Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

sábado, 2 de fevereiro de 2008

1469. O caso "Esmeralda"

Não me tenho referido ao chamado "caso Esmeralda", tanto por decoro, como porque quase não há no caso uma ponta que não constitua uma falsidade. A começar pelo nome da menina que, efectivamente, parece nunca se ter chamado Esmeralda.* Enfim!

Vou fazê-lo hoje e temo que vá desgostar algumas - muitas - pessoas, pois que sou contra a corrente largamente maioritária, indecentemente manipulada por quase toda a gente que dispõe de meios para o fazer.

O caso Maddie MacCann é horrível, sem dúvida.
O caso de Esmeralda, porém, não o é menos.

Pessoalmente, sinto-me horrorizado com tudo quanto tem sido feito e dito e explorado. De forma absolutamente indecente e indesculpável. Quem provocou tudo isto e quem vai alimentando esta feira de idiotia e malvadez devia ser obrigado a prestar contas. Severas contas.


No meu ponto de vista, observo que à luz da Lei e até da Moral (muito embora nestas coisas da Moral, haja para aí interpretações diversas e de estarrecer!...), o caso é simples:


1 - A menina nasceu e a mãe não dispunha de meios para a criar, já que o pai não quis assumir a paternidade - por razões que me escapam, mas que não custa imaginar quais tenham sido - até que se realizasse teste de ADN, comprovativo da efectiva paternidade que a mãe lhe assacava.


2 - Nesses termos, tinha Baltazar, o pai biológico, toda a legitimidade para tal.

3 -
Nesses termos igualmente,tinha a mãe da criança toda a legitimidade para a entregar a quem dela pudesse tratar.

4 -
Ainda nesses termos,tinha o casal "adoptivo", toda a legitimidade para aceitar essa "adopção".

5 - Passados meses, feitos os testes de ADN e comprovando-se que a menina era filha do Baltazar, este assumiu a paternidade, também sob o ponto de vista legal, e quis recolhê-la consigo.
Uma vez mais, dispunha de toda a legitimidade para tal.

6 - Os "pais adoptivos", porém, recusaram-se a devolvê-la. Haviam-se passado apenas alguns meses... Não tinham estes qualquer legitimidade para actuar como actuaram.

7 - Os pais adoptivos foram protelando a entrega, com isso criando na criança um afecto por eles que ia crescendo, ao mesmo tempo que o pai biológico continuava sem poder ter-lhe acesso e, com isso, sem poder oferecer-lhe o seu afecto e dela receber a retribuição normal.

8 - Foi metido o Tribunal na
questão, que decidiu a favor do pai biológico, conforme ao Direito, à Justiça, à Moral.

9 - Os "pais adoptivos" (a criança nunca foi legalmente adoptada...) desobedeceram a uma decisão judicial legal e legítima, recusando-se uma vez mais a entregar a miúda e, com isso, lá foram alargando o prazo em que, tendo-a consigo, estreitavam os laços de afecto com ela e, ao mesmo tempo, impediam que os laços de afecto do pai biológico para com ela e vice-versa, se pudessem criar e desenvolver normalmente.

10 - Passaram-se os anos e hoje diz-se por aí, às "bocadas idiotas e alarves" que a menina só tem afecto pelos "pais adoptivos" e "horror" pelo pai biológico. Imagina-se por que motivo terá ela "horror" ao pai biológico. Certamente que nos seus sonhos, em todos estes anos, aparecia recorrentemente um anjo vindo directamente de junto de Deus - e certamente a Seu mando - para lhe segredar que o Baltazar é um patife e que o Luís Gomes e a mulher é que são os bons da história, com direito a tratamento de V.I.P. e beijinhos sociais de tudo quanto é capa de revista e o mais que se viu e vai vendo. We're just
getting the picture...

11 - No meio desta patifaria toda, aparecem então, aos
magotes, os alarves do costume, travestidos de grandes moralistas, que tudo manipulam e se entregam às práticas mais absurdas e só possíveis em país de diminuídos mentais, que tudo fazem, com uma "clubite" inconcebível, no sentido de privilegiar uma das partes, precisamente a que prevaricou. Com festas de solidariedade entre cretinos - para as quais arregimentam mentes acríticas e impreparadas para separar o trigo do joio - e outras poucas vergonhas similares.

12 - E não há ninguém que dê um murro na mesa, meta estes idiotas todos na ordem e responsabilize seriamente quem o deve ser realmente.


13 - Entretanto, "Esmeralda" continua a crescer num ambiente que se adivinha qual seja, de manifesta abjuração do pai que tem, a cada dia que passa mais agravada.


