Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

sexta-feira, 16 de maio de 2008

1564. Cento e trinta e nove !

É verdade.

139, ou seja, 30,08% de um total de 365, são os dias de que V., queira ou não, seja lá qual for a sua ocupação, seja lá quem for o seu patrão, se desunha a trabalhar, não para si, isto é, para o seu sustento e o sustento da sua família, mas para o sustento das bizarrias e outras malfeitorias que Sousa & Cª. por aí praticam a esmo.

Pois é verdade! 139 dias é o tempo anual de que V. precisa para pagar os impostos que lhe são extorquidos, ano após ano, num sorvedouro sem fim.


* * *

Não obstante isso,


porque ainda - mas creia que não por muito tempo, porque, pelo caminho que a coisa leva, para o ano tudo se agravará... e no outro... e no outro... - fica com 226 enormes jornadas de trabalho para, então, sim, dar de comer à sua família e calçá-la e vesti-la.

Isso, se for competente para o fazer, porque ninguém o vai impedir. Este ano, Sousa & amigos já não lhe pedirão mais. Portanto, está por sua conta...


* * *

Para não ser acusado de demagogia, deixe-me que lhe diga que este reparo não resulta do facto de me situar no grupo dos que entendem que pagar impostos é ser roubado. Não, pelo contrário. Sou da opinião de que tem que ser, no interesse geral. E também - e aqui já poderia ser - também não acontece que esteja a queixar-me de que é demais o esbulho... que na verdade o é.

Não. O reparo fica feito porque o saque para nada mais tem servido do que para que governantes de treta, autarquias de treta e tudo o mais quanto é sacador - aqui já não de treta - esbanjem à tripa-forra e, deixando-nos completamente exauridos, exangues, por aí se pavoneiem como milagreiros de treta que também são.
...

6 comentários:

Isabel Magalhães disse...

Viva Ruben;

Então e não é que estou totalmente de acordo consigo? Anda o povo a trabalhar, - felizes dos que ainda têm trabalho - e eles cada vez a esbanjar mais.

Até quando...?

Abraço

I.

Ruvasa disse...

Viva, Isabel!

É isso mesmo. Eles a esbanjar, que é só o que sabem fazer.

O que vale é que já passámos os tais 4 meses e quase 3 semanas em que temos que ficar a seco, para qiue os meninos se fartem.

Assim, já posso, hoje, daqui a pouco, ir até Lisboa, almoçar com a minha filha mais velha que faz hoje anos. Não digo quantos, porque não quero que o almoço me provoque uma indigestão...

Quanto à sua pergunta, "até quando...?", tenho a resposta aqui à mão: até ao momento em que os Portugueses passem a entender que ninguém têm dignidade e que a ninguém assiste o direito de com ela brincar.

O dia em que isso acontecer será o dia da nossa redenção colectiva.

É que, no fundo, os políticos, por muito incompetentes que sejam, por mais arrogantes que se mostrem só nos atazanam os espírito e nos assolam os bolsos enquanto deixarmos, por não termos a capacidade de compreender que, com a dignidade das pessoas, individuais ou colectivas, não se brinca, e agirmos em conformidade.

Abraço

Ruben

A. João Soares disse...

Ruvasa,
É um desaforo, uma total ausência de vergonha. Há poucos dias o ministro Severiano Teixeira foi ao Chade visitar uma pequena equipa de militares da Força Aérea, que constituia a tripulação de um C 130, que, curiosamente, regressou poucos dias depois. Portanto não foi lá dar apoio moral aos rapazes, mas sim porque o pretexto daquela viagem ia acabar e era preciso aproveitar para aumentar a lista dos países visitados!!!
Disseram.me que agora está em Timor. A fazer o quê? É mais uma volta ao mundo.
E a ida de Sócrates à Venezuela dar uma corridinha, deu o exagero de um avião fretado, cheio de convidados. Assim se mostra que somos um País rico!!!
Cumprimentos
A. João Soares

Ruvasa disse...

Viva, A. João Soares!

É exactamente como diz.

Tudo isto ultrapassou já o que poderia ser chamado de desaforo. É a total bandalheira. Fizeram do País uma "coutada" como jamais alguém se atreveu a fazer, mesmo no tempo da outra senhora. É difícil, mesmo, imaginar pena que alguém os fizesse cumprir, para desagravar os vexames que nos obrigam a passar.

Abraço

Ruben

Tony disse...

Caro amigo: e nas suas contas, não está a considerar os impostos indirectos!
Se o fizer, o resultado é bem pior...
Tão mau, que nem "resto" deixa...
Um abraço.
Tony (Effetus).

Ruvasa disse...

Viva, Tony!

Tem toda a razão. Faltam esses que cada vez são mais altos.

Aliás, se nós já pagamos impostos sobre impostos, ou seja, se pagamos IVA sobre o IA. E ainda se diz por aí que lhes fugimos...

Abraço

Ruben