bodo que receberam e mesmo os trabalhadores, quando chegar o momento do pagamento que lhes vai ser feito do trabalho extraordinário que ontem tiveram. Mas, como disse atrás, não quero saber dessa questão.

O que me traz aqui é o seguinte:

Pelos vários estabelecimentos do Pingo Doce espalhados pelo País passaram ontem, dezenas de milhares de pessoas, que se empurraram, se insultaram, se bateram, se esgadanharam, pintaram a manta, para chegar aos produtos que lhes interessavam. Foi engraçado, mas também não é isso que me ocupa neste post.

O que me ocupa neste post é o que segue.

Não sei se Vocências repararam que houve ontem dezenas de milhares (pelo menos!) de pessoas que entraram nos estabelecimentos Pingo Doce para fazer aquisição de bens.

Pois….

Até aqui nada de surpreendente. As pessoas foram ao engodo de preço anormalmente aliciante, bónus antes insuspeitado. Portanto, tudo “normalmente normal”.

Só que… para terem acesso esse aliciante, a esse bónus, necessitavam de fazer compras no valor mínimo de 100 euros.

Então, é assim:

ontem, dia 1º do mês de Maio do ano da graça de 2012 da Era de Cristo Nosso Senhor, houve em Portugal – onde, rezam as crónicas de vida, diárias, se morre de penúria – dezenas de milhares (pelo menos!) de pessoas que dispunham, sob as mais diversas formas (dinheiro vivo, Multibanco, cartão de crédito, etc.) de 100 euros por cabeça, prontos a ser gastos.

Mais:

Não consta que nenhuma dessas pessoas fosse mulher, irmã, filha, enteada, sobrinha, neta, bisneta, trineta, tetraneta, amiga colorida, conúbia, e por aí fora de, por exemplo Joe Berardo ou Américo Amorim ou Duarte Lima ou José Pinto de Sousa ou outro qualquer assim, pela simples razão de que as mulheres, irmãs, filhas, enteadas, sobrinhas, netas, bisnetas, trinetas, tetranetas, amigas coloridas, conúbias desses ilustres senhores não se metem nessas coisas, por não precisarem e essas coisas se destinarem ao povoléu ou povo ao léu e não a elas.

Mas nem elas nem outras com rendimentos menos avultados, mas razoáveis ainda assim. Quem se mete nestas coisas são as gentes da classe média, maioritariamente da média baixa

Portanto e resumindo, houve ontem dezenas de milhares (pelo menos!) de pessoas do povoléu que dispuseram, sob as mais diversas formas (dinheiro vivo, Multibanco, cartão de crédito, etc.) de 100 euros – uma centena de euros!!! – por cabeça, prontos a ser gastos.


Alexandre Soares dos Santos tem destas coisas, raios o partam! De uma assentada, com é hábito, destrói, deita por terra, teorias e conceitos aceites como certos e que, afinal não passam de endrominações sem jeito.

E mais, num só gesto, demonstra aquilo que alguns, como eu e outros, de há muito andamos a tentar demonstrar por escrito.

Que se há-de fazer?!

Portugal está assim. Por mais que algumas almas queiram desmentir, Portugal está mesmo assim.

Por alguma razão os depósitos bancários têm vindo a crescer anormalmente, para o que era hábito.

sexta-feira, 2 de março de 2012

2898. O Adolfo é que sabia...

  • Primeiro, o aborto era um crime. Era tirar uma vida. Ponto.
  • Depois, até às 16 semanas, já não era, porque não havia vida. Era mesmo imperioso que se fizesse. Ponto.
  • Logo a seguir, até às 12 semanas, nem pensar que era, porque vida era outra coisa! Ponto.
  • Mais tarde, até às 10 semanas é que era bom, porque quem manda é a mulher. Se ela quer… Ponto.
  • Agora, por que não o “aborto pós-parto” se os recém-nascidos são não-pessoas por não terem consciência? Ponto.
  • A seguir e pelos mesmos motivos, os maluquinhos. Ponto
  • Depois… depois… depois… Ponto.

