Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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domingo, 11 de março de 2012

2906. Setúbal

A cidade e a região são de uma beleza ímpar


Click na imagem, para assistir ao vídeo

terça-feira, 16 de junho de 2009

2330. Os setubalenses "The Doups"


Mais de novecentas bandas sem editora, as chamadas “bandas de garagem”, provenientes de toda a Europa, têm vindo a participar numa das maiores competições existentes.


De eliminatória em eliminatória, chegou-se já ao apuramento das cinco melhores que, no dia 23, disputarão entre si, em Londres, no Pigalle Club, o direito de ser considerada a melhor banda de garagem da Europa em 2009.


Entre as cinco finalistas estará The Doups, banda constituída por quatro jovens universiitários de Setúbal.


Para vencerem, terão que cativar os votos do público e de um júri de nomes da indústria musical expressamente convocados para o efeito.


O vencedor da competição actuará no Festival FIB Heineken 2009, no próximo mês.


São as seguintes as próximas actuações de The Doups:


20 06 2009 - 20:00h – Jardim de Algodeia -Setúbal

23 06 2009 - 20:00h – Pigalle Club - Londres,

27 06 2009 - 21:00h - Feira de S. João – Évora

04 07 2009 - 19:00h - FNAC - Cascais

08 07 2009 - 21:00h – FNAC - Almada

25 07 2009 - 20:00h – Maxime - Lisboa

29 07 2009 - 20:00h – FNAC Fórum Algarve - Faro

15 08 2009 - 21:00h – Auditório José Afonso - Setúbal


Saiba mais sobre esta excelente banda.


aqui

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

2305. Setúbal, a cidade mártir

Setúbal
Catamarãs sem data de estreia contestados pelo preço
A data de inauguração das embarcações que irão fazer a travessia para Tróia ainda não está marcada. Já esteve prevista para o início do ano, mas até agora não avançou. E já existem críticas ao elevado preço da viagem: dois euros por adulto.

Ainda não existe uma data definitiva para a entrada em funcionamento dos dois catamarãs que vão fazer a nova travessia do rio Sado, entre Setúbal e Tróia, apenas para passageiros, mas a empresa concessionária do serviço (Atlantic Ferries) já assegurou que cada adulto vai ter de pagar dois euros por viagem, sendo que às crianças, até aos dez anos, será cobrado um euro.

Enquanto os preços são contestados pelos utentes, o autarca de Grândola lamenta que os catamarãs não tenham começado a fazer a travessia no início da nova época balnear.

"Já fizeram o que queriam. Uma família de quatro pessoas tem de pagar 16 euros - ida e volta - para ir passar umas horas de praia a Tróia. É incomportável para a maioria das famílias de Setúbal." A queixa era feita ao DN por Paulo Camacho, um habitual frequentador de Tróia até ao ano passado, quando os antigos ferries deram lugar aos novos, inflacionando o preço da viagem para o dobro.

mais

DN 2009.06.12

* * *

Esta infeliz cidade e o seu concelho continuam a sofrer estupidamente com a cretinice dos vários poderes que, digladiando-se para vencerem a batalha de quem a prejudica mais, teimam em dificultar o seu normal crescimento, estrangulando-a até à morte, não tanto por patifaria como por ingente incompetência.

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sexta-feira, 22 de maio de 2009

2217. Cemitério Islâmico em Setúbal

Descoberta de cemitério islâmico pode antever núcleo importante

Descoberta de cemitério islâmico pode antever núcleo importanteA descoberta de um cemitério islâmico, na baixa setubalense, pode antever a existência de um núcleo, do mesmo período, “bem mais importante”. Para o arqueólogo Carlos Tavares da Silva, a descoberta da necrópole islâmica, “que pode corresponder exactamente ao período de finais do século X”, é “extremamente importante”, dado que, “até ao momento, os achados arqueológicos islâmicos na cidade eram bastante reduzidos”.

As explorações levadas a cabo pelo Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal (MAEDS), na rua Francisco Augusto Flamengo, deixaram a descoberto, numa primeira fase, algumas estruturas do século XVII, que “se encontravam revestidas de tijoleira”. No entanto, as escavações seguintes, que “prosseguiram em profundidade”, puseram a descoberto “indícios da existência de um cemitério, de carácter muçulmano”. “O MAEDS pressupõe isso pelo facto de os corpos estarem virados para Meca, sem quaisquer espólios, nem caixões”, adianta o arqueólogo.

