Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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domingo, 27 de março de 2011

2766. Denúncia das TVs, por falta de isenção política

Acaba de ser criado no Facebook um grupo cujo objectivo é a denúncia dos atropelos à democraticidade e à falta de respeito pela verdade a que se vai assistindo nos blocos informativos - noticiosos e de comentário - das estações de TV generalistas portuguesas.

O texto justificativo é o seguinte:

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Denúncia das TVs, por falta de isenção política

As TVs portuguesas são afrontosamente parciais e mesmo sectárias nos noticiários do dia-a-dia, na forma capciosa como veiculam notícias de cariz político, nas entrevistas que fazem – em que chegam ao desplante de induzir respostas e mesmo abertamente sugeri-las – bem como nos comentários que emitem.

Com tal inadmissível atitude subvertem repetida e impunemente a democraticidade da sociedade portuguesa, comportamento tanto mais grave quanto dispõem de um poder ilimitado, não sujeito a qualquer escrutínio.

Os cidadãos são ludibriados nesta armadilha, sendo os reais interesses do País e dos Portugueses sacrificados no altar das conveniências de gente que, sem-cerimónia, nos entra pela casa e nos violenta com as suas verdades distorcidas, obedientes a directivas não democráticas, de ominoso oportunismo político pessoal ou de grupo.

Nestes termos, torna-se imperioso que os portugueses se rebelem e, em sequência das manifestações de vontade de democracia directa, ultimamente verificadas com o sucesso conhecido, o façam relativamente a outras áreas, porque os atropelos antidemocráticos que retalham e ferem de morte a nossa sociedade não se limitam às áreas do poder estritamente político.

Há, pois, que sugerir e pôr à sua disposição instrumentos que possam veicular a sua indignação pelo que vem sucedendo diariamente na Comunicação Social, especialmente a televisiva.

Estes os fundamentos da criação deste grupo.

Está na sua determinação o grupo tornar-se instrumento de pressão adequado e eficaz. Na imposição de um jornalismo mais respeitador da pluralidade de opiniões, mais consentâneo com uma sociedade democraticamente decente que pretendemos ver incrementada em Portugal e que estamos muito longe de atingir, muito por responsabilidade de gente de mentalidade pouco respeitável, que se acoita naquelas estações e à sua sombra vive, nelas praticando descaradamente verdadeiros atentados à Democracia e a um Estado de Direito integralmente realizado.

Assim, é criado o grupo Denúncia das TVs, por falta de isenção política a que podem aderir todos quantos julguem indispensável fazer sentir que não mais estão dispostos a deixar-se manipular por quem o conceito de democracia é diariamente trucidado, em razão de interesses pessoais ou de grupo.

Atente-se no caso deontologicamente inaceitável de nas TVs existir uma total e inadmissível promiscuidade e até clonagem entre jornalistas e comentadores, sem que ao menos haja o decoro mínimo do disfarce.

Diariamente assiste-se a jornalista que “noticia” e, minutos após, aparece com a maior desplante a “comentar” o que noticiou. Tudo sem um mínimo de isenção ou respeito pela deontologia.

Não constituirá exagero dizer-se que o universo de jornalistas e comentadores se circunscreve, em cada grupo televisivo, a uma roda de dez a doze pessoas que se revezam quase de hora em hora. O caso é geral, muito embora na Sic Notícias atinja foros de escândalo de proporções homéricas.

Sugere-se, pois, que a denúncia seja extensiva a todos os programas diários de informação – noticiosos ou de comentário – de SIC e SIC NOTÌCIAS, RTP1 e RTPN, TVI e TVI24, pelo período que for julgado conveniente à medida que se for avançando na iniciativa e consoante os resultados entretanto obtidos.

Embora este documento vá assinado pelas pessoas que lhe deram corpo, a “assinatura” deve-se apenas à circunstância de um movimento destes não dever apresentar-se como de geração espontânea, anonimamente. Termina, no entanto, imediatamente a seguir à última linha do documento, porque a intenção subjacente à iniciativa é a de que a mesma seja de todos em geral e de ninguém em particular.

