Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

2876. Os gregos estão a começar a perceber...

Finalmente, quase dois anos depois, o bom senso, ou tão somente o senso comum, está a regressar às ruas e consciências gregas.

A agitação social, as greves sucessivas e desenfreadas, os tumultos diários, os saques infindáveis, a destruição imparável, o caos arrasador, a completa insanidade estão, por força das circunstâncias – que sempre tiveram muita força – a aproximar-se do necessário termo, para que possa haver lugar à indispensável reconstrução.

É, porém, caso para perguntar: será que os gregos ainda se vão a tempo?

Tenho por mim que sim, embora com bem maiores dificuldades e com uma crise de duração infinitivamente superior à que seria se se tivessem consciencializado da necessidade de actuar com calma, serenidade e trabalho conjunto, prescindindo de direitos e regalias não conformes com as possibilidades do país há ano e meio atrás,

Mesmo que não a tempo de recuperarem por inteiro o seu lugar na Europa comum, pelo menos teriam o ganho de terem aprendido, com a lição recebida, a não correrem atrás de miragens de vida fácil e despreocupada, sem trabalho e sem canseiras.

Sim, os gregos demoraram dois anos, mas estão a começar a perceber com quantos paus se faz uma canoa!

A demora parece não abonar muito a capacidade de apreensão grega, mas antes tarde do que nunca!

2876. Lápide

2875. Filme de terror

Portugal parece um filme de terror.

Não há um dia sequer em que a gente acorde, ligue o televisor e a notícia a correr não seja a de que mais um buraco ou uma vigarice ou uma carência de estarrecer tenha sido descoberta e posta a nu.

É na Saúde, é na Educação, é na Justiça, é na Economia, é no…

O meu pequeno-almoço, que felizmente é apenas uma torrada e uma “meia de leite” (em casa, claro, que não sou dessas mordomias, embora pudesse) é diariamente estragado com tais assombrações. E felizmente que é só aquilo, pois que se fosse mais substancial, corria o sério risco de ser rejeitado de imediato pelo estômago. E nem sou dos de mais fracos interiores…

Apre! Não há “backside” (para ser moderado) que aguente!

“Isto” estava mesmo a saque.

E, pelo que se vai ouvindo e lendo, há imensa gente com tempo de antena, que bem gostaria de que assim continuasse. A ideia prevalecente é a de que:

- Está tudo uma lástima! Isto precisa de levar uma grande volta, precisa de que alguém lhe deite a mão e endireite a coisa. Mas… atenção aos bólides! Que cá na minha baiúca ninguém se atreva a mexer. Vou aos arames e faço um escarcéu dos diabos!

Além de ninguém ter culpa de nada, de ser sempre o imaterial “eles” – essa cáfila – os causadores dos mal geral, os sacrifícios têm de ser justamente repartidos por todos “eles”, continuando estes “eles” a ser outros que não aqueles mas também não “eu” ou ”nós”, como se “eu” e “nós” tivéssemos estado estes anos todos emigrados e tivéssemos vindo apenas agora até cá, para ver a bola e os primos, após o que regressaremos à condição de “emigra”.


Como perguntava o outro:

- Que mais “irá-nos acontêcê"?

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

2874. Afinal, havia alternativa!

Click, para ampliar


O tráfego na A22 diminuiu 49% (atenção, leu bem, 49%), relativamente ao que era antes da introdução das portagens.

Significa isto evidências que ficam à vista de quem não se deixa ir em ondas de demagogia:

1. Afinal, sempre havia alternativa. A En125 está a servir para isso.

2. Os condutores não tinham tanta pressa assim de se deslocar. Se tivessem continuariam a utilizar a A22;

3. Nem sequer estão interessados na maior segurança com que circulam em auto-estrada. Na EN125, tanto peões como automobilistas correm indubitavelmente mais riscos;

4. Nem sequer igualmente reclamavam verdadeiramente por causa do custo das portagens. Os trajectos pela EN125 acabam por ficar tão caros – ou mesmo mais – do que pela A22. Se fizerem as contas ao gasto de combustível, de pneus, pastilhas e óleo de travões, suspensões, etc., com o pára-arranca, e mais ao tempo gasto nos trajectos e aos riscos físicos envolvidos, talvez constatem que mais valerá continuarem a circular pela A22.

5. E se tiverem atenção ao muito maior desgaste físico e emocional que sofrem na En125, de imediato encontrarão razões para voltarem de imediato à A22.

