Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

quarta-feira, 15 de julho de 2009

2437. Tertúlia Virtual - 15 Julho 2009


A minha pátria é a língua portuguesa

Fernando Pessoa



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A frase de Pessoa, nascida de um incontível impulso, decorrência longínqua da leitura de um dos magnificentes textos de Vieira, o jesuíta que manipulava a língua mãe como ninguém mais após si, resume bem todo o sentimento que a bela língua portuguesa desperta em quem a conhece, a cultiva, tenta que não seja deturpada.


Porque deturpar não é acrescentar-lhe novos termos, novas cambiantes, novos significados e amplitudes, novas profundidades espacial e temporal, o que só a enriquece. Deturpá-la é pretender, consciente ou inconscientemente, amputá-la da sua riqueza, da sua tremenda expressividade, do seu inigualável humanismo.


Não será da Terra o império que sucederá ao dos Assírios, dos Persas, dos Gregos e dos Romanos, que esses o foram da matéria. Por isso, chegada a sua hora, todos tiveram fim. O Quinto Império será, como preconiza Vieira, o de Cristo e dos Cristãos e não da terra, mas sim do reino dos Céus e, também contrariamente aos outros, eterno.


Porém, haverá um Quinto Império terreno. Há-de ser o da Língua Portuguesa. O império a que comummente nos referimos e bem demonstrativo da capacidade de miscigenação, do cosmopolitismo dos portugueses e seus descendentes e derivados.


Quanto mais e maior consciência da enorme força da Língua Portuguesa houver mais rapidamente ela se afirmará em todo o mundo e se tornará a língua do Quinto Império, o definitivo em termos terrenos.


Porque só a Língua Portuguesa dispõe das características necessárias e suficientes para assumir tal papel de supremacia, com plena aceitação tanto por elites como por camadas mais populares.


Trata-se de uma língua complexa, sim, mas a que, talvez por isso mesmo, não faltam expressões para descrever em termos justos e precisos, qualquer situação de vida, qualquer sentimento, qualquer pensamento, qualquer imaterialidade.


Na verdade, não há língua que se lhe iguale. E essa sua tremenda vitalidade, deve-a, em primeiro lugar, à etimologia latina, a língua das línguas, a língua que, ainda que morta, perdura ad saecula saeculorum. Outras, como o espanhol, o francês, o italiano e o romeno têm também essa derivação, mas a faltou-lhes sempre a disponibilidade, a vontade, a humildade, o cosmopolitismo para se enriquecerem com novos termos e até construções frásicas recolhidas de outras proveniências, bebidas, sem complexos, de até meros dialectos.


São essas suas capacidades de absorção e de subsequente disseminação, aliadas às restantes características anteriormente apontadas, que dela fazem única no mundo, ainda que a não mais falada entre os povos. Por enquanto...


Não tem a capacidade de síntese da língua inglesa em uso americano ou australiano, mas tem, a título de compensação altamente mais favorável, a ductilidade que a torna tão generalizadamente aceitável e de uma riqueza absolutamente inigualável. Não haverá língua no mundo com tamanha diversidade de descrições atinentes a um facto, a uma situação, a uma qualidade, a um sentimento.


No entanto, a Língua Portuguesa só terá toda essa pujança, enquanto for uma forma de expressão livre, não sujeita a baias e regras estultas que apenas terão como resultado amputarem-na de toda a sua inconfundível vitalidade.


Pretender domesticá-la, uniformizá-la, torná-la como as restantes, incapaz de responder às necessidades, anseios e idiossincrasias dos povos que dela se servem para se exprimirem acerca dos mais variados assuntos, é, para além de criminoso, acto de completa estultícia. E mais ainda se a versão que à força se pretende fazer vingar é das que mais – se não mesmo a que mais – se afastam do seu devir etimológico.


O Português que se fala em Lisboa não é precisamente o mesmo que se fala no Brasil, nem o mesmo que se fala em Angola, em Moçambique, em Cabo Verde, na Guiné, em S. Tomé e Príncipe, em Timor, em Macau, no Sudoeste da Índia, no Sudeste Asiático, nas diversas comunidades de falantes da língua portuguesa das mais remotas partes do mundo. Não é, sequer, o mesmo português que se fala no Alentejo ou em Trás-os-Montes ou em Coimbra ou em Faro. Nem o Português do Rio de Janeiro o mesmo que se fala em Fortaleza ou em Porto Alegre ou na Baía ou em Campo Grande ou em Manaus. E, no entanto, nessa diversidade de "Português", se expressam, se explicam, se entendem e até se desentendem entre si inúmeros povos e comunidades disseminados por esta bola em perpétuo movimento em que vivemos.


