Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

1329. Croniqueta de dia de Natal em tempo de aflição

Subtítulo:
A GAIOLA DAS MALUCAS
ou
O Albergue Espanhol


Em resposta ao post Eh pÁ! Esta é forte! no Blog "Broncas do Camilo", ainda um pouco obnubilado pelos festejos da noite passada, redigi o texto que segue e que resolvi trazer aqui, em jeito de croniqueta de dia de Natal em tempos de aflição.


Viva, Camilo!

Se bem que comungue muitas das ideias que aqui expressa, o que mais me aflige em toda esta questão não é o facto de perdemos alguma autonomia que tanto nos custou a ganhar e conservar e recuperar e etc, desde 1143 até aos nossos dias. Isso era inevitável e sempre fez parte da ideia ab initio. Nem de outro modo se compreenderia que quiséssemos estar na União. Há que receber, mas também dar, que diabo! Não se pode estar com um pé fora e outro dentro, como, por exemplo (mau exemplo) a velha Albion.

Portanto, dou de barato que alguma autoridade sobre nós mesmos teríamos que perder, transferindo-a para outros. Como não sou anjinho - presumo que não sou... - nem nenhum de nós (os que nos vamos interessando por estas coisas ridículas..., que os outros apenas querem saber se isso é coisa que se coma ou não...), o facto era esperado desde Janeiro de 1986 e, portanto, em si mesmo não é motivo de grande surpresas nem tão pouco de grandes zangas.

O que muito me aflige, confesso, e julgo ser o que está a afligir a maioria das pessoas é outra coisa, ou melhor, são outras coisas, a saber:

1 - A baixíssima qualidade dos políticos que nos governam cá pela nossa terra - o índice é extremamente baixo... será que na razão directa dos respectivos QIs? - mas não só destes como dos dessa Europa, a maior parte dos quais verdadeiras aberrações de pensamento;

2 - E, quanto a mim, ainda mais preocupante:

Esta sanha louca de meter cada vez mais pessoas e povos e culturas na mesma trouxa!

Vamos em 27. E mais quantos virão ainda? Isto é uma verdadeira megalomania, melhor ainda, esquizofrenia! Um dia destes estamos a deixar aderir a Rússia, a China e os States.

These guys estão loucos e não têm a mínima ideia do que fazem e nos fazem, andando a sabor das marés. Os outros, os que verdadeiramente mandam na UE...

...porque não estou a referir-me ao nosso balofo representante que não conta para nada, a menos que para um certo espectáculo burlesco em que um gajinho magrinho e penteadinho, de cuecas em plena praça pública, pondo à vela aquilo que tem (quem dá ou mostra o que tem a mais não é obrigado... lá isso!...), ou seja, umas perninhas de alicate, se mostra a correr nas praças principais dessa Europa e arredores, causando incómodo a milhares de cidadãos do país em que se dá a tão infeliz e buffa opereta e, portanto, para gozo geral dos povos e dos governantes dos outros países e desgraça nossa.

Sim, estou a falar do dactilógrafo do Tratado Reformador.


Mas, deixemos o parêntese para tratar de assuntos paroquiais, meramente coloquiais, por falta de substracto para mais, e atente-se no que realmente tem essência.

Ab initio
eram 6, depois, 9, seguidamente, 12 (e connosco já, que fomos o undécimo), mais tarde, 15, apos, 25 e agora, 27. Mais a Turquia que há-de entrar também, e, pelos planos gizados mais... mais... mais... mais... mais..., ad infinitum et ad eternum, per saecula saeculorum, Amen!...


Esta malta não sabe o que é uma associação, uma união, o diabo que os carregue!

Ora esta União criou-se para fazermos frente a quem nos ameaçava sob o ponto de vista económico, mas não somente. Ora, a continuar este disparate, qualquer dia estamos todos na União Europeia e, do outro lado, só há marcianos com quem trocar mercadorias, valores, comerciar enfim!


E quanto ao guerrear, o mesmo se passa pois que já se falou - e estou em crer que será a empresa seguinte - em meter a Rússia na NATO, mas não somente a Rússia.

These guys são completamente from out of this world e nós estamos à sua mercê, é o que é!...

As minhas maiores aflições centram-se nisto e creio que é aqui que verdadeiramente teremos que estar atentos e muito... muito... muito preocupados. Em face disto, o resto são peanuts.

Abraço

Ruben

Que fazer? Ou, de outro modo, quid juris?
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