O interesse do País reclama a ausência de vedetismos, até porque consequências de vãs vaidades temos vindo a sofrê-las de há muito tempo a esta parte e tal sofrimento tem sido demasiado penoso para todos. »»»



quinta-feira, 5 de agosto de 2010

2672. Os fazedores de hipocondríacos

As nossas televisões andam empenhadíssimas em fazerem portugueses hipocondríacos.

Só falam em doenças, discutem doenças, inventam doenças, ai de quem não tem doenças.

Os gajos são parvos de todo.

Completamente doentes. Da mona!

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quarta-feira, 28 de julho de 2010

2665. E a vergonhita na carita, hã?

Resposta dada hoje por Granadeiro à pergunta sobre se o Governo estava a par do negócio agora concluído com a compra pela PT de participação na “Oi”:
- Obviamente que sim! Sendo o Governo um accionista de referência da PT, tinha que estar a par do negócio, como esteve sempre
E, no entanto, no negócio para a compra da TVI, segundo o que o mesmo e outros de igual têmpera declararam perante as Comissões de Ética e de Inquérito Parlamentar, já não estava, porque ele e os tais entendiam que não devia estar...
Então e a vergonhita que é indispensável que se veja na carita, em quem se arroga de ter um mínimo de idoneidade moral, onde é que ela está, hã?

domingo, 21 de março de 2010

2646. O despacho da "Reuters"

Sócrates pode ser chamado a testemunhar, fazendo dele o primeiro [chefe de governo] a fazê-lo em 35 anos de democracia em Portugal.

"É quase inevitável que Sócrates seja chamado e prestará depoimento por escrito, não pessoalmente", diz o analista político Adelino Maltez da Universidade Técnica de Lisboa.

"É uma solução de meio-caminho. Ele quer proteger-se".

Até agora no parlamento e durante várias semanas, apenas houve audiências não vinculativas sobre o caso, durante o qual o Chefe Executivo da PT, Zeinal Bava, negou ter sido usado pelo governo.

Ao contrário das audiências [da Comissão de Ética], o inquérito tem poderes de investigação para recolher informações utilizadas pela polícia e pelos tribunais. [A Comissão de Inquérito] dispõe de dois meses para realizar o inquérito, e reunirá na próxima semana para decidir quem chamará a depor.

O partido da Oposição, PSD, deve eleger um novo líder no final deste mês e os principais candidatos disseram que a investigação poderia levar a uma moção de censura ao governo.

"Essas ameaças podem cair no vazio, no entanto, tudo vai depender da forma como as sondagens se apresentarem nessa altura", disse Maltez.

Recentes sondagens têm mostrado que, apesar de quase 75 por cento dos inquiridos acreditarem que Sócrates mentiu sobre o caso dos “media”, os socialistas ainda ganhariam novas eleições.

Reuters


* * *

Que temos "popularidade" lá fora, lá isso... "Falem bem ou mal de mim, mas falem..."

Como eu gosto da inanidade deste eleitorado que só tem o que merece!



sábado, 20 de março de 2010

2642. Queira Vossa Senhoria

É um acto de profunda hipocrisia política. Não pretendem apurar nada, mas manter uma suspeição e instrumentalizar a AR no ataque pessoal e político contra mim. Através da comissão de inquérito, não querem descobrir nada, porque já têm as respostas. Não andam à procura de esclarecimentos, o que querem é um palco para me atacarem.
José Sócrates ao JN 20Março2010


* * *

Talvez seja, sim, talvez seja. Mas há fundamento.

Por outro lado há finalmente aqui alguma equidade.

“Eles” terão um palco para atacarem VSia e, em contrapartida e contradita, VSia – se assim o quiser, porque tudo depende só de si -, um palco para se defender e explicar, algo de que tem andado a subtrair-se à outrance.

Defender-se e explicar-se sem mentiras.


Na verdade, se VSia nada tem a temer, o lógico é que apareça na Comissão quando para tal for convocado, se explique, evidenciando as razões da sem-razão dos ataques e pode ficar certo de que não haverá mais sacripanta algum – deputado ou não – que se atreva a levantar um dedo sequer em sua direcção.