O problema é que ninguém se mete a fazer contas, atitude normal. Na infrene demagogia que grassa pelo País, perdeu-se a noção das coisas e a razão é coisa que não importa. Atende-se ao que parece, não ao que efectivamente é. E vai-se atrás do primeiro cretino que, por razões meramente políticas – não económicas – arrasta multidões para aventuras desastrosas e sem causa.

Há, contudo, algo que apontar à introdução de portagens em várias auto-estradas do País: o preço, demasiado alto.

Na verdade, é absurdamente elevado o preço a pagar. E não se justifica tais tarifas, que deviam ser baixadas para preços adequados á situação, aos rendimentos da maioria dos utentes e ao próprio País. Preços ajustados ao país que somos, não ao país que alguns julgam que somos.

No caso particular da A22, entendo que deveria ter sido substancialmente melhorado o piso, já que aquilo não é asfalto de auto-estrada que se preze.

sábado, 28 de janeiro de 2012

2869. Os fantásticos livros voadores

Os fantásticos livros voadores de Mr. Morris

- Vídeo de colecção -

(link obtido através de Marco Valle Santos)

2868. Profes...

Click na imagem, para ver, ouvir e estarrecer!!!


Pois é...

Estas são perguntas de algibeira. Qualquer borra-botas as devia saber. Todas elas...

Estes são os professores dos nossos filhos e netos.
(não sei se reparou que há por ali caras muito conhecidas...)
E reivindicam... e reivindicam.... e reivindicam... direitos, direitos e mais direitos.
E os deveres?

Mas não se ponha a gozar, porque lá em casa os papás ainda são piores.

Coitados dos putos! Como é que podem aprender alguma coisa de jeito?
E como é que poderão ser cidadãos verdadeiramente úteis ao País?

Desde o berço - e depois na escola - que não lhes é dada a menor hipótese!..

http://sorisomail.com/partilha/218598.html

(recolhido através de um post de Abel Lameiras)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

2867. Números que elucidam...

Números…

Percentagem do orçamento familiar mensal gasto a “comer fora”:

PORTUGAL – 9,5%
UE – 4%

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

2866. Petições e petições...

Está a ser muito propagandeada uma petição que por aí corre a pedir a demissão do Presidente da República, por ter dito algo que só o coloca mal a ele.

Então e que me dizem a esta, que não resulta de meras bocas?

http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N9288

2865. Dois temas incómodos: PGR e auditoria

D e um modo geral, estou de acordo com a forma de actuação do actual governo. É certo que discordo pontualmente de um ou outro aspecto mas, na generalidade, entendo que a actuação é mesmo a que teria de ser.

Designadamente com a quase nula informação acerca do que está a ser feito. Não gostaria de ver reinstalada a propaganda, estilo “Secretariado Nacional de Informação, vulgo SNI”, do tempo da “outra senhora” e que esteve em edição revista, aperfeiçoada e aumentada de 2005 a 2011, mas gostaria de ver que o governo se decidia a informar os cidadãos do que está a e se propõe fazer a curto e médio prazo. Isto porque já muitas medidas de fundo foram tomadas. Medidas que vão alterar profundamente o modo de estar e actuar de organismos e instituições. E, no entanto, ninguém sabe que foram tomadas e estão a ser executadas.

E a prova de que essa falta de informação – que não de propaganda cavilosa – é uma realidade, está na constatação de que diariamente se lêem na Net, se ouvem nos cafés, referências – feitas por quem apenas pretende justificar o injustificável que veio do antecedente e manter o status quo que nos trouxe a esta triste e vil miséria em que estamos – a situações que já foram alteradas. Porque essas alterações foram acontecendo mas delas ninguém informou positivamente ninguém.

* * *

Há, todavia, dois temas a que considero absolutamente essencial que o governo deite mão e, até hoje, nada consta ter sido feito e, pelo andar da carruagem, nada será mesmo feito.

Um deles poderá ser considerado de menor interesse, mas não penso assim, porque entendo que, sem ele resolvido, nada na justiça criminal mudará substancialmente. Trata-se da substituição do actual Procurador-Geral da República.

Na verdade, mesmo que se tratasse de pessoa cuja actuação merecesse amplo consenso, a sua manutenção seria muito discutível pelas evidentes ligações que sempre teve a um status quo que estamos a pretender dar termo urgentemente.

Acontece, porém, que o consenso mais generalizado que existe acerca da pessoa que ocupa o cargo e a sua actuação no exercício mesmo, é o de que, pelas provas de que tem dado, nada mudará de substancial enquanto se mantiver em funções. Trata-se de um estilo de actuação que seriamente conflitua com valores que se pretende ver salvaguardados na sociedade portuguesa.