14 - E Baltazar continua a cumprir uma longa pena de já mais de 6 anos e não se sabe de quantos mais ainda, apenas pelo crime de, durante uns meses, enquanto não
teve a certeza científica de que era sua - assim que o soube, perfilhou-a e pretendeu levá-la para junto de si - não a ter reconhecido como tal. O que qualquer pessoa de bom senso em condições semelhantes certamente faria, sem que, com isso, fosse marginalizado, sequer motivo de conversa.

15 - E Esmeralda nunca há-de ser uma menina feliz, jamais será uma mulher realizada, não terá a graça de se olhar como ser humano inteiramente integrado na sociedade de seus iguais! Porque não terá iguais a si!!! Está desgraçada para toda a vida.

16 - Quem lhe fez tudo isto - que considero menos caridoso do que raptar ou mesmo matar uma criança, por que o que lhe está a ser feito é assassiná-la continuando ela a ter que viver com um fardo impossível de carregar... - devia, pela Lei de Deus, ser duramente castigado
com a pena maior. Pela lei de Deus, sim, já que sou absolutamente contra a pena maior aplicada por humanos.

Jamais havia escrito acerca deste tema, por imperativo de consciência, para não engrossar o número dos que têm feito mal a "Esmeralda". Faço-o hoje, por imperativo de consciência, porque há coisas que não devemos calar, sob pena de nos tornarmos cúmplices. Não tenciono voltar a fazê-lo, por imperativo de consciência, porque continuar seria engrossar o lote dos malvados e eu prefiro ser considerado ignorante ou sem opinião a malvado. Mas também por uma questão de higiene, não principalmente mental. Maioritariamente sanitária, isso sim!

* Por lapso e algum desconhecimento, também, na altura, escrevi "...parece nunca se ter chamado Esmeralda", o que não corresponde à verdade, uma vez que o certo é que sempre se chamou Esmeralda, contrariamente ao que os tais idiotas lhe chamam frequentemente em vários meios de comunicação Social, sabendo bem que a menina não tem outro nome além daquele.
...

30 comentários:

Isabel Magalhães disse...

Ruben;

Bem haja, pela clarividência e pela coragem de chamar as coisas pelos nomes.



Abraço

I.

Ruvasa disse...

Viva, Isabel!

Em Portugal, cada vez está mais claro que é preciso, se bem que não seja eu a pessoa com mais audiência para o fazer de molde a causar verdadeiro impacte.

Abraço

Ruben

Marisa disse...

Olá Ruben! :)

Apesar de ser algo avessa a "mexer" nestas matérias (elas tocam demais o foro pessoal), não posso deixar de estar totalmente solidária com as suas palavras e não posso deixar de dizer que todo o circo que tem sido armado não passa duma coisa vergonhosa!

Quem realmente ama, não impede o "ser amado" de se relacionar com outros e muito menos regateia afecto; é uma pena que, neste caso, não impere o respeito pela menor e pelos seus direitos!

Bom fim-de-semana, um abraço.

Ruvasa disse...

Viva, Marisa!

Pois é verdade, amiga. Mas, neste caso eu responsabilizo mais ainda os palermas que andam para aí a dar vivas a quem, na verdade, causou todo este problema e está a criar na menina uma adolescente e adulta traumatizada de tal forma que não mais se livrará deste martírio.

Há gente dessa, cujos nomes não refiro aqui - todos sabemos bem quem são - com especiais responsabilidades, pela "cobertura", a nível muito alto da hierarquia lusa, mesmo que não em actividade, que devia ser chamada à atenção e posta no seu devido lugar, mas com uma mordaça, olhe aquela que "eu coloquei" no juiz Rui Teixeira.

Tudo isto é nojento e essa a razão por que no assunto não me meti antes. Achei, porém, que algo agora teria que dizer e, como prometi, vou calar-me. Não quero que me confundam com gentalha dessa.

Abraço grande

Ruben

Camilo disse...

Amigo Ruben,
Este caso, chocou-me tanto que, tal como o Amigo, nunca tive coragem de escrever sobre o mesmo.
Claro que tenho uma ideia.
Acontece que, por ironia do destino, conheço um senhor (de vez em quando joga comigo uma "suecada") que é vizinho do "pai biológico", na Sertã.
E não me conta as melhores "intenções" do mesmo.
Por acaso, fiz parte do movimento de assinaturas a favor do Sargento.
Estou preocupado com a criança.
Mais com a criança do que com os adultos, pois como o Amigo Ruvasa diz -e bem- esta criança não vai crecer com normalidade.
Vai ficar com marcas terríveis.
E tudo isto por culpa de quem?
-Dos Humanos...
E... DA inJUSTIÇA QUE TEMOS "NESTE SÍTIO", CADA VEZ PIOR.
É que, esta criança tem o direito de ser feliz. Não pediu para nascer.
(Ultimamente nem sequer tenho tido coragem para ler o que se está a passar sobre este assunto.
Julgo -é o meu pensamento- que a tal...Justiça não vai sair dignificada)

Ruvasa disse...

