Se - depois dos relatos de hoje do "SOL" e das declarações do seu director, José António Saraiva, em sede de Comissão Parlamentar de Ética, Cultura e Sociedade, portanto em plena Casa da Democracia e perante seus titulares - não houver consequências legal e politicamente tiradas por quem tem esse estrito dever, ou seja, o Presidente da República, deixa de restar qualquer dúvida de que Portugal atingiu tal patamar de infâmia e tal impasse paralisante, que parece restar apenas um meio eficaz para tudo resolver com dignidade.
Não digo qual, porque não desejo que se chegue a tal extremo, nem pretendo ver-me acusado de apelo que não faço, mas julgo que ninguém ignora do que se trata.
...
Aqui vão sendo deixados pensamentos e comentários, impressões e sensações, alegrias e tristezas, desânimos e esperanças, vida enfim! Assim se vai confirmando que o Homem é, a jusante da circunstância que o envolve, produto de si próprio. 2004Jul23
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
2555. Ego te absolvo!
Taxativo, Armando Vara garante que o primeiro-ministro não tinha conhecimento formal do negócio da PT, quando, em 24 de Junho de 2009, afirmou isso mesmo no Hemiciclo. Indagado sobre se informalmente também não, perguntou com estranheza:
- Mas o que quer dizer com isso de informal?!
(esta é a parte gaga, para a gente se partir a rir... Adelante!)
Partindo do princípio do que Vara garante, está-se autorizado a raciocinar nestes termos:
1. O PM não tinha conhecimento formal, mas o Vilarista tinha conhecimento, portanto informal;
1.a. O conhecimento informal faz-se boca-a-orelha;
1.b. O conhecimento formal faz-se através de rabiscos em papel (antigamente azul e selado, agora branco e sem selo, mas com timbre e assinado);
1.c. O PM só recebe conhecimentos através da forma descrita em 1.b);
1.d. Pelo que jamais poderia ter sido avisado pelo Vilarista que tem o triste hábito de nada escrever (por via das dúvidas, quiçá), limitando-se a projectar sons em direcção das orelhas do PM;
1.e. Assim sendo, jamais o PM poderia saber, uma coisa que o Vilarista não lhe poderia ter dito, porque não se encontraram pessoalmente nem se telefonaram, e, assim, houve uma impossibilidade absoluta, intransponível, de lhe fornecer esse conhecimento;
1.f. Mesmo que tivesse havido a oportunidade do contacto pessoal ou telefónico entre ambos e o Vilarista tivesse aberto a boca e dado com a língua nos dentes (em direcção das orelhas do PM), de nada valeria, pois o PM só recebe conhecimentos de modo formal e o Vilarista só os transmite de jeito informal;
2. Ora, assim sendo, como vem de ser provado e não podia deixar de ser, o conhecimento informal do Vilarista não contende com o desconhecimento formal do PM;
3. Acresce até que, com o seu espírito brincalhão e até por vezes arreliador, o Vilarista faz questão de esconder do PM muitas coisas de que tem conhecimento, pelo que esta terá sido tão somente uma de muitas maroteiras que diariamente lhe faz;
Tudo visto e concluindo:
Resulta da análise substantiva dos factos que o Vilarista esteve sempre impossibilitado de transmitir os seus conhecimentos ao PM e o PM em permanência impedido de tomar conhecimento dos conhecimentos que o Vilarista tinha, pelo que, em boa verdade, o PM esteve sempre ignorante em matéria de conhecimentos.
Por outro lado, sendo certo que o Vilarista brincou talvez um pouco demais com o PM, com coisas com que não deveria ter brincado, não menos certo é que brincadeiras são brincadeiras e ninguém são de mente e espírito pode levar a mal, tomando como coisa séria e digna de reprovação dura "coboiadas" ingénuas e sem ponta de maldade que só os espíritos naïf conseguem idealizar e pôr em prática.
Em face destes pressupostos e sem necessidade de mais considerandos, absolvo ambos os dois, PM e Vilarista, e mando-os em paz.
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- Mas o que quer dizer com isso de informal?!
(esta é a parte gaga, para a gente se partir a rir... Adelante!)
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Partindo do princípio do que Vara garante, está-se autorizado a raciocinar nestes termos:
1. O PM não tinha conhecimento formal, mas o Vilarista tinha conhecimento, portanto informal;
1.a. O conhecimento informal faz-se boca-a-orelha;
1.b. O conhecimento formal faz-se através de rabiscos em papel (antigamente azul e selado, agora branco e sem selo, mas com timbre e assinado);
1.c. O PM só recebe conhecimentos através da forma descrita em 1.b);
1.d. Pelo que jamais poderia ter sido avisado pelo Vilarista que tem o triste hábito de nada escrever (por via das dúvidas, quiçá), limitando-se a projectar sons em direcção das orelhas do PM;
1.e. Assim sendo, jamais o PM poderia saber, uma coisa que o Vilarista não lhe poderia ter dito, porque não se encontraram pessoalmente nem se telefonaram, e, assim, houve uma impossibilidade absoluta, intransponível, de lhe fornecer esse conhecimento;
1.f. Mesmo que tivesse havido a oportunidade do contacto pessoal ou telefónico entre ambos e o Vilarista tivesse aberto a boca e dado com a língua nos dentes (em direcção das orelhas do PM), de nada valeria, pois o PM só recebe conhecimentos de modo formal e o Vilarista só os transmite de jeito informal;
2. Ora, assim sendo, como vem de ser provado e não podia deixar de ser, o conhecimento informal do Vilarista não contende com o desconhecimento formal do PM;
3. Acresce até que, com o seu espírito brincalhão e até por vezes arreliador, o Vilarista faz questão de esconder do PM muitas coisas de que tem conhecimento, pelo que esta terá sido tão somente uma de muitas maroteiras que diariamente lhe faz;
Tudo visto e concluindo:
Resulta da análise substantiva dos factos que o Vilarista esteve sempre impossibilitado de transmitir os seus conhecimentos ao PM e o PM em permanência impedido de tomar conhecimento dos conhecimentos que o Vilarista tinha, pelo que, em boa verdade, o PM esteve sempre ignorante em matéria de conhecimentos.
Por outro lado, sendo certo que o Vilarista brincou talvez um pouco demais com o PM, com coisas com que não deveria ter brincado, não menos certo é que brincadeiras são brincadeiras e ninguém são de mente e espírito pode levar a mal, tomando como coisa séria e digna de reprovação dura "coboiadas" ingénuas e sem ponta de maldade que só os espíritos naïf conseguem idealizar e pôr em prática.
Em face destes pressupostos e sem necessidade de mais considerandos, absolvo ambos os dois, PM e Vilarista, e mando-os em paz.
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