Assim, não se percebem os motivações que levam a que, da parte do governo, que deve propor, e do Presidente da República, a quem cabe a nomeação e a destituição, se mantenham inactivos, sem sequer reagirem às provocações que Fernando Pinto Monteiro já pública e sem peias lhes dirigiu. Também este assunto deveria ter sido explicado, por quem de direito ou mesmo por interposto porta-voz, ainda que não oficial. Porque nós só pretendemos entender…

O outro tema é ainda mais incompreensível. Trata-se da não concretização da auditoria às contas públicas.

Torna-se de muito difícil aceitação – ainda que imbuídos de quilotoneladas de boa vontade – a passividade demonstrada pelo governo neste capítulo.

Para além da constatação, que a todo o momento pode acontecer, de que “quem o inimigo poupa às mãos lhe morre”, uma questão de dignidade nacional deveria ter imposto a realização dessa auditoria como primeiro passo desta nova governação.

Não só para que todos os Portugueses saibam da real dimensão da tragédia, como para que igualmente todos os Portugueses se capacitem da necessidade de tudo fazer para evitar que volte a acontecer.

A constante descoberta de “buracos”, dívidas e fraudes, a prolongarem-se ad infinitum só vem dar razão a quem se mostra desagradado com tal inacção.

Acresce que, como as coisas estão, por falta da atitude necessária, há rios de gente incapaz de compreender – muito menos de aceitar – a necessidade de mudar de vida. E nem sequer o conhecimento semanal das fraudes se mostra suficiente para que os cidadãos em geral se apercebam da crua realidade.

Na verdade, como se pode pretender que as pessoas adiram a uma nova postura político-social e institucional se duas das medidas essenciais a uma mudança imposta pela dignidade nacional nunca foram postas em prática?

Também sobre este tema, situado no cerne de toda a situação deplorável em que vamos vivendo, mister é que o governo se pronuncie e tudo faça para que o Presidente da República o faça também, como lhe compete, ao mesmo tempo que se deixa de saídas de mau gosto acerca de proventos insuficientes e outras gracinhas que tais.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

2864. A descomunal fraude

F oi hoje dada a conhecer ao cidadão comum mais uma faceta deste belo rincão à beira-mar plantado.

Mais uma dúvida monstruosa, mais uma fraude gigantesca.

Desde Junho do ano passado até ao presente, portanto há sete meses, que andamos nisto. Não há semana alguma – uma que seja! – em que, vinda das profundezas das pantanosas águas em que nos movíamos, não venha à tona mais uma verdadeira dejecção de indignidade e ignomínia.

São dívidas e fraudes na Educação, são fraudes e dívidas na Justiça, são dívidas e fraudes na Saúde, são fraudes e dívidas na Banca, são dívidas e fraudes no Comércio, são fraudes e dívidas na Indústria, são… o diabo a sete de dívidas e fraudes por tudo quanto é sítio.

E são dívidas e fraudes de entidades públicas e fraudes e dívidas de entidades privadas. Não parece haver entidade ou actividade pública ou privada em Portugal que não se descubra estar minada de dívidas e fraudes.

E são dívidas e fraudes praticadas por pessoas colectivas e individuais, pessoas com responsabilidades ao nível do Estado e gente com responsabilidades a nível privado.

Tem sido um desfile de verdadeiros criminosos a nível, repito, oficial e particular, grupal ou individual.

Portugal é um susto! Mais do que um susto, Portugal é um horror!

E, por muito que haja sempre quem se queira pôr fora destes comportamentos do foro criminal, o que é certo é que, pelo caminho que as coisas levam, ninguém vai escapar ou, quem, porventura, acabe por escapar, imediatamente será erigido à condição de autêntica aberração.

A questão que se põe só pode ser uma: como foi possível chegar-se a uma tal situação?

E como é possível que, assistindo a todo este cortejo de infâmias, haja ainda gente inescrupulosa a atrever-se a exigências que não se contenham na de que tudo seja esclarecido, responsabilizando-se quem responsabilizado deve ser e congregando-se esforços no sentido de o mais rapidamente possível sairmos desta indignidade?

Portugal, a imensa fraude!

Que mais nos estará ainda reservado no fundo do cálice cujo fétido conteúdo vamos ter de sorver, queiramos ou não?

Adenda:
E nem sequer falei nas autarquias. Quantas câmaras estão falidas, quantas?

