Aqui vão sendo deixados pensamentos e comentários, impressões e sensações, alegrias e tristezas, desânimos e esperanças, vida enfim! Assim se vai confirmando que o Homem é, a jusante da circunstância que o envolve, produto de si próprio. 2004Jul23
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
3192. Factura da sorte
Em Junho do ano passado era apenas de 205 milhões o montante das facturas...
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Quer saber porquê?
Porque até a malta que estava do lado da Oposição, perdão, oposição, contra a medida, pelo que "não alinhava em fantochadas", acabou por ver que estava a ser trouxa e o prejuízo era todo seu, só para agradar à cambada, que nada faz por retribuir o esforço nem sequer por ajudar o País a seguir em frente.
Então, deixaram-se de tretas e alinharam, não fosse dar-se o caso de os "fachos" arrebanharem os carros todos... e eles continuarem a andar de burro, que é como quem diz, às costas uns dos outros!...
Já lá dizia a minha avó:
- Menino... Não há nada como realmente...
E, então, o meu avô acrescentava:
- Ai mulher, dizes cada verdade! Tens razão. O que tem de ser tem muita força, olaré!...
E não é só nisto da factura da sorte. Em outros parâmetros, a malta está também a abrir o olhinho... Há lá quem seja burro toda a vida!!! É o és!...
Que barrigada de riso isto me provoca. E a si?
quarta-feira, 13 de abril de 2011
2776. O preito devido a Sócrates
O engraçado de tudo isto - se é que existe alguma graça nesta história, é que, excepção feita a dirigentes do PSD, que sempre disseram que precisavam de conhecer as contas, os restantes partidos aos costumes vinham dizendo rigorosamente "nada".
Significativamente, depois da chegada do FMI e do BCE, apareceu já Anacleto Louçã, todo pomposo, gongórico e conspirativo, "as usual", a reivindicar a necessidade de uma auditoria às contas.
Mais vale tarde do que nunca, caro Anacleto! Vamos lá então exigir essa auditoria.
Mas não vamos sem antes aqui ficar bem claro que parece que os partidos estão a começar a seguir as nossas pisadas.
Porque fomos nós, as gentes do Facebook, os primeiros a reivindicar a clarificação do estado das contas. E, durante quase mais de duas semanas estivemos sozinhos nesta empresa.
Vêm agora os da 25ª hora.
Mas ainda bem que vêm. Serão bem recebidos, apenas se lamentando que não tenham tido a iniciativa, como lhes competia em primeira mão. Mas, pelo menos, começam a reconhecer a razão que nos assistia. E assiste.
Uma outra nota, de enorme importância:
Alguém precisa de maior prova do que esta para afirmar, sem receio de desmentido, que a cidadania participativa, a Democracia Directa, vigilante da Democracia representativa parlamentar, é mais necessária do que nunca? E que dá provas insofismáveis de ser eficaz?
Alguns cidadãos mais cépticos - talvez por muito desenganados ou pouco habituados a intervir activamente nos problemas da sociedade e sua resolução - poderão supor que a nossa acção não produz efeitos ou, se produz, eles são negligenciáveis.
Puro engano!
Que seja anotado que eles, os políticos da nossa praça, também vêm à Net - ao Facebook e outras redes - e começam a sentir a força dos cidadãos, em bloco, expressa de forma reivindicativa e sem berrarias ululantes. Mas exigente. De pessoas que, sabendo quais os deveres que têm, que cumprem, não abdicam de ver respeitados os direitos que lhes assistem e constitucionalmente lhes estão formalmente assegurados, mas na prática, sempre negligenciados.
E, sentindo-o e porque não são desprovidos de inteligência, vão dando os primeiros passos para se chegarem à realidade, vindo ao nosso encontro. Para se "salvarem", porque, se o não fizerem, mais cedo ou mais tarde - e cada vez é "mais cedo" do que "mais tarde" - tramam-se a sério e de uma vez por todas.
