Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

2852. O "amaricano" e o "portuga"

E t maintenant, mesdames et messiuers, une petite histoire, à votre méditation:

- o -

Um americano chega a casa e vê que, na garagem do vizinho, está um espadalhão de último modelo. Arregala o olho e murmura entre dentes:

- Raios parta o gajo, hein? Que bomba que o tipo comprou! Deve ser para me humilhar! Ah, mas eu não me vou ficar, não! Nem que me esfole a trabalhar como um cão, hei-de comprar um melhor do que o dele. Olá, se hei-de! Depois é que quero ver a reacção do chico-esperto.

* * *

Um português chega a casa e vê que, na garagem do vizinho, está um espadalhão de último modelo. Semicerra (repare-se no pormenor...) o olho e rosna (pois claro...) entre dentes:

- Olha o cretino, hein! Não tem onde cair morto e comprou um espavento daqueles. Mas onde é que o parvalhão foi arranjar o dinheiro?! Ah, sim! Só pode ter sido ganho na corrupção... E, se calhar não… Foi mas é a pindérica da mulher que lho arranjou com uns biscates por fora. Eu sempre achei que aquilo era peça com defeito. Estás a gozar comigo, estás, ó calhordas? Espera lá que eu digo-te amanhã ou depois. Esfaqueio-te os quatro pneus e risco-te a pintura do pópó a toda a volta, que é para aprenderes a não seres mais do que os outros! Tu vais ver, ó palhaço!

* * *

E, "prontos"! Aqui está como as coisas funcionam cá pelo burgo.

Poucos são os portugas de treta que conseguem ver uma camisa lavada ao vizinho, sem lha rasgarem ou à reputação de alto a baixo.

Em Portugal ninguém aceita que seja quem for progrida na vida. É a maior ofensa que se pode fazer a um portuga.

O que sempre está na ordem do dia é o nivelamento por baixo. "Não importa se tu trabalhas, se te esforças e eu não. Se não progrido tu também não estás autorizado a subir na vida, ora essa! O que é que tens mais do que eu?

Basta percorrer uns grupos do Facebook para se constatar a verdade elementar.


2851. A "reinação" grega

De falta de "reinação" não se podem queixar...

É a reinação grega, que alguns por cá querem imitar, pelos bons resultados que está a dar...

2850. Recrutamento de dirigentes para cargos públicos

O preenchimento de cargos de direcção superior deixará, a partir do final de Janeiro corrente, de ser efectuado unicamente por critério de escolha ministerial, passando a ser precedido de concurso aberto.

Segundo os princípios gerais da lei em vigor, que teve por base proposta do actual governo, o concurso será aberto a cidadãos, com ou sem vínculo à Administração Pública.

As fases de recrutamento e de selecção caberá a uma entidade administrativa independente, designada por Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública.

À referida comissão cabe a publicitação da abertura do concurso e a recepção de candidatos que terão de ser licenciados e sem vínculo à administração pública.

A actividade deste órgão de Recrutamento e Selecção será acompanhada por uma Comissão de Fiscalização, independente do Governo e eleita pela Assembleia da República.


2849. O balneário

Carlos Zorrinho, líder parlamentar socialista:

- A bancada do PS não é balneário fácil.
(SOL, hoje)

Acredito, se acredito!

Com um chefe à frente do pano de cena e outro lá atrás...

* * *

Aprender sempre. Hoje, pelos vistos, que o grupo parlamentar do PS é um balneário...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

2848. Iria viver de quê?

V estido de serapilheira e travestido de comentador político marmeleirense, JPP voltou ontem à costumeira verrina anti-PSD, desta vez na TVI24.

Atitude de homem seria José Pacheco Pereira – filósofo de filosofias alheias, o maior de uma rua da Marmeleira, mas só a subir, que a descer a conversa é outra… – anular a sua inscrição no Partido Social Democrata e continuar a bater em tudo o que mexa no partido, como sempre tem feito, mais ainda do que qualquer inimigo figadal dos social-democratas.

Isto diz tudo de um carácter? Que acha?

Mas que importa isso se dali abaixo ele não cai? Sabe, como todos sabemos, que, no dia em que tal acontecer, ninguém mais quererá ouvir as opiniões de excelência que bolsa para coisíssima nenhuma.

Tem a audiência que tem porque está inscrito no PSD e se mostra sempre virado contra o “seu” partido, tenha como presidente quem tiver, excepção feita à amiga MFL (e daí… e daí…) e ao transitório ocupante de Belém (e daí… e daí…).

Nada mais do que isso. Apesar de ver apenas de um olho mental, a cegueira não o torna completamente invisual, pelo que já percebeu.

Ora, não pode arriscar-se a ficar sem essa sua condição de “social-democrata” que bate sem trégua na família e regressar à de comunista de missa em Latim. No dia em que o fizer, perderá os púlpitos televisivos que lhe têm sido abundantemente facultados. E os réditos inerentes. Evidentemente.

Uma vez que tal acontecesse iria viver de quê?

Portanto, certo e sabido é que não o veremos tomar a tal atitude adjectivada no início do segundo parágrafo.

É assim o ce-le-b-ra-do JPP. De sua graça e... feitio.

2847. Me

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2846. A prova física da ongoing strategy


A prova física da ongoing strategy

Faltava a prova física, digamos assim. Ela aí está.

No PS desenvolve-se uma guerra de morte entre o actual secretário-geral, António José Seguro, e o anterior, refugiado em Paris, mas com diligentes apaniguados por aí.