Grão a grão esvazia a galinha o ovo…

Wow!
Schließlich war ich recht, nicht wahr? - Adolph schreit über das Grab hinaus
(Ena!
Afinal, eu tinha razão, não tinha? – grita o Adolfo lá da tumba)

Pelos vistos, o único pecado que cometeu foi ter razão antes de tempo! Ora toma, Adolfo, grande benfeitor da Humanidade!…

Artigo polémico afirma que recém-nascidos não são pessoas e podem ser mortos

Dois investigadores, um italiano e uma australiana, defendem nas páginas do Journal of Medical Ethics (JME)- uma conceituada publicação da área da medicina - a ideia de aborto pós-parto. De acordo com Alberto Giubilini e Francesca Minerva, do ponto de vista moral, matar um recém-nascido, em nada difere de praticar um aborto.

Os investigadores das universidades de Filosofia de Milão e de Melbourne argumentam no artigo 'After-birth abortion: Why should the baby live?' ('Aborto pós-parto: Porque deve o bebé viver?') que um feto e um recém-nascido são dois seres «moralmente equivalentes», na medida em que ambos estão num estádio em que apenas têm o potencial para se tornarem pessoas. Como nenhum dos dois possui consciência, as mesmas razões que justificam o aborto sustentam o infanticídio.

No resumo da sua exposição explicam que «o aborto pós-parto deveria ser possível em todos os casos em que o aborto o é, e explicitam: «Inclusive quando não há malformações no feto».

Os especialistas em ética médica sustentam, no entanto, que o aborto pós-parto não é uma alternativa ao aborto («realizá-lo nas primeiras semanas da gravidez é a melhor opção», escrevem), no entanto, acrescentam que «se, depois do nascimento, se detectasse alguma doença que não tivesse sido identificada durante a gestação, ou as circunstâncias económicas, sociais ou psicológicas necessárias à educação de uma criança não estivessem reunidas» as pessoas deveriam ter a opção de não ficarem obrigadas criar a criança.(…)

domingo, 19 de julho de 2009

2440. A maior das crises

Muito se escreve e baboseia acerca da grave crise mundial, de conjuntura, e, cá entre nós, dessa e ainda da endémica nossa, de estrutura.

No entanto, ninguém fala, baboseia, ou tenta tratar de uma terceira crise que nos afecta de forma particularmente grave e que, afinal, é a raiz de todos os males dos portugueses, porque é a crise mais profunda e prolongada que alguma vez nos perseguiu e que, uma vez aqui instalada, teima em não nos abandonar.

Sim, para lá da conjuntural crise mundial e da estrutural nossa, o que mais nos deprime e diminui, não permitindo que a nossa sociedade avance e se coloque ao lado das mais avançadas desse mundo, é a crise de valores, ou, melhor dito, a crise da ausência de valores por que nos batermos ou, pior ainda, se possível, a de nos batermos por valores completamente errados.

E essa provém, única e exclusivamente, da falta de instrução e mais, da completa ausência de cultura que por aí se vê.

Para a combater, é preciso privilegiar-se a educação, com meios e gente que saiba o que faz e para onde devemos ir, não com aprendizes de feiticeiro, eles próprios pouco instruídos e ainda menos cultos.

Mas o mal tem que se atacado já e com toda a determinação. Se não possível com portugueses, então com "instrutores" importados. Assim ou assado, o que não é possível de tolerar é que as coisas se mantenham como estão.

Nesta perspectiva, há que repudiar a simples hipótese de sermos governados por gente que se apresenta com habilitações que efectivamente não tem e bem assim com uma falta de cultura que todos os dias exibe urbi et orbe com a auto-satisfação do completo ignorante que, por nem sequer saber que não sabe, ufano pesporra e se arroga de direitos e saberes que não pode ter.
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segunda-feira, 6 de julho de 2009

2423. 484.000.000 !

484 000 000
A dívida dos hospitais públicos aos fornecedores de medicamentos atingiu, em Maio, os 484 milhões de euros, o valor mais alto desde que o Estado aprovou um plano para acelerar os pagamentos destas unidades de saúde
Público 2009.07.06
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domingo, 24 de maio de 2009

2229. In perpetuam rei memoriam

Através do blog Offshore das Berlengas, cheguei ao A outra varinha mágica e, nele, a um notável post, que não podia deixar de aqui trazer.

Termina assim:

(...)
Desculpem-me se hoje não consigo esquecer este episódio que ficou entalado na história da revolução que nos trouxe a liberdade, ao mesmo tempo que oiço e leio notícias de que José Sócrates saiu à socapa de uma escola, pela porta do cavalo, para não ter que ouvir aquilo a que tenho chamado de "legítimas idiossincrasias de um povo", neste caso, dos estudantes.

