Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

domingo, 8 de janeiro de 2017

3222. Dívida externa portuguesa

Para ter a noção do que REALMENTE devemos ao mundo, anote isto:

A dívida externa total de Portugal, ou seja, aquilo que o Estado e os particulares devem a estrangeiros é actualmente de


396,2 mil milhões de euros, 

o que corresponde a

215,9% do PIB

(dados do Banco de Portugal)

Quer isto dizer que, se todo o resultado da venda da nossa produtividade durante 2 anos fosse aplicado a pagar a dívida
(sem o usarmos para comer, vestir, calçar, etc...simplesmente
NÃO CHEGAVA).



quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

3221. Alçapões da História


O escarcéu alegadamente originado pela suspensão do feriado do 1º Dezembro é quase só fumaça e deveu-se à demagógica ignorância dos indignados.

Os Filipes de Espanha reinaram cá por 60 anos porque os portugueses (clero, nobreza e povo) assim desejaram. É facto documentado.

Na verdade, desejaram e não se limitaram a isso. Expressaram a vontade, através de seus representantes nas Cortes de Tomar, em 16 Abril 1581 e já em Janeiro de 1580 uma clara maioria reconhecera a Filipe II a legitimidade para reivindicar o trono de Portugal.

Filipe II de Espanha, I de Portugal, era o principal herdeiro da coroa deixada vaga pela morte do rei Sebastião, em Alcácer-Kibir, em 1578.

Claro que os patriotas da 25ª hora, indignados com a suspensão forçada do feriado de 1 Dezembro, têm desculpa por não saberem História.

E pelo mesmo facto devem ser desculpados por aceitarem o Dia de Portugal em 10 Junho e não em 5 Outubro (1143) ou 24 Junho (1128).

A independência de Portugal foi reivindicada e aceite em 5 Outubro 1143, em Zamora, cujo tratado findou guerra entre Afonso Henriques e Afonso VII de Leão e Castela

Também 24 Junho 1128 poderá ser alegada, porque foi a da batalha de S. Mamede, em que Afonso Henriques, venceu forças da mãe, Teresa de Leão, e do Conde de Trava e assumiu a regência do condado.

Alçapões da História que teimam em desarmar ideias


feitas com intenção de endrominar.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

3220. A Rua Nova dos Mercadores do séc XVI

 (actualmente Rua da Alfândega)



 O Mistério do quadro renascentista em que se (re)descobriu Lisboa manuelinaParece um romance policial. Em 2009 duas historiadoras inglesas visitaram uma mansão perto de Oxford e aí encontraram um quadro do século XVI que retratava uma rua renascentista. Não se sabia se era uma rua real ou imaginada, nem quem a tinha pintado. Depois de uma longa pesquisa, as historiadoras chegaram à conclusão de que se trata de uma rua bem portuguesa que foi palco do comércio de mercadorias de todo o mundo.(…)Em 2009 duas historiadoras inglesas, Kate Lowe e Annemarie Jordan Gschwend, visitaram esta mansão do século XIX, Kelmscott Manor, localizada perto de Oxford. As duas historiadoras repararam num quadro do século XVI que o pintor Dante Gabriel Rossetti, amigo de Morris, lhe terá oferecido, ou vendido, e que estava atribuído à escola de Velázquez. Mostra uma rua renascentista, e não se sabia se era real ou imaginada, nem quem a tinha pintado.




Lowe e Gschwend pesquisaram longamente, à procura de referências, tanto em livros e documentos, como na própria pintura. Finalmente chegaram à conclusão, indisputada, de que se trata da Rua Nova dos Mercadores, na baixa da Lisboa manuelina. Ficava onde agora passa a Rua da Alfândega, e era o percurso mais cosmopolita numa cidade onde se negociavam mercadorias de todo o mundo. Além de algumas descrições da sua opulência, apenas existem poucas gravuras da cidade inteira, sem pormenores das ruas. A Rua Nova dos Mercadores foi evidentemente destruída pelo terramoto de 1755, e nunca mais voltou ao esplendor da Era das Descobertas. O que resta hoje é a fachada manuelina da Conceição Velha (antiga Igreja da Misericórdia de Lisboa, nota do blogue), reconstruída com um interior já pombalino.
(…)”


(extracto do artigo “O mistério do quadro renascentista em que se (re)descobriu Lisboa manuelina”, da autoria de José Couto Nogueira – A imagem foi também recolhida da mesma peça)


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

3217. A incontinência desmascara o PS


“Tinha prometido, mas não vou cumprir. A actualidade continua a ser demasiado dominada pela prisão preventiva de José Sócrates para que outros temas possam ocupar o Macroscópio.
Mas vou procurar um ângulo diferente: o dos desafios que este caso coloca ao Partido Socialista.
Até porque a ida de Mário Soares a Évora, para visitar o antigo primeiro-ministro, e as declarações que fez à saída – "Todo o PS está contra esta bandalheira" – colocaram sob pressão a linha de grande serenidade que António Costa tem vindo a impor ao partido.
Mesmo considerando que os jornalistas foram cruéis na forma como pressionaram o antigo Presidente da República, aquilo que ele disse veio de dentro, sem dissimulações, para o melhor e para o pior.”
 

