Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

1777. Macau, nove anos depois...

Casino Grand Lisboa, de Stanley Ho,
visto da Fortaleza do Monte,
por detrás de um canhão do séc. XVII
.

(foto revista "Volta ao Mundo", Setº 2008)


Visitei Macau pela primeira vez em Dezembro de 1999. Saí de lá 10 dias antes da cerimónia de devolução do território à China. A cidade era já muito bonita e bastante desenvolvida.

Voltei lá em 2006, depois de uma visita à China e as diferenças que encontrei eram inimagináveis.

Hoje, em 2008, Macau ultrapassou tudo o que seria considerado possível. Até a colossal Las Vegas foi deixada para trás, a perder de vista, em receitas provenienes do jogo. Os grandes potentados do casino americano em pleno deserto plantado vieram, em desfilada, para Macau. Com armas e bagagens.

No entanto, Stanley Ho, multimilionário de Macau e Hong-Kong (e de outras paragens também...) tem feito questão de manter o seu status, não deixando que, seja quem for, o ultrapasse. Macau é o seu território demarcado e ele assim o quer manter.

Como o velhinho Casino Lisboa já não chegasse e tivesse sido "engolido" pelos monstros que entretanto ali foram construídos - em direcção ao céu, que noutra já não dá, por falta de espaço - depois de ter erguido várias outras construções assinaláveis, mandou que se erguesse este colosso, que bateu tudo o que a musa antiga cantava. O novíssimo e espectacular casino Grand Lisboa.

Até onde deixarão os chineses que Macau chegue? Sim, porque se deixarem, nunca mais terá parança. E como aos chineses convém...

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