Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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domingo, 5 de dezembro de 2010

2737. É preciso lata e falta de pudor!

Na sequência da espertalhice dos donos da PT,cm as história dos dividendos a pagar por antecipação, para fugir aos impostos,outras empresas parece estarem a preparar-se para imitar o estratagema de aldrabice, para não serem, também elas, incomodadas pelo Estado.

Em face disso, alguém bichanou para o Zeinal Bava que devia vir "esclarecer" a operação, porque não sendo "esclarecida" cheirava a grande merda (em casos destes não há razão para o uso de termos civilizados)!

Então,obediente como sempre, não vá perder a sinecura, o homem lá veio "esclarecer" a opinião pública perante as câmaras de televisão.

E que "esclareceu" o ilustre gestor e cidadão de uma cana?

Pois bem: que a PT, por decisão dos "inteligentes" e probos rapazes que a governam a seu bel prazer, não está a pagar dividendos da sua actividade normal, mas sim de uma operação extraordinária que nada tem que ver com a actividade regular da empresa.

É difícil encontrar maior sacripantice para se dizer em justificação de uma atitude verdadeiramente assassina da honorabilidade de alguém. Sim, porque os gestores também devem ser honoráveis; e bem assim as empresas que gerem.

Então, para o sr Bava, a compra e venda de activos e quaisquer bens da PT não se integram na gestão normal da empresa em cada ano?

E por que raio de carga de água é que o eminente senhor e mais os restantes comparsas que por lá fazem destas e doutras de semelhante jaez não decidem também que todas as restantes operações da empresa realizadas em 2010 são extraordinárias? Talvez porque eles próprios não conseguem passar de extra... ordinários.

É preciso ter lata e falta de pudor!

Portugal está mesmo um país de merda, em que só se prospera à custa de trafulhices!
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quarta-feira, 28 de julho de 2010

2666. Ôi, caras, respondam lá, tá?

Ufanos como o caraças, os “bossesitos” da PT, Granadeiro e Bava, vieram, em conferência de imprensa, jurar a pés juntos que fizeram um extraordinário negócio, quando venderam a participação na Vivo e adquiriram na Ôi !


Em defesa desta peregrina tese, acrescentam que a Ôi tem um mercado potencial muito mais alargado e, portanto, com muito maiores virtualidades do que a Vivo !


Assim sendo, várias perguntas se impõem:


1ª pergunta:

Significa isso que tendo a PT na Vivo e não na Ôi, vocês estavam a prejudicar a PT?


2ª pergunta:

Significa isso que os gajos da Telefónica são burros chapados, por quererem a Vivo e não a Ôi?


3ª pergunta:

Vocês são idiotas e trapaceiros ou pensam que os idiotas somos nós?


Ôi, respondam lá, tá?

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2665. E a vergonhita na carita, hã?

Resposta dada hoje por Granadeiro à pergunta sobre se o Governo estava a par do negócio agora concluído com a compra pela PT de participação na “Oi”:
- Obviamente que sim! Sendo o Governo um accionista de referência da PT, tinha que estar a par do negócio, como esteve sempre
E, no entanto, no negócio para a compra da TVI, segundo o que o mesmo e outros de igual têmpera declararam perante as Comissões de Ética e de Inquérito Parlamentar, já não estava, porque ele e os tais entendiam que não devia estar...
Então e a vergonhita que é indispensável que se veja na carita, em quem se arroga de ter um mínimo de idoneidade moral, onde é que ela está, hã?

domingo, 2 de maio de 2010

2661. Este é o gajo !

Depois de termos visto a "excelência" que é o grande administrador da PT chamado Rui Pedro Soares, pudemos apreciar também a extraordinária criatura que é o CEO da Portugal Telecom, a suposta prima inter pares das empresas portuguesas.

Fujam!...



domingo, 21 de março de 2010

2646. O despacho da "Reuters"

Sócrates pode ser chamado a testemunhar, fazendo dele o primeiro [chefe de governo] a fazê-lo em 35 anos de democracia em Portugal.

"É quase inevitável que Sócrates seja chamado e prestará depoimento por escrito, não pessoalmente", diz o analista político Adelino Maltez da Universidade Técnica de Lisboa.