É da autoria de Nuno Nogueira Santos. Leia-o na íntegra.

Aqui fica, não para memória futura, mas presente, bem presente.
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quarta-feira, 20 de maio de 2009

2208. Este e o outro... Lembra-se?...

Advogados: Dia assinalado com nova polémica e em clima de contestação

Ordem dos Advogados em estado de guerra

Marinho Pinto escolheu o Dia do Advogado, assinalado ontem, para lançar mais uma polémica e incendiar o já inflamado clima na Ordem dos Advogados. "Há advogados quase especialistas em ajudar certos clientes a praticarem delitos", afirmou o advogado, incentivando os colegas a denunciarem as "maçãs podres" do sistema. A frase suscitou reacções indignadas e as críticas subiram de tom: José António Barreiros, presidente do Conselho Superior, quebrou o silêncio em entrevista ao Correio da Manhã; o presidente do Conselho Distrital de Lisboa, Carlos Pinto de Abreu, pediu a demissão do bastonário; o advogado Magalhães e Silva voltou a insistir na necessidade de convocar uma assembleia extraordinária.
CM 2009.05.20

* * *

Este faz lembrar o outro, que actuava em campo diverso mas era igual.

"Eu sei e vocês também sabem do que falo". Jamais, contudo, alguém ficou a saber do que é que ele falava, porque, embora hortelão, nunca cultivou "tomates" suficientes que o ajudassem a esclarecer fosse o que fosse...
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terça-feira, 24 de março de 2009

2067. Nem só a Rádio Moscovo não falava verdade...

Portugal é, de há uns bons anos para cá, assolado por sucessivas ondas de demagogia desenfreada, em quase todas as áreas da actividade humana.

A última delas - também veiculada pelo governo que nos calhou em desdita, porque convém aos seus interesses - é a de que a crise económica que se abateu pelo mundo está a tornar extremamente difícil a vida dos portugueses, em geral.

Ora, nada mais falso.

Essa crise existe, sim, mas apenas para aqueles que tiveram a desdita de perder o emprego ou o procuram pela primeira vez.

Quanto aos restantes - incluindo os que trabalham por conta de outrem, bem como os pensionistas e reformados - efectivamente não foram, até ao presente, de modo nenhum prejudicados com a crise. Muito pelo contrário, com ela estão a beneficiar um pouco.

* Nada perderam, porque os rendimentos que auferiam antes não sofreram corte nem redução;
* Algo ganharam, porque, como é bem sabido, em número razoável de casos, mesmo os custos dos bens de sobrevivência quotidiana baixaram de forma notória.

Donde se extrai que o montante dos ordenados, vencimentos e pensões chega hoje para a aquisição de bens que antes não chegavam de forma nenhuma.


Esta é a realidade que ninguém se atreve a vir para a praça pública evidenciar, certamente por não ser considerado politicamente correcto, mas que, em nome da verdade e do que é justo, é bom que não seja escamoteado, sob a capa da demagogia infrene que campeia pelo País.

Outra coisa é a situação de penúria em que já muitos portugueses viviam antes do surgimento da crise a nível mundial. Penúria a que os tinham conduzido as desastradas e, em alguns casos, criminosas políticas que têm vindo a ser seguidas de há muitos anos a esta parte. A interna, portanto.

Adaptando aos tempos que correm célebre frase do antigamente, lá do tempo da outra senhora, apetece dizer:


A verdade é só uma;
os demagogos não falam verdade.
- isto é, são mentirosos -
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2066. Êtá, tio Vitorino!

Foto Pedro Catarino

António Vitorino factura 5 mil por reunião da Assembleia Geral da Brisa a que preside

CManhã - 2009.03.24


* * *

Êtá, tio Vitorino! , na s'arreceie, home de Deus!

Não venho aqui invejoso e cheio de bílis, vilipendá-lo ou coisa no género. Não, senhor! Cada qual ganha o que ganha e ninguém tem nada que meter-se no assunto.


O que venho fazer é pedir-lhe, pelas alminhas dos seus defuntos, que me deixe carregar-lhe a caneta e o bloco notas, a caminho das tais reuniões.