Viva, Camilo!

Exactamente.

O que preocupa realmente é apenas a menina.

Os outros - todos - que vão dar uma curva.

E, claro que a Justiça não sai nada bem. Porque não deveria ter permitido chegar-se a este ponto, quando, há bons anos já, decidiu que seria de determinada forma e não se fez obedecer.

Abraço

Ruben

José disse...

Gostei do seu artigo.

Siugiro-lhe a consulta do blogue: www.esmeralda-sim.blogspot.com

Os meus cumprimentos

Ruvasa disse...

Viva, José!

O que escrevi foi o mínimo que me senti na obrigação de fazer, na qualidade de cidadão comum que conhecia os factos de um modo geral e que, pela experiência do foro, facilmente deduzia outros que nada de bom auguravam em favor da criança.

Segui a sua sugestão e fui ao blog "Esmeralda, sim". Vi comprovado o que sabia e tomei conhecimento do que não sabia que mais reforçou a minha opinião aqui antes expressa.

Entendo que o assunto merece, pelo menos, que faça um link deste meu blog para o da Esmeralda. O que vou fazer de imediato.

Abraço

Ruben

Zé do Telhado disse...

Ruben:

Sou pai, apoiante do Balatazar e não concordo quando diz que "os outros vão dar uma curva".
De facto, qualquer que seja o interesse da criança, ele é sempre suportado no bom desenvolvimento das Responsabilidades Parentais.
Se quem desenvolve essas responsabilidades parentais vai dar uma curva, a menina fica sozinha, desamparada e agarrada ao seu SUPERIOR INTERESSE.
Aliás não concordo que falem em "superior", pq até parece que está acima de todos.
Por outro lado, o que se passou no caso Esmeralda é simples de analizar.
Veja quem ganha e quem perde.
Perde o Balatazar o seu legitimo direito a educar a criança, para além de gastos em gasolinas, processos, etc.
Perde a criança pq está e vai estar no meio dum contencioso, suportado por ideais ridiculamente prepotentes.
E quem ganha?
Fácil de ver.
Mas num País em que os políticos estão de costas voltadas para os cidadãos, ridicularizando a sua participação nas grandes questões nacionais, tudo é de esperar.
Até breve

Ruvasa disse...

Viva, Zé do Telhado!

Concordo consigo que a expressão não foi feliz.

Aliás, que não entendo que os outros - todos - devem ir dar uma curva, depreende-se facilmente da circunstância de ter deixado bem claro que compreendia (já na altura. sem o conhecimento que tenho hoje, depois de ter lido o blog "Esmeralda-sim") a posição do Baltazar. E até a posição extremamente condenável, criminal mesmo, de Luís Gomes e mulher.

O que não aceito nem compreendo é a posição dessa cambada de idiotas que por aí andam a dar-lhes apoio e a incentivá-los a tomarem atitudes contrárias à Justiça, ao Direito e à Moral.

É contra esses que verdadeiramente estou, até porque são os mesmos de sempre, os tais que fizeram deste nosso país coutada sua, sem um pingo de vergonha na cara, gente sem moral e sem valores de sociedade humana a defender. Neste caso, como em tantos outros, de cariz diverso, a que temos assistido.

Mas eu gostaria de não voltar ao assunto, como, aliás, me comprometi. Abri este parêntese, por ter concluído que, na verdade, dera, com aquela frase menos feliz, uma ideia talvez errada do que penso e sinto.

Abraço

Ruben

Anónimo disse...

Finalmente alguem que concorda comigo: Quem deve ir preso é o sargento e a esposa tambem. A criança não é nenhuma animal de estimação como o acordão de tribunal bem referiu.
Alguns comentarios dizem que o pai Biologico nao e la muito "boa pessoa"... sera que todos os pais deste mundo tem de ser boas pessoas ? Nao deixam por isso mesmo de ser pais...!!! Ou sera que agora uma criança ja pode escolher os pais que gostaria de ter ? Mais ricos ou menos ricos, mais sargentos ou menos sargentos. Bom, eu acho que entao vou chamar pai ao Belmiro de Azevedo, pode ser que ele me adopte...
O problema da nossa justiça é que NUNCA um pai solteiro ira conseguir a custodia de um filho por muito que o queira. Embora o Baltazar tenha uma companheira nao deixa de ser uma companheira de ocasiao, para dar um ar mais familiar ao novo lar, mas, acho que aqui o Baltazar esta a fazer um erro. Se lutasse pela filha como pai solteiro teria provavelmente o mesmo apoio dos juizes e muito mais apoio de milhares de pais como ele.

Ruvasa disse...

Viva, Anónimo!

