Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

2836. A lusa "coitadice"


As nossas responsabilidades
e a lusa “coitadice”


A ideia prevalecente em Portugal de que o Estado tudo tem que dar e os cidadãos nada têm que retribuir, de que o Estado, que são todos os Portugueses, tem deveres para cada um, mas cada um apenas tem direitos que devem ser integralmente satisfeitos, além de abusiva e, mais do que isso, profundamente desestabilizadora, chega a ser terrorista.

É contra essa onda destruidora da força de uma nação que temos de lutar. É desse propósito que este grupo pretende ser uma parcela.

Porque, se todos se compenetrarem do lugar que na sociedade envolvente lhes cabe e dos direitos, mas primeiro que tudo, dos deveres a que estão moral e civicamente obrigados, a vida será mais fácil para todos, o País será logo outro, mais justo, mais social, mais democrático.

Não é, como tem sido ao longo de décadas já, uma sucessão de erros de educação cívica, de facilitismo, de demissões do papel de pais, de educadores, de governantes, de gerações de jovens habituados a ter tudo sem que se lhes exija o mínimo esforço – daquele que gente de princípios sociais e morais, cívicos, enfim, sabe que deve despender – que vai mudar o nosso futuro, em ordem a que, pelo menos, inverta o rumo que leva e se aproxime um pouco daquilo que deve ser.

Os milhões da UE, que desde há um quarto de século (repare-se, há um quarto de século!) têm jorrado sobre o País, sobre todos nós, foram, a um tempo, bênção e maldição.

Bênção, porque deles muito precisávamos para darmos outra cara ao País, modernizando-o e colocando-o entre os realmente civilizados e progressivos. Isso foi feito até determinada altura.

O problema manifestou-se quando se caiu no laxismo, no despesismo, no deixa-andar, na indolência, no xico-espertismo da vida fácil à custa do dinheiro e dos recursos postos à disposição do esbanjamento, no vício do subsídio justificado e injustificado, no bodo a todos, carenciados ou não, sem qualquer filtro, na ausência de fiscalização dos abusos e punição dos abusadores, na falta de condenação de corruptos e corruptores, por força de normativos iníquos, na inoperância dos tribunais, por estruturas anquilosadas e legislação permissiva ao ponto do absurdo, que criaram na sociedade portuguesa um clima de impunidade sem precedentes. “Se todos fazem, porque não eu também? Acaso serei menos do que todos, porventura, mais estúpido?”

Chegámos então à maldição. Maldição porquê? Porque, com tantas benesses, com tanta fartura sem um mínimo de esforço honestamente suado, convencemo-nos e, bem pior, deixámos que os nossos filhos se convencessem de que o "el dorado" dos fundos comunitários constituíam "direito a que tínhamos direito" só pela circunstância de termos nascido.

Uma tal postura tinha que resultar em desastre. Que foi agravado até ao absurdo por governantes mal preparados e muitas vezes cheios da arrogância própria dos ignorantes, metidos nas vestes da prepotência, do descaramento inaudito, da completa imoralidade, enfim.

Maior desastre não podia ter-nos acontecido.

Mas – e aqui bate verdadeiramente o ponto – temos gravíssimas responsabilidades no sucedido e delas não podemos eximir-nos. Não só pelo comportamento pessoal, como pelo que tiveram ou têm os nossos políticos, “maxime” os governantes.

É que eles mais não são do que nós com a fatiota política envergada. Eles somos nós uma vez eleitos, quantas vezes sabe-se lá como. Ou alguém pensa que não tem havido e continua a haver, entre eles, muitos que pensaram como tantos de nós pensam agora (“os políticos são uns malandrins, nós somos outra gente…), enquanto aos degraus do Poder não chegaram e, uma vez chegados…?

A massa de que são feitos é a massa que nos enforma. Não são melhores nem piores do que nós. São "nós".

Isto fica dito de forma muito linear, devendo-se a opção à intenção assumida de chegar ao maior número de pessoas e não apenas às mais privilegiadas.

Uma vez aqui, não restam alternativas.

Ou corrigimos o nosso actual rumo e corrigimos as crianças que estão à nossa guarda, incutindo-lhes noções de fraternidade, igualdade e solidariedade, com a devida correspondência no comportamento social perante o outro, o semelhante, e perante todos, a sociedade, e, com isso, mudamos de vida de uma vez por todas, podendo aspirar a um futuro menos opressor – porque seremos melhores cidadãos e cidadãos melhores formaremos – ou estaremos condenados às chamas eternas do inferno de uma apagada e vil tristeza, de que, há séculos já, falava o Poeta.

Se o fizermos, se nos esforçarmos, acabaremos por ter políticos mais preparados e decisores mais competentes, construindo a sociedade justa e verdadeiramente democrática que até hoje não lográmos obter. Está apenas nas nossas mãos porque, aceitemos ou não, para lá da circunstância envolvente, o homem é produto de si próprio, isto é, faz-se por si, pela sua vontade.

Tudo isto sem esquecer, evidentemente, a famosa e, a todos os títulos, ridícula e assassina, “coitadice dos Portugueses”, que nos leva a responsabilizar o “outro” por tudo quanto de mau nos acontece e a nós, coitadinhos… coitadinhos…, dispensa de muitos trabalhos e esforços.