Eu levo baratinho. Vai ver que não se arrepende!
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quarta-feira, 18 de março de 2009

2056. Esperança(s) de vida

Relatório europeu
Esperança de vida saudável entre as mulheres portuguesas é menor do que em 1995
11.03.2009 - 23h37 Alexandra Campos, Andreia Sanches

Os portugueses vivem hoje quase dez anos mais do que há três décadas. Mas "a esperança de vida saudável tem diminuído nos últimos dez anos", sobretudo entre as mulheres, segundo o Relatório Conjunto sobre Protecção Social e Inclusão Social de 2009, da Comissão Europeia.

O documento foi debatido esta semana em Bruxelas. E, no capítulo da saúde, surgem números como este: a esperança média de vida de uma criança do sexo feminino que tenha nascido em Portugal, em 2006, era de 82,3 anos - o que supera a média da União Europeia (UE). Já o tempo que este mesmo bebé português pode esperar viver sem qualquer incapacidade ou limitação por questões de saúde é de apenas 57,6 anos, segundo os cálculos do Eurostat apresentados. Menos 5,5 anos do que em 1995.

É preciso olhar para este indicador com muito cuidado porque "tem pouca fiabilidade", defende Mário Carreira, especialista em saúde pública da Direcção-Geral de Saúde. E isto porque o indicador "esperança de vida sem incapacidade" (esta será a designação mais correcta, segundo o médico) está fortemente dependente da qualidade dos inquéritos e estudos feitos nos diversos países. Ora, este tipo de informação em Portugal é "um pouco deficiente", sublinha. Basta olhar para a periodicidade dos inquéritos nacionais de saúde (o último foi feito em 2005/2006, quando o anterior era já de 1998/1999) para perceber que há "hiatos muito grandes" entre estes estudos.

O especialista admite, contudo, que poderá haver algumas razões objectivas que expliquem um agravamento do indicador, nomeadamente o aumento da prevalência da obesidade em Portugal. Seja como for, o relatório traça uma tendência: os europeus (e os portugueses) vivem hoje mais anos. As mulheres mais do que os homens. Mas são também elas que passam mais anos com alguma incapacidade.

A tendência na UE foi para a esperança de vida saudável aumentar. Portugal, tal como a Finlândia ou a Grécia, faz parte do grupo onde se passou o inverso. Mesmo entre os homens. Se não veja-se: a esperança de vida saudável para um homem português era, em 2000, de 60,2 anos; em 2006 voltava ao nível de 1995 - 59,6.

A Comissão nota que a pobreza e desigualdade de rendimentos continuam a ser "problemas estruturais graves" do país, mas elogia várias medidas que têm sido tomadas. Por exemplo: "As reformas no sector da saúde estão a produzir efeitos positivos" Fica, contudo, um desafio: são precisas "políticas globais para melhorar o estado de saúde da população".

Público

O "negrito/bold" é do Blog.

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terça-feira, 17 de março de 2009

2052. Sublime!

A dança das cadeiras
entre detentores do Poder

e seus defensores de serviço

(...)
Ainda o café não tinha chegado à mesa, já rui pereira mandava um empregado do restaurante dizer a uma jornalista que se levantasse para ele se poder sentar junto de sócrates. Assim, sem mais. E antes que houvesse tempo para reagir, lá estava o ministro de pé, coladinho à cadeira da jornalista, para que ela se levantasse e ele se pudesse sentar. Sem um olhar, uma palavra, uma desculpa, uma razão por muito esfarrapada. Até ao fim do jantar, lá ficou sentado, colado, provavelmente com medo de ser remodelado depois dos resultados vergonhosos que apresentou no combate ao crime.
(...)
Post "Um chá para Rui Pereira", no Blog Escola de Lavores

Na verdade, constitui crime de lesa-majestade alguém, ainda que ministro, atrever-se a sentar-se no lugar anteriormente ocupado por qualquer senhor - ou senhora - da toda-poderosa classe jornalística. Atrevimento que tem de ser severamente punido, evidentemente.

* * *

Estou estupefacto com o seu post e com a ordinária fotomontagem que o ilustra, para os quais pessoa amiga me chamou a atenção.
(...)
na falta de mesa, estive em pé, durante algum tempo, a um canto; não falei com nenhum empregado, directamente ou por interposta pessoa, a pedir que me arranjassem o lugar; foi o primeiro-ministro de Portugal que me chamou, a certa altura, para me sentar ao pé dele; nessa ocasião, o lugar estava vago e eu ignorava que alguém lá encontraria;
(...)
aliás, para ser sincero, se visse a autora deste post não a reconheceria sequer; resta-me lamentar o tom preconceituoso e profundamente injusto do post.

