Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

1876. Recessão e lucros

1º - A recessão

Os noticiários
estão a abrir com a "notícia" idiota de que Portugal está a entrar em recessão.

Desde, pelo menos, 2001, quando Guterres resolveu sair do pântano, que o estamos. Nem sequer em crise estamos a entrar, dado que há já umas boas décadas que nela vivemos.

Ora, deixem-se lá de tretas e pantominices, ó patetas alegres!


2º - Os lucros I

O preço do crude anda actualmente, tanto em Nova Iorque como em Londres, pelos 40 dólares.

Pois bem, os combustíveis continuam a preço que se justificaria se o crude estivesse a 120 dólares.

Há muito que se perdeu o sadio hábito de meter a gatunagem na choldra! Talvez porque, se se continuasse a fazê-lo, não haveria capacidade de construção da quantidade de choldras necessárias para acomodar tantos patifórios?


3º - Os lucros II

Os mesmos noticiários referem igualmente a notícia escandalosa de que os bancos estão a encerrar os exercícios com lucros fabulosos, como, aliás, acontece de há muitos e muitos anos para cá.

No entanto, ainda recentemente assistimos à pouca vergonha de o Estado, sem sequer nos consultar, se servir do nosso dinheiro, do nosso suor, para, de mão beijada, o entregar aos usurários que nos têm levado couro e cabelo, sem dó nem piedade.

E, não contente com o facto de o ter feito com bancos públicos, vai fazê-lo igualmente com bancos privados, gestores de fortunas, bancos que fazem do risco ilimitado a sua divisa maior, em ordem a proporcionar aos respectivos depositantes - eles de risco igualmente - juros de depósito mais altos. Mas então, em Portugal, o risco é também coberto pelo Estado, mesmo o daqueles que com o Estado nada querem, a não ser que lhes cubra os riscos? Mas que pouca vergonha é esta? Mas que governo é este?

Pior: afirma-se, com uma desfaçatez incrível, que o aval do Estado é dado para evitar a falência de um banco privado e, deste modo, credibilizar a banca em Portugal? Então, quantos bancos não faliram já por esse mundo fora? E alguma banca ficou descredibilizada? A descredibilização da bancas e dos países verifica-se, isso sim, quando se tomam medidas abstrusas e cretinas desta índole, com estes fundamentos idiotas. Se o banco tem que falir, pois então que seja deixado falir. O mercado é mesmo assim, porra! Ninguém tem o direito de o subverter.

Quando é que em Portugal, os salteadores - e não apenas os de estrada - são metidos na ordem? Todos!
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