Mas, repete-se, sem mentiras nem respostas de “não disse”, “não fiz”, “não sei”, “não estava lá”, “e até tenho raiva a quem sabe” porque, pelo que se sabe já seguramente, tal expediente não colhe por manifestamente insuficiente. O tempo em que isso ainda produzia efeitos já passou e por sua exclusiva opção e responsabilidade.


Queira VSia entender esta elementaridade e dela recolher as necessárias conclusões e poderá levar o seu mandato até ao fim sem que mais seja quem for lhe cause insónias. Simples como as coisas simples.
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quarta-feira, 10 de março de 2010

2633. Afinal, estávamos todos enganados...

Ouvindo nas audições da Comissão de Ética o atrapalhado, murmurante e encolhido para a frente (tentando ser visto o menos possível?) Henrique Granadeiro e o desenvolto, altissonante e recostado para trás (tentando ser visto o mais possível?) Zeinal Bava, os manda-chuva da Portugal Telecom, a primeira conclusão que se é levado a tirar é a de que na versão mais benigna, o Governo de Portugal, que em representação do Estado Português, detém uma golden share que obriga a que um negócio como o da compra da Media Capital, para dominar a TVI na empresa não possa ser feito sem o seu agreement, é de uma incompetência de bradar aos céus.

Porquê?


Simples. Porque Rui Pedro Soares (sobrinho do outro Soares que conhecemos bem, de gingeira) estava já em Madrid - onde fora levado de jacto particular e demais mordomias - de "cheque" na mão, pronto para ser entregue e, assim, fechado o negócio, ao mesmo tempo que o detentor da golden share, efectivamente o Governo Português (porque o Estado é um ser inanimado, pelo que de nada pode ser acusado) completamente ignorante... Tudo isto, repito, na versão benigna...

Na versão ainda benigna, mas igualmente farso-tauromáquica, atinge-se que na história houve
dois encornados: Granadeiro, o auto-confessado, e o Governo, o auto-"reconhecido".

E nós, em que ficamos? Encornados também e tidos por anjinhos, aceitando estas cretinices, crédulos até mais recôndito átomo medular?

Estes senhoritos pensam que estão a tratar com atrasados mentais? Seguramente que sim.
Cabe-nos a tarefa de os desenganar. Tarefa que é mesmo uma obra de misericórdia.
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terça-feira, 9 de março de 2010

2632. Eu sou do FCPorto... mas quem sou eu?

Rui Pedro Soares
cujo nome completo pode ler um pouco mais abaixo

Director
Portugal Telecom SA
36 Years Old

Rui Pedro Oliveira Barroso Soares, First elected 2006. Age 36.

-Member of the Executive Committee of Portugal Telecom, SGPS S.A. since April 2006;
-Chief Executive Officer of Portugal Telecom Imobiliaria, S.A.;
-Member of the Board of Directors of Africatel Holdings, BV;
-Chairman of the Board of Directors of Timor Telecom, S.A.;
-Chairman of the Board of Directors of TPT Telecomunicacoes Publicas de Timor, S.A.;
-Vice-Chairman of AIP'Associacao Industrial Portuguesa;
-Chairman of APAN'Associacao Portuguesa de Anunciantes and Member of the Board of Associacao Comercial do Porto;
Chairman of the Board of Directors of Portugal Telecom Imobiliaria, S.A., from 2006 until 2007;
Executive Director of PT Compras'Servicos de Consultoria e Negociacao, S.A. from 2005 until 2006;
Consultant to the Board of Directors of PT Multimedia'Servicos de Telecomunicacoes e Multimedia, SGPS, S.A., in Business Intelligence, Evaluation of Service Quality, Safety and Management of Real Estate issues from 2001 until 2004;
Executive in Business Intelligence and Competitive Analysis at Banco Cetelem, Grupo Banque National de Paris/Paribas from 2000 until 2001;
Assistant of the Socialist Group at the European Parliament from 1998 until 2000.