Segundo as informações disponibilizadas pelo antropólogo físico, Ricardo Godinho, até ao momento foram exumados cinco indivíduos adultos, uma mulher e dois homens, uma criança e, finalmente, um adolescente. “O adolescente deveria ter entre quinze a vinte anos e a criança cerca de cinco ou seis”, adianta. A nível de patologias, Ricardo Godinho esclarece que foram “detectadas inúmeras cáries e perda de ossos”, além de “existirem inúmeros indicadores de marcas nos ossos”.

(...)
Setúbal na Rede 2009.05.20
Segue aqui
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terça-feira, 12 de maio de 2009

2179. A tristeza, meus caros, a tristeza!

Foto "I"

Bela Vista: "O maior problema não é a insegurança, é a tristeza"

Moradores da Bela Vista querem tranquilidade. Câmara desafia Governo a requalificar o bairro
SUSANA OTÃO

O bairro da Bela Vista começa a regressar à tranquilidade. Os moradores parecem habituados à presença da Polícia armada a rigor. Os problemas sociais assomam a cada esquina, mas também se ouve música e fazem-se planos para o futuro.

José Duarte tem 52 anos e às sete horas da manhã já está fora de casa rumo ao emprego. "Trabalho na Câmara Municipal", diz com orgulho quem ajuda a pavimentar as ruas da cidade sadina. Vive na Bela Vista há mais de 30 anos e lamenta que o "seu" bairro só seja falado "pelas coisas más". Diz que há muita gente boa e os "bandidos são uma minoria". E insegurança? "Sim, existe. A partir das nove da noite é mais complicado andar na rua. Mas o maior problema deste bairro não é a insegurança... é a tristeza", remata o cabo-verdeano, apontando os diversos problemas sociais que pautam a vida do bairro: "Desemprego, pobreza, degradação, miséria até... É muito triste viver assim". (...)

CM 2009.05.12

* * *

Recorda-se ainda do que ontem aqui escrevi sobre este assunto?

Pois bem, finalmente lá apareceu jornalista com um pouco mais de lucidez para dar a palavra a quem realmente sabe o que se passa na Bela Vista, não somente nestes dias, mas todos os dias de todos os anos, de há 33 anos para cá, por responsabilidade (irresponsabilidade!) exclusiva de quem tem tido poderes nesta região.

O percurso turístico de Setúbal deveria passar pelo interior da Bela Vista. Para que em Setúbal se ganhasse vergonha na cara, ao nível dos responsáveis políticos.

Essa de a Câmara desafiar o Governo para requalificar o bairro é de gritos! Até parece que a "senhora dona cambra", as sucessivas "senhoras cambras", não têm qualquer responsabilidade no assunto. Hipócritas!

E mais não digo. Por agora, pelo menos...

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sexta-feira, 6 de março de 2009

2024. Ansiedade existencial

Que surpresa estonteante reservará a estrutura Concelhia de Setúbal do Partido Social Democrata para apresentar aos militantes e adeptos, no sentido de encabeçar a lista candidata ao executivo municipal, nas autárquicas lá mais para o fim do ano, agora que o futuro se apresenta bem menos toldado após a negração do ex-candidato de triste memória do ano de 2005?

A propósito desta questão:

Só ficou atónito com a recusa do antigo candidato de má memória
- o tal que se propunha atribuir cartões aos idosos, quiçá para que jogassem umas rijas "suecadas" nos bancos dos jardins da cidade, sem correrem o risco de se verem molestados por um qualquer agente mais cioso da "altoridade" que o ex-candidato queria instituir cá no burgo -
quem não tivesse ainda percebido que o que para ele estava em jogo era um lugar nos bastidores em Lisboa, jamais qualquer sinecura por cá.

À semelhança de Filipa de Lencastre, antes "deputado" e talvez "ministro" por um dia, mesmo que lá para as calendas gregas, do que edil da parvalheira para sempre.

Encerrado o acto, com o actor principal a sair do palco, de fininho e pela esquerda baixa, fica a ansiedade existencial.

E o senhor que vai seguir-se, que especialização terá? Comércio, indústria, jardins, logradouros de golfe, pesca, construção civil, gestão turístico-paisagística, pontapé na bola?...