Ruben Valle Santos
2011Jan11

2835. O ego português


O ego português

“Os espanhóis adaptam-se aos novos tempos com maior facilidade do que os portugueses. Os portugueses regressam das suas viagens ao outro lado da fronteira entusiasmados com a forma como tudo funciona, com a vitalidade de Espanha, com as oportunidades, com a sofisticação, Portugal continua preso ao passado, sedentário e incapaz de se livrar dos seus costumes derrotistas. Não aproveitou as oportunidades que vieram ao seu encontro, nem ao nível oficial, nem entre o público em geral. Uma amiga minha portuguesa, de férias durante um ano, aproveitou cerca de uma semana para percorrer de carro a orla da enorme Barragem de Alqueva, no Sudeste de Portugal, que ultrapassa a fronteira para o lado de Espanha. Ela e o seu pequeno grupo deram a volta ao lago do lado português (pagando «15€ por cabeça», em dinheiro, por quartos em casas particulares) e encontraram aldeias que não tinham mudado muito durante décadas, à excepção de agora se encontrarem junto a uma enorme massa de água. Do lado espanhol do lago, entretanto, as aldeias tinham construído cafés junto da água com frondosas esplanadas, parques infantis e áreas de tomar banho, aproveitando ao máximo o potencial do local.”
(Barry Hatton, “The Portuguese – A Modern History”, edição portuguesa Clube do Autor, 3ªedição – Junho 2011.)

* * *

São textos-descrição como este – de um inglês, correspondente em Lisboa da United Press International, a viver, com a mulher e filhas portuguesas, em Portugal há mais de 20 anos e profundo conhecedor do país e das suas gentes, de que é amante confesso – que eu ambiciono ver desaparecerem de uma vez por todas, tanto de letra de forma como de conversas sociais, e não apenas sociais, por esse mundo fora, especialmente na Europa de cujos registos administrativos oficiais fazemos parte, mas cujos povos continuam a opor grande resistência a nela efectivamente nos integrarem.

Porque eles, os textos, são muito agressivos para o nosso ego, mas apenas porque o nosso ego não é por nós próprios satisfeito. Temos muito ego nacional, mas apenas discursivo. E esperto, mas não inteligente, porque não resistimos a continuar à espera de que ele seja satisfeito por outrem que não nós próprios. Ego prenhe de esperteza que parece ter nascido ali para as bandas da Malveira (sem ofensa para os malveirenses que parece terem recebido, com toda a certeza injustamente, uma catalogação que deveria ter sido atribuída a muito mais gentes deste rincão pré-europeu).

Porque eles, os textos, nos descrevem com muito mais precisão e honestidade do que gostaríamos. O que, por via de regra, neles nos enfurece não é a mentira, sequer a visão imperfeita do que somos; o que realmente nos enfurece é neles nos reconhecermos e não gostarmos do que descobrimos.

O exemplo das margens portuguesa e espanhola do lago de Alqueva é bem elucidativo das mentalidades de gentes fisicamente tão próximas e, no entanto, tão afastadas na postura de vida. A nascente (nascendo…) o espírito empreendedor espanhol, independente e construtivo; a poente (morrendo…) a dependente postura portuguesa, incapaz de construir por si própria, sempre na expectativa de que alguém, maxime o Estado, faça o que só a ela compete fazer.

Se ressuscitasse, agora português e em Portugal, John Fiztgerald Kennedy logo morreria de novo, desta vez de desgosto irreparável. De que lhe iria valer a célebre frase de aglutinação de vontades, de congregação de empenhos no desenvolvimento do País “… não perguntes o que é que o País pode fazer por ti; pergunta, isso sim, o que é que tu podes fazer pelo País!” ?

Não, não quero ler mais textos destes. Não porque estes escritores sejam banidos do nosso meio, mas sim porque não mais os possam escrever, por falta de material que os consubstancie.

RVS
2012Jan12

2834. Grupo "Salvar os Portugueses..."


Fundei no Facebook o grupo "Salvar os Portugueses de si próprios, para salvar Portugal".

Porquê "salvar os Portugueses de si próprios"?

Porque desde praticamente o final do séc. XVI, instalou-se nas mentalidades portuguesas, de forma geral, uma visão derrotista do País e das suas gentes que em nada contribui para a debelação de crises como a que vivemos actualmente, muito servindo, pelo contrário, para nelas mais nos afundarmos.

Há que combater esta terrível tendência. Há que lutar contra a maré derrotista, contra a "lusa coitadice". Numa batalha sem trégua, em que os mais de vontade mais fraca hão-de perecer. Irremediavelmente.

O grupo está aqui -> http://www.facebook.com/groups/salvarportugueses/


sábado, 7 de janeiro de 2012

2832. As vigarices no apoio judiciário


««« Portaria, recentemente publicada, determina que as secretarias dos tribunais confirmem junto do Instituto de Gestão Financeira e de Infraestruturas de Justiça as informações remetidas pela Ordem dos Advogados, referentes ao pagamento das compensações devidas aos advogados oficiosos.

O pagamento das compensações deverá ser processado pelo instituto tutelado pelo Ministério da Justiça até ao termo do mês seguinte àquele em que foi confirmado no sistema pela secretaria do tribunal. Também a consulta jurídica será paga de acordo com novas regras – o cliente tem de assinar uma declaração a atestar que a consulta jurídica lhe foi prestada.

A portaria determina ainda a realização de auditorias ao sistema de acesso ao direito para os mais carenciados e também aos tribunais.

“Sistema torna a Justiça ainda mais lenta”
António Marinho Pinto, levanta reservas à eficácia das medidas anunciadas pela ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, para moralizar o sistema de pagamentos aos advogados oficiosos. “O Sistema só irá tornar, a Justiça ainda mais lenta”, disse. “As secretarias dos tribunais já tiveram a função de confirmar o trabalho dos advogados, mas acabou por lhes ser retirada porque não possuíam meios para controlar”, referiu. “As secretarias estão envolvidas com mais de cem mil processos por ano, pelo que uma medida deste tipo revela enorme falta de respeito pelos tribunais e também pelos advogados a quem o Estado deve 30 milhões de euros”, disse. »»»»
(Respigado do blog Advogadaalmada)

* * *

Será preciso mais alguma demonstração da fé com que Marinho e Pinto actua também neste caso?

Por que carga de água quer a esfalfada criatura impedir, a todo o custo, fiscalização absolutamente indispensável?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

2828. Manifestações

In italiano

In Europa, ogni manifestazione del Gay Pride avevano 100.000 persone.