"É uma solução de meio-caminho. Ele quer proteger-se".

Até agora no parlamento e durante várias semanas, apenas houve audiências não vinculativas sobre o caso, durante o qual o Chefe Executivo da PT, Zeinal Bava, negou ter sido usado pelo governo.

Ao contrário das audiências [da Comissão de Ética], o inquérito tem poderes de investigação para recolher informações utilizadas pela polícia e pelos tribunais. [A Comissão de Inquérito] dispõe de dois meses para realizar o inquérito, e reunirá na próxima semana para decidir quem chamará a depor.

O partido da Oposição, PSD, deve eleger um novo líder no final deste mês e os principais candidatos disseram que a investigação poderia levar a uma moção de censura ao governo.

"Essas ameaças podem cair no vazio, no entanto, tudo vai depender da forma como as sondagens se apresentarem nessa altura", disse Maltez.

Recentes sondagens têm mostrado que, apesar de quase 75 por cento dos inquiridos acreditarem que Sócrates mentiu sobre o caso dos “media”, os socialistas ainda ganhariam novas eleições.

Reuters


* * *

Que temos "popularidade" lá fora, lá isso... "Falem bem ou mal de mim, mas falem..."

Como eu gosto da inanidade deste eleitorado que só tem o que merece!



sábado, 20 de março de 2010

2642. Queira Vossa Senhoria

É um acto de profunda hipocrisia política. Não pretendem apurar nada, mas manter uma suspeição e instrumentalizar a AR no ataque pessoal e político contra mim. Através da comissão de inquérito, não querem descobrir nada, porque já têm as respostas. Não andam à procura de esclarecimentos, o que querem é um palco para me atacarem.
José Sócrates ao JN 20Março2010


* * *

Talvez seja, sim, talvez seja. Mas há fundamento.

Por outro lado há finalmente aqui alguma equidade.

“Eles” terão um palco para atacarem VSia e, em contrapartida e contradita, VSia – se assim o quiser, porque tudo depende só de si -, um palco para se defender e explicar, algo de que tem andado a subtrair-se à outrance.

Defender-se e explicar-se sem mentiras.


Na verdade, se VSia nada tem a temer, o lógico é que apareça na Comissão quando para tal for convocado, se explique, evidenciando as razões da sem-razão dos ataques e pode ficar certo de que não haverá mais sacripanta algum – deputado ou não – que se atreva a levantar um dedo sequer em sua direcção.

Mas, repete-se, sem mentiras nem respostas de “não disse”, “não fiz”, “não sei”, “não estava lá”, “e até tenho raiva a quem sabe” porque, pelo que se sabe já seguramente, tal expediente não colhe por manifestamente insuficiente. O tempo em que isso ainda produzia efeitos já passou e por sua exclusiva opção e responsabilidade.


Queira VSia entender esta elementaridade e dela recolher as necessárias conclusões e poderá levar o seu mandato até ao fim sem que mais seja quem for lhe cause insónias. Simples como as coisas simples.
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quarta-feira, 10 de março de 2010

2633. Afinal, estávamos todos enganados...

Ouvindo nas audições da Comissão de Ética o atrapalhado, murmurante e encolhido para a frente (tentando ser visto o menos possível?) Henrique Granadeiro e o desenvolto, altissonante e recostado para trás (tentando ser visto o mais possível?) Zeinal Bava, os manda-chuva da Portugal Telecom, a primeira conclusão que se é levado a tirar é a de que na versão mais benigna, o Governo de Portugal, que em representação do Estado Português, detém uma golden share que obriga a que um negócio como o da compra da Media Capital, para dominar a TVI na empresa não possa ser feito sem o seu agreement, é de uma incompetência de bradar aos céus.

Porquê?


Simples. Porque Rui Pedro Soares (sobrinho do outro Soares que conhecemos bem, de gingeira) estava já em Madrid - onde fora levado de jacto particular e demais mordomias - de "cheque" na mão, pronto para ser entregue e, assim, fechado o negócio, ao mesmo tempo que o detentor da golden share, efectivamente o Governo Português (porque o Estado é um ser inanimado, pelo que de nada pode ser acusado) completamente ignorante... Tudo isto, repito, na versão benigna...