Até agora, havia apenas uns zunzuns de que algo não corria bem lá para o Rato, por força da constante interferência do vilarista (de Vilar de Maçada, bem entendido), através das suas tropas que dominam o grupo parlamentar, uma vez que os actuais deputados foram por ele escolhidos.

As constantes intervenções dos conhecidos pontas de lança da criatura no hemiciclo e nas comissões parlamentares foram o começo. Depois, subitamente, todos se calaram. Era a calmaria que precede a tempestade. A táctica necessária para o adversário descuidar a guarda. E, subitamente, o ataque cerrado, sem piedade.

A partir de hoje não há já apenas zunzuns. Chegou-se à prova insofismável.

Há dois dias a criatura esteve cá, como é sabido. Reuniu com Alberto Costa, o coordenador da sua guerrilha. E ontem, foi desferido o ataque que intenta ser o mortal para a liderança do partido.

O avanço para o Tribunal Constitucional, com o pedido de fiscalização sucessiva do Orçamento de Estado para 2012, é a primeira arma da ongoing strategy para reconquista do Poder. No PS.

Alguns observadores mais inadvertidos serão levados a crer que é brandida contra o Governo. Puro engano. Os estrategas da desestabilização têm a noção clara de que, além de não disporem ainda da força necessária para tal, o Tribunal Constitucional não pode satisfazer-lhes o anseio.

Na situação em que o País está, há valores que falam mais alto do que os pseudo-limites constitucionais que capciosamente são invocados pelos agora seus tão pressurosos zeladores que há bem poucos meses atrás, então sim, diariamente os feriam de morte. É que o texto constitucional foi redigido para servir os Portugueses; não os Portugueses autorizados a viver para servir a Constituição. Há que não inverter alegre e descuidadamente o valor facial das coisas.

Ora, assim sendo, o seu objectivo real não é o que apregoam. Antes se conforma na tentativa de deposição do “poder que está” no PS. Porque o caminho mais garantido para o sucesso que almejam passa inexoravelmente por aí.

O terrível embaraço do líder parlamentar socialista, Carlos Zorrinho, hoje perante as câmaras de TV, ao referir-se ao assunto, e o súbito desaparecimento da ribalta do líder partidário, Seguro, antes tão omnipresente em tido quanto era sítio, festa, aglomeração de gente, são deveras elucidativos do que realmente está em jogo.

A criatura e a sua equipa tinham mesmo que actuar. Com urgência. A situação entrara em clara deterioração e mesmo apodrecimento, com evidente risco de males bem maiores para as respectivas cores e “entourages” do que o arredar do Poder que sofreram há poucos meses.

Começam a estar em jogo outros interesses, decorrentes dessa perda, mas com efeitos muito mais graves do que os que ela por si só causa. Interesses de toda a gama, com relevo muito especial para os de ordem a determinar responsabilidades diversas nos foros civil e criminal. E isso eles não podem deixar que aconteça, pelo que tudo farão para torpedearem os esforços de sanitização do partido.

Assim, uma forma privilegiada de se mostrarem os verdadeiros guardiões da “honra constitucional”, em contraponto aos que, entendem, eles, agora nada fazem nesse sentido, é essa, para militante socialista ver.

Alguns indícios e uma frase posta aqui um cheirinho posto ali, principalmente por gente com pouca experiência política de bastidores, foram deixando, já de algum tempo a esta parte, sinais evidentes do que se estava a passar. O dia de ontem, porém, tudo descobriu. A ninguém é já lícito invocar desconhecimento. Como diria o outro:

- Eles “andem” aí!

Em força.

È purè…

Não obstante os cuidados postos no desenvolvimento do actos que consubstanciam a estratégia de cindir o Partido Socialista, duvida-se muito que levem a banca à glória. Mesmo no partido, porque fora dele muito dificilmente terão qualquer hipótese. É certo que a memória dos povos é curta, mas não tão curta assim. Com toda a certeza.

Ruben Valle Santos
2012 Janeiro 19

2845. Responsabilização de gestores públicos


Eis o meu actual grande anseio para Portugal:

Um Mariano Rajoy!

Para um único efeito, apenas:

Traduzir para Português e fazer cá publicar e aplicar com o máximo rigor a lei de responsabilização civil e criminal dos gestores públicos que não respeitem os limites orçamentais de endividamento.

É que assim não sendo, mesmo que um governo -- este ou outro -- endireite as contas, logo a seguir virão mais uns cinquenta que tudo deitarão abaixo.

Fatal como o destino. Não tenhamos ilusões, não sejamos ingénuos. Está-nos na massa do sangue.

2844. A democrata Ana Drago


Com voz um tanto esganiçada, a inefável Ana Drago ontem, no Parlamento:

- E fique o governo sabendo que, se pensa que vai ter paz social depois deste acordo, não a vai ter, não senhor.

Faltou que alguém lhe perguntasse:

- Essas palavras significam uma ameaça sua, do seu partido e democratas similares, de que vão provocar a máxima agitação possível, quiçá tentar mesmo o caos social, como na Grécia foi feito, com os resultados conhecidos?

É que a gente só quer saber.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

2843. Concertação Social - Janeiro 2012


Concertação social:

Não aceitaram meia hora mais por dia, que servia de preparação para a saída.

Preferiram e assinaram condições que permitem arbitrariedades.

Vá lá alguém tentar entendê-los!...

Grandes sindicalistas!

2842. Cenas maradas - Os inimputáveis

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domingo, 15 de janeiro de 2012

2840. Constatação linear


Este é o governo mais corajoso da Democracia em Portugal

( José Maria Ricciardi )

2839. A realidade em números

A realidade das mexidas feitas pelo actual governo nos diversos cargos dirigentes do país, vista através dos números.