Este caso é uma desgraça para a Esmeralda, uma patifaria enorme para quem sempre a impediu de receber o amor paternal, uma vergonha para imensa gente e para a justiça portuguesa, que se mostra absoluta,ente incapaz de fazer cumprir uma sua decisão, baseada no Direito e na Justiça.

Ruben

Anónimo disse...

Oh papá, por favor, inscreve-me no Colégio de Torres Novas para eu poder ser chefe de turma mais facilmente... e logo a partir do primeiro dia...!
Òh papá, é muito fácil... é só ires falar para os jornais e meteres umas "cunhazitas"... as do costume... e pronto, eu passo de imediato a ser uma pessoa importante na minha terra. Vá lá, meu papázinho... é para isso que tu és sargento... e muito amigo da fatinha do canal do sargento... e de ex-primeiras damas... etc...

Sertã disse...

Concordo com este anónimo. Protegem o sr. sargento e a respectiva mulher, os raptores que a polícia não "conseguia" (não queria) encontrar.A comunicação social e alguns programas de opinião pública estão a manipular o caso.

Anónimo disse...

mas que cambada de ignorantes escreve aqui comentários.Pelos que se identificam vê-se logo que são os mesmos que comentam no blogue«ESMERALDA SIM».SEMPRE OS MESMOS.

Baltazar D'Atávia disse...

Caro senhor, as sensibilidades de cada um ssão naturais.
Ignoro quem tem ou não razão nem isso me interessa muito.
Sei apenas que durante 20 meses pelo menos o progenitor não prestou os cuidados e obrigações que lhe advinham.
Faltou por isso aos mais elementares deveres de um pai.
Violou os direitos elementares da criança.
Faltou na ajuda á mãe da sua filha.
Se todos tivessem agido como ele a menina estaria morta.
Ora está viva e parece até que muito bem educada.
Não se deve por isso sujar a imagem de quem ela ama e de quem a amá. Quem o fizer pagará um preço futuro. è que a menina vai crescer, sabe?
è pouco salutar criticar seja quem for, já que todos devem ser protegidos no suprior interesse da menina.
O direito, a lei, a justiça ou a falta dele são aqui pouco relevantes.
A lei dá razão ao progenitor.
Tivesse a mãe apresentado queixa contra ele e a mesma lei já o condenaria, pelas faltas que enunciei.
boa tarde caro apoiante

Anónimo disse...

É muito fácil ter uma aventurazeca, descomprimir os desejos e depois virar as costas pensando "vai á tua vida". O que seria daquele "ser vivo" se não tivesse quem lhe tivesse mudado as fraldas e dado carinho!!! ... as palavras leva-as o vento!! "a coisa que eu mais amo é a minha filha!!" Filha essa que não conhecia, nem primeiramente quis conhecer. Agora é que lhe veio todo o afecto ...

Anónimo disse...

Pois é!! Eu que nunca senti nenhum interesse por por isto de blog´s, tive agora curiosidade de fazer uma pesquisa. O quê que encontro! As mesmas pessoas a escrever neles, manipulando-os com os seus ideais. Se calhar são essas pessoas que quando encontram crianças na rua a pedir, cheias de ranho, todas sujas, por vezes a cheirar mal a pedir uma moedinha, lhes voltam costas. Porventura aquela seria outra das "Esmeraldas" espalhadas pelo Mundo.

Anónimo disse...

Isto dos blogues ,como o blogue esmeralda sim ,manipula incautos(vulgo ignorantes Baltazares e afins) que sem esse apoio,seriam zeros á esquerda que nem falar sabem.Se procurar-mos bem talvez encontremos mais algum enjeitado ,fruto da ignorância de um homem que procura uma prostituta e não usa preservativo.Sorte teve a miuda de não trazer nas entranhas alguma doênça maldita ,daquelas para toda a vida.E aqueles pais que a quiseram assim que a viram ,a amaram e a criaram ,são agora penalizados,porque andam ai uns senhores doutores na reforma que querem voltar á ribalta.

Anónimo disse...

