
visto da Fortaleza do Monte,
por detrás de um canhão do séc. XVII.
(foto revista "Volta ao Mundo", Setº 2008)
Visitei Macau pela primeira vez em Dezembro de 1999. Saí de lá 10 dias antes da cerimónia de devolução do território à China. A cidade era já muito bonita e bastante desenvolvida.
Voltei lá em 2006, depois de uma visita à China e as diferenças que encontrei eram inimagináveis.
Hoje, em 2008, Macau ultrapassou tudo o que seria considerado possível. Até a colossal Las Vegas foi deixada para trás, a perder de vista, em receitas provenienes do jogo. Os grandes potentados do casino americano em pleno deserto plantado vieram, em desfilada, para Macau. Com armas e bagagens.
No entanto, Stanley Ho, multimilionário de Macau e Hong-Kong (e de outras paragens também...) tem feito questão de manter o seu status, não deixando que, seja quem for, o ultrapasse. Macau é o seu território demarcado e ele assim o quer manter.
Como o velhinho Casino Lisboa já não chegasse e tivesse sido "engolido" pelos monstros que entretanto ali foram construídos - em direcção ao céu, que noutra já não dá, por falta de espaço - depois de ter erguido várias outras construções assinaláveis, mandou que se erguesse este colosso, que bateu tudo o que a musa antiga cantava. O novíssimo e espectacular casino Grand Lisboa.
Até onde deixarão os chineses que Macau chegue? Sim, porque se deixarem, nunca mais terá parança. E como aos chineses convém...
...