* Administração Pública *
- Extinções de cargos: 1700
- Reconduções no cargo: 812
- Nomeações de outras pessoas: 208

* Direcções Gerais e Institutos Públicos *
- Reconduções: 617
- Nomeações: 130

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

2838. Portugueses por esse mundo - Pedro Francisco

atural de Porto Judeu (Terceira, Açores) onde nasceu em 1760, tendo falecido em Richmond, em 16 de Janeiro de 1831, Pedro Francisco, que foi conhecido nos Estados Unidos por Peter Francisco, foi herói na Guerra da Independência da nação norte-americana.
"O Gigante da Virgínia", ou "O Gigante da Revolução", como também era conhecido, é alvo de homenagem anual pela comunidade portuguesa em New Bedford, em 15 de Março.

Lutou ao lado do George Washington, um dos fundadores dos U.S.A, e seu primeiro presidente, e do igualmente celebrado Marquês de Lafayette. Sofreu inúmeros ferimentos em combate, em defesa da independência de sua pátria de adopção.

Dele disse George Washington:

“Sem ele teríamos perdido duas batalhas cruciais, provavelmente a guerra e, com ela, a nossa liberdade. Ele era verdadeiramente um Exército de um Homem Só”

* * *

Pode ler mais informações relevantes acerca deste açoriano e dos seus feitos, que tão excelente contributo deram à imagem dos portugueses no mundo, seguindo os links abaixo indicados


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

2837. Aldeia Global Portuguesa (14) - Vamos reescrever a História?

Click na imagem, para ampliar

Well… well… well…


Vamos reescrever mais um capítulo da História?

Reza ela que o primeiro europeu a chegar ao continente australiano terá sido um holandês, Willem Janszoon, que terá desembarcado, em 26 de Fevereiro de 1606, na península do cabo York.

Por outro lado, está pacificamente aceite que os portugueses foram os primeiros europeus a chegar a Timor. Em 1512. Mas nunca se aceitou que tivessem chegado também à Austrália.

A crer-se na tese oficial, parte-se do princípio que os ditos Portugueses, que marearam por oceanos e oceanos ao longo de todo o hemisfério e que gastaram apenas 10 meses a ir de Belém (8Julho1497) a Calecut (20Maio1498), não teriam sido capazes de, em 94 anos (1512, sua chegada a Timor, e 1606, chegada de Janszoon à Austrália), ter percorrido cerca de 140 milhas náuticas (260kms, menos que a distância de Lisboa ao Porto, e não os 700kms erradamente referidos na notícia do "Correio da Manhã") que é a que medeia entre Timor e o Norte da Austrália.

Assentou-se, pois, nesta peregrina tese, muito embora se aceitasse também, por indiscutível, que os Portugueses tenham chegado ao Japão em 1543. Ou seja, teriam chegado ao Japão, muitíssimo mais longe, 31 anos após aportarem a Timor, mas não teriam sido suficientemente sagazes para, em 94 anos, encontrarem a Austrália!

A tese portuguesa de que, não senhor, não eram tão desorientados e teriam sido eles os primeiros europeus a ali chegarem, foi sempre afastada, como mirífica, talvez do domínio do maravilhoso, da superstição, na hipótese mais benigna, quiçá do logro, na menos.

E assim se esteve por centenas de anos. E assim continuava a estar-se.

Eis senão quando, em Janeiro de 2010, um jovem de 13 anos, Christopher de sua graça, encontrou, numa praia do Norte do país, um canhão usado nas naus portuguesas do princípio do séc, XVI., portanto quando da chegada a Timor.

Relembre-se que, a partir de 1580, a epopeia portuguesa além-mar, levou rude golpe que a fez parar, com a instalação dos Filipes em Lisboa, como sabe quem não anda distraído.

Cabe, agora, aos historiadores emendar a mão, engolir em seco, e dar o seu a seu dono.

Ora, ora!... Vá lá a gente fiar-se em putos! Só servem para tramar os adultos. E, pior, os adultos definitivamente sábios.

Então não teria sido preferível que ficasse sossegado em casa, agarrado à play station, em vez de ter vindo criar todo este universal desgosto, armando-se em arqueólogo de algibeira?

Cá para mim, o miúdo é mesmo “sacaninha”. Repare-se bem no ar de gozo do rapazola.

Well done, Christopher, well done, indeed. We're very grateful. Keep searching for. Keep it forever and ever again. You'll go far for sure! Till 16th century.

The brave men that you see coming are not Dutch or English, my friend. They are simply Portuguese people.

2836. A lusa "coitadice"


As nossas responsabilidades
e a lusa “coitadice”


A ideia prevalecente em Portugal de que o Estado tudo tem que dar e os cidadãos nada têm que retribuir, de que o Estado, que são todos os Portugueses, tem deveres para cada um, mas cada um apenas tem direitos que devem ser integralmente satisfeitos, além de abusiva e, mais do que isso, profundamente desestabilizadora, chega a ser terrorista.

É contra essa onda destruidora da força de uma nação que temos de lutar. É desse propósito que este grupo pretende ser uma parcela.

Porque, se todos se compenetrarem do lugar que na sociedade envolvente lhes cabe e dos direitos, mas primeiro que tudo, dos deveres a que estão moral e civicamente obrigados, a vida será mais fácil para todos, o País será logo outro, mais justo, mais social, mais democrático.