Ruben tem 66 anos já feitos, um homem inteligente, interveniente na sociedade e defensor nas horas vagas.
Como não conseguiria nunca estar ao seu nível, por incapacidade manifesta, gostaria de lhe colocar umas questões já que parece entender do assunto Esmeralda.
Só reponde se entender, claro está.
1- o progenitor teve relações com uma sua amante de nome Aidida?
2- o progenitor ejaculou voluntariamente ou foi obrigado, no decurso de uma das suas relações?
3- o progenitor sabia ou não que a sua amante esperava uma criança que dizia ser sua?
4-o progenitor facultou alguma ajudada de caracter, psicológico, moral,financeiro ou outro á sua amante?
5-O progenitor foi ou não avisado pela futura mãe e por diversas pessoas de que era o pai indicado pela futura mãe?
6-o progenitor esteve presente aquando o nascimento da bebé?
7- porque não exigiu de imediato e de livre vontade submeter-se ao teste de ADN, aquando o nascimento da bebé?
8-A mãe da bebé cumpriu ou não o seu papel, obrigações e deveres para com a sua filha, durante os primeiros 3 meses de vida ultra uterina?
9- O progenitor cumpriu algum dos seus deveres e obrigações durante os primeiros 3 meses de vida ultra uterina da bebé?
10- a bebé foi confiada a um casal que lhe prestou todos os cuidados como se fossem os pais legítimos?
11- o casal em questão, pelo seu comportamento colocou em risco de vida a vida da bebé?
12- o progenitor cumpriu algum dos seus deveres e obrigações durante os primeiro ano de vida?
13- foi procurado pela GNR, para se apresentar num estabelecimento afim de apurar a paternidade?
14- fez ou não o teste ADN?
15- foi confirmada a verdade ou não sobre a paternidade?
16- depois de realizado o teste e com a prova moral e científica podia ele continuar a fugir ás suas responsabilidades?
17- O progenitor exigia provas da paternidade, para aceitar a criança como filha?
18- O casal Gomes exigiu algum documento para cuidar da menina como filha?
19-durante onze meses, quais foram as medidas que tomou para ajudar a criar uma filha sua?
20- durante onze meses o casal assegurou ou não os deveres que se exigem aos pais?
21-entre a prova cientifica e o periodo de pedido de regulação do poder paternal, escoaram-se 4 longos meses, quais as ajudas que disponibilizou para responder aos deveres de pai?
22- até á diliberação do tribunal decorreram 25 meses, em que banco depositou alguma verba que fosse para acudir ás imperativas necessidades da sua filha?
23-quem levou a bebé á consulta do pézinho?
24-quem deu a mama e os milhares de biberons?
25-quem levou a bebé ás obrigatorias consultas, mensais?
26- quem deu milhões de beijinhos e afetos durante esses 25 meses?
27-quem preparou todas as refeições durante esses 25 meses?
28- quem passou algumas noites em branco?
29- quem ouviu primeiro a palavra papá?
30- quem viu dar os primeiros passos e lá colocou a mão?
31- Quem esteve lá durante esses muito longos 25 meses?
32- quais as medidas tomadas pelo pai para ajudar na criação da sua filha enquanto aguardava uma decisão definitiva?
33- em que banco depositou as verbas?
34- onde entregou as roupas, os leites de banho, as fraldas, etc?..
vou para aqui, porque tenho tantas perguntas que o iriam aborrecer que não vale a pena...
A sua inteligência poderia esgotar-se e não pretendo nada que possa lesar esse tão ilustre cerebro.
Agradeço apenas que me indique onde estudou, se lhe for possivel...
Tenho dois filhos e quero evitar que possam frequentar a mesma escola.
o meu mail: heliodoro_joaquim@hotmail.com
O meu bem haja

Ruvasa disse...

Viva, Anónimo de 17Jan2009 17,23!

Precisamente por ter 66 anos de idade
(não ser, por conseguinte um cachopo como os que por aí pululam, ignorantes e antidemocráticos mas com um poder desmedido),
por ser pessoa de inteligência média
(mais não é necessário para perceber tudo),
ao contrário de outros que por aí pululam
(que parecem sofrer de retardamento ou de facciosismo em matéria em que não é admissível que os haja),
cheio de paciência e boa vontade e saindo de uma postura que por norma assumo de não responder a "anónimos", venho fazê-lo a seu benefício.

No entanto, porque tenho mais que fazer e porque deveria ser tempo já de o meu caro se ter apercebido de coisas simples como o facto de eu ter escrito este post há quase um ano e nunca mais me ter referido ao assunto e bem assim a circunstância de as patéticas perguntas que fez terem sido há muito já cabalmente respondidas na sede própria, ou seja, nos tribunais, a benefício seu, repito, mas também dos restantes anónimos que para aqui vieram debitar baboseiras, deixo o url que o levará a inteirar-se da verdade do que se passou no "caso Esmeralda", desde as relações sexuais de Baltazar com Aidida até ao momento da entrega definitiva de Esmeralda do pai legítimo.

Aqui fica, pois:

http://www.asjp.pt/images/stories/documentos/despacho_entrega_esmeralda.pdf

Leia e documente-se, antes de que volte a dizer coisas como as que disse e que apenas o colocam mal a si.

Ruben Valle Santos

Juli disse...