O que se requer da nossa parte é firmeza e persistência. Está nas mãos dos Homens darem ao Mundo a via adequada para percorrer; está nas nossas mãos darmos a Portugal a esperança no futuro de que tão necessitado está.
E ninguém de entre nós, nenhum Português, está isento desta tarefa. Porque ela é de todos e a ela fugir é atitude criminosa, por hipotecar o futuro dos que nos seguirão.
Amanhã, num futuro mais ou menos longínquo, seremos apenas uma recordação. Que pode ser boa ou má, dependendo unicamente de nós próprios. Mas se nenhum de nós será vivo eternamente, a Pátria queremos que o seja. Tem de o ser. Contribuiremos com o nosso quinhão para que o seja.
É esta imensa benesse - a de termos finalmente interiorizado a necessidade de intervirmos decisivamente na vida da sociedade em que estamos inseridos, portanto, da necessidade da verdadeira cidadania - que o vilarista nos deixa. Foi ele e os seus governos, com a prática autoritária, embusteira e destruidora da sociedade portuguesa que desde sempre assumiu, que levou que acordássemos. Esperemos que a tempo.
- Devemos-te, pois, ó Sócrates um enorme agradecimento um verdadeiro preito de homenagem. Que humildemente deves aceitar, mesmo que, como certamente será o caso, não percebas o enorme serviço que prestaste a Portugal e aos Portugueses!
Ruben Valle Santos
Setúbal
13 Abril 2011
(Texto publicado também no Facebook, na página da Auditoria Imediata às Contas do Estado)
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
1347. O recibo de leitura
Como tinha já dado notícia sugeri o envio de um email a vários destinatários ligados ao MillenniumBCP.
Eu próprio o fiz, no passado dia 29. Com pedido de recibo de leitura. três deles, como já era esperado, não o "deixaram" vir. Recebi hoje, porém, o quarto, que aqui fica, para esclarecimento.
Adenda, em 02Jan2008
Mais um acaba de chegar:
sábado, 29 de dezembro de 2007
1342. Cidadania e democracia directa

e democracia directa da maior importância para o país
( se V. quiser, evidentemente)
Assim, se tem conta aberta no Millenium e discordar desta manobra, que visa deixar nas mãos de meia dúzia de pessoas, ligadas ao socratismo, as duas maiores instituições bancárias do País, ou seja, a Caixa Geral de Depósitos (Faria de Oliveira foi lá colocado agora, numa evidente camuflagem da manobra geral em curso) e o MilleniumBCP, a acrescentar ao Banco de Portugal que, como é sabido, também está nas mesmas mãos - assim passando a dominar toda a banca portuguesa que realmente conta - não hesite nem se atrase.
Envie um email nos termos que abaixo vão sugeridos ou noutro qualquer similar, para as entidades que também abaixo são mencionadas.
com a conta n.º XXXXXXXXXXXXX,
discordando em absoluto da tomada de poder do Grupo
pela facção do socratismo socialista
na próxima Assembleia Geral de 15 de Janeiro de 2008,
se tal tomada de poder se vier a concretizar.
Apresenta cumprimentos
O email deve ser enviado para os seguintes endereços e este modelo distribuido pelas pessoas das suas relações, para conhecimento geral e actuação em conformidade, por quem assim o entender:
A ideia e os elementos para este post
foram colhidos no blog
Do Portugal Profundo,
de António Balbino Caldeira.
sábado, 19 de maio de 2007
1078. Com papas e bolos...
É fatal que aos olhos dos mais atentos apareça com laivos de caricatura e pouca sisudez alguém que se apresente como campeã da Cidadania, depois de ter andado 33 anos a militar - "e a dar cabo da paciência", é certo também - em vários partidos, de que sempre saiu com zanga por não lhe terem feito as vontades pessoais.
Ainda agora, não fora não lhe terem dado no PS o acolhimento que pretendia para uma candidatura à CML, e certamente que a dita autoproclamada campeã estaria muito contentinha da silva no Largo do Rato, entretida a mandar às malvas a "tão amada" Cidadania, como, aliás sempre fez.