Não é, como tem sido ao longo de décadas já, uma sucessão de erros de educação cívica, de facilitismo, de demissões do papel de pais, de educadores, de governantes, de gerações de jovens habituados a ter tudo sem que se lhes exija o mínimo esforço – daquele que gente de princípios sociais e morais, cívicos, enfim, sabe que deve despender – que vai mudar o nosso futuro, em ordem a que, pelo menos, inverta o rumo que leva e se aproxime um pouco daquilo que deve ser.

Os milhões da UE, que desde há um quarto de século (repare-se, há um quarto de século!) têm jorrado sobre o País, sobre todos nós, foram, a um tempo, bênção e maldição.

Bênção, porque deles muito precisávamos para darmos outra cara ao País, modernizando-o e colocando-o entre os realmente civilizados e progressivos. Isso foi feito até determinada altura.

O problema manifestou-se quando se caiu no laxismo, no despesismo, no deixa-andar, na indolência, no xico-espertismo da vida fácil à custa do dinheiro e dos recursos postos à disposição do esbanjamento, no vício do subsídio justificado e injustificado, no bodo a todos, carenciados ou não, sem qualquer filtro, na ausência de fiscalização dos abusos e punição dos abusadores, na falta de condenação de corruptos e corruptores, por força de normativos iníquos, na inoperância dos tribunais, por estruturas anquilosadas e legislação permissiva ao ponto do absurdo, que criaram na sociedade portuguesa um clima de impunidade sem precedentes. “Se todos fazem, porque não eu também? Acaso serei menos do que todos, porventura, mais estúpido?”

Chegámos então à maldição. Maldição porquê? Porque, com tantas benesses, com tanta fartura sem um mínimo de esforço honestamente suado, convencemo-nos e, bem pior, deixámos que os nossos filhos se convencessem de que o "el dorado" dos fundos comunitários constituíam "direito a que tínhamos direito" só pela circunstância de termos nascido.

Uma tal postura tinha que resultar em desastre. Que foi agravado até ao absurdo por governantes mal preparados e muitas vezes cheios da arrogância própria dos ignorantes, metidos nas vestes da prepotência, do descaramento inaudito, da completa imoralidade, enfim.

Maior desastre não podia ter-nos acontecido.

Mas – e aqui bate verdadeiramente o ponto – temos gravíssimas responsabilidades no sucedido e delas não podemos eximir-nos. Não só pelo comportamento pessoal, como pelo que tiveram ou têm os nossos políticos, “maxime” os governantes.

É que eles mais não são do que nós com a fatiota política envergada. Eles somos nós uma vez eleitos, quantas vezes sabe-se lá como. Ou alguém pensa que não tem havido e continua a haver, entre eles, muitos que pensaram como tantos de nós pensam agora (“os políticos são uns malandrins, nós somos outra gente…), enquanto aos degraus do Poder não chegaram e, uma vez chegados…?

A massa de que são feitos é a massa que nos enforma. Não são melhores nem piores do que nós. São "nós".

Isto fica dito de forma muito linear, devendo-se a opção à intenção assumida de chegar ao maior número de pessoas e não apenas às mais privilegiadas.

Uma vez aqui, não restam alternativas.

Ou corrigimos o nosso actual rumo e corrigimos as crianças que estão à nossa guarda, incutindo-lhes noções de fraternidade, igualdade e solidariedade, com a devida correspondência no comportamento social perante o outro, o semelhante, e perante todos, a sociedade, e, com isso, mudamos de vida de uma vez por todas, podendo aspirar a um futuro menos opressor – porque seremos melhores cidadãos e cidadãos melhores formaremos – ou estaremos condenados às chamas eternas do inferno de uma apagada e vil tristeza, de que, há séculos já, falava o Poeta.

Se o fizermos, se nos esforçarmos, acabaremos por ter políticos mais preparados e decisores mais competentes, construindo a sociedade justa e verdadeiramente democrática que até hoje não lográmos obter. Está apenas nas nossas mãos porque, aceitemos ou não, para lá da circunstância envolvente, o homem é produto de si próprio, isto é, faz-se por si, pela sua vontade.

Tudo isto sem esquecer, evidentemente, a famosa e, a todos os títulos, ridícula e assassina, “coitadice dos Portugueses”, que nos leva a responsabilizar o “outro” por tudo quanto de mau nos acontece e a nós, coitadinhos… coitadinhos…, dispensa de muitos trabalhos e esforços.

Ruben Valle Santos
2011Jan11

2835. O ego português


O ego português

“Os espanhóis adaptam-se aos novos tempos com maior facilidade do que os portugueses. Os portugueses regressam das suas viagens ao outro lado da fronteira entusiasmados com a forma como tudo funciona, com a vitalidade de Espanha, com as oportunidades, com a sofisticação, Portugal continua preso ao passado, sedentário e incapaz de se livrar dos seus costumes derrotistas. Não aproveitou as oportunidades que vieram ao seu encontro, nem ao nível oficial, nem entre o público em geral. Uma amiga minha portuguesa, de férias durante um ano, aproveitou cerca de uma semana para percorrer de carro a orla da enorme Barragem de Alqueva, no Sudeste de Portugal, que ultrapassa a fronteira para o lado de Espanha. Ela e o seu pequeno grupo deram a volta ao lago do lado português (pagando «15€ por cabeça», em dinheiro, por quartos em casas particulares) e encontraram aldeias que não tinham mudado muito durante décadas, à excepção de agora se encontrarem junto a uma enorme massa de água. Do lado espanhol do lago, entretanto, as aldeias tinham construído cafés junto da água com frondosas esplanadas, parques infantis e áreas de tomar banho, aproveitando ao máximo o potencial do local.”
(Barry Hatton, “The Portuguese – A Modern History”, edição portuguesa Clube do Autor, 3ªedição – Junho 2011.)