"Parir é dor e criar é amor", diz o povo na sua imensa sabedoria. Baltazar nem pariu nem criou....donde lhe veio o amor? Há por aqui um senhor de 66 anos , apoiante incondicional de baltazar. Como tenho 65 entendo bem os princípios em que se baseia, a moral reinante da nossa geração, que eu felizmente não perfilho porque felizmente a vida me levou a viver e conviver com outras formas de ver o mundo. Sei que para essa geração abandonar uma "prostituta" grávida era normal...afinal era só uma prostituta, não era gente. Pessoalmente considero que qualquer homem que sabe que uma mulher com quem teve relações desprotegidas lhe diz que está grávida e que o filho é seu tem obrigação moral de prestar ajuda e procurar saber de imediato se efectivamente é verdade. Neste caso, Baltazar, num qualquer país civilizado em que os direitos da criança fossem respeitados, teria sido inibido de exercer o poder paternal. Porque durante a gravidez abandonou a mãe e a filha e durante o primeiro ano não lhe prestou qualquer cuidado. Já agora vou fazer um exercício de imaginação1 Se neste momento, por um quelquer motivo, se verificasse que houve um erro no exame e que afinal o Baltazar não era o pai biológico, que faria ele? Continuava a considerá-la filha ou entregava-a outra vez a quem nunca se importou de quem eram os espermatozóides? Estou em crer que a entregava outra vez a quem sempre a amou...Mas se há coisa que me intrigue é o ódio manifestado pelos apoiantes de Baltazar, a forma como tentam denegrir a imagem do casal que criou a criança. E, já que as coisas chegaram a este ponto o que desejo é que a criança possa pacificamente conviver pacificamente e que, quando a idade lho permitir faça as suas escolhas. E que os pais afectivos tenham continuem a ajudar na educação desta criança para que ela possa seguir os estudos que desejar, visto Baltazar não ter possibilidades. Se todas as partes a amam como dizem que trabalhem em conjuto para o seu bem.

Ruvasa disse...

Viva, Juli!

Acha que vale a pena responder-lhe sem que antes me garanta que já leu

http://www.asjp.pt/images/stories/documentos/despacho_entrega_esmeralda.pdf

É qaue parece-me bem que não leu e, assim, fala de ouvir dizer.

O que é sempre mau e leva a enganos por vezes trágicos.

Mas tamb+em terei muito gosto em responder-lhe com mais consideração, a partir do momento em que deixe de ser anónima, atitude que qualquer pessoa com um mínimo de sentido do que é viver em sociedade pratica.

Cumprimentos

Ruben Valle Santos

Juli disse...

Caro Ruben

Eu precisei e continuo a precisar de saber muito pouco para avaliar da dignidade de um acto. Palavras interessam-me muito pouco. É dos actos que tiro conclusões. E, neste caso, é que preciso de saber mesmo muito pouco. Não me conhece, logo a sua afirmação de ..."fala de ouvir dizer" peca por total desconhecimento da realidade. De si, e por esta afirmação, posso concluir que faz afirmações de acordo com as suas conveniências.
Sou educadora, trabalhei 33 anos com crianças, sou por norma rigorosa nas apreciações. Procuro informação, opiniões, procuro conhecer o perfil de quem faz as afirmações. A si, apenas tenho a dizer que não faça afirmações de coisas que desconhece, como é o caso do meu conhecimento deste caso. Conheço o despacho, aliás, todos os despachos. Mas a partir do momento em que a decisão da atribuição do poder poternal foi decidida por meras razões de pertença de património genético, todo o resto do processo foi inquinado da necessidade de justificar o injustificável. Esta é a minha opinião.Respeito a sua, mas a minha é diferente. Ao ler as palavras da juíza para Adelina Lagarto aquando da sua condenação, mormente quando diz que uma criança de 5 anos não faz juizos tipo .."ele é dos maus"..etc. tenho que concluir que a dita senhora, de leis saberá muito, de crianças não sabe nada, de Psicologia e Pedagogia menos ainda. Nesta altura do campeonato já nem interessa falar no passado visto que as coisas tomaram um caminho que só Esmeralda, quando crescer, poderá alterar. E tudo o que menos interessa é atear ódios:que todas as partes façam o melhor pela criança.
Outra coisa em que lhe achei graça foi dizer que se me identificar me responderá com mais consideração. Caro senhor, a sua consideração é-me indiferente. Com nome ou sem nome continua a ser um estranho!!!!A consideração com que aqui responde terá sempre que ver com os factos,as afirmações, as ideias expostas, não com as pessoas!
Como mãe, como ser humano,partilho o sofrimento do casal. Como educadora lamento a violentação dos direitos desta criança. Como cidadã lamento não haver na justiça portuguesa tribunais de família com formação específica para lidarem com casos como este. E, como pessoa optimista, espero que qualquer criança deixe de ser tratada como propriedade quando esteja em causa a atribuição do poder paternal, indiferentemente de serem pais biológicos ou afectivos.

Ruvasa disse...