Bem... duas daquelas disciplinas poderemos arredar já liminarmente, tendo em vista a conhecida posição da concelhia contra a política do betão e do futebol. Ficam, porém, ainda seis hipóteses. Qual delas virá a ser a premiada? Nenhuma, porque outra ainda, nem sequer sonhada?

Aguardemos. Em suspense, ansiosos e angustiados, porém, cá c'uma fé......
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

1947. A Quercus e a expansão de Setúbal

Setúbal
vista aérea
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Nova Setúbal: Quercus interpõe nova providência cautelar face a abate iminente
Construção de centro comercial e prédios com utilidade pública dada pelos Ministros Sócrates e Capoulas Santos em período pré-eleitoral autárquico implicam abate de 1331 sobreiros que actual Governo acabou de autorizar
A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza interpôs na passada segunda-feira, dia 9 de Fevereiro, uma providência cautelar junto do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa para evitar o abate de, pelo menos, cerca de 1331 sobreiros cuja autorização para abate acabou de ser dada pelo actual Governo na área da projectada.mega-urbanização denominada Nova Setúbal, a Sul da Estrada Nacional 10 entre a saída de Setúbal e Vale da Rosa no sentido Setúbal-Algarve.

/


A Quercus continua assim uma batalha judicial onde, na nossa opinião, alguma insensibilidade judicial para o problema ou questões procedimentais, tem conduzido à recusa dos processos interpostos pela associação.

Segue aqui

* * *
O texto que acima reproduzo e que tem continuação no final do link que introduzi, dirigido ao site da organização ambientalista, é da responsabilidade da Quercus.



- Para quem não sabe, a palavra Quercus (pronuncia-se "cuércus") é um substantivo feminino de Latim que significa "carvalho", a árvore, prestando-se a sua leitura aportuguesada a alguma brejeirice... -

* * *
Independentemente dos restantes aspectos da questão, como seja, a licitude das autorizações para o abate dos sobreiros e tudo o mais relacionado, de que aqui não cuido, gostaria de não deixar passar a oportunidade sem tecer considerações, ainda que ligeiras, acerca da sua actuação, de um modo geral, mais particularmente no caso de Setúbal, agora em pauta.

Como associação ambientalista, a Quercus suscita-me grande apreço e elevada consideração.

Na verdade, todos quantos, eivados de boa fé e notável disponibilidade pessoal, se dispõem a defender o ambiente terrestre das agressões que lhe são causadas pela ganância do lucro despido de preconceitos, são credores da estima de qualquer cidadão responsável. Por essa razão, tenho, repito, grande apreço pela Quercus, por todos quantos integram as suas acções, pelo trabalho que tem desenvolvido em Portugal, enfim.

No entanto - há sempre um "mas", quando a acção do homem não é exercida na medida justa - não poucas vezes tenho dado por mim a interrogar-me sobre se todas as acções que tem desenvolvido se têm pautado pela correcção de propósitos e pelo real interesse das comunidades sobre que fazem incidir o resultado das suas acções.

Porquê?

Porque, embora reconhecendo que, nas questões ambientais - como noutras de interesse geral, aliás - há que ser-se firme e agir sem tergiversações, não posso deixar de considerar que tem havido situações em que a acção dos ambientalistas terá vindo a ser muito prejudicial àqueles a quem é suposto privilegiarem direitos inalienáveis.

É que por vezes parece que os ambientalistas esquecem uma verdade elementar e dura como punho cerrado chocando com o nariz. É ela a de que a sua acção se dirige, primacialmente, à defesa da vida, da qualidade de vida de seres humanos. Logo, tudo o que não revista essa característica não se lhe deve sobrepor. Sob pena de se lesar de forma grave precisamente aqueles que é suposto defender-se.

Podia dar mais exemplos, que os há muitos, mas fico-me pela questão das gravuras rupestres de Foz Coa.

Impediu-se a construção de uma barragem que era essencial para o desenvolvimento da região, não somente pelos muitos postos de trabalho que criaria, como em recursos energéticos tão necessários ao país. E isso foi feito em nome da criação de uma estação arqueológica de real interesse, sim, mas que poderia ter sido facilmente preservada de variadas outras formas, sem os inconvenientes da que foi adoptada, ou seja, a de nada deixar fazer, tudo empatar, ao jeito da cantilena do outro que assegurava que o amigo era tão empata... tão empata, que, embora não conseguindo o mínimo desempenho sexual, teimava em não desistir, assim impedindo que outro fizesse o que ele perfeita e definitivamente sabia que não faria.