* * *

São textos-descrição como este – de um inglês, correspondente em Lisboa da United Press International, a viver, com a mulher e filhas portuguesas, em Portugal há mais de 20 anos e profundo conhecedor do país e das suas gentes, de que é amante confesso – que eu ambiciono ver desaparecerem de uma vez por todas, tanto de letra de forma como de conversas sociais, e não apenas sociais, por esse mundo fora, especialmente na Europa de cujos registos administrativos oficiais fazemos parte, mas cujos povos continuam a opor grande resistência a nela efectivamente nos integrarem.

Porque eles, os textos, são muito agressivos para o nosso ego, mas apenas porque o nosso ego não é por nós próprios satisfeito. Temos muito ego nacional, mas apenas discursivo. E esperto, mas não inteligente, porque não resistimos a continuar à espera de que ele seja satisfeito por outrem que não nós próprios. Ego prenhe de esperteza que parece ter nascido ali para as bandas da Malveira (sem ofensa para os malveirenses que parece terem recebido, com toda a certeza injustamente, uma catalogação que deveria ter sido atribuída a muito mais gentes deste rincão pré-europeu).

Porque eles, os textos, nos descrevem com muito mais precisão e honestidade do que gostaríamos. O que, por via de regra, neles nos enfurece não é a mentira, sequer a visão imperfeita do que somos; o que realmente nos enfurece é neles nos reconhecermos e não gostarmos do que descobrimos.

O exemplo das margens portuguesa e espanhola do lago de Alqueva é bem elucidativo das mentalidades de gentes fisicamente tão próximas e, no entanto, tão afastadas na postura de vida. A nascente (nascendo…) o espírito empreendedor espanhol, independente e construtivo; a poente (morrendo…) a dependente postura portuguesa, incapaz de construir por si própria, sempre na expectativa de que alguém, maxime o Estado, faça o que só a ela compete fazer.

Se ressuscitasse, agora português e em Portugal, John Fiztgerald Kennedy logo morreria de novo, desta vez de desgosto irreparável. De que lhe iria valer a célebre frase de aglutinação de vontades, de congregação de empenhos no desenvolvimento do País “… não perguntes o que é que o País pode fazer por ti; pergunta, isso sim, o que é que tu podes fazer pelo País!” ?

Não, não quero ler mais textos destes. Não porque estes escritores sejam banidos do nosso meio, mas sim porque não mais os possam escrever, por falta de material que os consubstancie.

RVS
2012Jan12

2834. Grupo "Salvar os Portugueses..."


Fundei no Facebook o grupo "Salvar os Portugueses de si próprios, para salvar Portugal".

Porquê "salvar os Portugueses de si próprios"?

Porque desde praticamente o final do séc. XVI, instalou-se nas mentalidades portuguesas, de forma geral, uma visão derrotista do País e das suas gentes que em nada contribui para a debelação de crises como a que vivemos actualmente, muito servindo, pelo contrário, para nelas mais nos afundarmos.

Há que combater esta terrível tendência. Há que lutar contra a maré derrotista, contra a "lusa coitadice". Numa batalha sem trégua, em que os mais de vontade mais fraca hão-de perecer. Irremediavelmente.

O grupo está aqui -> http://www.facebook.com/groups/salvarportugueses/


sábado, 7 de janeiro de 2012

2832. As vigarices no apoio judiciário


««« Portaria, recentemente publicada, determina que as secretarias dos tribunais confirmem junto do Instituto de Gestão Financeira e de Infraestruturas de Justiça as informações remetidas pela Ordem dos Advogados, referentes ao pagamento das compensações devidas aos advogados oficiosos.

O pagamento das compensações deverá ser processado pelo instituto tutelado pelo Ministério da Justiça até ao termo do mês seguinte àquele em que foi confirmado no sistema pela secretaria do tribunal. Também a consulta jurídica será paga de acordo com novas regras – o cliente tem de assinar uma declaração a atestar que a consulta jurídica lhe foi prestada.

A portaria determina ainda a realização de auditorias ao sistema de acesso ao direito para os mais carenciados e também aos tribunais.

“Sistema torna a Justiça ainda mais lenta”
António Marinho Pinto, levanta reservas à eficácia das medidas anunciadas pela ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, para moralizar o sistema de pagamentos aos advogados oficiosos. “O Sistema só irá tornar, a Justiça ainda mais lenta”, disse. “As secretarias dos tribunais já tiveram a função de confirmar o trabalho dos advogados, mas acabou por lhes ser retirada porque não possuíam meios para controlar”, referiu. “As secretarias estão envolvidas com mais de cem mil processos por ano, pelo que uma medida deste tipo revela enorme falta de respeito pelos tribunais e também pelos advogados a quem o Estado deve 30 milhões de euros”, disse. »»»»
(Respigado do blog Advogadaalmada)

* * *

Será preciso mais alguma demonstração da fé com que Marinho e Pinto actua também neste caso?

Por que carga de água quer a esfalfada criatura impedir, a todo o custo, fiscalização absolutamente indispensável?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

2828. Manifestações

In italiano

In Europa, ogni manifestazione del Gay Pride avevano 100.000 persone.

Ogni manifestazione contro la Corruzione avevano 2.500 persone.

Questo significa che ci sono più persone in lotta per il diritto di prendere nel culo piuttosto che non essere scopata.