Viva, Ju!


A juíza por nada saber da psicologia de uma miúda de 5 anos, certo.

Provavelmente, no entanto, saberá muito da mesma Psicologia e da mesma Pedagogia, mas agoira aplicada a uma miúda de menos de um ano, que era a idade de Esmeralda quando o pai iniciou o calvário que foi a sua vida durante 6-longos anos-6, atrás da filha para a ter consigo.

E daqui parte tudo. Que muitos tentam desesperadamente subverter, mas não conseguem, entrando em desespero. E sabe-se como o desespero, para mais órfão da razão, faz dizer enormidades e proceder de forma bem reprovável.

Sendo educadora de infância, como afirma, deixa-me fortemente temeroso do que possa ter acontecido por aí, por onde tem andado.

Porquê? Por esta evidência inafastável:

Aquilo que a/o Ju afirmou, com tanto labor ao longo de não sei quantas linhas de leitura complicada e dificilmente destrinçável, a quem não esteja habituado a descodificar teias mal tecidas e, por conseguinte, cheias de nós, poderia - deveria mesmo - ser reduzido à sua expressão mais simples e verdadeira que é a de que a/o Ju parece ser pessoa de ideias feitas, de pré-concepção, que serão muito suas e construíram a verdade única e imutável por que se rege mas que - surpresa! - não é a única nem tão pouco - imagine! - a melhor. Tudo leva a crer, pois, que se trata de pessoa de mentalidade pouco aberta a novas concepções, concepções alheias, principalmente âquelas que não se mostrem anquilosadas de tanto uso e abuso pouco corrigido e cuidado.

Ora, assim sendo, é-me difícil vê-la a lidar com crianças de forma plena e saudável já que elas serão, afinal serão, um espelho de si própria que as molda a seu critério. Sendo a guru pessoa de horizontes limitados ou insuficientemente abertos e iluminados e limites de possível grande estreiteza, como é que compagina tal condição com o abrir de perspectivas a gente de palmo e meio, se calhar de menos ainda, que necessita de se abrir para a vida, em todas as suas vertentes e concepções, mesmo as mais abstrusas, porque é disso que se faz a aprendizagem dos cidadãos de amanhã. Incutindo-lhes valores parentais e sociais indispenspaveis a uma vida saudável e proveitosa pata o próprio e para a sociedade envolvente. Coisa de que a garota não pôde desfrutar no primeiro dos vários e muitos septanatos da vida que vai ter. O septanato que será o mais determinante da sua formação como cidadã adolescente, depois jovem, mais tarde, mulher, esposa, mãe, avó...

Alcança agora a razão por que Esmeralda andou tanto tempo a ser alvo das mais execráveis manipulações?

Será que não houve à sua volta, dominando-a a seu bel prazer, além gente sem a mínima noção da vida em sociedade e consciente dos direitos de qualquer criança, o primeiro dos quais é viver e ser acarinhada e ensinada pelo seus progenitores, do seu sangue, ainda outra gente que, amarrada a noções livrescas, de tratados ultrapassados e escritos isentos de calor humano de que uma criança necessita e leva a que os adultos com ela se enterneçam e, portanto, sejam incapazes de a transformar em animal de atracção de feira?

Posto isto, acha que vale a pena prosseguir esta troca de impressões de sentido único (já que a Ju nada tem a aprender, uma vez que tudo sabe...), quando o que havia para esclarecer está perfeitamente esclarecido e estou em crer que já não me resta dúvida quanto à sua idiossincrasia, da qual discordo absolutamente, perante a certeza quase sem dúvidas de que, ao contrário do que a Ju revela, tenho a mente suficientemente aberta para que nela entrem novas e melhores ideias, que jamais serão aquelas que a sua escrita denunciou?

Não me parece. Daí que, se não ficar satisfeita, prossiga e convença-se a si própria. Por mim não a contrariarei mais.

"""
Eu precisei e continuo a precisar de saber muito pouco para avaliar da dignidade de um acto.
"""

Esta sua frase, que abre o comentário a que respondo é o remate final da sua caracterização, a prova provada da sua suficência paralizante e paralizada.

Não precisava de ter escrito mais fosse o que fosse para se ter retratado, ao que parece de forma eloquente. Nada mais tem aparender porque tudo aprendeu já e tudo sabe. Portanto, fechou o estaminé e nada mais deixa que lá entre. Cristalizou. Que pena o tenha feito com ideias tão ultrapassadas e pouco criteriosas!

Se Sócrates - o filósofo grego, claro! - depois de uma vida de estudo e aprendizagem dura e muito extenuante, teve que reconhecer que, afinal, a única certeza que lhe restava era precisamente a de que nada sabia, ao fim de tudo aquilo, nada sabia, do muito que para saber haveria, como é possível aparecer agora alguém que, de mão beijada, garante que precisou e continua a precisar de muito pouco (conhecimento, presumo) para avaliar a dignidade de um acto. Ou seja lá do que for, acrescentarei, porque quem faz um cesto faz um cento.