Todos são a Língua Portuguesa na sua expressão mais universalista. A Língua Portuguesa na sua máxima ductilidade, com o objectivo de servir os povos. E é aí, principalmente aí, que ela é imbatível, não tendo concorrentes à altura. Assemelha-se-lhe um pouco o Espanhol, ou melhor, o Castelhano - já que o Espanhol é língua que não existe ou existiu - mas nem de perto nem de longe com as mesmas características e versatilidade.


E a que se devem essas suas características? Muitos serão os factores que as determinam, certamente, mas despicienda não será a circunstância de o povo que a disseminou pelos quatro cantos do globo ter sido capaz de se integrar tão profundamente com os outros povos que foi encontrando e a que foi aderindo sem complexos e sem peias, par inter pares, como nenhum outro povo "descobridor" o foi. E, por isso, o aforismo de que, tendo Deus criado brancos e pretos, amarelos e vermelhos, o português completou a obra miscigenando o mestiço que está a caminho de se tornar a etnia dominante, por recolher, em si, as características gerais dos povos do globo, em ordem a uma harmonia que se pretende universal.


Na verdade, Pessoa estava certo quando descobriu o belíssimo conceito de que a sua pátria - a nossa pátria - é a Língua Portuguesa.


Pode, a um primeiro e apressado relance, pensar-se que não é assim. Mas bastará um instante de reflexão para, de imediato, se concluir que efectivamente o é e nem de outro modo poderia ser.


Quem é que, vivendo no estrangeiro da Língua Portuguesa ou lá estando de passagem acidental, não teve ainda a percepção de tudo quanto fica dito e mais ainda das potencialidades congregadoras da sua língua materna? Bastará que se passe uma semana sem falar português, sentindo-se efectivamente no estrangeiro, para que, subitamente ouvindo alguém articular a nossa língua, se regressar, de supetão e com uma sensação de indizível aprazimento e conforto, à pátria que nos abençoa.


Na verdade, apenas quem, lá por fora e quanto mais longinquamente melhor, rodeado de gente de outras falas, subitamente ouve linguajar em português, com ou sem sotaque, consegue, em toda a sua extensão, aperceber-se dessa força de união indestrutível que só a língua comum pode proporcionar. Por sentir o recuperar do seu próprio “eu”, da sua intransmissível personalidade, da sua bem marcada identidade face ao mundo em redor. Por regressar à pátria tão amada e protectora, a Língua Portuguesa.


É certo que bandeiras, hinos e outros símbolos artificialmente criados, pretendem materializar uma ideia de nação que se pretende um todo indivisível, uma casa em que todos sentem ter lugar próprio.


No entanto, a nossa pátria, a nossa verdadeira pátria, que ninguém jamais poderá impor e muito menos algum dia destruir, é a Língua Portuguesa. Tudo o mais, embora muito respeitável e de acarinhar sem tibiezas, são meros adereços que nada mais podem fazer do que reforçar a identidade principal.


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O tema mereceria outro tratamento que, todavia, não teria cabimento neste espaço e nesta hora em que apenas se pretende alertar para uma realidade que à generalidade de quem este laudo ler afecta e certamente interessa. Em outra oportunidade tê-lo-á.


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Entretanto, enquanto a hora não chega, veja mais aqui


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(O texto foi actualizado, pelas 10,15 de 16 Julho 2009, com a introdução do parágrafo que tem início em "E a que se devem essas suas características?", que constava do borrão inicial, mas que, por lapso, não foi incluído na versão original do post)

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terça-feira, 14 de julho de 2009

2436. Recadogate

Democracia Directa admitido como assistente no processo "Recadogate"

