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quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

821. Vêm aí os chineses... (6) - Alibaba.com



Continuamos com Federico Rampini, em “O Século chinês”.

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No hipermercado (…) hard-discount Costco, há um televisor de ecrã gigante em oferta especial a 229 dólares, e é possível levar para casa um leitor de DVD por 99 dólares. As marcas são a holandesa Philips e japonesa Sony, mas a Holanda e o Japão têm pouco que ver para o caso: ambos são «made in China». No Wal-Mart, o rei das grandes superfícies americanas, os preços reduzidos têm uma única explicação: 80 por cento dos produtos são oriundos da China.

A 9960 quilómetros de distância de Santa Barbara, vive Ma Yun, também conhecido por Jack Ma. A avançada arrebatadora dos produtos chineses sobre os consumidores ocidentais exerce sobre ele um efeito particular. Sentado em frente do seu computador em Hangzhou, cidade costeira nas imediações de Xangai, Ma Yun está a receber diariamente 100 000 dólares de lucro líquido, domingos incluídos.


Tinha 34 anos em 1999, quando inventou o site que hoje em dia faz tremer o eBay, o Yahoo, a Amazon: Alibaba.com é a página virtual na qual 7 milhões de importadores de duzentos países do mundo «encontram» e fazem diariamente negócio com 2 milhões de empresas chinesas.

A portagem é modesta: 5000 dólares por cabeça todos os anos. No Alibaba.com um comerciante italiano ou espanhol pode consultar e comparar entre si as diversas opções de máquinas de lavar loiça, de trens de cozinha ou de calças de ganga “made in China”, para depois seleccionar a sua preferida e efectuar a compra sem necessidade de enfrentar as dispendiosas transferências intercontinentais. Existe até um fluxo de empresas ocidentais que, através do Alibaba-com, deslocalizam a sua inteira produção para a China.
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Creio que qualquer comentário ao que fica transcrito é perfeitamente dispensável, se não redundante, pelo que me fico por aqui. Até uma próxima vez. Em breve.

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