Na verdade, em Foz Coa, os ambientalistas nada fizeram nem "saíram de cima", para que outros fizessem aquilo que eles não tinham capacidade para levar a cabo. E Foz Coa lá está, sem proveito para ninguém, com milhares de seres humanos, aqui e agora, a serem enormemente prejudicados em favor de uns quantos desenhos feitos em pedras, muito respeitáveis e interessantes certamente, mas que poderiam ter sido preservados e não o estão a ser.

Como disse atrás, este exemplo poderia ser repetido ad nauseam...

Agora, também, em Setúbal, neste caso dos sobreiros do Vale da Rosa, cujo processo tem vindo a ser protelado desde 1999, ou seja, de há uma década para cá, que é o atraso que a cidade, que foi a 3ª ou 4ª do país, já leva relativamente às suas congéneres capitais de distrito e mesmo à antiga e bem conhecida "aldeia galega" e similares, aqui bem perto.

Deve ser esclarecido - o que até agora surpreendentemente ninguém fez e Miguel Sousa Tavares, na TVI, com aquela atitude arrogante de quem nem sequer sabe que não sabe, a perorar a esmo, também não fará por desconhecer do que fala - que o Vale da Rosa se situa a um Km, se tanto, do limite do casario - portanto, não o limite urbano, mas o do casario!... - da cidade de Setúbal, que apenas naquela direcção pode crescer e desenvolver-se, já que em todas as nas restantes de há muito estão esgotados todos os bocadinhos de espaço disponível, face ao espartilhamento entre o Sado e a Arrábida de que a cidade beneficia, mas igualmente sofre, de forma muito acentuada e paralisadora.

O que ali se pretende construir é um estádio - o do Vitória de Setúbal - um centro comercial - de que, em muitos quilómetros em redor, apenas Setúbal não dispõe, como igualmente não dispõe de outros equipamentos actualmente sabidos indispensáveis a uma mínima qualidade de vida - e zonas habitacionais, dado que, como já ficou dito, os terrenos a elas destinados estão esgotados na actual configuração da cidade.

E aqui está como, em nome de causas muito nobres, é certo, se concede privilégio a umas centenas de árvores, em região que as tem às imensas centenas de milhar, e com isso se obstaculiza de forma que me parece pouco razoável e séria, a possibilidade da criação de condições para que os actuais setubalenses, naturais e adventícios, possam melhor viver.

Verdade elementar sem a percepção da qual dificilmente se trilhará o caminho justo e equilibrado:

- Em primeiro lugar, o ser humano. E antes dele, ainda, o ser humano que agora está vivo e legitimamente quer viver melhor.


Para ele, acima de tudo para ele, devem os ambientalistas dirigir as suas preocupações primordiais, embora não descuidando o futuro. Mas dar atenção e cuidados exclusivamente ao futuro e às gerações que o hão-de viver, sem cuidar dos contemporâneos, é correr o sério risco de, quando tal futuro chegar - se chegar!... - não haver ninguém que o viva.

Esta é a realidade que os fundamentalistas do ambiente - e a Quercus incluída - esquecem, no seu desvairamento preservativo.

Mas esquecem igualmente outra circunstância bem conhecida de florescentes civilizações antigas, entretanto desaparecidas, ou mesmo de territórios colonizados, abandonados por ter chegado ao fim o domínio das potências administrantes, sem que as mesmas fossem substituídas em condições minimamente aceitáveis.

É que bastam uns míseros trinta anos para que qualquer cidade de grandeza mediana, abandonada, seja completamente
reinvadida pela selva.
___________

Nota: -
Questão independente desta é saber, do que aqui não cuidei, se a actuação do Governo de então, com Sócrates no elenco e com pelouro decisivo na questão, e a Câmara de Setúbal, chefiada pelo também socialista Manuel da Mata Cáceres, se pautou por linhas de correcção legal, legítima e democrática ou não.