* * *

In English

In Europe, every manifestation of the Gay Pride had 100,000 people.

Each demonstration against Corruption had 2,500 people.

It means that there are more people fighting for the right to take in the ass than by not being fucked.

* * *

En Français

En Europe, chaque manifestation de la Gay Pride a eût 100.000 personnes.

Chaque manifestation contre la corruption a eût 2.500 personnes.

Cela signifie qu'il ya plus de personnes qui luttent pour le droit de prendre dans le cul que par ce de ne pas être baisée.

* * *

En Español

En Europa, cada manifestación del Orgullo Gay tuve 100.000 personas.

Cada manifestación contra la Corrupción tuve 2.500 personas.

Esto significa que hay más gente que lucha por el derecho a tomar en el culo que por el de no ser follada.

* * *

Em Pudiquês

Na Europa, cada manifestação do Orgulho Gay teve 100.000 pessoas

Cada manifestação contra a Corrupção teve 2.500 pessoas.

Isto significa que há mais pessoas a lutar pelo direito de abafar a palhinha do que pelo de não ser lixado.

2827. Disciplina, bem inestimável

Pausa... para um pouco de humor
Disciplina,
bem inestimável



2826. Noi, i inculati



Eu traduzo:

Dois homens nus, um atrás do outro.
Devíamos ter percebido logo que o Euro nos iria sodomizar a todos!

E o pior é que, agora que a coisa está feita, se dele sairmos, acontece-nos o mesmo...

Oh, porca miséria!



( click na imagem, para ampliar e ler tudo )

domingo, 1 de janeiro de 2012

2825. As porcalhices dos habituais

Imagine-se que os porcalhões habituais já têm a lata de atribuir a Sócrates os méritos da venda de cerca de 21% da EDP aos chineses.

Quando o actual governo decidiu privatizá-la, aqui d'el-rei que se está a vender a pátria. Como o negócio foi excelente e se perspectivam outros igualmente na mesma linha, rapidamente inverteram o caminho e tudo se deve ao vilarista, porque ele é que é o amigo dos chineses.

São porcalhões, na verdade... Sem um pingo de vergonha na cara.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

2824. A fama que vem de longe...

2823. Tempo de aguentar !

"Exigir-se" que a economia cresça rapidamente, como se ouve por aí, da boca até de gente que tem a obrigação, pelas responsabilidades que tem, de saber que tal não pode ser exigido, é bem demonstrativo do patamar de demagogia a que chegámos.

Como se pode pretender que a economia cresça de um momento para o outro, como que por acção de varinha de condão, se os parceiros com quem mantemos mais chegadas relações comerciais estão, eles também, em crise grave?

Talvez obrigando-os a comprarem "produtos que não produzimos" não?

A hora é de aguentar com o cinto bem apertado, cortar ao máximo em tudo quanto não seja absolutamente indispensável, "comprar e vender nacional" e esperar por melhores dias na economia europeia para que dessa melhoria possamos também colher frutos.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

2822. Perdoname !

Pausa... para dar lugar à música


Pablo Alborán e Carminho

Perdoname

Click, para aumentar

2821. Dois milhões de euros por hora !

Desde 2000 Portugal endivida-se
a 2 milhões de euros/hora”

Daniel Bessa, JN, 28Dez2011


* * *

Já alguém se meteu a fazer as contas?

Claro que não, porque ninguém quer saber coisíssima nenhuma.

Quem quiser que trate disso e os “ricos” – que em Portugal não são mais do que três – que paguem a crise.

O que é preciso é reivindicar! Reivindicar?! O quê?! Tudo! E mais qualquer coisa, pois então! Temos esse direito. E os deveres? Quais deveres?! A gente tem é direitos! O direito a ter direito!

Lendo as opiniões que por aí circulam around the clock, rapidamente se chega à conclusão de que muitos de nós – a grande maioria dos que têm acesso a meios de difusão e o usam – se estão pura e simplesmente marimbando para tão assustadora realidade.

E, pior ainda, não aprende com os erros passados. O que é evidente demonstração de incapacidade de ser bom para si próprio, ie, de burrice congénita. Para além de má fé militante.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

2820. As férias suplementares

De como a situação chegou ao que chegou em Portugal. Um exemplo.

Está lançada a polémica quanto à eliminação dos três dias de férias suplementares, por, digamos, bom comportamento.

Recuemos um pouco e relembremos a história.

Tudo começou quando um pateta qualquer num governo de idiotas se lembrou de “premiar” os funcionários públicos com mais de, salvo erro, 55 anos de idade, com um dia de férias suplementar, ou seja, em vez de ficar com o direito a gozar 22 dias de férias por ano, gozaria 23. Quem tivesse mais de 60, gozaria 24. O “prémio” seria de 25 para quem tivesse mais de 62 anos.

O prémio só seria atribuído a quem, além daqueles requisitos, fosse assíduo ao local de trabalho, isto é, não faltasse ou faltasse pouco.

Só o enunciado é já ridículo. Quem não tenha faltas ou falte pouco!!! Ninguém jamais soube qual era a previsão do “faltar pouco”. Um dia por ano, por mês, por semana, por dia?!…

Repare-se que o prémio é devido só por “estar” no emprego. Não por “trabalhar”; menos ainda por produzir!

Desde logo, se levantou a questão de saber por que carga de água os maiores de 55 anos tinham tal direito e os restantes não. Ou há Moral ou comem todos. Assim é que é.