Retirado de Forbes.com


Eu sou do FCPorto... Eu sou do FCPorto...






Nota explicativa:

Este vídeo não está aqui pelo facto de o homem ser do FCPorto e até "dragão de ouro". Se fosse do SCP ou do SLB, aqui estaria igualmente.

Também não está aqui por ser sobrinho de quem é. Se não o fosse aqui estaria igualmente.

Porquê, então? Porque é preciso que as pessoas saibam quem nos "governa" e às nossas empresas a todos os níveis.

Este senhor que aqui se vê numa actuação de estarrecer, com todo este nível que se constata, perante a Comissão de Ética Cultura e Sociedade da Assembleia da República, não só era Administrador Executivo da Portugal Telecom, como se deslocava a Madrid em avião a jacto particular expressamente ao seu dispor, com a incumbência de, em nome da PT, fechar negócios, como a compra da Media Capital à Prisa, para controlo da TVI.

O que só não veio a acontecer porque, tendo-se sabido o que em segredo estava a ser preparado, o Governo recuou a toda a pressa e mandou que se suspendesse um negócio que o primeiro-ministro afirmou não saber que estava a ser ultimado e a umas horas de ser feito, muito embora não pudesse ser concretizado sem a autorização do governo.


Surpreso e confuso? Pois, mas olhe que é assim mesmo. Talvez se ler mais uma ou duas vezes perceba.

É a senhores deste nível que os negócios das grandes empresas em que o Estado tem poder como ninguém mais estão entregues.

* * *

NB. - O pobre homem hoje vai para a cama sem jantar.
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quinta-feira, 4 de março de 2010

2608. Manuela Moura Guedes

Duvido que actualmente algum homem em Portugal tivesse “balls” ou “huevos”, como se queira, para dizer o que MMG ontem disse na Comissão de Ética.

Um dos mais graves problemas dos portugueses, hoje por hoje, é esse mesmo: falta daquilo que ocasiona a barba e a voz grossa.

MMG teve tudo isso. Chegou mesmo ao ponto de ser temerária, mas há ocasiões na vida em que é preciso ser-se mesmo assim. Não ter medo de invectivar, mesmo que se ponham em risco algumas comodidades.

Ao fazê-lo, Manuela ganhou já lugar na História de Portugal, na primeira década do século XXI. Algo mais para não lhe ser perdoado nas "quitandas" habituais.

Pode-se discordar de muitas atitudes suas, mas tem que se lhe reconhecer que está a prestar um imenso serviço ao País, a todos os portugueses, mesmo àqueles que a atacam ferozmente, sem piedade. Que ela também não reclama, diga-se em abono da verdade.

Pelos “tomates” que revelaste, saúdo-te, Manuela! Tenho que respeitar-te. Queira ou não queira. E eu quero!

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sábado, 27 de junho de 2009

2374. Moura Guedes mais valiosa do que C.Ronaldo


No programa Sala de Imprensa, na TIV24, os cinco intervenientes, moderador e quatro jornalistas convidados, deram conta de terem feito uma descoberta realmente assombrosa.

Qual?!

Que o valor de mercado de Manuela Moura Guedes anda quase pelo dobro do de Cristiano Ronaldo.

?!?!?!?!

Sim, enquanto o Real Madrid pagou 94 M€ pelo passe de Cristiano - negócio que, aliás, em quase todo o mundo foi considerado escandaloso - o Governo Sócrates, por interposta PT, estava disposto a pagar 150 M€ para a todo o custo evitar que Manuela Moura Guedes voltasse a aparecer no Jornal de Sexta da TVI.

É obra!
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2373. A travagem no despedimento de Moniz

As intervenções do Presidente da República, da líder do PSD e dos restantes partidos da oposição travaram a saída de José Eduardo Moniz da direcção da TVI
Sol 2009.06.26

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Claro que a pressão dos blogues e a ameaça de que a Democracia Directa - DD interporia providência cautelar para travar a negociata não tiveram qualquer importância na questão...
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2371. Explique lá, ó Marcelino.

