Sob o título Vacina para o cancro II, escreve Diogo Alvim, em Blogadíssimo:
E agora, sem ser em pergunta para os médicos, pergunto mais aos Senhores Ministros da Saúde e das Finanças.
Nas notícias da Lusa, pude ler mais sobre esta vacina e dizia lá o seguinte: "O cancro do colo do útero mata uma mulher a cada dois minutos - uma por dia em Portugal - e destrói a vida sexual, familiar e social das sobreviventes deste carcinoma. Portugal tem a mais alta incidência da Europa deste cancro, cuja principal causa é o vírus HPV, registando 900 novos casos por ano e mais de 300 casos mortais."
Também é dito que a vacina deve ser tomada em três doses e que cada dose custará cerca de €160,00 e que o Estado não comparticipará tal vacina. Eu até compreenderia se me dissessem que o Orçamento de Estado está depauperado e que estamos na miséria, logo o Estado não pode comparticipar nem que seja com 20% ou 30% da vacina. Mas a sério que, depois de ter sido dito que caso o Sim à liberalização do aborto ganhe, o Estado está disposto a comparticipar os abortos, eu já achava que estavamos a nadar em dinheiro.
Como contribuinte, e já que o dinheiro é escasso, prefiro que o Estado comparticipe uma vacina 100% eficaz que pode salvar a vida a 300 pessoas por ano e a saúde de outras 600 que não morrem, a que comparticipe a morte de uma vida humana absolutamente inocente e dotada de um DNA diferente dos seus Pais.
Não podia estar mais de acordo com Diogo Alvim. Direi mesmo mais: é uma vergonha o que se passa actualmente em Portugal. Nunca a demagogia foi tão infrene - e tem-no sido muito ao longo de muitos anos - e jamais os valores morais e éticos tão trucidados.
Vão-nos valendo alguns Alvins que por aí andam. Alerta e com noção do valor da ética social.
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