Na versão ainda benigna, mas igualmente farso-tauromáquica, atinge-se que na história houve
dois encornados: Granadeiro, o auto-confessado, e o Governo, o auto-"reconhecido".

E nós, em que ficamos? Encornados também e tidos por anjinhos, aceitando estas cretinices, crédulos até mais recôndito átomo medular?

Estes senhoritos pensam que estão a tratar com atrasados mentais? Seguramente que sim.
Cabe-nos a tarefa de os desenganar. Tarefa que é mesmo uma obra de misericórdia.
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terça-feira, 9 de março de 2010

2632. Eu sou do FCPorto... mas quem sou eu?

Rui Pedro Soares
cujo nome completo pode ler um pouco mais abaixo

Director
Portugal Telecom SA
36 Years Old

Rui Pedro Oliveira Barroso Soares, First elected 2006. Age 36.

-Member of the Executive Committee of Portugal Telecom, SGPS S.A. since April 2006;
-Chief Executive Officer of Portugal Telecom Imobiliaria, S.A.;
-Member of the Board of Directors of Africatel Holdings, BV;
-Chairman of the Board of Directors of Timor Telecom, S.A.;
-Chairman of the Board of Directors of TPT Telecomunicacoes Publicas de Timor, S.A.;
-Vice-Chairman of AIP'Associacao Industrial Portuguesa;
-Chairman of APAN'Associacao Portuguesa de Anunciantes and Member of the Board of Associacao Comercial do Porto;
Chairman of the Board of Directors of Portugal Telecom Imobiliaria, S.A., from 2006 until 2007;
Executive Director of PT Compras'Servicos de Consultoria e Negociacao, S.A. from 2005 until 2006;
Consultant to the Board of Directors of PT Multimedia'Servicos de Telecomunicacoes e Multimedia, SGPS, S.A., in Business Intelligence, Evaluation of Service Quality, Safety and Management of Real Estate issues from 2001 until 2004;
Executive in Business Intelligence and Competitive Analysis at Banco Cetelem, Grupo Banque National de Paris/Paribas from 2000 until 2001;
Assistant of the Socialist Group at the European Parliament from 1998 until 2000.

Retirado de Forbes.com


Eu sou do FCPorto... Eu sou do FCPorto...






Nota explicativa:

Este vídeo não está aqui pelo facto de o homem ser do FCPorto e até "dragão de ouro". Se fosse do SCP ou do SLB, aqui estaria igualmente.

Também não está aqui por ser sobrinho de quem é. Se não o fosse aqui estaria igualmente.

Porquê, então? Porque é preciso que as pessoas saibam quem nos "governa" e às nossas empresas a todos os níveis.

Este senhor que aqui se vê numa actuação de estarrecer, com todo este nível que se constata, perante a Comissão de Ética Cultura e Sociedade da Assembleia da República, não só era Administrador Executivo da Portugal Telecom, como se deslocava a Madrid em avião a jacto particular expressamente ao seu dispor, com a incumbência de, em nome da PT, fechar negócios, como a compra da Media Capital à Prisa, para controlo da TVI.

O que só não veio a acontecer porque, tendo-se sabido o que em segredo estava a ser preparado, o Governo recuou a toda a pressa e mandou que se suspendesse um negócio que o primeiro-ministro afirmou não saber que estava a ser ultimado e a umas horas de ser feito, muito embora não pudesse ser concretizado sem a autorização do governo.


Surpreso e confuso? Pois, mas olhe que é assim mesmo. Talvez se ler mais uma ou duas vezes perceba.

É a senhores deste nível que os negócios das grandes empresas em que o Estado tem poder como ninguém mais estão entregues.

* * *

NB. - O pobre homem hoje vai para a cama sem jantar.
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quinta-feira, 4 de março de 2010

2608. Manuela Moura Guedes

Duvido que actualmente algum homem em Portugal tivesse “balls” ou “huevos”, como se queira, para dizer o que MMG ontem disse na Comissão de Ética.