«Relativamente a todos os referenciados crimes, excepto quanto ao de coacção agravada – porque não integrante da previsão da alínea e) do n.° 1 do art.° 68.° do CPP nem na do art.° 26.° da Lei n.º 34157, de 16/07 ou de qualquer outra disposição de carácter específico –, admito a requerida constituição do “Movimento para a Democracia Directa – DD” como assistente nos autos em que são denunciados o Ex.mo Primeiro Ministro de Portugal, Eng.° José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, o Ex.mo Ministro da Justiça, Dr. Alberto Bernardes Costa, e o Ex.mo Procurador Geral Adjunto e Presidente do Eurojust, Dr. José Luís Lopes da Mota -, atento o particular interesse de intervenção processual que o legislador quis, manifestamente, conceder às pessoas individuais ou colectivas que, supostamente de forma responsável, simplesmente o manifestem; sendo até que à requerente, estatutariamente estruturada como associação de defesa de interesses difusos, deve aproveitar a reconhecida amplitude do direito de acção popular acautelado no próprio texto do art.° 52.° n.° 3 da C.R.P. e reflectido, depois, nos art.°s 1.° a 3.° da Lei n.° 83/95, de 31/08; concedendo-se, embora, que tanto poderá, porventura, implicar, em tese geral, algo contraditoriamente, considerado o reforço que quase universalmente se vem conferindo aos poderes do Ministério Público, uma menor confortabilidade da sua actuação no domínio da investigação criminal.

Com efeito, para além de o mandato se me afigurar suficiente e adequado, isto é, tecnicamente regular — pois que, para lá de se destinar, ao menos em primeira mão, em sede de inquérito, ao exercício de actos jurídicos estritamente judiciais (e não extrajudiciais, como são os que se analisam na comum elaboração de instrumentos públicos), pode até acobertar-se, quanto às opostas garantias de rigor, isenção e fidelidade, na disposição analógica do n.° 3 do art.° 5.º do Código do Notariado, tanto mais que a questionada representação é de uma pessoa colectiva e não de pessoa alguma individual, logo, não parental nem afim do Ex.mo mandatário, como sucederia se se tratasse de representação de qualquer dos sujeitos como tal identificada no n.° 1 do citado artigo –, sucede que, do meu ponto de vista, é bastante, igualmente, a (imprescindível, é certo) caracterização factual das figuradas condutas criminais, desde logo por bem documentada remessa para avultados e por vezes até minuciosos contributos de opinião escrita, em regra não inteiramente desprovidos de crédito, recaindo, até, por vezes, sobre pronúncias directas ou indirectas de personalidades de relevo, precisamente sobre o tema em apreço, na própria área de intervenção dos Magistrados do Ministério Público, requerendo, como é pressuposto natural, o mais vigoroso, completo e célere empenho de execução e a mais límpida transparência investigatória.Notifique; via fax quanto à requerente.

Lisboa, 13 de Julho de 2009
[assinatura ilegível]»

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Este é o texto do despacho de 13.07.2009, de admissão do MOVIMENTO PARA A DEMOCRACIA DIRECTA - DD como assistente nos autos do chamado "Recadogate", em que são alegadas pressões exercidas sobre os magistrados do processo Freeport, o qual tramita no Supremo Tribunal de Justiça, em razão da qualidade dos denunciados, primeiro-ministro, José Sócrates, ministro da justiça, Alberto Costa, e presidente da Eurojust, Lopes da Mota.

Ver mais

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domingo, 12 de julho de 2009

2435. O império socratino

Algumas decisões simples criaram uma expectativa favorável.
Depois foi a lenta deriva. Até ao rápido afundamento.

António Barreto, citado pelo Público
2009.07.12

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Quer análise mais sintética e realista do que foi o império socratino?
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sábado, 11 de julho de 2009

2434. Freeport - Mau, Maria!...

CM: "Freeport vai dar acareação"

Defesa do magistrado do Eurojust entregue ontem. Instrutor do caso das pressões admitiu fazer a diligência em breve. Alberto Costa pode ser ouvido no inquérito.

TVI24

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Mau, Maria!... Não me digam que as coisas, que estavam tão bem encaminhadas, começam agora a complicar-se!...

Pois, quando o caldeirão aquece, o melhor é não ficarmos por lá sós e tristes, n'é? É dos livros!...


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2433. A arrogância pouco inteligente


As atitudes deste senhor
só não surpreendem
porque de há muito nos habituámos
a dele não esperar mais... nem sequer menos...
apenas isto...

Estará o homem convencido
de que somos todos burros,
sendo ele o único "inteligente" do burgo?

Mas, se assim é, então,
o seu conceito de inteligência
deixa muito a desejar.