2863. Aldeia Global Portuguesa (15) – Magalhães, Gama, Cabral e Colombo


Aldeia Global Portuguesa (15) –
Magalhães, Gama, Cabral e Colombo


I mediatamente após Henrique, o Navegador, a cuja visão estratégica de eleição ficámos a dever a nossa projecção no mundo dos sécs XV e XVI, estes são os homens que nos deixaram – e a toda a Humanidade – um legado inigualável: o conceito e sua tradução palpável de aldeia global que desembocou, cinco séculos após, no de “globalização”, hoje em dia tão esgrimido como se de proeza só possível devido aos grandes avanços tecnológicos do séc. XX se tratasse.

De facto e por ordem de grandeza de realização, de espírito de intrepidez e missão sem igual, com repercussões em todo o planeta e para todo o sempre, Fernão de Magalhães, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e Cristóvão Colombo podem, sem exagero, ser considerados os nomes maiores da epopeia marítimo-planetária do povo afirmativo que fomos e que não podemos deixar que tenha perecido.

Cada qual com as suas motivações pessoais, mas um desígnio nacional comum, com a sua idiossincrasia individual, mas imbuído do espírito de
procura de maior conhecimento e reconhecimento do seus país, contribuíram de forma decisiva, impossível de igualar, para que o nome de Portugal e a força e tenacidade dos Portugueses ficassem para sempre ligados a uma proeza humana só igualada pela conquista do espaço sideral e, mesmo assim, esta talvez menos arriscada e certamente menos imprevisível, em busca e derrota do Desconhecido, do que a de quinhentos.

A proeza de Fernão de Magalhães, nascido na transmontana Sabrosa, é mesmo única e jamais sequer replicada. A viagem de circum-navegação, exploratória do globo terrestre é uma epopeia ainda hoje sem par. Arrostou com o desconhecido mais desconhecido, vencendo-o, apenas se deixando derrotar, já com todo o perímetro do globo explorado, em batalha inglória e escusada.

Vasco da Gama, de Sines, o herói ocasional, venturoso como o rei que serviu, já que terá substituído o irmão mais velho, Paulo da Gama, no comando da armada saída de Belém a caminho de Calecute, trouxe, com a sua odisseia, uma prosperidade jamais sonhada a Lisboa que a fez tornar-se o burgo mais importante da Europa, apenas rivalizado por Sevilha e, por extensão, a toda a Europa.

Pedro Álvares Cabral, natural de Belmonte, chegou às que baptizou como Terras de Vera Cruz, que iriam trazer ao País riquezas que só não foram infindas porque mal geridas, desaproveitadas e muito malbaratadas, e ao mundo um novo país que está fadado para dar muitas cartas ao mundo.

Finalmente, Cristóvão Colombo, considerado natural de Génova, Polónia, Galiza e sabe-se lá de que mais, é provável e prosaicamente natural de Cuba, no Baixo Alentejo. Independentemente, porém, do local de nascimento, o que é certo é que a sua formação como marinheiro e explorador de continentes é feita em Portugal e apenas ocasionalmente se pôs ao serviço dos Reis Católicos, por não ter conseguido em Portugal recolher o apoio de que necessitava para a empresa a que pretendia meter ombros: chegar a continente americano, por alturas da Ilha de Hispaniola (Cuba, em muito possível e natural homenagem á terra que o terá visto nascer, como era hábito à data), quando procurava forma de chegar às especiarias da Índia navegando para Ocidente.
Admite-se, porém, que o mais provável é que é que Cristóvão Colombo fosse Salvador Gonçalves Zarco, filho de João Gonçalves Zarco, navegador português que, com Tristão Vaz Teixeira, foi o primeiro a chegar ao arquipélago da Madeira.


Estes, pois, os quatro grandes heróis da epopeia marítima portuguesa de quinhentos. Outros houve, de valia muito semelhante, mas realizações destes sobrepuseram-se às de todos os demais.

São eles, com a figura de Henrique, o Navegador, seu mentor e patrocinador, os mais representativos nomes do início da actual tão celebrada globalização, então apenas e somente Aldeia Global Portuguesa, inspiradora da aldeia global planetária.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

2862. Afinal, de quem é a culpa?

Qu’é lá isso?

Nada de atirar a culpa de tudo para cima do corneteiro de Afonso Henriques…

Nos primeiros tempos da fundação da nacionalidade, no fim de uma das renhidas batalhas, Afonso Henriques estipulou que as suas tropas, desde o mais alto general até ao praça mais raso, poderiam legitimamente saquear tudo o que encontrassem, desde o toque do seu corneteiro para “saque” até ao toque de “fim de saque”.

Porém… (há sempre um “porém” ou um “mas” ou um “todavia” ou um “contudo” nesta terra…) fruto de alguma maleita ou ferimento, o dito corneteiro finou-se, logo após o toque de “saque”.

Pois bem, até hoje, ninguém o substituiu, pelo que o toque de “fim de saque” não soou e, pelos vistos, dificilmente soará.