Um dos mais graves problemas dos portugueses, hoje por hoje, é esse mesmo: falta daquilo que ocasiona a barba e a voz grossa.

MMG teve tudo isso. Chegou mesmo ao ponto de ser temerária, mas há ocasiões na vida em que é preciso ser-se mesmo assim. Não ter medo de invectivar, mesmo que se ponham em risco algumas comodidades.

Ao fazê-lo, Manuela ganhou já lugar na História de Portugal, na primeira década do século XXI. Algo mais para não lhe ser perdoado nas "quitandas" habituais.

Pode-se discordar de muitas atitudes suas, mas tem que se lhe reconhecer que está a prestar um imenso serviço ao País, a todos os portugueses, mesmo àqueles que a atacam ferozmente, sem piedade. Que ela também não reclama, diga-se em abono da verdade.

Pelos “tomates” que revelaste, saúdo-te, Manuela! Tenho que respeitar-te. Queira ou não queira. E eu quero!

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

2586. Era de esperar...

Rui Pedro Soares está a fazer aquilo que já era esperado, em face da falta de poderes da Comissão de Ética, ou seja, arrogante e petulantemente a gozar com os deputados.

O espectáculo é deprimente, mas bem merecido pelos pais da pátria.

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

2555. Ego te absolvo!

Taxativo, Armando Vara garante que o primeiro-ministro não tinha conhecimento formal do negócio da PT, quando, em 24 de Junho de 2009, afirmou isso mesmo no Hemiciclo. Indagado sobre se informalmente também não, perguntou com estranheza:

- Mas o que quer dizer com isso de informal?!

(esta é a parte gaga, para a gente se partir a rir... Adelante!)

* * *

Partindo do princípio do que Vara garante, está-se autorizado a raciocinar nestes termos:

1. O PM não tinha conhecimento formal, mas o Vilarista tinha conhecimento, portanto informal;

1.a. O conhecimento informal faz-se boca-a-orelha;

1.b. O conhecimento formal faz-se através de rabiscos em papel (antigamente azul e selado, agora branco e sem selo, mas com timbre e assinado);

1.c. O PM só recebe conhecimentos através da forma descrita em 1.b);


1.d. Pelo que jamais poderia ter sido avisado pelo Vilarista que tem o triste hábito de nada escrever (por via das dúvidas, quiçá), limitando-se a projectar sons em direcção das orelhas do PM;


1.e. Assim sendo, jamais o PM poderia saber, uma coisa que o Vilarista não lhe poderia ter dito, porque não se encontraram pessoalmente nem se telefonaram, e, assim, houve uma impossibilidade absoluta, intransponível, de lhe fornecer esse conhecimento;


1.f. Mesmo que tivesse havido a oportunidade do contacto pessoal ou telefónico entre ambos e o Vilarista tivesse aberto a boca e dado com a língua nos dentes (em direcção das orelhas do PM), de nada valeria, pois
o PM só recebe conhecimentos de modo formal e o Vilarista só os transmite de jeito informal;

2. Ora, assim sendo, como vem de ser provado e não podia deixar de ser, o conhecimento informal do Vilarista não contende com o desconhecimento formal do PM;

3. Acresce até que, com o seu espírito brincalhão e até por vezes arreliador, o Vilarista faz questão de esconder do PM muitas coisas de que tem conhecimento, pelo que esta terá sido tão somente uma de muitas maroteiras que diariamente lhe faz;

Tudo visto e concluindo:

Resulta da análise substantiva dos factos que o Vilarista esteve sempre impossibilitado de transmitir os seus conhecimentos ao PM e o PM em permanência impedido de tomar conhecimento dos conhecimentos que o Vilarista tinha, pelo que, em boa verdade, o PM esteve sempre ignorante em matéria de conhecimentos.

Por outro lado, sendo certo que o Vilarista brincou talvez um pouco demais com o PM, com coisas com que não deveria ter brincado, não menos certo é que brincadeiras são brincadeiras e ninguém são de mente e espírito pode levar a mal, tomando como coisa séria e digna de reprovação dura "coboiadas" ingénuas e sem ponta de maldade que só os espíritos naïf conseguem idealizar e pôr em prática.