No Parlamento, a oposição desconfiou. José Sócrates deixou que as suas palavras fossem contaminadas pela aversão que lhe merece o jornal de sexta-feira da TVI. Manuela Ferreira Leite aproveitou para fazer política e lançar a suspeita. Cavaco Silva por uma vez não foi prudente. E o primeiro-ministro, no fim, para que não restassem dúvidas quanto à sua posição e a do Governo, acabou com o negócio PT-Prisa que alguém quis sabotar com uma milimétrica fuga de informação.

Mais uma vez, a política partidária desceu aos negócios das empresas que o Estado tutela. Especulou. Mentiu. Manipulou. E, no fim, ditou as suas leis sobre um negócio que merecia ser avaliado por si mesmo - e já não vai ser.

João Marcelino

DN 2009.06.27

* * *

"... um negócio que merecia ser avaliado por si mesmo - e já não vai ser"

Já agora, merecia ser avaliado porquê?

A PT, empresa em que o Estado tem palavra determinante, com poder de veto e tudo, como se viu, tinha, a certa altura, meia Comunicação Social em seu poder.

Em nome da transparência democrática, desfez-se do quase monopólio do Estado. Agora, porque convinha a algumas pessoas, com particular realce para o ainda primeiro-ministro, já não havia problemas de transparência democrática, é isso?

Explique lá, ó João Marcelino, essa sua opinião tão esclarecida, que o leva a fazer afirmação tão assertiva? Por favor, para ver se a gente compreende.

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quinta-feira, 25 de junho de 2009

2364. Ainda o controlo da Comunicação Social

Prossegue a estratégia governamental, no sentido de abafar, de uma vez por todas, a informação livre em Portugal.

A este propósito e sob o título Quinta fase da guerra para o controlo socratino da TVI, o confrade António Balbino Caldeira, no blog Do Portugal Profundo, publicou um post em que aborda os contornos da manobra.
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quarta-feira, 24 de junho de 2009

2361. Prossegue o ataque à informação livre na TVI


O assunto é mesmo sério.
E todos os portugueses de boa fé devem ser inteirados do que está na forja.

Para encurtar razões e tempo, veja
aqui e aqui.

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2356. Movimentações já esperadas...

TVI: PT negoceia 30% da Media Capital

CMVM obrigou a operadora a divulgar informações sobre o negócio avançado pelo i


A Portugal Telecom confirmou ontem na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) "a existência de contactos entre o grupo Prisa e a PT" para a compra de uma participação no capital accionista da Media Capital. O comunicado emitido ao início da noite não especifica a participação em causa e refere apenas que estão em cima da mesa "diversos cenários de investimento, incluindo a possível aquisição de uma participação" na Media Capital. O i sabe que o acordo contempla uma posição de 30% na dona da TVI, por valores abaixo dos 150 milhões de euros.

O comunicado surgiu na sequência da notícia ontem avançada pelo i, que considerava a PT perto de fechar o negócio com a Prisa. Esta informação levou a CMVM a pedir esclarecimentos à operadora de Zeinal Bava, que, por ser uma empresa cotada em bolsa, está obrigada a publicitar informação privilegiada. Após esse contacto da CMVM, a PT acatou a decisão de publicar um comunicado com detalhes da operação, por se ter considerado que a informação sobre o negócio é relevante para os investidores e demais accionistas da PT.

Comunicada a existência de negociações, fica a faltar apenas o anúncio do acordo final entre as duas partes, o que deverá acontecer nos próximos dias.
(...)
i 2009.06.24

* * *

Não era nada que não se pesperasse a todo o momento, a partir do dia em que a Informação da TVI começou a trabalhar a sério.

Era fatal como o Destino. Na luta pelo controlo da Comunicação Social não há espaço para tréguas.
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sexta-feira, 29 de maio de 2009

2248. Ainda a "peça" da ERC

Veja-se a peça introdutória da notícia da reprovação da ERC em relação à forma como a TVI aborda o tema Freeport e outros do desagrado dos poderes conjunturalmente em vigor.

O texto que segue é transcrição do site da própria ERC.