Então, salvo erro em finais de 2004 ou inícios de 2005, a bagunçada foi estendida a todo o pessoal. Como é hábito em Portugal. Primeiro, abre-se a porta, beneficiando meia dúzia, para se criar o precedente e, de seguida, se escancarar tudo e toda a maralha entrar (no caso, sair, para o regabofe, evidentemente…).

É, no mínimo, caricato (socialmente criminoso, diria) criar-se o hábito de premiar quem cumpre aquilo a que está obrigado pelo vencimento ou ordenado que lhe é pago. Um tal “prémio” só possível de imaginar-se e de levar à prática em países de opereta, como Portugal tem sido de há cerca de década e meia para cá.

E, como este caso, há centenas similares e toda a gente acha normal. Tão normal, que vamos ver o histerismo que irá rebentar, apenas porque o governo quer regressar à sanidade e seriedade postural de decisores, empregadores e trabalhadores.

Trata-se, este, de mais um caso de evidente “calaceirismo” mesclado de “wiseguyism” e falta de noção de civismo a que assistimos no quotidiano português desde há muitos anos.

O princípio vigente é o de menos trabalho e mais regalias. Trabalhar cansa muito; folgar é que dá pica...

Depois, toda a gente se admira – e até parecem sinceros! – quando nos defrontamos com a situação indignificante a que nos fizeram chegar e também chegámos por responsabilidade inalienável.

Na verdade, como é possível termos chegado ao que chegámos, se somos todos tão bons rapazes, tão cumpridores, tão produtivos, tão, tão, tão, badalão?!...

22 Dez 2011
Ruben Valle Santos

Nota -

Já não recordo bem os anos de idade que era preciso ter para o direito às férias suplementares, mas não andava longe do que aponto. E não recordo bem porque na altura ainda estava ao serviço e marimbei-me sempre para tal idiotice, já que, durante anos e anos a fio, nunca gozei mais do que 20 dias de férias anuais (nos quais estavam incluídos sábados, domingos e feriados) e trabalhava diariamente das 7 às 16,30h, com meia hora de interrupção para almoço.

Durante este período, de cerca de 11 anos, ocasiões houve -- normalmente uma vez por ano -- em que foi preciso trabalhar ao sábado e ao domingo. Inteiros. Nestas circunstâncias foram-me pagas horas extraordinárias.

Noutro período da vida, que durou de 1980 a 1989, por outro lado, trabalhei diariamente até às 19 ou 19,30horas e frequentemente, até bem mais tarde. Foi muito frequente ir jantar às 22/23 horas. Sábados e domingos, nem se contam. E, em todo este tempo, jamais recebi um escudo que fosse de trabalho extraordinário.


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

2819. Coisas difíceis de ouvir

Verdade elementar é que Pedro Passos Coelho e o seu governo não criaram a miserável situação em que Portugal e os Portugueses se encontram, decorrente de, no mínimo, década e meia de erros e logros de governação, em muitos casos verdadeiramente criminosos;

Verdade elementar é que ambos estão APENAS a tentar resgatar-nos de tão humilhante condição.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

2818. A crise

A crise que grassa no País, já assola…

A uma semana do início do Natal, esgotou-se em todo o país o stock de perus – vivos e falecidos – indígenas e adventícios!

2817. Por que razão?


P
or que razão o primeiro-ministro não compreende que -- para falar aos Portugueses, a começar pela Oposição, a continuar nos vários "comentadeiros-entertainers" que por aí proliferam como cogumelos, a dissertar sobre tudo e mais qualquer coisa, generalistas de tudo e especialistas de nada, e a acabar no zé-cidadão -- não pode usar linguagem de verdade, porque ninguém a quer ouvir,
preferindo continuar a viver no logro permanente?


Há tantos anos que os Portugueses são alimentados com mentiras que dela não conseguem libertar-se, sem ela já não sabem viver!

Por que razão o primeiro-ministro ainda não percebeu que não pode dizer que, em face da "infertilidade" dos portugueses e das portuguesas, cada vez há menos meninos e meninas, pelo que não há possibilidade de dar emprego a milhares de professores, por falta de alunos que lhes caibam?

Por que razão o primeiro-ministro diz aos professores sobrantes que a única solução que lhes resta consiste em "reciclarem-se", mediante formação em outros ramos de actividade e aqueles que o não quiserem fazer e persistirem numa actividade em que são excedentes na ordem das dezenas de milhar, devem procurar leccionar em outras paragens?

Por que razão persiste em não mentir a todos, fazendo-os ouvir o que querem ouvir, ainda que o que querem ouvir seja uma descabelada endrominação?

Por outro lado, porque razão, neste caso dos professores, a Frenprof e o seu líder, sempre tão assertivos, tão competentes, tão cheios de "expertize" não o são aqui, propondo soluções que realmente sirvam os seus associados sem logro? Porque têm boa consciência de que, para este problema não há solução, para além daquelas enunciadas.

E, finalmente, por que razão a Frenprof, Mário Nogueira e os descontentes professores não se "empinam" com os homens e mulheres portugueses, incapazes de se erguerem e gerarem filhos que lhes proporcionem emprego?

Porque a raiz do problema está aí. Ou isto ainda não foi percebido, por faltar o desenho?

domingo, 18 de dezembro de 2011

2816. Auditoria ao Apoio Judiciário


Aqui fica o relatório da indecência que eles não queriam que se viesse a saber em praça pública. Enganaram-se na ministra!...