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sábado, 20 de dezembro de 2008

1887. Setubalenses ilustres – “D. Pedro Fernandes Sardinha”

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Filho de Gil Fernandes Sardinha e de Lourença Fernandes, nobres da então vila de Setúbal, D. Pedro Fernandes Sardinha - também conhecido como D. Pero Fernandes Sardinha - aqui nasceu, em data que se ignora.


Faleceu em 16 de Junho de 1556, no arroio de S. Miguel das Almas, próximo da foz do rio Cururipe, a seis léguas de S. Francisco, quando do naufrágio da nau Nossa Senhora da Ajuda, em que viajava para Portugal. A sua morte ficou a dever-se aos caetés, que, praticando o canibalismo, o devoraram(1).


Irmão do confessor de D. João III, o célebre teólogo Álvaro Gomes, crê-se que D. Pedro Fernandes Sardinha tenha nascido nos finais do século XV.


Formou-se em Teologia pela Universidade de Paris, tendo sido professor de Santo Inácio de Loyola e amigo de S. Francisco Xavier e dos companheiros deste, todos fundadores da Companhia de Jesus.


Leccionou em Coimbra e, posteriormente, em Salamanca. Quando era cónego do Cabido de Évora, foi nomeado vigário-geral da Índia, altura em que foi companheiro de S. Francisco Xavier, tendo ambos assistido aos últimos momentos de D. João de Castro, em 6 de Junho de 1548. Em finais desse mesmo ano, regressou a Portugal.


Entretanto, os jesuítas do Brasil, com especial relevo para o Pe Manuel da Nóbrega insistiam junto do provincial da Companhia, Pe Simão Rodrigues, na necessidade da criação da Vigararia-Geral do Brasil, o que veio a acontecer, a instâncias do rei D. João III junto o Papa Júlio III, a quem afirmava, em carta, que “queria novamente crirar em Sé Catedral a Igreja que se chama do Salvador, na cidade outrossim chamada do Salvador”.


Através da bula Super specula militantis Eclesiae (Atento aos pedidos de servidores da Igreja), de 25 Fevereiro 1551, Júlio III criou a nova diocese do Brasil, com sede na cidade de S. Salvador da Baía e nomeou D. Pedro Fernandes Sardinha seu primeiro bispo


Terá sido sagrado em Évora, onde se encontrava, pelo arcebispo D. Henrique, que viria a ser cardeal e posteriormente rei de Portugal, como decorrência da morte de D. Sebastião, em Alcácer-Kibir.


Em 24 de Março de 1552 partiu para o Brasil, onde chegou, à Baía, em 22 de Junho seguinte, depois de ter passado por Cabo Verde, onde se terá demorado algum tempo.


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(1)

Os Caetés (Kaeté) eram um povo indígena brasileiro, tupi-guarani.


No séc. XVI habitava o litoral brasileiro, entre a foz do rio São Francisco e a ilha de Itamaracá, na foz do rio Paraíba. Com a chegada dos europeus, emigrou para o Pará.


Índios desta tribo, que praticava o canibalismo ritual, comeram o primeiro bispo do Brasil. D. Pedro Fernandes Sardinha, cujo navio em que regressava a Portugal naufragou nas costas da foz do rio Cururipe, com outros cem náufragos.



Texto elaborado a partir de:

- Setubalenses Homens Ilustres da Igreja, Óscar Paxeco, ed. Junta Distrital de Setúbal, 1966

- Wikipédia

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

1885. Setubalenses ilustres – “Beato André de Setúbal”

«(…)


Setúbal tem um, de entre os seus filhos, que a Igreja considerou digno das honras dos altares, beatificando-o.


Trata-se do missionário e mártir capuchinho, Frei André de Setúbal, que o Padre Santo Leão XIII beatificou em 30 de Abril de 1893.


Dele escreveu autor do “Agiológio Lusitano” (datado de há mais de três séculos e escrito pelo Pe Jorge Cardoso):


Em Talapim, Reino de Ceilão, se verificou o triunfo de Frei André de Setúbal, a quem procriou esta nomeada e célebre vila, para esplendor da Província de Santo António de Portugal de que foi benemérito filho.


