Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

sexta-feira, 16 de maio de 2008

1564. Cento e trinta e nove !

É verdade.

139, ou seja, 30,08% de um total de 365, são os dias de que V., queira ou não, seja lá qual for a sua ocupação, seja lá quem for o seu patrão, se desunha a trabalhar, não para si, isto é, para o seu sustento e o sustento da sua família, mas para o sustento das bizarrias e outras malfeitorias que Sousa & Cª. por aí praticam a esmo.

Pois é verdade! 139 dias é o tempo anual de que V. precisa para pagar os impostos que lhe são extorquidos, ano após ano, num sorvedouro sem fim.


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Não obstante isso,


porque ainda - mas creia que não por muito tempo, porque, pelo caminho que a coisa leva, para o ano tudo se agravará... e no outro... e no outro... - fica com 226 enormes jornadas de trabalho para, então, sim, dar de comer à sua família e calçá-la e vesti-la.

Isso, se for competente para o fazer, porque ninguém o vai impedir. Este ano, Sousa & amigos já não lhe pedirão mais. Portanto, está por sua conta...


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Para não ser acusado de demagogia, deixe-me que lhe diga que este reparo não resulta do facto de me situar no grupo dos que entendem que pagar impostos é ser roubado. Não, pelo contrário. Sou da opinião de que tem que ser, no interesse geral. E também - e aqui já poderia ser - também não acontece que esteja a queixar-me de que é demais o esbulho... que na verdade o é.

Não. O reparo fica feito porque o saque para nada mais tem servido do que para que governantes de treta, autarquias de treta e tudo o mais quanto é sacador - aqui já não de treta - esbanjem à tripa-forra e, deixando-nos completamente exauridos, exangues, por aí se pavoneiem como milagreiros de treta que também são.
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