Em face destes pressupostos e sem necessidade de mais considerandos, absolvo ambos os dois, PM e Vilarista, e mando-os em paz.
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

2545. Chamava-lhe um figo...

"Face Oculta"

PJ busca pagamento a Figo


Contrato apreendido previa o recebimento de 250 mil euros por ano. Escutas dizem que seriam três pagamentos.


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E nós a vê-los passar em cortejo... E a pagar, claro!

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sábado, 27 de junho de 2009

2373. A travagem no despedimento de Moniz

As intervenções do Presidente da República, da líder do PSD e dos restantes partidos da oposição travaram a saída de José Eduardo Moniz da direcção da TVI
Sol 2009.06.26

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Claro que a pressão dos blogues e a ameaça de que a Democracia Directa - DD interporia providência cautelar para travar a negociata não tiveram qualquer importância na questão...
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2371. Explique lá, ó Marcelino.

No Parlamento, a oposição desconfiou. José Sócrates deixou que as suas palavras fossem contaminadas pela aversão que lhe merece o jornal de sexta-feira da TVI. Manuela Ferreira Leite aproveitou para fazer política e lançar a suspeita. Cavaco Silva por uma vez não foi prudente. E o primeiro-ministro, no fim, para que não restassem dúvidas quanto à sua posição e a do Governo, acabou com o negócio PT-Prisa que alguém quis sabotar com uma milimétrica fuga de informação.

Mais uma vez, a política partidária desceu aos negócios das empresas que o Estado tutela. Especulou. Mentiu. Manipulou. E, no fim, ditou as suas leis sobre um negócio que merecia ser avaliado por si mesmo - e já não vai ser.

João Marcelino

DN 2009.06.27

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"... um negócio que merecia ser avaliado por si mesmo - e já não vai ser"

Já agora, merecia ser avaliado porquê?

A PT, empresa em que o Estado tem palavra determinante, com poder de veto e tudo, como se viu, tinha, a certa altura, meia Comunicação Social em seu poder.

Em nome da transparência democrática, desfez-se do quase monopólio do Estado. Agora, porque convinha a algumas pessoas, com particular realce para o ainda primeiro-ministro, já não havia problemas de transparência democrática, é isso?

Explique lá, ó João Marcelino, essa sua opinião tão esclarecida, que o leva a fazer afirmação tão assertiva? Por favor, para ver se a gente compreende.

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

2366. Governados por uma aberração?

As duas questões mais candentes dos últimos dias - a tentativa de negócio entre a PT e a Média Capital e, bem assim, a existência de mais uma entidade de actividade secreta, a Fundação para as Comunicações Rápidas - vieram evidenciar perante o cidadão comum que estamos a ser governados por um camião carregado de anjinhos e santinhos. Anjinhos de papel pardo e santinhos de pau carunchoso, certamente.

Anjinhos porquê?

Ora, porque as coisas se passam mesmo nas suas barbas e com entidades que ou tutelam ou criam mesmo, como sejam a PT
- que não pode levar para a frente um negócio do montante que se previa sem o conhecimento e a anuência do ministro Mário Lino e, por conseguinte, do primeiro ministro - e a Fundação para as Comunicações Rápidas - tão rápidas que, na pressa, nem se lembraram de avisar o ministro Mário Lino, outra vez ele, pois então, e o primeiro-ministro, outra vez ele, pois então também, o que não os impediu de nele fazerem entrar 36 milhões de euros saídos dos impostos que aos cidadãos são sacados - quando, afinal, surpresos e inocentes, garantem de nada terem sabido.

Santinhos porquê?

Ora, porque jamais tentaram fazer fosse o que fosse por portas travessas, fugindo ao escrutínio público, está bem de ver.


Tantas mentiras seguidas em que já foram apanhados dão para se ter um mínimo de confiança em governantes destes? E sem que, da parte dos cidadãos, possa haver um mínimo de confiança, pode manter-se em funções um tal governo? Em democracia pode? Ou somente em regimes autoritários e despóticos se admite que tal aberração pode acontecer?
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