Arrogância, pesporrência
e desrespeito por órgão de soberania,
tentando apagar manifesto incumprimento
dos deveres do cargo,
jamais foram sinónimo de inteligência,
menos ainda de espírito democrático
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sexta-feira, 10 de julho de 2009

2432. Em exposição pública


Trabalha exposto em montra

Super juiz em alto risco

O superjuiz Carlos Alexandre, que meteu na cadeia o banqueiro Oliveira e Costa, o suspeito da bomba no bar O Avião ou, há uma semana, o gang do multibanco, está instalado num gabinete do novo parque da Justiça, em Lisboa, que o expõe a uma grave quebra de segurança. O Tribunal Central de Instrução Criminal foi colocado no rés-do-chão de um prédio com paredes de vidro, que não são à prova de bala e que dão uma visão completa sobre o que se passa no interior. Pode ver-se o juiz a trabalhar, a ler processos – vigiar todos os seus passos, fotografá-lo, como o CM fez na manhã de ontem.
CM 2009.07.10

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No comments.
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2431. Haja Deus, que existe ele!...

Pedofilia

PGR volta a ironizar com Casa Pia

Pinto Monteiro diz que espera "viver para ver" a decisão do processo.

O procurador-geral da República (PGR), em tom irónico, disse ontem que espera "viver para ver" uma decisão final do processo Casa Pia que já dura há quase cinco anos. Pinto Monteiro falava em Coimbra sobre a questão da lentidão da Justiça num seminário de Verão da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra com o tema "Uma Nova Regulação Mundial?". Há meses, Pinto Monteiro, num ambiente informal durante a inauguração do Campus de Justiça de Lisboa, dizia que "talvez lá para 2013 se esperasse uma sentença", referindo-se ao processo Casa Pia.

Ontem, o PGR defendeu ainda que "não há ninguém inocente" no que respeita à lentidão da justiça em Portugal, e que magistrados e cidadãos são igualmente culpados. E mostrou-se contra megaprocessos como o da Casa Pia pelos riscos de, ao arrastarem-se, poderem ser considerados nulos ou prescritos.

Pinto Monteiro admitiu que a lentidão judicial é um factor de insegurança para os cidadãos e não deixou "impune" de culpas o novo Processo Penal. "Não estão inocentes os juízes, o Ministério Público, os advogados pelos expedientes a que recorrem, os cidadãos, que levam a tribunal as coisas mais incríveis", sustentou. Pinto Monteiro admitiu ainda que a relação entre a justiça e a comunicação social é "das mais complexas que existem". "A comunicação social vive muito da pergunta e não da investigação."

DN 2009.07.10

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Sim, todos são culpados. E Pinto Monteiro é o único em condições de criticar tudo e todos.

Haja Deus que existe ele! Que até se permite a galhofa...

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2430. Gripe A e hábitos

Saúde
Cinco hábitos que a gripe vai mudar na sua vida pessoal

Descontracção típica da cultura mediterrânica poderá ajudar a resistir ao pânico

É cedo para prever reacções face a uma pandemia, mas a descontracção típica da cultura mediterrânica poderá ser uma boa vacina contra o pânico. Sociólogos e psicólogos ouvidos pelo i acreditam que resistiremos a comportamentos extremados melhor do que países com culturas higienistas, mas será inevitável, pelo menos no período de aceleração de contágios, uma redução de contactos sociais.

Saídas nocturnas Bares e festas em espaços fechados serão os primeiros hábitos de lazer riscados da lista. Felismina Mendes, socióloga, sublinha que há eventos ao ar livre com ambientes igualmente "pesados em termos de risco de contaminação", como é o caso de festivais, mas não acredita que sejam afectados. Depois de "um ano terrível", infestado pelo vírus da crise, a socióloga especializada em questões de saúde espera que os portugueses não desperdicem o Verão, "período de convívio por excelência". Para a antropóloga Cristiana Bastos, haverá "previsivelmente uma redução de contactos sociais", mas é difícil prever se atingirá uma grande escala.

Contacto físico Um simples aperto de mão poderá ser um gesto perigoso. Evitar toques e partilha de objectos é, lembra Cristiana Bastos, uma recomendação sanitária. "Há uma parte dos nossos comportamentos modelada pelas autoridades sanitárias. Outra será espontânea e comportamental", explica. E como os comportamentos "não dependem só do conhecimento", a circulação de informação ajuda mas não determina tudo.
i, 2009.07.10

2429. Sistema operativo Google

Chrome OS
Google trabalha com Asus, Acer, HP e Toshiba para lançar novo sistema operativo


Depois de ter avançado ontem a notícia de que está a preparar um sistema operativo, a Google revelou alguns dos fabricantes de computadores com quem está a trabalhar.

No blogue oficial, a Google comunica o que é uma lista ainda incompleta das empresas com que está a trabalhar e entre as quais estão a Acer, Adobe, Asus, Hewlett-Packard, Lenovo, Texas Instruments e Toshiba.