Ogni manifestazione contro la Corruzione avevano 2.500 persone.

Questo significa che ci sono più persone in lotta per il diritto di prendere nel culo piuttosto che non essere scopata.

* * *

In English

In Europe, every manifestation of the Gay Pride had 100,000 people.

Each demonstration against Corruption had 2,500 people.

It means that there are more people fighting for the right to take in the ass than by not being fucked.

* * *

En Français

En Europe, chaque manifestation de la Gay Pride a eût 100.000 personnes.

Chaque manifestation contre la corruption a eût 2.500 personnes.

Cela signifie qu'il ya plus de personnes qui luttent pour le droit de prendre dans le cul que par ce de ne pas être baisée.

* * *

En Español

En Europa, cada manifestación del Orgullo Gay tuve 100.000 personas.

Cada manifestación contra la Corrupción tuve 2.500 personas.

Esto significa que hay más gente que lucha por el derecho a tomar en el culo que por el de no ser follada.

* * *

Em Pudiquês

Na Europa, cada manifestação do Orgulho Gay teve 100.000 pessoas

Cada manifestação contra a Corrupção teve 2.500 pessoas.

Isto significa que há mais pessoas a lutar pelo direito de abafar a palhinha do que pelo de não ser lixado.

2827. Disciplina, bem inestimável

Pausa... para um pouco de humor
Disciplina,
bem inestimável



2826. Noi, i inculati



Eu traduzo:

Dois homens nus, um atrás do outro.
Devíamos ter percebido logo que o Euro nos iria sodomizar a todos!

E o pior é que, agora que a coisa está feita, se dele sairmos, acontece-nos o mesmo...

Oh, porca miséria!



( click na imagem, para ampliar e ler tudo )

domingo, 1 de janeiro de 2012

2825. As porcalhices dos habituais

Imagine-se que os porcalhões habituais já têm a lata de atribuir a Sócrates os méritos da venda de cerca de 21% da EDP aos chineses.

Quando o actual governo decidiu privatizá-la, aqui d'el-rei que se está a vender a pátria. Como o negócio foi excelente e se perspectivam outros igualmente na mesma linha, rapidamente inverteram o caminho e tudo se deve ao vilarista, porque ele é que é o amigo dos chineses.

São porcalhões, na verdade... Sem um pingo de vergonha na cara.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

2824. A fama que vem de longe...

2823. Tempo de aguentar !

"Exigir-se" que a economia cresça rapidamente, como se ouve por aí, da boca até de gente que tem a obrigação, pelas responsabilidades que tem, de saber que tal não pode ser exigido, é bem demonstrativo do patamar de demagogia a que chegámos.

Como se pode pretender que a economia cresça de um momento para o outro, como que por acção de varinha de condão, se os parceiros com quem mantemos mais chegadas relações comerciais estão, eles também, em crise grave?

Talvez obrigando-os a comprarem "produtos que não produzimos" não?

A hora é de aguentar com o cinto bem apertado, cortar ao máximo em tudo quanto não seja absolutamente indispensável, "comprar e vender nacional" e esperar por melhores dias na economia europeia para que dessa melhoria possamos também colher frutos.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

2822. Perdoname !

Pausa... para dar lugar à música


Pablo Alborán e Carminho

Perdoname

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2821. Dois milhões de euros por hora !

Desde 2000 Portugal endivida-se
a 2 milhões de euros/hora”

Daniel Bessa, JN, 28Dez2011


* * *

Já alguém se meteu a fazer as contas?

Claro que não, porque ninguém quer saber coisíssima nenhuma.

Quem quiser que trate disso e os “ricos” – que em Portugal não são mais do que três – que paguem a crise.

O que é preciso é reivindicar! Reivindicar?! O quê?! Tudo! E mais qualquer coisa, pois então! Temos esse direito. E os deveres? Quais deveres?! A gente tem é direitos! O direito a ter direito!

Lendo as opiniões que por aí circulam around the clock, rapidamente se chega à conclusão de que muitos de nós – a grande maioria dos que têm acesso a meios de difusão e o usam – se estão pura e simplesmente marimbando para tão assustadora realidade.

E, pior ainda, não aprende com os erros passados. O que é evidente demonstração de incapacidade de ser bom para si próprio, ie, de burrice congénita. Para além de má fé militante.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

2820. As férias suplementares

De como a situação chegou ao que chegou em Portugal. Um exemplo.

Está lançada a polémica quanto à eliminação dos três dias de férias suplementares, por, digamos, bom comportamento.

Recuemos um pouco e relembremos a história.

Tudo começou quando um pateta qualquer num governo de idiotas se lembrou de “premiar” os funcionários públicos com mais de, salvo erro, 55 anos de idade, com um dia de férias suplementar, ou seja, em vez de ficar com o direito a gozar 22 dias de férias por ano, gozaria 23. Quem tivesse mais de 60, gozaria 24. O “prémio” seria de 25 para quem tivesse mais de 62 anos.

O prémio só seria atribuído a quem, além daqueles requisitos, fosse assíduo ao local de trabalho, isto é, não faltasse ou faltasse pouco.

Só o enunciado é já ridículo. Quem não tenha faltas ou falte pouco!!! Ninguém jamais soube qual era a previsão do “faltar pouco”. Um dia por ano, por mês, por semana, por dia?!…

Repare-se que o prémio é devido só por “estar” no emprego. Não por “trabalhar”; menos ainda por produzir!

Desde logo, se levantou a questão de saber por que carga de água os maiores de 55 anos tinham tal direito e os restantes não. Ou há Moral ou comem todos. Assim é que é.

Então, salvo erro em finais de 2004 ou inícios de 2005, a bagunçada foi estendida a todo o pessoal. Como é hábito em Portugal. Primeiro, abre-se a porta, beneficiando meia dúzia, para se criar o precedente e, de seguida, se escancarar tudo e toda a maralha entrar (no caso, sair, para o regabofe, evidentemente…).