* * *
O Conselho Regulador da ERC deliberou "reprovar a actuação da TVI nas situações objecto de análise na presente deliberação, por desrespeito de normas ético-legais aplicáveis à actividade jornalística". Em causa estão sete peças de três edições do Jornal Nacional de sexta da TVI, que foram analisadas pelos serviços técnicos da ERC depois de terem sido apresentadas 13 queixas na ERC sobre essas edições do serviço noticioso. Todas as queixas têm como elemento comum o facto de acusarem a TVI de violar deveres ético-legais do jornalismo, designadamente de falta de rigor e de isenção, em peças jornalísticas que apresentam o Primeiro-Ministro ou outras pessoas ligadas ao Governo e ao PS como protagonistas. Na deliberação, o Conselho Regulador considerou "verificada, à luz da análise efectuada, a possibilidade de a TVI ter posto em causa o respeito pela presunção de inocência dos visados nas notícias (tal como resulta do artigo 14.º, n.º 2, alínea c) do Estatuto do Jornalista)". Afirma ainda o Conselho que a TVI se afastou de alguns princípios expostos no seu Estatuto Editorial, a cujo cumprimento se encontra vinculada, e onde se compromete "a observar, nomeadamente, nos seus programas de Informação, regras estritas de honestidade, de isenção, de imparcialidade, de pluralismo, de objectividade e de rigor".

Assim, o Conselho Regulador da ERC decidiu "instar a TVI a cumprir de forma mais rigorosa o dever de rigor e isenção jornalísticas, aqui se incluindo, nomeadamente, o dever de demarcar "claramente os factos da opinião" (artigo 14.º, n.º 1, alínea a) do Estatuto do Jornalista)".

O Conselho Regulador não deixa de "reafirmar, sem prejuízo do antes exposto, o papel desempenhado pelos órgãos de informação nas sociedades democráticas e abertas como instâncias de escrutínio dos vários poderes, designadamente políticos, sociais e económicos".
O destacado em bold e preto é da responsabilidade deste blog.

* * *
Atente-se bem:

1. Curiosamente, ou talvez não, as queixas não indicam os factos que integram a violação dos deveres ético-legais do jornalismo, designadamente de falta de rigor e de isenção. Mas isso pouco importa também, porque as acusações podem dizer o que lhes der na real gana que daí só lhes virá mal se a acusada invocar a violação do respeito que lhe é devido, configurado em denúncia caluniosa...

2. Já quanto à actuação da ERC, organismo com responsabilidades que não pode enjeitar, repare-se bem neste mimo:

verificada, à luz da análise efectuada, a possibilidade de a TVI ter posto em causa o respeito pela presunção de inocência dos visados nas notícias

"Verificada a possibilidade de a TVI ter posto em causa o respeito pela..."

Verificada a possibilidade?! Mas trata-se de uma brincadeira?! A possibilidade? Então reprova-se oficial e publicamente a TVI com base na verificação de uma mera possibilidade?! Mas a que é que o poder acantonado fez chegar já os organismos públicos? Que é isto?!?!

3. a TVI se afastou de alguns princípios expostos no seu Estatuto Editorial
Ok! Quais? Essa coisa de se atirar foguetes para o ar, sem cuidar de apanhar as cadentes canas é coisa desculpável a ignaro fogueteiro mas inaceitável vindo da ERC.

4. o dever de demarcar "claramente os factos da opinião
Mas os factos estão bem demarcados. São vídeos e outros documentos indesmentíveis e, até agora, indesmentidos pelos "agravados", sem que qualquer deles, instados a fazê-lo, pela própria estação, que sempre se dispôs a ceder-lhes tempo de antena, o tivesse querido fazer. Por que razão? Seria bom que os próprios explicassem. Mas a ERC passa sobre isso como sobre vinha vindimada... Talvez seja melhor ignorar tal questão. E quer-se factos mais demarcados de qualquer opinião, do que vídeos, gravações audio e outros documentos autênticos?