Os nomes incluem alguns dos fabricantes dos modelos mais bem sucedidos de netbooks, os ultra-portáteis de baixo custo aos quais o sistema Chrome OS se destina.

Estes computadores estão desenhados sobretudo para o acesso à Internet. O sistema operativo da Google (que é baseado em tecnologia Linux) pretende precisamente que o utilizador desempenhe todas as tarefas online.

Muitos netbooks surgiram equipados com sistemas Linux, mas o Windows XP, ao qual muitos utilizadores já estavam habituados, tem vindo a ganhar terreno.
Público
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2428. Gripe A

Veja mais, no exclente blog de Henrique Monteiro
aqui

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quinta-feira, 9 de julho de 2009

2427. A lusa inveja

Opinião

Blog

Dar um passeio pelas caixas de comentários dos jornais e dos blogues a propósito de C. Ronaldo pode ser uma aventura penosa. A euforia da sua chegada a Madrid foi uma espécie de gota de água que fez transbordar o copo do mau caráter nacional.

Nunca se viu tamanha indignação pelo sucesso de um rapaz nascido pobre na Madeira e que ficou rico e célebre sem ter roubado um cêntimo aos contribuintes portugueses. Se se compreende o protesto pelo abuso alarve das transmissões televisivas, há a notar, no entanto, esse fenómeno lusitano: a inveja pela sorte de um dos seus. Pelas suas namoradas, pelo seu dinheiro, pela sua fama. Os portugueses não têm apenas dificuldade em admirar os outros; têm também um ódio visceral aos seus. Passam da admiração à abjeção. Desconhecem a sensatez.

Francisco José Viegas, escritor

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Tem sido uma das minhas grandes lutas, de há vários anos para cá, esta de denunciar e tentar combater a malfadada inveja portuguesa.

Nós, ou pelo menos muitos de nós, a quase totalidade, não pode ver que o vizinho tenha comprado e vestido uma camisa nova que não o abocanhemos de imediato numa descabelada e destruidora inveja de morte.

Dou, inclusivamente, como exemplo o seguinte:

Enquanto que um americano, posto perante a constatação de que, na garagem do vizinho apareceu um carro espampanante, todo reluzente, o último grito da moda automobilística, exclama, vexado mas com espírito positivo:

- O tipo comprou um carro daqueles?! Pois bem, nem que eu me esfarrape todo, a trabalhar mais horas em cada dia da semana e até ao fins de semana, hei-de comprar um melhor do que o dele! O gajo vai ver!...,

o português, posto perante a mesma situação, de imediato rosna:

- Onde é que o filho da mãe, que não tem onde cair morto, foi arranjar o espada? Aquilo só pode ter sido roubado ou então a mulher do gajo andou a fazer uns biscates. Ora, com que então, a gozar comigo, hã? Pois goza, goza que ainda hás-de gozar mais quando eu te furar os quatro pneus e te riscar a pintura do brinquedo com um prego. Tal não está o palerma!

E venha de lá quem quiser garantir que não é assim!...
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quarta-feira, 8 de julho de 2009

2426. NYT - citação do dia

I found him to be tough, smart, shrewd, very unsentimental, very pragmatic.
And on areas where we disagree, like Georgia,
I don’t anticipate a meeting of the minds anytime soon.
President Obama, on Prime Minister Vladimir V. Putin of Russia.


Achei-o duro, inteligente, sagaz, muito frio, muito pragmático.
E em áreas em que discordamos, como a Geórgia,
não prevejo para breve um encontro de ideias.
Presidente Obama, acerca do Primeiro-ministro Vladimir V. Putin da Rússia.

citado pelo New York Times

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Suprise, surprise... amazing surprise!

Como é que o excelente Obama não consegue prever um encontro de ideias?

Como é que um simples putin(ho) consegue resistir à fascinação de tal personagem, verdadeiro "messias", encarnado em presidente dos States, que tudo e todos leva à sua frente, de enxurrada?!


De onde menos se espera, elas surgem!
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segunda-feira, 6 de julho de 2009

2425. Maria João Pires

Ao que parece por falta de apoios, Maria João Pires amuou com o Governo e quer ir-se para o Brasil, renunciando à nacionalidade portuguesa.

Após passado mais de um dia sobre a notícia, não houve qualquer desmentido. Estes são os pressupostos do meu comentário.

Sempre gostei das qualidades musicais de Maria João Pires e sou do entendimento de que, como pianista, era motivo de orgulho para Portugal e para os Portugueses. Eu, pelo menos, sentia-o.