É, no mínimo, caricato (socialmente criminoso, diria) criar-se o hábito de premiar quem cumpre aquilo a que está obrigado pelo vencimento ou ordenado que lhe é pago. Um tal “prémio” só possível de imaginar-se e de levar à prática em países de opereta, como Portugal tem sido de há cerca de década e meia para cá.

E, como este caso, há centenas similares e toda a gente acha normal. Tão normal, que vamos ver o histerismo que irá rebentar, apenas porque o governo quer regressar à sanidade e seriedade postural de decisores, empregadores e trabalhadores.

Trata-se, este, de mais um caso de evidente “calaceirismo” mesclado de “wiseguyism” e falta de noção de civismo a que assistimos no quotidiano português desde há muitos anos.

O princípio vigente é o de menos trabalho e mais regalias. Trabalhar cansa muito; folgar é que dá pica...

Depois, toda a gente se admira – e até parecem sinceros! – quando nos defrontamos com a situação indignificante a que nos fizeram chegar e também chegámos por responsabilidade inalienável.

Na verdade, como é possível termos chegado ao que chegámos, se somos todos tão bons rapazes, tão cumpridores, tão produtivos, tão, tão, tão, badalão?!...

22 Dez 2011
Ruben Valle Santos

Nota -

Já não recordo bem os anos de idade que era preciso ter para o direito às férias suplementares, mas não andava longe do que aponto. E não recordo bem porque na altura ainda estava ao serviço e marimbei-me sempre para tal idiotice, já que, durante anos e anos a fio, nunca gozei mais do que 20 dias de férias anuais (nos quais estavam incluídos sábados, domingos e feriados) e trabalhava diariamente das 7 às 16,30h, com meia hora de interrupção para almoço.

Durante este período, de cerca de 11 anos, ocasiões houve -- normalmente uma vez por ano -- em que foi preciso trabalhar ao sábado e ao domingo. Inteiros. Nestas circunstâncias foram-me pagas horas extraordinárias.

Noutro período da vida, que durou de 1980 a 1989, por outro lado, trabalhei diariamente até às 19 ou 19,30horas e frequentemente, até bem mais tarde. Foi muito frequente ir jantar às 22/23 horas. Sábados e domingos, nem se contam. E, em todo este tempo, jamais recebi um escudo que fosse de trabalho extraordinário.


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

2819. Coisas difíceis de ouvir

Verdade elementar é que Pedro Passos Coelho e o seu governo não criaram a miserável situação em que Portugal e os Portugueses se encontram, decorrente de, no mínimo, década e meia de erros e logros de governação, em muitos casos verdadeiramente criminosos;

Verdade elementar é que ambos estão APENAS a tentar resgatar-nos de tão humilhante condição.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

2818. A crise

A crise que grassa no País, já assola…

A uma semana do início do Natal, esgotou-se em todo o país o stock de perus – vivos e falecidos – indígenas e adventícios!

2817. Por que razão?


P
or que razão o primeiro-ministro não compreende que -- para falar aos Portugueses, a começar pela Oposição, a continuar nos vários "comentadeiros-entertainers" que por aí proliferam como cogumelos, a dissertar sobre tudo e mais qualquer coisa, generalistas de tudo e especialistas de nada, e a acabar no zé-cidadão -- não pode usar linguagem de verdade, porque ninguém a quer ouvir,
preferindo continuar a viver no logro permanente?


Há tantos anos que os Portugueses são alimentados com mentiras que dela não conseguem libertar-se, sem ela já não sabem viver!

Por que razão o primeiro-ministro ainda não percebeu que não pode dizer que, em face da "infertilidade" dos portugueses e das portuguesas, cada vez há menos meninos e meninas, pelo que não há possibilidade de dar emprego a milhares de professores, por falta de alunos que lhes caibam?

Por que razão o primeiro-ministro diz aos professores sobrantes que a única solução que lhes resta consiste em "reciclarem-se", mediante formação em outros ramos de actividade e aqueles que o não quiserem fazer e persistirem numa actividade em que são excedentes na ordem das dezenas de milhar, devem procurar leccionar em outras paragens?

Por que razão persiste em não mentir a todos, fazendo-os ouvir o que querem ouvir, ainda que o que querem ouvir seja uma descabelada endrominação?

Por outro lado, porque razão, neste caso dos professores, a Frenprof e o seu líder, sempre tão assertivos, tão competentes, tão cheios de "expertize" não o são aqui, propondo soluções que realmente sirvam os seus associados sem logro? Porque têm boa consciência de que, para este problema não há solução, para além daquelas enunciadas.

E, finalmente, por que razão a Frenprof, Mário Nogueira e os descontentes professores não se "empinam" com os homens e mulheres portugueses, incapazes de se erguerem e gerarem filhos que lhes proporcionem emprego?

Porque a raiz do problema está aí. Ou isto ainda não foi percebido, por faltar o desenho?

domingo, 18 de dezembro de 2011

2816. Auditoria ao Apoio Judiciário


Aqui fica o relatório da indecência que eles não queriam que se viesse a saber em praça pública. Enganaram-se na ministra!...


Auditoria ao apoio judiciário


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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

2815. Ubi est o carácter do PS?

A apologia do incumprimento do compromisso de pagar a dívida portuguesa declarada pelo vice-presidente da bancada parlamentar do PS, Pedro Nuno Santos, é mais uma das provas iniludíveis de que entrou naquele partido a total fatuidade, isto para não fazer uso de outro termo, sinónimo mas mais contundente.

A guerra surda que no Rato se trava entre os arrogantes compagnons de route do vilarista – agora “parisista” – e o ainda muito inseguro pessoal que lhe sucedeu está já plena de episódios rocambolescos, de comédia uns, de tragédia outros, numa peça trágico-cómica de extremo mau gosto.