5. reafirmar, sem prejuízo do antes exposto, o papel desempenhado pelos órgãos de informação nas sociedades democráticas...
Fraseologia sem qualquer interesse, claramente utilizada para "encher papel", dando a sensação de muito sumo onde claramente se vê não o haver.

Em substância o que é que daqui se retira? Quem isto lê que ajuíze...
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quinta-feira, 28 de maio de 2009

2246. Está em curso verdadeiro golpe de Estado

A forma isenta, directa, responsável e fundamentada como a TVI - designadamente o seu Jornal Nacional das sextas-feiras - tem vindo a noticiar os meandros do caso Freeport, mas não apenas este, vem causando grandes engulhos aos principais personagens dos vários actos, postos, assim, a descoberto frente à opinião pública.


As peças jornalísticas que a estação televisiva tem apresentado são de tal ordem e baseiam-se em trabalho de investigação tão sério e profissional que jamais foram desmentidas ou postas em causa, fosse por quem fosse, como curial seria por quem se sente incomodado com a sua inverdade. E, claro, fundamentadamente como, até agora, a estação tem feito.


Sabe-se, porém, como actuam os poderes tendencialmente autoritários, mas ainda sem força para imposições de cara destapada.


Em vez de se servirem dos mesmos meios para, honradamente e de forma limpa, demonstrarem a sem razão das referidas peças jornalísticas que tanto os incomodam, servem-se, isso sim, de outros meios que só estão ao seu alcance – por isso são poder… – ainda que a verdade seja atropelada e os direitos dos cidadãos trucidados.


Assim, no desespero em que se vêem – e, repito, em vez de, como seria normal, contestarem as peças que os incomodam, mediante a apresentação de outras que as contradigam e provem a razão que à viva força para si reclamam – fazem uso de meios só ao seu dispor para impressionarem e iludirem a opinião pública, na intenção de lançar cortina de fumo e muito ruído sobre a verdade que tanto os incomoda, desse modo criando condições para que decisões mais gravosas da liberdade de informação ganhem espaço de acção.


O episódio da passada sexta-feira só não é claro para quem deliberadamente não queira ver. Foi um evidente toque a reunir.


Desta vez, o veículo encontrado para o transporte do fumo e do ruído foi a ERC, que – ingénua ou deliberadamente, vá-se lá saber – alinhou na farsa, maltratando a verdade e pondo igualmente em causa a sua própria independência face ao poder político instalado.


A deliberação de hoje do seu Conselho Regulador é de tal modo elucidativa que me abstenho de outros comentários, limitando-me a deixar aqui o link para a peça. E que peça!


Apenas... não termino estas breves linhas sem alertar para o real ataque em curso contra os direitos, liberdades e garantias que a Constituição da República Portuguesa garante, como sejam o de livremente informar e ser informado.


É sabido que é sempre assim que os regimes autoritários começam; sabe-se também onde tudo acaba por desaguar. Hugo Chavez é, talvez, o exemplo mais recente do que certamente não queremos para Portugal.


Por tal motivo, os cidadãos portugueses não devem descuidar a sua atenção sobre estes episódios que, a pouco e pouco mas sem detença, vão configurando ataque deliberado, geral e demolidor, à liberdade dos cidadãos e à honorabilidade e credibilidade do país no concerto europeu e mundial.


Antes de que seja tarde demais, por sem remédio.


(Para outras informações de interesse e melhor compreensão do que verdadeiramente está em causa, siga este link).

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sábado, 23 de maio de 2009

2224. Marinho Pinto apanhado na curva...

Só quem não tem vindo a apreciar o percurso recente de Marinho Pinto - que o está a levar aos píncaros, não se percebe bem ainda de quê, embora já alguma luz se veja ao fundo do túnel... - é que pode ter ficado surpreendido com a sua performance de ontem, na TVI.

Mas, embora nitidamente se tivesse preparado para o desfrute "daquilo", que terá sido maduramente pensado, foi bem apanhado na curva e, para cúmulo, a derrapar e a ultrapassar o tracejado contínuo. O que muito o incomodou. De tal forma que empaticamente cheguei a encolher-me no sofá...

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