O ardente zelo da salvação das almas e exaltação da nossa Santa Fé o levou à Índia com outros religiosos da mesma Província e perfilhado na de São Tomé fez grande fruto nas suas pregações e confissões naquele Estado. E, como soubesse que tinha o governo de Ceilão um soberbo e pérfido dinasta, ao qual ninguém se atrevia a pregar, ele, confiado ao Céu que lhe não havia de faltar com suas benignas influências, alcançada licença dos prelados, foi ao Castelo onde morava, levando debaixo do manto um Crucifixo que arvorou à sua à sua vista, declarando-lhe a obrigação que têm as criaturas de conhecer o seu Criador, guardar a Lei Divina e obedecer ao Vigário de Cristo na Terra.


O idólatra, enfadado do atrevimento, sem lhe falar palavra, o mandou alancear em sua presença e, não bastando isto, degolar à espada em que alcançou a vitória.


E despindo-o logo os índios para se aproveitarem do pobre saial foi-lhe achada uma jaqueta de aspérrimos cilícios que era o peito de armas que levava para rebater as lançadas com que muitos se confundiram e admiraram.


(…).»

Setubalenses Homens Ilustres da Igreja – Óscar Paxeco – ed. Junta Distrital de Setúbal - 1966

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

1443. "Varal" para ser roubado...



Este Varal foi aqui colocado com um só propósito:


- ser roubado pelo

Eduardo Lunardelli









Click na imagem, para ampliar

Nota:
Se ele entender que tem lugar no seu Varal de Ideias, evidentemente.

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domingo, 2 de dezembro de 2007

1286. A Oeste? Nada de novo...

Tenho andado mais ausente do que de costume das páginas deste meu/nosso blog. Vários foram os motivos, desde afazeres de ordem familiar a outros menos recatados e um pouco mais efervescentes.

Acontece que há 18 anos - em 1989, portanto – me afastei das lides partidárias, completamente desiludido e desgostoso, revoltado mesmo, com certas práticas – que não adjectivo concretamente por uma questão de decoro e de amizade e fraternidade para com algumas pessoas – que muito me lesaram e a outros e ao partido em que militava, aqui em Setúbal. Talvez que daqui a muito pouco tempo "seja tempo" de trazer tudo à luz do dia, com a narração de certas manobras e alguma reprodução documental de apoio à verdade dos factos.

Bem, mas dizia eu que há 18 anos andava afastado das lides partidárias.

Pois bem. Aqui há menos de quinze dias fui convidado para, integrado numa equipa, tentar modificar um status quo que apenas diminui o meu partido e a concelhia a que estou agregado.

Enchemo-nos de boa vontade e demonstrámos urbi et orbe uma postura inovadora, em que a transparência, a clareza de propósitos, a comunicação constante e desinibida com os militantes-eleitores – a par de um projecto político também ele a atirar um calhau ao charco – constituíram a pedra de toque da mudança.

Mudança que pretendíamos encetar e levar por diante, em prol de um partido mais aberto, mais arejado, mais democrático e interveniente, que se torne num agente de desenvolvimento desta nossa terra que, de há cerca de 15 anos para cá parou no tempo e foi ultrapassada por qualquer “aldeia galega”, já que, de 3ª ou 4ª cidade do país, que era, está hoje bem perto da cauda da tabela, no que respeita às capitais de distrito… mas não só.

Demos o nosso melhor no tempo de que dispusemos que foi menor, bem menor, do que o dos nossos opositores, detentores do poder de há anos e anos para cá, always the same. Como a lesma.

Não foi suficiente e não dispusemos de alguns meios - que também não utilizaríamos, diga-se em abono da verdade. O resultado de tudo isto somado foi que perdemos. Por números inesperados e pesadotes.

Enfim, tal circunstância não me abateu nem abaterá. Julgo-me suficientemente apegado à democracia, a real - não a formal e capciosa, tão do agrado de alguns… - para que do ponto de vista pessoal tal insucesso me cause qualquer engulho.

O que me incomoda – e muito – é a circunstância de ter concluído que as razões que há 18 longos anos me levaram a virar costas à política partidária activa não deixaram, como ingenuamente cheguei a supor, de existir, porque se algo se alterou relativamente às práticas de então, foi em direcção ao seu lamentável refinamento.

Tudo isto me desgosta profundamente, como facilmente se imagina.