Como se pode pretender que cidadãos comuns levem a sério a situação em que estamos e a necessidade de recuperarmos a nossa imagem de credibilidade e de dignidade nacional, se políticos que deviam ser os primeiros a apelar à responsabilidade de assumirmos, honesta e escrupulosamente, os compromissos a que nos obrigámos, de pagar dívidas que contraímos, não por culpa de outrem, mas por nossa exclusiva responsabilidade, se comportam desta forma?

Um tal apelo ao incumprimento é não apenas um erro político de consequências imprevisíveis para o partido do inconsciente político, como verdadeira indignidade.

Como é que políticos da linha e estreitas afinidades do vilarista que deu causa a tudo isto e foi parte principal no acordo celebrado, se permitem, com o maior descaro que imaginar alguém pode, vir a público apelar ao incumprimento da palavra dada?

Recusar a honradez de pagar o que se deve foi sempre marca distintiva somente reconhecível em gente que ignora o que é ter carácter.

O episódio parece vir dar razão a quem de há muito garante que o grande problema do Partido Socialista da era de Sócrates foi sempre – e parece continuar a ser -- mera questão de carácter.

16 Dez 2011
RVS

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

2813. O mistério desvendado

Mais dia menos dia, surge a explicação e o mistério deixa de o ser.

Sempre causou muita estranheza a movimentação imparável de Sarkozy enquanto discursa. Por que será que o homem não está quieto? – perguntávamos-nos todos.

Pois bem, em rigoroso exclusivo mundial, aqui fica a solução do mistério.

SARKOZY
O mistério desvendado

sábado, 3 de dezembro de 2011

2811. António Barreto fala de...


Greve geral de 24 de Novembro de 2011

Com os elementos que temos (…) estou convencido que foi uma greve eficaz nos transportes públicos, com a alguma eficácia no sector público e muitíssimo pouca adesão no sector privado.


Greve nos transportes, no mesmo dia

Uma greve, num sector falido, não melhora as coisas, agrava-as.

Os socialistas e a noção de como deixaram o País

(…) os socialistas sabem o que o PS fez no governo durante dez anos. Eles não o dizem, mas a maior parte dos socialistas sabe o amontoado de disparates e de erros cometidos e sabe da responsabilidade dos governos socialistas na situação em que nós vivemos. A maior parte sabe, em privado sabem, dizem que sim. Não querem admitir, porque não querem fustigar-se, não querem autoflagelar-se.

O actual PS

O Partido Socialista está em mau estado político, em mau estado moral, em mau estado mental.

A solução para Portugal

Sem União Europeia não há qualquer solução – vamos para a bancarrota e vamos ter uma vida negra durante muitas décadas.

Auditoria às contas públicas

(…) continuo a pedir sempre, sempre até que a voz se canse, uma auditoria às contas dos últimos dez anos.

Os Portugueses e o euro

(…) enquanto pertencermos ao euro a nossa queda de rendimento brusca será evitada. Saindo do euro vamos...

O igualitarismo básico na idiossincrasia dos portugueses

Há uma demagogia muito profunda, muito antiga na sociedade portuguesa, anti-elitista. Qualquer pessoa, seja qual for a sua origem, que se distinga é imediatamente sabotada. Os portugueses gostam de tudo o que é igualitarismo, o mais básico possível. (…) Faz-me lembrar os tempos da China de Mao Tse Tung: havia 600 milhões de chineses vestidos da mesma maneira, a mesma túnica, o mesmo chapéu, aquilo era horrível (…)

(entrevista ao Jornal “i” - 3 Dez 2011)

Nota: - Título e subtítulos são deste blog.

2810. Quem nasceu p'ra lagartixa ...

... nunca chega a jacaré ...

ou

O frustrado comunista

Parte 1










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Parte 2












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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

2809. You got mail (?) !


A little boy goes to his father and asks:

- Daddy, how was I born?

The father answers:

- Well, son, I guess one day you will need to find out anyway! Your mom and I first got together in a chat room on Yahoo. Then I set up a date via e-mail with your mom and we met at a cyber-cafe. We sneaked into a secluded room, and googled each other. Then, your mother agreed to a download from my hard drive. As soon as I was ready to upload, we discovered that neither one of us had used a firewall, and since it was too late to hit the delete button. So, nine months later a little pop-up appeared that said:

- You got male!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

2808. Incêndio na Luz



Existem excelentes perspectivas e condições para que o caso do incêndio na Luz seja rapidamente esclarecido.


Há um notável conjunto de testemunhas presenciais privilegiadas: os dirigentes do SCP que estavam precisamente no local onde o fogo se deu.

Mais: terão mesmo tido necessidade de se afastar dele para não chamuscarem as calças.

Ninguém, certamente que ninguém, vai pensar que tenham sido eles a atear as chamas, para além de metaforicamente, que é do conhecimento geral. Mas também ninguém acredita que não tenham visto que foi.

Portanto, é só ouvi-los.

Eles que digam o que sabem, porque com toda a certeza têm muito muito para contar.

domingo, 27 de novembro de 2011

2807. Portugal visto do céu

2806. $ versus €

(rvs 14 Novembro 2011 - 1,35h)

Com uma frase de Marcelo Rebelo de Sousa, horas atrás na TVI, concordo sem reticências. Poucas vezes isso acontece, mas... vai acontecendo, de quando em vez.

Quando afirma que aquilo a que assistimos a nível económico em todo o mundo, mas com especial relevância na Europa do euro, mais não é do que uma guerra surda da moeda americana face à sua rival europeia.

E, concomitantemente -- acrescentaria eu -- a uma por demais evidente incapacidade dos líderes europeus em fazer face ao ataque do dólar ao euro, ataque esse que é de vida ou de morte, porque, de ambos, o que fraquejar estará arrumado. De vez.