Auditoria ao apoio judiciário


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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

2815. Ubi est o carácter do PS?

A apologia do incumprimento do compromisso de pagar a dívida portuguesa declarada pelo vice-presidente da bancada parlamentar do PS, Pedro Nuno Santos, é mais uma das provas iniludíveis de que entrou naquele partido a total fatuidade, isto para não fazer uso de outro termo, sinónimo mas mais contundente.

A guerra surda que no Rato se trava entre os arrogantes compagnons de route do vilarista – agora “parisista” – e o ainda muito inseguro pessoal que lhe sucedeu está já plena de episódios rocambolescos, de comédia uns, de tragédia outros, numa peça trágico-cómica de extremo mau gosto.

Como se pode pretender que cidadãos comuns levem a sério a situação em que estamos e a necessidade de recuperarmos a nossa imagem de credibilidade e de dignidade nacional, se políticos que deviam ser os primeiros a apelar à responsabilidade de assumirmos, honesta e escrupulosamente, os compromissos a que nos obrigámos, de pagar dívidas que contraímos, não por culpa de outrem, mas por nossa exclusiva responsabilidade, se comportam desta forma?

Um tal apelo ao incumprimento é não apenas um erro político de consequências imprevisíveis para o partido do inconsciente político, como verdadeira indignidade.

Como é que políticos da linha e estreitas afinidades do vilarista que deu causa a tudo isto e foi parte principal no acordo celebrado, se permitem, com o maior descaro que imaginar alguém pode, vir a público apelar ao incumprimento da palavra dada?

Recusar a honradez de pagar o que se deve foi sempre marca distintiva somente reconhecível em gente que ignora o que é ter carácter.

O episódio parece vir dar razão a quem de há muito garante que o grande problema do Partido Socialista da era de Sócrates foi sempre – e parece continuar a ser -- mera questão de carácter.

16 Dez 2011
RVS

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

2813. O mistério desvendado

Mais dia menos dia, surge a explicação e o mistério deixa de o ser.

Sempre causou muita estranheza a movimentação imparável de Sarkozy enquanto discursa. Por que será que o homem não está quieto? – perguntávamos-nos todos.

Pois bem, em rigoroso exclusivo mundial, aqui fica a solução do mistério.

SARKOZY
O mistério desvendado

sábado, 3 de dezembro de 2011

2811. António Barreto fala de...


Greve geral de 24 de Novembro de 2011

Com os elementos que temos (…) estou convencido que foi uma greve eficaz nos transportes públicos, com a alguma eficácia no sector público e muitíssimo pouca adesão no sector privado.


Greve nos transportes, no mesmo dia

Uma greve, num sector falido, não melhora as coisas, agrava-as.

Os socialistas e a noção de como deixaram o País

(…) os socialistas sabem o que o PS fez no governo durante dez anos. Eles não o dizem, mas a maior parte dos socialistas sabe o amontoado de disparates e de erros cometidos e sabe da responsabilidade dos governos socialistas na situação em que nós vivemos. A maior parte sabe, em privado sabem, dizem que sim. Não querem admitir, porque não querem fustigar-se, não querem autoflagelar-se.

O actual PS

O Partido Socialista está em mau estado político, em mau estado moral, em mau estado mental.

A solução para Portugal

Sem União Europeia não há qualquer solução – vamos para a bancarrota e vamos ter uma vida negra durante muitas décadas.

Auditoria às contas públicas

(…) continuo a pedir sempre, sempre até que a voz se canse, uma auditoria às contas dos últimos dez anos.

Os Portugueses e o euro

(…) enquanto pertencermos ao euro a nossa queda de rendimento brusca será evitada. Saindo do euro vamos...

O igualitarismo básico na idiossincrasia dos portugueses

Há uma demagogia muito profunda, muito antiga na sociedade portuguesa, anti-elitista. Qualquer pessoa, seja qual for a sua origem, que se distinga é imediatamente sabotada. Os portugueses gostam de tudo o que é igualitarismo, o mais básico possível. (…) Faz-me lembrar os tempos da China de Mao Tse Tung: havia 600 milhões de chineses vestidos da mesma maneira, a mesma túnica, o mesmo chapéu, aquilo era horrível (…)

(entrevista ao Jornal “i” - 3 Dez 2011)

Nota: - Título e subtítulos são deste blog.

2810. Quem nasceu p'ra lagartixa ...

... nunca chega a jacaré ...

ou

O frustrado comunista

Parte 1










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Parte 2












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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

2809. You got mail (?) !


A little boy goes to his father and asks:

- Daddy, how was I born?

The father answers:

- Well, son, I guess one day you will need to find out anyway! Your mom and I first got together in a chat room on Yahoo. Then I set up a date via e-mail with your mom and we met at a cyber-cafe. We sneaked into a secluded room, and googled each other. Then, your mother agreed to a download from my hard drive. As soon as I was ready to upload, we discovered that neither one of us had used a firewall, and since it was too late to hit the delete button. So, nine months later a little pop-up appeared that said:

- You got male!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

2808. Incêndio na Luz



Existem excelentes perspectivas e condições para que o caso do incêndio na Luz seja rapidamente esclarecido.


Há um notável conjunto de testemunhas presenciais privilegiadas: os dirigentes do SCP que estavam precisamente no local onde o fogo se deu.

Mais: terão mesmo tido necessidade de se afastar dele para não chamuscarem as calças.

Ninguém, certamente que ninguém, vai pensar que tenham sido eles a atear as chamas, para além de metaforicamente, que é do conhecimento geral. Mas também ninguém acredita que não tenham visto que foi.

Portanto, é só ouvi-los.

Eles que digam o que sabem, porque com toda a certeza têm muito muito para contar.