Deles será o reino dos Céus. Mas será mesmo?

Cumprimentos

Ruben Valle Santos

NB.-

Dissera-lhe, ao fechar do meu comentário anterior que teria muito gosto em responder-lhe logo que estilhaçasse o seu anonimato, pelas razões que então expus.

Muito embora "a" Ju ou "o" Ju ou nem "a" nem "o" "antes pelo contrário Ju" não tivesse tomado essa atitude de linear atitude social adequada, desta vez dei-me ao trabalho de responder-lhe. Mas vai ser sem exemplo.

Renovo os cumprimentos

Ruben

Juli disse...

Pois...como eu supunha só são publicados "alguns" comentários...! Publicam-se alguns com opinião adversa para fazer crer que há pluralismo de opiniões. A minha resposta à apreciação do Sr Ruben ao meu 1º comentário não foi publicada. E era bem pequenina, correctíssima. Entendi!

João disse...

Lendo por aqui e observando. Um dos comentários fala no longo calvário de 6 anos de Baltazar. Mas olhando para a fotografia de Baltazar ninguém adivinharia um calvário. Lembro-me do jovem simples e simplesmente vestido, falando como a vida lhe deu possibilidades de aprender. Olho-o nesta fotografia e diria que passou longa temporada num SPA, que contratou conselheiro de imagem. Fui procurar fotografias do casal e continuam iguais. E fiquei a pensar neste estranho jogo de perdas e ganhos! Sim senhor, o sr. Baltazar ganhou muito mais neste "calvário" do que o que deve ter pago a uma brasileira desclassificada por uma noite de sexo!! E ainda dizem que temos falta de gente empreendedora. Já o casal é o típico exemplo de gente sem imaginação. Olhem só o negócio em que se meteram. Ficaram com uma criança que uma mãe sozinha lhes entregou para criar, fizeram a burrice de a ir criando, ainda queriam fazer a burrice de a tornarem sua herdeira e o que ganharam? Prisão, pagar 30 000 euros ao desvelado pai, dor da perda etc. São o exemplo de gente que não se recomenda para ultrapassar esta crise. E ainda há quem os defenda! Isto há gente que não percebe nada de negócio!

João disse...

Lendo por aqui e observando. Um dos comentários fala no longo calvário de 6 anos de Baltazar. Mas olhando para a fotografia de Baltazar ninguém adivinharia um calvário. Lembro-me do jovem simples e simplesmente vestido, falando como a vida lhe deu possibilidades de aprender. Olho-o nesta fotografia e diria que passou longa temporada num SPA, que contratou conselheiro de imagem. Fui procurar fotografias do casal e continuam iguais. E fiquei a pensar neste estranho jogo de perdas e ganhos! Sim senhor, o sr. Baltazar ganhou muito mais neste "calvário" do que o que deve ter pago a uma brasileira desclassificada por uma noite de sexo!! E ainda dizem que temos falta de gente empreendedora. Já o casal é o típico exemplo de gente sem imaginação. Olhem só o negócio em que se meteram. Ficaram com uma criança que uma mãe sozinha lhes entregou para criar, fizeram a burrice de a ir criando, ainda queriam fazer a burrice de a tornarem sua herdeira e o que ganharam? Prisão, pagar 30 000 euros ao desvelado pai, dor da perda etc. São o exemplo de gente que não se recomenda para ultrapassar esta crise. E ainda há quem os defenda! Isto há gente que não percebe nada de negócio!

Ruvasa disse...

Juli!

Deixe-se de cretinices, ok?

Você sabe, tão bem como todos os que aqui vêm que não há moderação de comentários no blog. Logo, qualquer comentário que Você aqui produza e automaticamente publicado, independentemente, daquilo que eu pense acerca do mperito do que Você escreve.

Continuea a escrever, que cada vez mais se revela.

Juli disse...

Senhor Ruben
Cretinices já disse por aqui o senhor muitas e eu não lhe apliquei nenhum epíteto semelhante. Mas afinal, revelo-me o quê?
Senhor ruben, o senhor para a média pode armar-se em homem de cultura...mas para mim não. É que para ser pessoa de cultura não bastam umas pinceladas de saber atiradas ao ar, mais umas afirmações de convicção moralista e umas tiradas de retórica que criam nos menos esclarecidos a ideia de que só quem for idiota não comuga das suas ideias. Seja bem educado, ok? Deixe-se de insinuações, ok? Mantenha o nível de pessoa bem educada que é o que eu tenho feito aqui, com ideias diferentes mas bem educada, correcta, ok?