Efectivamente, o dólar estava a cair, a perder a enorme hegemonia que detinha há muitas dezenas de anos, sem contestação, até que apareceu o euro que, desde logo, se mostrou forte e muito difícil adversário. Perante esta situação que lhe era cada vez mais desfavorável, o dólar tinha que fazer pela vida. E começou a fazer, com algumas medidas preventivas e que logo se tornaram mais do que isso, por força das circunstâncias.

Os fracos, incompetentes e permissivos líderes europeus, porém, não estavam preparados para tal embate e, arrogante e estupidamente, deixaram-se ficar no dolce far niente, até que o ataque se tornou irreversível e imparável.

Foi, então, o acordar estremunhado europeu, mas já atrasado. O ataque americano, iniciado a coberto de uma falência que deu brado e servindo-se de armas como, por exemplo, as agências de rating, foi forte e sem piedade a países mais fracos da zona euro que, com a verdadeira incompetência e estúpida arrogância dos seus idiotas líderes, em breve se viram de cara no chão, completamente prostrados.

Claro que, com o ataque aos elos mais fracos da cadeia europeia, os americanos dispunham-se a dar uma espadeirada na coesão -- apenas nominal -- da UE. E, derrubados os pequenos, vai inexoravelmente aproximar-se a hora dos maiores que, queira-se ou não, sem esses pequenotes, presa fácil constituirão também.

Por outro lado, a espadeirada será tanto mais decepadora quanto mais tempo o francês Sarkosy leve a perceber que está mal aliado, pois que os amigos e conterrâneos de Merkel, sendo uns tipos porreiros, são igualmente aqueles que, por duas vezes no século passado, não hesitaram em pôr a Europa a ferro e fogo.

E, curiosamente ou talvez não, o seu país -- o de Sarkosy, claro -- lá teve que ser salvo in extremis...

Não pretendo ser émulo de Nostradamus e menos ainda dos antigos maias, mas...

2805. BPN - Os gatunos particulartes e os outros...

Que tenho eu que ver com os crimes de particulares contra particulares, que é o caso de quem gatunou o BPN? Nada! Rigorosamente nada.
Primeiro, porque quem agiu contra o banco não era governante; em segundo lugar porque os particulares que desfalcaram o banco não me causaram qualquer prejuízo, directo ou indirecto.

No caso BPN, quem me causou prejuízo foram Sócrates e Teixeira dos Santos que, com dolo -- sim, com dolo, porque tinham consciência das consequências do que faziam, que seriam terríveis para o conjunto dos cidadãos -- o nacionalizaram servindo-se de justificações sem pés nem cabeça, já que a única atitude a tomar teria sido deixá-lo ir à falência.

Provocaram, deste modo, um prejuízo bem maior do que os que roubaram a depositantes no banco.

Portanto, quanto à primeira parte, nem sequer posso meter os primeiros em tribunal, porque serei julgado parte ilegítima por não estar no rol dos lesados.

Quanto à segunda parte, porém, a da injecção de milhões de euros no BPN, para que não entrasse em falência, quando se sabia que a única solução era essa mesmo, isso sim, posso ser e sou parte interessada e, como tal, serei aceite em juízo.

Resumindo:

Há dois crimes cometidos no caso BPN.

Com o primeiro, de burla, abuso de confiança e sei lá que mais, relativamente a dinheiro de particulares, cometido por particulares contra um banco privado, nada tenho que ver. As vítimas desse roubo que actuem, para reaver o seus prejuízos. Podem mesmo recorrer ao fundo de garantia bancária, que para isso existe.

Quanto ao segundo, de gestão danosa dos recursos do Estado, do País -- nossos, portanto -- cometidos por governantes que abusivamente os delapidaram, enterrarndo-os num banco particular que, à partida, se sabia estar condenado, aí sim, sou parte interessada, e devo exigir que os responsáveis respondam em juízo. E quanto mais depressa melhor.

É sob esta perspectiva que os dois casos têm de ser analisados e não misturando-os, porque nada têm que ver um com o outro.

O que foi dito quando à necessidade de evitar que o banco fosse à falência não passou de foguetório para endrominar incautos. Com dolo. Todos os dias há por esse mundo fora bancos a falir e o respectivo Estado não corre a "salvá-los" à custa do dinheiro dos contribuintes. Era o que faltava. Ademais, o que é que o Estado salvou? Nada. Apenas afundou mais. Portanto, é conivente na patifaria feita. Conivente e incrementador.

É bom que as pessoas tenham isto em mente, porque os casos não devem ser misturados, como o têm sido, por interesse exclusivo dos mandantes abusadores que actuavam com as costas quentes pelo Estado.

É triste ter que reconhecê-lo mas é a realidade: há entre os Portugueses uma grande falta de capacidade discernimento de análise serena dos acontecimentos.

Deixamo-nos ir nas primeiras balelas que nos impingem, sem o cuidado de pararmos um instante para pensarmos no assunto, separando o trigo do joio. E, por isso, nunca chegamos a lado nenhum, jamais conseguiremos obrigar os responsáveis a sentarem-se no lugar que lhes cabe por direito próprio, ou seja, em certo banquinho existente nas salas de audiência de um qualquer tribunal criminal.

Por essa razão em Portugal tudo fica por águas de bacalhau. Ficamos sempre por isso, muito embora tivesse havido tempos na nossa História em que não éramos assim. Há, pois, uma evidente degeneração da alma, do sentir, a postura social portugueses. Que está difícil de recuperar, a partir do momento em que labregos, vindos das berças, sem quaisquer princípios de mínima educação social e mesmo de educação tout court, se apoderaram do Poder e dele fizeram coutada própria. Como Hitler. Democraticamente, Também como Hitler. Ainda que salvaguardando as necessárias distâncias, porque ainda não chegámos às armas e aos genocídios. Ainda! Se bem que, por vezes, cheguemos a pensar que se dispusessem dos mesmo meios...