Porém, embora as queixas possam autorizar os amuos e até que os amuados vão viver para o raio que... melhor lhes sirva (Saramago fê-lo e ninguém se importou com isso nem lhe sentiu a falta, pois se ele está melhor e como quer, nós também... como é bem sabido há cerca de quinze anos) certamente já não autorizam a renúncia à nacionalidade.

Porque a nacionalidade é algo de sentimental que se entranha ao longo dos anos, de toda uma vida e, portanto, insusceptível, de dela se abdicar ao fim de 65 anos de vivência do estatuto. A menos, claro, que por razões humanitárias, como seja a de, com razoabilidade, se temer pela própria própria integridade física, a vida, ela mesmo. O que não é o caso. Manifestamente não é o caso.

Deste modo, não é a nacionalidade susceptível de ser alterada, por efeito de atitude de que não se gostou, praticada seja por quem for, ainda que por um todo poderoso governo. É que os governos vêm e vão, mas Portugal e os Portugueses permanecem. Eles é que contam.

Renunciar à nacionalidade nestes termos e por estes motivos é evidenciar perante toda a gente que nunca ela foi entranhada em quem o faz, se propõe fazê-lo ou apenas o ameaça, nem, pois, assumida com inteireza de carácter e verdadeiro portuguesismo.

Tudo visto e decidindo:

Pois que vá e que renuncie. Não faz falta quem não quer cá estar nem ser português. Mas, a ser verdade e fazendo-o, não volte mais. Não tem esse direito.

Pena é que não possa levar o Governo consigo. Mas está visto que não...
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2424. Tudo lhe acontece...

43 dias de consumição

2009-07-03

"Houve ali uma mãozinha marota. E não foi na Imprensa Nacional, seguramente", escreveu o juiz Eduardo Maia Costa, a propósito do "lapso fortuito" que fez com que, durante 43 longos dias, o consumo de drogas passasse a ser uma actividade perfeitamente legal, devido à republicação mal feita de um artigo da lei de 1993. O episódio faz arrepiar os cabelos de qualquer um, não tanto pelos efeitos práticos que pode ter tido (afinal, o erro foi entretanto corrigido), mas pela incúria que projecta numa matéria tão sensível quanto esta. E nem a clássica contra-resposta lusa ("vamos abrir um inquérito") foi aqui usada como atenuante. Pura e simplesmente, tratou-se de um "lapso fortuito", como explicou, na edição de ontem do JN, a presidência do Conselho de Ministros. Uma ardilosa evasiva que nos impele a encolher os ombros, a quase ter pena do pobre desgraçado que tropeçou nas palavras e não soube fazer "copy-paste". É grave, é preocupante, mas a culpa não é de ninguém. Viremos a página.

Só que, ao lermos bem a história, não conseguimos só acreditar que se tratou de um "lapso fortuito". Porque aquele pequenino erro foi precedido de uma acesa discussão, nos tribunais, em torno da discriminalização/liberalização do consumo de estupefacientes. Discriminalização essa que fora recusada, no ano passado, pela maioria dos conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça, num acórdão de uniformização de jurisprudência. Ora, perante isto, o que apetece dizer é que alguém queria ganhar na secretaria um jogo que não conseguiu vencer em campo. Resta saber quem.

Agora, imaginem o que um governo podia fazer com um expediente destes: aprovava uma lei num dia e alterava os seus fundamentos passados uns meses, se se provasse a sua ineficácia ou se a sua adequação fosse condizente com o momento eleitoral. Construa-se uma ponte. Não, afinal, faça-se apenas um viaduto, que o orçamento está curto e o povo não está sereno. Integrem-se 10 mil funcionários públicos precários no quadro. Esperem lá: faltam poucos meses para as eleições. Integrem antes 20 mil que, embora o orçamento esteja curto, podemos sempre dizer que se tratou de um "lapso fortuito".

2. Custou, mas foi. Depois de muitas incompreensíveis hesitações, o negócio da fixação de uma base aérea da companhia de aviação Ryanair no aeroporto do Porto concretizou-se. Antes como agora, os mesmos argumentos de peso que ajudam a perceber a importância da infra-estrutura aeroportuária ter uma gestão privada : 100 milhões de euros de investimento, 1500 novos empregos directos e indirectos e a abertura de quatro novas rotas. Foi, como reconheceu Carlos Lage, "um raio de luz num horizonte tão carregado de nuvens".