Verifico que Setúbal continua terra condenada. Pelos detentores do poder autárquico, pelos detentores do poder central. Mas igualmente, imagine-se!, pela incapacidade dos detentores do poder no meu partido a nível local, que mais se assemelham ao protagonista de conhecida e bem humorada história, que, não agindo por incapacitante impotência, atingido que foi o seu plafond de competência, também não saía de cima, para evitar que surgisse outro que, mais capacitado, logo pusesse em evidência a sua fraqueza. E, para isso, caricatamente mas igualmente com algumas ajudas extra-regulamentares, agarrava-se à parceira subjacente de todas as formas e com todas as forças, pouco lhe importando a respectiva legitimidade.
Das formas e das forças, evidentemente.

Porém – há sempre um porém… – se tudo isto me desgosta de forma profunda e dilacerante, não será suficiente para que me tolha. Quem sinta o mesmo que aja em conformidade. Como lhe compete.
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terça-feira, 14 de agosto de 2007

1215. Setúbal - vista parcial

Setúbal
Vsta parcial da cidade e ainda mais parcial da enorme e espectacular baía
que tão menosprezada sempre esteve

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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

884. Co-incineração e outros crimes



Providência cautelar pede suspensão das licenças da Sécil

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As câmaras de Setúbal, Palmela e Sesimbra entregaram hoje no Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada mais uma providência cautelar contra a co-incineração, desta vez para suspender os licenciamentos atribuídos à Secil pelos Institutos do Ambiente e dos Resíduos.

"Esta acção cautelar é o encerramento de um ciclo de acções que nós movemos contra a co-incineração", disse o advogado Castanheira Barros, que representa as três autarquias da área do Parque Natural da Arrábida, que se opõem à queima de resíduos perigosos na cimenteira do Outão.

"Trata-se de uma providência cautelar que visa obter a suspensão dos licenciamentos concedidos à Sécil - licença ambiental, licença de instalação e licença de exploração - pelo Instituto do Ambiente e pelo Instituto de Resíduos", acrescentou Castanheira Barros.
RTP online
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As câmaras municipais e outros cidadãos abrangidos pela "zona de intervenção" da Sécil - e seus efeitos -, andam numa roda-viva, tentando obstaculizar, impedir mesmo, de vez, a co-incineração na Sécil do Outão.
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Desejo-lhes as maiores felicidades em todo o processo, pois que também eu sou contra este crime que José Sócrates em devido tempo prometeu/ameaçou que cometeria e está efectivamente a levar a efeito.
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E desejo-lhes e a todos os cidadãos - principalmente aos de Setúbal, que, muito embora, sabendo da ameaça que o noss'primêro fizera, não cuidaram de se precatar e foram (também na cidade do Sado) a correr para as urnas, oferecendo-lhe de mão beijada uma maioria bem maior até do que no resto do País. Estavam, pois, a pedi-las. E aí as estão a levar. O que talvez não seja mal feito.
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O problema é que eu - e outros como eu - que já sabíamos como iria ser e não alinhámos - não alinhamos nem alinharemos - com S.Exª, também apanhamos. Por tabela, claro!
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Assim, oxalá que os movimentos que se geraram contra o crime ambiental - mas não apenas ambiental - sejam bem sucedidos. Do que duvido, mas enfim...
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Mas a Secil não deve ser confrontada com as suas responsabilidades apenas na questão da queima dos resíduos, negócio chorudo que faz mexer muitos interesses.

É que a cimenteira tem andado, de há muitos anos a esta parte, a arruinar a Serra da Arrábida de forma irremediável, transformando num enorme buraco sem vida o que antes era um dos mais belos hinos à natureza selvagem existentes no nosso País.
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Bem se esfalfa a cimenteira por propagandear que, para compensar os estragos provocados, já plantou - em reflorestação - milhões de árvores.
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É isso o que os responsáveis pela Sécil dizem. O que diz a realidade - documentada também por fotografia de satélite que vai aqui reproduzida - porém, é bem diverso. Como se pode constatar, a devastação causada já não tem remédio em boa parte da serra. E das árvores plantadas pela Sécil, nem rasto visível!...
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Ora, se assim é com a actividade normal da cimenteira, é de deixar que tudo se agrave, agora com a co-incineração? Evidentemente que não.
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Mas que a maioria dos eleitores setubalenses merecem o que está a passar-se ou venha ainda a acontecer, lá isso...
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