Temos sofrido muitos dissabores e tratos de polé com tal atitude. E parece que as sucessivas lições que temos recebido para nada têm servido, por caírem em saco roto e descosido.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

2803. Asduas metades criminosas do caso BPN

O caso por que Duarte Lima está actualmente detido nos calabouços da Polícia Judiciária, em Lisboa, é simplesmente um caso de polícia e, como tal, deve ser encarado por todos, averiguado até à exaustão e julgado, sob os auspícios da lei.

Tentar fazer dele um caso político é manobra torpe de querer que tape outras patifarias nascidas à sua sombra.

O caso BPN divide-se em duas partes:

1. A primeira, consiste nas manigâncias e roubalheira praticadas pelos seus dirigentes à altura, relativamente ao qual corre termos um processo em que Oliveira e Costa é arguido e de onde foi extraído este que agora é movido contra Duarte Lima.

2. A outra, insere-se na esfera política -- muito embora possam existir igualmente aspectos criminais a ter em conta -- e nela cabe a actuação do governo vilarista, que transformou um simples caso de polícia, a ser resolvido nos tribunais, em algo de mais grave para o País, ao impedir que o Banco fosse à falência, como devia ter ido, a exemplo do que acontece todos os meses por esse mundo fora, sem que dessas falências resulte mais do que os prejuízos inevitáveis para todos aqueles com quem o falido mantém relações.

Relativamente à primeira parte, nada com ela tenho que ver, nada tem o cidadão comum que ver. Para o assunto nem sequer devemos ser chamados. É do foro particular, entre o Banco e seus responsáveis e os respectivos clientes. Como não sou nem jamais fui cliente do BPN, Oliveira e Costa e todos os outros não me lesaram minimamente. Que sejam julgados e condenados se for caso disso, mas não por me -- ou ao cidadão comum -- terem causado qualquer prejuízo

No que concerne à segunda, porém, já tenho que opinar e insurgir-me. Porque a actuação malsã do governo então em funções me entra pelos bolsos e me prejudica gravemente.

Os autores da primeira manigância estão já sob a alçada da lei. Isso é lá com a lei e com eles.

Os da segunda, quando passarão a estar também? Isto já é com a lei, com eles e comigo, connosco.

Vai ser mais uma das maravilhas em que Portugal de há décadas é fértil, ou seja, a responsabilidade de gestão danosa nunca é obrigada a responder pelos seus actos?

OS DUAS METADES CRIMINOSAS DO CASO BPN

O caso por que Duarte Lima está actualmente detido nos calabouços da Polícia Judiciária, em Lisboa, é simplesmente um caso de polícia e, como tal, deve ser encarado por todos, averiguado até à exaustão e julgado, sob os auspícios da lei.

Tentar fazer dele um caso político é manobra torpe de querer que tape outras patifarias nascidas à sua sombra.

O caso BPN divide-se em duas partes:

1. A primeira, consiste nas manigâncias e roubalheira praticadas pelos seus dirigentes à altura, relativamente ao qual corre termos um processo em que Oliveira e Costa é arguido e de onde foi extraído este que agora é movido contra Duarte Lima.

2. A outra, insere-se na esfera política -- muito embora possam existir igualmente aspectos criminais a ter em conta -- e nela cabe a actuação do governo vilarista, que transformou um simples caso de polícia, a ser resolvido nos tribunais, em algo de mais grave para o País, ao impedir que o Banco fosse à falência, como devia ter ido, a exemplo do que acontece todos os meses por esse mundo fora, sem que dessas falências resulte mais do que os prejuízos inevitáveis para todos aqueles com quem o falido mantém relações.

Relativamente à primeira parte, nada com ela tenho que ver, nada tem o cidadão comum que ver. Para o assunto nem sequer devemos ser chamados. É do foro particular, entre o Banco e seus responsáveis e os respectivos clientes. Como não sou nem jamais fui cliente do BPN, Oliveira e Costa e todos os outros não me lesaram minimamente. Que sejam julgados e condenados se for caso disso, mas não por me -- ou ao cidadão comum -- terem causado qualquer prejuízo

No que concerne à segunda, porém, já tenho que opinar e insurgir-me. Porque a actuação malsã do governo então em funções me entra pelos bolsos e me prejudica gravemente.

Os autores da primeira manigância estão já sob a alçada da lei. Isso é lá com a lei e com eles.

Os da segunda, quando passarão a estar também? Isto já é com a lei, com eles e comigo, connosco.

Vai ser mais uma das maravilhas em que Portugal de há décadas é fértil, ou seja, a responsabilidade de gestão danosa nunca é obrigada a responder pelos seus actos?

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

2802. Na REN, a bandallheira total

Mais completa bandalheira não existe.
A REN paga-lhe a defesa em Tribunal !

REN usa seguro para pagar defesas no caso Face Oculta - Sociedade - PUBLICO.PT

Simplesmente inacreditável! A prova de que o País, além de entregue à bicharada, tem estado em estado de coma profundo, incapaz de reagir.

Um nojo!

É bom que se anote que os factos por que os tipos estão a ser julgados, não são irregularidades para salvar a empresa, mas actos de corrupção que muito prejudicam a empresa.

Quem assim procede e quem permite só pode ter um destino: cadeia!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

2799. Há que pedir responsabilidades

AQUI TEMOS UM CASO EM QUE É PRECISO EXERCER PRESSÃO, PARA QUE SE FAÇA JUSTIÇA

O ex-secretário de Estado, actualmente deputado do PS, Paulo Campos, deve ser obrigado a explicar detalhadamente quais os motivos que o levaram a afastar as críticas que eram feitas à renegociação levada a efeito pelo governo anterior relativamente às concessões Norte e Grande Lisboa, da Ascendi (Mota-Engil de Jorge Coelho).

Tais críticas, afinal, revelaram-se adequadas e justas, uma vez que tais renegociações acarretaram para o
Estado um prejuízo de cerca de 600 milhões de euros. Pelo que não se compreende a posição assumida pelo ex-governante, que deve ser chamado a justificar-se e a responder capazmente em face das responsabilidades que lhe caibam.