Não há dúvida, com papas e bolos...
Mas também não é mal feito. Tantas vezes hão-de bater com a cabeça na parede, que um dia talvez ela se quebre, abra e alguma luz vá iluminar o interior.
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sexta-feira, 13 de abril de 2007
983. A Páscoa da Cidadania

Não vou fazer um desenho, que não tenho jeito, mas explicar os meios:
1. Internet
2. Blogues
3. Forum
4. E-mail
5. A caixa de ressonância dos media tradicionais
O controlo socrático dos media tradicionais, apertado como jamais se viu no Portugal pós-25 de Abril, era impossível de subir ao extremo de conter uma panela em ebulição dos meios modernos. E a panela rebentou.
Por isso, o problema não foi o blogue x ou y, é a rede. A rede permite a exuberância da cidadania, tanto tecnicamente como moralmente. Se o problema fosse de um meio só, o perigo tinha sido contido. Não era. Explodiu. Os cidadãos libertaram-se do jugo da intermediação e assumem a cidadania, a responsabilidade de intervir na polis, com a sua capacidade possível: a informação.
Nesta Páscoa da Cidadania o segredo foi a rede, a Net. Mas schiu, não contem a ninguém. Eles ainda pensam que o problema foi o "a" ou o "b"...
Nada será como era nos media tradicionais também porque não abrimos as portas apenas aos cidadãos conscientes da sua responsabilidade activa; nem nada será como estava na política velha e relha porque o controlo dos intermediários (os media) foi rebentado pelo fluxo do povo activo.
Como tentei explicar, deviam ter percebido do exemplo espanhol. Não aprenderam e continuaram a agir como sabiam: controlar os intermediários, os media - porque, pensavam que se controlassem, mesmo descaradamente se tivesse de ser (e está a ser...), os media, os cidadãos nada sabiam. No fim de contas, tratava-se da adaptação da máxima salazarista dos anos 30: "politicamente, só existe o que o povo sabe que existe"...
Porém, deviam ter aprendido com Espanha.
Esse paradigma clássico de fazer política estava obsoleto e foi destruído pela avalanche da procura (o cidadão-repórter), publicação, comentário, edição e difusão de informação em torrente contínua, rápida, funda e aguda. Os media foram apanhados na torrente e não puderam travar o fluxo. Não podendo parar, deixaram-se ir na onda - para não serem esmagados pela torrente popular. Hoje, há mais liberdade do que antes da nossa Páscoa, a Páscoa da Cidadania.
A democracia directa já chegou a Portugal. Só falta instituí-la.
António | Homepage | 13.04.07 - 2:06 am |#”
* * *
Este é um texto notável, transcrito de um comentário gravado por António Balbino Caldeira, na madrugada de hoje, no seu blog Do Portugal Profundo, com referência ao post “António José Morais foi professor de Sócrates no Isel”, o que contraria afirmações daquele na RTP, poucas horas antes, segundo as quais não teria conhecido o referido professor, antes da sua própria chegada à UnI.
Não se abordará aqui, porém, a verdade ou inverdade de tal declaração do primeiro-ministro – que, no meio de tudo quanto se tem passado, já nem se classifica como mais do que mero pormenor – nem sequer o desmentido que efectivamente é o post, muito embora nele jamais se tenha expressamente dito disso se tratar.
Do que se cuida de saber, hic et nunc, é da questão de fundo do comentário de Caldeira, qual seja, a reviravolta no status quo da informação pública institucionalizada – também da desinformação –, mas igualmente no da sociedade portuguesa, no seu geral, que jamais será o mesmo após esta Páscoa da Cidadania, com vero sabor a Páscoa da Redenção.
E não será mais o mesmo, porque, desta vez, alertado para um conjunto de circunstâncias insuficientemente esclarecidas e contendo matizes de verdadeira anomalia, de que se tinha conhecimento há mais de dois anos, mas que se insistia em não divulgar – “pecadilho” inadmissível em sociedade democrática – um leque de cidadãos, mais alargado do que é normal em tais circunstâncias, liderado – sim, liderado pelo exemplo – por um homem que, embora isolado, serenamente jamais revelou temer as tremendas forças com que se defrontava, forçou a que órgãos institucionais da Comunicação Social se vissem na contingência de revelar o que já de há muito sabiam, mas calavam.