Comentário-resposta (!?!?) de Rui Pereira, ministro da administração interna

À semelhança do ministro Rui Pereira, também eu me sinto estupefacto por este ter tido a deferência de, saindo do etéreo assento (o da governança, não o da jornalista Dina) para vir ao blog tirar desforço e, mais ainda, por ter entrado da forma abrupta como efectivamente entrou. Mais uma prova de que a blogosfera lusa dá cabo dos nervos de muita gente... Olarila!

E a minha estupefacção prossegue, quando constato que sexa ministro, com tanto poder, esteve em pé (ou de pé, hã?) durante algum tempo (coisa que não se faz a um ministro, haja respeitinho...) e só porque o maioral o chamou foi à procura de lugar e, vendo que aquela cadeira, naquela ocasião (antes não vira que lá estava a jornalista e ficara de pé por puro prazer...), estava vaga... assentou-se.

E a tal minha estupefacção aumenta ainda, ao verificar que o ministro não a reconheceria se a tivesse visto... Se me é permitido perguntar: O que é que isto tem a ver com as calças, ó senhor Pereira? O reconhecimento ou o não reconhecimento do interlocutor, determina diferenças no comportamento ministerial, em matéria de delicadeza?!

Para finalizar: será que, em situações semelhantes, mesmo que não se aviste o detentor do assento, não é normal perguntar-se se está vago? É o mínimo, não?

* * *

(...)
A verdade, clara e simples, transposta para um velho provérbio português, não será difícil de compreender:
"Quem vai ao ar, perde o lugar!"
(...)
Comentário de revide, em testemunho presencial de anónimo

Pois é, um anónimo (são-no sempre...) que parece estar de serviço à defesa ministerial, na pressa de defender o seu ídolo, termina a "comentarice" atirando à cara da jornalista o provérbio popular, curto e grosso, que normalmente é muito brandido em tabernas e quitandas tais, mas jamais em jantares de primeiros-ministros. Estas coisas governamentais andam mesmo pelas ruas da amargura...

* * *

Pelo vistos enganei-me em relação ao ministro da administração interna. Afinal, ainda é mais incorrecto do que eu supunha, e a ideia com que fiquei sobre ele, após a visita a cabo verde, já não era nada boa. E o problema é que, além de mal educado deve estar a precisar de mudar de óculos.
(...)
Em relação ao alegado preconceito, não tinha preconceito nenhum em relação a ele, porque nunca tinha sequer estado na mesma sala que ele. Reconheço, no entanto, que tenho preconceitos relativamente a pessoas reconhecidamente mal-educadas, arrogantes, que se consideram superiores e que não respeitam os outros.
Revide da jornalista em novo post sob o título Resposta ao ministro da administração interna

Pois é, caro Rui Pereira, ilustre governante, quem se mete à chuva molha-se!... Escusava bem de ter lido mais esta.

* * *

(...)
A verdade, clara e simples, transposta para um velho provérbio português, não será difícil de compreender:
"Quem vai ao ar, perde o lugar!"
(...)
Novo comentário de revide do tal anónimo, em serviço permanente à defesa do ministro.

Como se lhe acabaram as munições e, deslumbrado com a "comentarice" anterior, repetiu-a e até a terminou com o mesmo lapidar provérbio português muito usado em locais de farta ingestão de tinto carrascão e salgados coiratos.

---oooO*Oooo---

E assim vai este nosso querido Portugal... Deus o abençoe!
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segunda-feira, 16 de março de 2009

2050. Urgente!




Agora que o "choque tecnológico" deu no que deu - nem a ortografia se salvou! - que tal tentar, mesmo que com palettes de erros, um "choque de Ética"?

Alvíssaras para quem a encontre por aí e a entregue ao destinatário certo.

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domingo, 15 de março de 2009

2048. Coisa?!


Que caiam todos os males
sobre a coisa que mais amo neste mundo,
que é a minha filha,
se isto é verdade

Pinto da Costa, presidente do FC Porto, no julgamento do "envelope"
Jornal "24 horas"


* * *
Coisa ?! Ó Pinto, que é lá isso? Francamente!...
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