Este é um caso concreto e é em casos concretos que há que pegar. Não em abstracções e dispersões que a nada conduzem e só lançam confusão.

Houve quem perguntasse o que fazer, nesta senda de "Responsáveis a Julgamento".

Prometi que vos deixaria aqui mais respostas, para além das já conhecidas do antecedente.

Temos, pois, uma cara, um nome, uma personagem concretos. Temos igualmente matéria suficientemente grave para nela se pegar e exigir o correspondente procedimento de inquérito, para determinação da existência ou não de ilícito de índole criminal. Nada falta, portanto. Já que sabemos também a quem devemos exigir que se actue, ou seja, ao Proccurador-Geral da República, Fernando Pinto Monteiro.

E, com isto, cumpro o prometido.

Fico, pois a aguardar a vossa reacção. Para ver se, na verdade, vale a pena ou tudo o que por aí se lê, não passa de meras palavras e frases sem substrat
o que lhes dê forma consistente e racional.

* * *

Há outra responsabilidade muito concreta que tem de ser assacada: a dos 33 milhões de euros (do que se conhece, mas certamente que haverá mais, como a A26 concebida apenas para o servir) gastos no famigerado aeroporto de Beja.

Esta é uma patifaria monstruosa, pela qual os respectivos inspiradores, decisores e construtores têm de responder.

A justificação alarve é de que se destina a voos low-cost, de e para o Algarve

Imagine-se! Como se o litoral algarvio ficasse ali mesmo à mão, mais acessível que o de Faro ou que o de faro estivesse congestionado!

Resultado:

Lisboa não tem aeroporto alternativo de low cost. E podia ter, na base aérea do Montijo. Mas Faro, esse sim, tem. Porque estava muito necessitada? Não! Tem-no apenas porque alguma empreiteira recheada de amigos precisava de umas obrasitas para equilibrar as contas.

Outro resultado:

O aeroporto está a funcionar desde Abril de 2011 e voos... que é deles? Por ele passaram apenas os passageiros com destino a Cabo verde, no dia da inauguração, para bejense ver!!!

Como é que foi possível alguém decidir enterrar toneladas de dinheiro numa coisa que toda a gente sabia de antemão só poder ser decidida por razões de corrupção?

E... fica também impune mais este assalto à bolsa do País?


*


O que tem que ser tem muita força.


Assim, venho humildemente emendar a mão, relativamente ao que (ontem) disse acerca do aeroporto de Beja.

Constatou-se ontem mesmo, com o temporal que levou pelos ares o telhado da zona de check-in do aeroporto de Faro, a utilidade do de Beja.

O referido aeroporto serviu ontem mesmo de grande apoio ao de Faro.

Os aviões que se dirigiam àquele último e não o puderam fazer, safaram-se porque foram desviados para... Sevilha!

O de Beja não foi preciso, mas, se fosse, lá estava, pronto p'rás curvas...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

2798. Ena, isso é que foi metê-lo, ó António!


António Peres Metello
é o economista, ou parecido com isso, que raramente diz coisa com coisa e apenas tem servido para defender os pontos de vista dos seus apaniguados, com é bem sabido.


Mas, está visto, não há quem sempre erre, como não há quem sempre acerte.


Então não é que ontem teve um “desarrincanço” valente? Veio dizer o que mais ninguém fora capaz de esclarecer até aí.


Explicou ele que, tendo o Estado gente a mais e sendo esse um dos principais “cancros” da despesa do mesmo Estado, acabar com tal situação é mais do que prioritário.


No entanto, despedir, de supetão, 100 mil funcionários não é possível sem enorme sobressalto social. Seria como lançar bomba de hidrogénio sobre o país, que tudo arrasaria.


O Estado ficaria, de um momento para o outro, completamente de rastos e o desemprego subiria, igualmente de um momento para o outro, para cerca de 1 milhão de pessoas, ou seja 10%, não da força de trabalho – note-se – , mas do total da população portuguesa.


Uma tragédia de proporções bíblicas!


Assim sendo, não restava outra solução que não a que foi adoptada, ou seja, cortar os subsídios de férias e de Natal por dois anos, período durante o qual, se se mantiver o ritmo normal, os pedidos de passagem à aposentação rondarão esse número de 100 mil, pelo que, no final do período, continuando congeladas as admissões, estará feito o ajuste indispensável no número dos servidores do Estado e na correspondente despesa.


A isto chama-se cortar na principal gordura do Estado. Trata-se de um parto com muita dor? Sim! Mas uma cesariana com morte de mãe e filho não seria bem pior?


* * *


Entretanto, pergunta-se: E Cavaco? Sim, Cavaco – que, no tempo em que o Vilarista desmandava pelo País fora, não foi capaz de abrir a boca nem para um simples bocejo – e na véspera, se atirou ao governo por esta medida?


Cavaco?! Ora, ora… Foi com os netos, o palhaço e o macaquinho, de combóio ao… circo!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

2796. Momento único


2795. Vigarices e vigaristas

Vamos lá esclarecer uma circunstância de elevada importância:

Vigarista é vigarista e gatuno é gatuno seja qual for a circunstância.

No entanto,

* as vigarices e roubalheiras de qualquer patife, possíveis por força do poder adquirido enquanto em funções governativas, mas levadas a efeito APÓS terminadas essas funções, têm determinada gravidade;
* as vigarices e roubalheiras do mesmo patife, levadas a efeito ENQUANTO no exercício de funções governativas, têm gravidade incomensuravelmente maior.
Ora, medite lá um pouco no assunto. E, de futuro, não caia na pecha que confundir uma circunstância com a outra. São bem distintas.

Embora graves ambas e passíveis de pesada condenação judicial, a gravidade referida a actos praticados APÓS o exercício de funções governativas não tem comparação possível com a dos actos praticados DURANTE o exercício.