Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

sábado, 28 de abril de 2007

1034. O túnel do Marquês

Tive esta tarde que me deslocar ao concelho de Sintra. Então, lembrei-me de sair do itinerário que normalmente faço, para passar pelo tão decantado túnel do Marquês, só para ver com estes que a terra há-de comer e percorrer com as rodinhas que a carripana tem se “aquilo” é tão perigoso e tão mau como o já muito conhecido – de outros carnavais – Fernando Curto, socialista presidente da Associação Nacional dos Bombeiros Portugueses e também aluno da UnI, tem andado a apregoar por tudo quanto é sítio, com ar de quem talvez esteja desejoso de que algo venha a dar-lhe razão.

Não venho defender a posição de Carmona Rodrigues, que não é da minha família, nem sequer do meu conhecimento e por quem até nem tenho simpatia por aí além; nem por aí aquém, diga-se. Nem a da Câmara. Venho, tão simplesmente, dar a minha opinião.

Pois é, depois das minhas duas passagens pelo túnel, uma no sentido Fontes Pereira de Melo-Amoreiras e, horas depois, à volta, outra no sentido inverso, agora com muito trânsito, constatei que o grande problema do senhor Curto, presidente da dita ANBP, é esse mesmo, ou seja, ser curto. De vista, pelo menos. Ou de vistas, o que é pior.

E mais, é certamente pouco viajado, porque, a não ser assim, não diria as enormidades que anda dizendo. Bastaria que atravessasse 10 ou 20 túneis das centenas existentes por essa Europa fora, a começar por todo o trajecto alpino, entre a França e a Itália e vice-versa e logo se convenceria de uma de duas coisas:

1 – de que anda a dizer coisas que só lhe ficam mal, por revelarem má fé ou ignorância mesmo;

2 – de que italianos, franceses, suíços, austríacos e tantos outros, não passam de uma cambada de idiotas ignorantes e irresponsáveis, pois que não lhe vieram pedir a abalizada opinião quando da construção dessas muitas centenas de túneis, muitos deles com mais de 20km de extensão e com declives tremendos e passeios de palmo (nem sequer do tamanho dos do Túnel do Marquês, mas apenas de palmo… quando os há!).

Deixando as brincadeiras...

O túnel é perfeitamente seguro e está muito bem iluminado e excelentemente sinalizado. Tudo o que o senhor Curto anda a debitar deve ser levado apenas à conta de política menor (encomendada ou não só ele saberá…).

Para dar um chuto na parvoeira e em jeito de apontamento humorístico, apenas quero referir que a alegação do referido senhor acerca da largura dos passeios ser insuficiente para a deslocação de macas ao longo do túnel, é ridícula mesmo.

Basta que nos lembremos de que, em caso de acidente (há-os seja onde for…) e sendo necessário transportar macas à mão, certamente que a distância entre o local onde o acidentado se encontrar e a ambulância para que terá de ser transportado será mínima, ou seja, nunca mais do que 2 ou 3 metros, quando muito.

É bom que se refira isto muito claramente, não vá o senhor Curto descortinar a possibilidade de os maqueiros, dando-lhes um “vipe”, desatarem a correr túnel fora, Rotunda do Marquês de supetão e Fontes Pereira de Melo ou Avenida da Liberdade, em disparada, consoante o destino seja Santa Maria ou S. José.

Mas há mais:

Na sua cega "ciência", Mr. Curto nem tão pouco se restringe ao bom-senso de calcular que, numa tal situação – de acidente com feridos a necessitar de transporte de maca – o tráfego no túnel será de imediato (portanto muito antes da chegada das ambulâncias) suspenso, pelo que os maqueiros, quando chegarem ao local e tendo que transportar feridos em macas, o farão sem problemas pela própria faixa rodoviária, que estará limpa de qualquer espécie de trânsito.

Eu não vos tenho dito que eles são mesmo ridículos? E pensam que somos trouxas? Será que assim pensam por não termos frequentado a UnI?