José Manuel Fernandes, in Macroscópio - Observador

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

3213. Por que a cambada odeia Passos Coelho ?


A pergunta que todos os Portugueses devem fazer a si próprios, se quiserem esclarecer-se e evitar serem miseravelmente enganados é a seguinte:
- Por que razão a cambada que nos desgovernou durante 37 anos e nos deixou na bancarrota odeia Passos Coelho?
Parece que muitos ainda não fizeram tal pergunta a si próprios. Talvez por que gostem de ser enganados ou olhem para a política como para o futebol, onde se ama sempre o mesmo clube ainda que as coisas corram muito mal e ele seja mal gerido, com os dirigentes a meterem dinheiro sujo no bolso à custa de sócios e adeptos ou, ainda, apenas porque sejam distraídos.
Se fizessem a pergunta e usassem de alguma lógica de raciocínio, de imediato chegariam à inevitável conclusão de que, com a acção do actual Governo, ficaram à mostra os abusos, as incompetências, as vergonhosas patifarias que durante 37 anos foram feitas ao País e aos Portugueses. E é precisamente isso que eles, a todo o custo, pretendem esconder.
Na verdade, quanto mais o governo de Passos Coelho saneie as finanças públicas, proceda a reformas indispensáveis e não se alie aos interesses imorais – económicos e outros, como a vergonhosa pedofilia em que tantos estiveram enlameados... - que dominavam a sociedade portuguesa e que estão a ficar pela hora da morte, como se tem visto na banca e em outros sectores, mais despidos na praça pública, à frente de todo o País, ficam anteriores governantes.
Trata-se, pois, de uma questão de liminar inteligência, ou falta dela. Quem é mentalmente desprovido, deixa-se enredar, engolindo tudo o que a cambada ( de todos os partidos, entenda-se ! ) lhe quer impingir, para regressar ao poder e continuar a sua nefasta acção; quem, pelo contrário, acha que tem um mínimo de inteligência e gosta de pensar pela própria cabeça, sem aceitar as tutelas dos patifes, rapidamente encontrará a resposta certa e adequada à pergunta que cada um de nós não pode deixar de fazer a si próprio.
Como se vê, é tudo muito simples. Basta escolher um dos campos: ou o da cambada que nos desgraçou e quer continuar a fazê-lo ou o da verdade, da dignidade e da recuperação do País e dos Portugueses. Cada qual deve escolher o campo que julga mais adequado para os seus legítimos interesses. E uma vez escolhido o campo, não há desculpas por não ter seguido o caminho correcto e, por isso, cair na esparrela…
Se Passos Coelho tivesse escolhido actuar como a anterior cambada, não teria enfrentado os graves problemas e animosidades que enfrentou e continua a enfrentar. Mas teria afundado mais o País, que agora estaria sem remédio por muitas e muitas dezenas de anos.
Passos renegou a cambada e optou pelos interesses do País. E, assim, fica de consciência tranquila, aconteça o que acontecer.

A História consagrará esta atitude de dignidade e defesa de Portugal e dos Portugueses. Mas, para o bem geral, é preciso que os Portugueses procedam do mesmo modo. Se o não fizerem, o esforço terá sido em vão, o sacrifício não terá valido a pena.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

3212. "Taxes"


3211. "Catalunhos"

Os "catalunhos" farão ideia daquilo em que estão a meter-se?
É que, independentizando-se, perdem a grandeza de Espanha, com Granada e o Escorial... ... e o seu Barça passará a clube de bairro, pois dificilmente conseguirá transpor as fronteiras de Montjuic... Jogará contra quem? Em que Liga?

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

3210. O "almeida"

Miguel Veiga
"
PSD precisa de "limpeza" e Rui Rio pode ser a resposta"

Cá p'ra mim, o Miguel Veiga não gosta mesmo do Rio...

Esta de o promover a "almeida" não lembrava ao Diabo.