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Haverá alguma coisa que não aconteça a este governo? E, curiosamente, nunca por bons motivos, jamais com bons resultados?!...

Estão mesmo a precisar de férias. Bem prolongadas.

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2423. 484.000.000 !

484 000 000
A dívida dos hospitais públicos aos fornecedores de medicamentos atingiu, em Maio, os 484 milhões de euros, o valor mais alto desde que o Estado aprovou um plano para acelerar os pagamentos destas unidades de saúde
Público 2009.07.06
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2422. As mentiras e o par de cornos

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Se as mentiras valessem tanto como um par de cornos já não havia ministros.

E muito menos presidente do Conselho
António Ribeiro Ferreira, "Correio da Manhã", 06-07-2009, citado pelo Público
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Sim, na verdade, as mentiras incomodam e causam muito maior dano do que habilidades com os dedos indicadores - ou mesmos os médios - de um qualquer ministro que, antes de ser despedido, já estava em vias disso, juntamente com todos os colegas...
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sábado, 4 de julho de 2009

2421. Foi a enterrar o conceito "Benfica"


Fundado em 28 de Fevereiro de 1904, desde sempre o Sport Lisboa e Benfica foi, por vontade dos seus ilustres fundadores e de quantos de então para cá o representaram e nele se viram representados, um clube à parte, diferente de todos os outros.

Efectivamente, nele e à sombra do seu prestígio, abrigavam-se, em igualdade de estatuto, elites e massas populares que com os seus êxitos ou inêxitos rejubilavam ou sofriam por igual, em uníssono, fraternalmente, de mãos dadas. No Benfica se dissipavam naturalmente as diferenças sociais. Cá fora, podiam socialmente estar muito distantes - e estavam - médicos e carpinteiros, advogados e "almeidas", todas as classes sociais, enfim. Uma vez no Benfica, porém, tudo isso se esbatia e, sem esforço, deixava de haver licenciados e analfabetos, ricos e pobres,e poderosos e dominados, porque passava a haver apenas e tão só benfiquistas. Que discutiam, que barafustavam entre si, mas que tinham por objecto do seu amor um só, o nosso Benfica.

Se houvesse que o comparar a alguma figura característica de uma sociedade desenvolvida e consciente do seu valor no mundo envolvente, o Benfica seria um cavalheiro popular, um cavalheiro do povo, um verdadeiro people's gentleman.

E, à semelhança desse people's gentleman, teria características idiossincráticas que conseguem fazer a síntese correcta entre os gentlemen e a massa acrítica, inculta e ignara. E, assim, saberia que não é possível ter-se o direito de viver em sociedade civilizada sem que se cumpram escrupulosamente e por convicção funda determinadas regras impostergáveis.

A primeira e mais determinante delas, a da democracia a todo o custo, a democracia custe o que custar.

E, por força disso, o respeito pelas regras que, desde há 3.709 anos, ou seja, desde 1.700 aC, ou, desde Hamurábi, na Mesopotâmia, hoje Iraque, existem vertidas e sistematizadas em códigos, que os homens vêm regularmente comprometendo-se a cumprir, em nome de uma sã convivência entre seres humanos racionais.

É certo que, ao longo desses quase quatro mil anos, muitas e variadas têm sido as vezes em que homens sem escrúpulos têm violado esse juramento dos seus mais ilustres antepassados. Mas, de todas as vezes, o labéu que as suas atitudes totalitárias e anti-sociais lhes conferiram, a vergonha do seu comportamento, a ignomínia da sua postura, tardando menos ou tardando mais, acabou sempre por pô-los no seu devido lugar na História das nações e das sociedades. O dos proscritos.

E os prevaricadores, tendo tido o seu momento de glória infame, acabaram sempre por ser recordados, não pela sua grandeza de alma, mas pela ausência de princípios, de escrúpulos. Trata-se de uma fatalidade. Como a do destino.

Ora, o Sport Lisboa e Benfica foi sempre um clube que, pela sua inserção na comunidade, pelo comportamento dos seus dirigentes, pelo carinho dos seus associados e adeptos, era o orgulho do país e mesmo de adeptos e associados de outros clubes. E até aqueles que o combatiam fora dos campos da pugna meramente desportiva, implicitamente nele reconheciam esses valores e por esse mesmo motivo o afrontavam, diminuindo-se sem conseguirem diminuí-lo.