Constituiu todo o processo, até ao momento presente, um vigoroso pontapé no traseiro do conformismo lusitano – em muitos casos, talvez também do conúbio entre agentes de informação e forças de dominação da sociedade portuguesa pouco dadas à visibilidade – que despertou consciências, as quais, espera-se, jamais se deixarão adormecer de novo.
A isto se chama, com toda a propriedade, de democracia directa, a forma mais transparente, limpa e pura de democracia que se conhece. É ela obra de cidadãos para cidadãos, em nome do bem-estar e dignificação de toda uma sociedade humana. Democracia que, como dizia Abraham Lincoln, em Gettysburg, é o poder do povo, pelo povo e para o povo.
A Páscoa da Cidadania é, pois, um momento muito alto da nossa até agora muito débil e a cada dia mais fragilizada democracia, que assim recebe enorme contributo no sentido de se tornar entidade de corpo inteiro e não amputada ou que se ficou a meio do desenvolvimento que seria o natural e desejável.
É-se mesmo levado a crer que terá sido o mais alto de todos os momentos, uma vez que foi desencadeado por cidadão descomprometido, a que de imediato se associaram inúmeros outros cidadãos, igualmente descomprometidos relativamente a interesses que não sejam os da Comunidade que todos nós, Portugueses, constituímos, mas sinceramente desejando romper com um passado que não nos dignifica, em busca de um futuro de maioridade cívica.
E, com a força dessa união, foi possível vergar outros – que tinham o estrito dever de correcta e integralmente informar mas que a ele se furtavam – no sentido de não mais poderem manter-se inactivos, e, pelo contrário, sentirem-se pressionados – é o termo! – a agir, ainda que com patéticas e canhestras tentativas de surgirem como os “salva-pátrias”, liderantes de todo um processo que, afinal, apanharam no termo e porque a isso forçados.
E, com essa união, se constituiu força com tal determinação que nem a enorme panóplia de meios de que as forças contrárias dispunham conseguiu derrotar. Nem conseguirá, ainda que tente.
Diz Balbino Caldeira, a terminar, que “a democracia directa já chegou a Portugal. Só falta instituí-la”.
Na verdade, já chegou. E, estamos certos, veio para ficar. Porque os cidadãos foram despertados e convocados e, uma vez actuantes e constatado o resultado de um esforço conjunto de pequenas mas fortes vontades, jamais aceitarão menos do que o já conseguido.
Quanto à instituição da democracia directa, ela se imporá de tal forma que, tal como forçou a chegada, forçará certamente o resto.
A História desta Páscoa da Cidadania, de quem a inspirou e de quantos o seguiram ainda não foi contada nem teria que o ser, por falta de profundidade temporal.
Mas vai sê-lo. E os louros, ainda que não buscados, hão-de ser justamente atribuídos, caro António.
Pela Páscoa da Cidadania que ao País e seus cidadãos ofereceu, daqui lhe envio um abraço de amizade e companheirismo, que é, como não podia deixar de ser, igualmente um preito de homenagem que jamais poderia sequer pensar em sonegar-lhe.
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sábado, 3 de março de 2007
920. Dever de cidadania
C ontestar fortemente e sem tréguas este governo constitui dever de cidadania. ...
Dever de cidadania que não pode ser menosprezado, porque um tal governo, sob a capa de propaganda como nunca se viu em Portugal, está a enriquecer as "instituições" e a empobrecer cada vez mais os cidadãos.
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Acresce que está a tirar-nos a consciência de cidadãos de acções transparentes, ideias escorreitas e humanitarismo sem mácula.
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Contestá-lo com o maior vigor, sem um momento de pausa e por todos os meios disponíveis é dever de cada português ainda não alienado.
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