Alto! Afinal, a culpa sempre é mesmo do raio do corneteiro!... Não podia ter morrido um bocadito mais tarde?

Já agora:

Não haverá por aí alguém que saiba o malfadado toque?

2861. Marieta & Julieu - O luso chico-espertismo

Click na imagem, para ver a solução

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

2860. Stop being lifetaker...

Há já bastante tempo que pura e simplesmente não vejo telejornais nem sequer os da hora do almoço.

Vejo as notícias da manhã, durante o pequeno-almoço, apanho uma indigestão de lugares comuns e muitas notícias não apenas divulgadas mas também “fabricadas”, em que as tvs do burgo são especializadas e decido que “por hoje chega, porra!” (peço desculpa pela liberdade de linguagem, mas não encontro forma mais assertiva de expressar o que sinto).

Portanto, antes do jantar, se não estou com outra ocupação ou aqui a “amandar bocas” (algumas para agitar meninges – as minhas e as alheias) dedico-me a ver alguns documentários pescados aqui ou ali ou a ler. Após o jantar, vemos algumas séries e um ou outro filme, oaristamos um pouco (sim, ao fim de 41 anos ainda o fazemos…), até que chega a hora de descansar o corpo dos solavancos e malhação quotidianos e… até amanhã, que já é tarde e chega!

Hoje, porém, minha mulher apareceu-me de supetão, toda alvoroçada, dizendo:

- Liga para a TVI, que vais ficar animado. Parece que alguém no País pensa como tu. Gente nova, ainda por cima. Não há dúvida de que a idade não é registada no BI…

Liguei. E o que vi deixou-me “maravilhado”!

No final do “Jornal das 8” foi apresentado o “Repórter TVI”. E, imagine do que se lembraram eles de reportar!

Pois bem. Apresentaram uma série de gente dinâmica que, em vez de se “luso-coitadar”, arregaçou mangas e pôs-se a trabalhar – “trabalhar muuuuito”, como eles disseram – e, surpresa das surpresas, singraram na vida e na vida estão a singrar.

Uma reportagem a rever, sem dúvida. Também porque, além desses, mostrou mais uns quantos que, ouvidos sobre a possibilidade de um dia fazerem o mesmo, logo atalhavam que, “Nem pensar! Quero lá ter chatices!” Eu quero é ser empregado por contra de outrem que é melhor, dá menos trabalho”.

E eu embasbacado com tudo aquilo e a mulher a dizer-me:

- Ouve cá, por que estás com essa cara? Afinal não é o que tu sempre tens dito? Que o problema está em que a maioria não quer fazer nada, apenas ter um emprego? Não andas há não sei quantos anos a “pregar no deserto”, como dizes? Ora, pois aí tens. É isso. Há mais gente a pensar como tu. Alegra-te, homem, porque pelo menos tens na tua equipa os que querem ajudar a levantar o País!...

Pois sim, ela falava bem, mas eu estava já em vias de pensar que, salvo raríssimas excepções, todos queriam a papa feita e os direitos assegurados, sem que os deveres tivessem algo que ver consigo.

Abreviando, até porque não são precisas grandes congeminações para se chegar ao âmago da questão, tudo o que vimos na reportagem pode ser resumido nas palavras de um interveniente. Vai em inglês, porque essa língua tem uma capacidade de síntese que outras não têm, mas eu depois dou, para quem julgue necessitar, o significado corrente, em tradução expedita:

- Stop being lifetaker; start being lifemaker! (Deixe de ser tomador/recebedor de vida; comece a ser fazedor de vida)

Ao que, se me é permitido, acrescentarei de minha lavra:

- Otherwise, beware of the undertaker! (caso contrário, atenção ao coveiro)

Got it? (Captou?)




2859. "Sei o que assinaste em Maio passado", pá!...

Pois.

O problema é o queijo que é tão saboroso que há gente que não resiste a empaturrar-se dele. E também não hesita em usar de má fé em público.

Este vídeo é verdadeiro Serviço Público do 31 da Armada.

Aparecerá agora algum deles a alegar ignorância? Que, aliás, não aproveita a ninguém...

Click na imagem, para recordar e conferir a má fé

2858. Retrato do País quando jovem cão…

Retrato do País quando jovem cão…

Num dos inquéritos que por aí estão sempre a correr em jornais e outras publicações, faz-se a seguinte pergunta:

- Concorda que os dias de "ponte" sejam descontados nas férias?

Imagine que há 55% de respondentes afirmando que sim.

Os restantes 45% acham que não.

É possível a alguém ir à caça assim?