O Benfica, o grande Benfica, era um clube à parte. Era um clube que cumpria e fazia cumprir a lei. Era, enfim, um clube de Bem. Mesmo nas piores horas da sua existência, jamais se desviara, um metro que fosse, dessa conduta de seriedade, democraticidade, respeito pela lei, cidadania exemplar.

A título de exemplo, em tempos recentes, a eleição de João Vale e Azevedo e também o seu afastamento, igualmente através de eleições regulares e sem mácula, foram, ainda que muito agitados, actos de grande democracia interna. Jamais igualada em clubes portugueses e até lá de fora.

Até ontem.

Porque ontem e como decorrência de uma sucessão de actos que muito deslustram o nome do clube, o Benfica terminou esse seu estado de legalidade e de Direito, de sã e transparente democracia.

Por força de uns quantos de seus dirigentes - mais preocupados com os seus interesses pessoais do que com os interesses gerais do clube e de todos os benfiquistas - milhares de sócios de boa fé foram arrastados para uma ilegalidade flagrante e que muito penaliza o clube, mesmo que apenas e só no campo da Moral e do Direito.

O
Sport Lisboa e Benfica deixou, assim, de ser um clube honrado, exemplar no cumprimento da legalidade, verdadeiramente democrático.

Ontem, aconteceu que o Benfica que todos conhecíamos e amávamos, pelo qual tantos sacrifícios fizéramos ao longo da vida, porque nele nos revíamos, deixou de existir, tendo morrido de morte macaca.

Tendo morrido, porque, mesmo que venha e recompor-se, o que continuamos a muito desejar,não mais poderá dizer-se impoluto. Será outro Benfica, mas jamais o que conhecíamos e amávamos, porque éramos nós e tínhamos orgulho em nele vermos um retrato nosso, dos nossos sonhos, dos nossos anseios;

De morte macaca, porque atingiu o nível social do cessante presidente da assembleia geral que, bem elucidativa e eloquentemente - perante as câmaras de televisão e em resposta à pergunta de um jornalista acerca da circunstância de a eleição poder ainda ser impugnada, respondeu com esta jóia de oratória, digna daquilo que, de há muito dele se sabia, aliás, por outras actuações de semelhante elegância de estilo - afirmou alto e bom som:

- 'tou-me cagando!

Este o nível a que o Benfica foi reduzido. Haverá algum benfiquista de Bem que a esta condição se veja relegado, ele próprio, sem um sentimento de muita incomodidade e indizível vergonha?

A partir de ontem, ao Benfica falta força moral para apontar desvios comportamentais a outros. Porque lhe falta a força do exemplo. Está, agora, igual a outros, cujos comportamentos tanto tem verberado. E vai levar muitos anos, décadas mesmo, a recuperar uma parte desse seu capital de sociabilidade ímpar, em duas simples semanas agora malbaratado.

As semanas da dignidade institucional perdida.

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2420. NYT - citação do dia

Quatro "sins" e um "Claro que sim!
Sara Palin sobre os resultados de uma sondagem feita em família
sobre se deveria resignar ao cargo de Governadora do Alasca.
New York Times - 2009.07.04

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2419. Teixeira dos Santos dixit

(...)
Também não podemos pensar que, com a resolução da conjuntura actual, vamos ao mesmo tempo resolver os nossos problemas estruturais. Não. Temos é tido a preocupação que as medidas de ataque à crise nos auxiliem a enfrentar os desequilíbrios estruturais.
(...)
Teixeira dos Santos ao programa "Diga lá, Excelência".
Público, 2009.07.04

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Eu acreditava que sim. Que com o final da crise mundial, chegaria também ao fim a crise portuguesa, já que o governo, a começar pelo presidente do conselho, tem sido prolixo em declarações que afiançam que as nossas dificuldades estão todas plasmadas na crise intrernacional. E têm mesmo chegado ao ponto de dizer que estamos bem melhor do que a maioria dos países, inclusivamente da UE!!!

Que grande desilusão TS nos vem dar agora!

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2418. Já que rasgamos... rasguemos tudo!

É preciso "rasgar" o poder crescente dos muitos aprendizes de feiticeiro
que gravitam à volta dos gabinetes governamentais

José Pacheco Pereira, citado pelo Público 2009.07.04

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Até que enfim estamos de acordo. Já não era sem tempo!

Sim, acabe-se com tais parasitas.

E, já agora, por que não também rasgar, literalmente rasgar, o poder dos igualmente muitos peripatetas aprendizes de guru de pacotilha que por aí peroram por tudo quanto é sítio, sem que nada de verdadeiramente útil saído da sua acção seja conhecido?
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