Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

sexta-feira, 27 de abril de 2007

1030. Ora, diga lá como procederia?

Imagine este quadro:

A determinada altura, estando V. muito descansado(a) da vida, levantava-se uma tremenda polémica por – em determinados documentos oficiais, documentos esses em que V. era nomeado(a) para diversos cargos, também eles oficiais – terem surgido atribuídas à sua pessoa qualidades profissionais e competências habilitacionais que o(a) beneficiavam e que bem sabia que, não correspondendo à verdade, constituíam evidentes e grosseiras falsidades.

Imagine mais:

Imagine que sabia não lhe poder ser assacada qualquer responsabilidade pelo sucedido, uma vez que não tomara qualquer parte – activa ou passiva – no sucedido.

Imagine ainda:

Imagine que era pessoa que muito prezava a honorabilidade pessoal e, por tal motivo, desgostava-o(a) profundamente ver o seu nome e a sua pessoa, envolvidos em assuntos de duvidosa seriedade de carácter.

Perante tal quadro,

como procederia de imediato, tanto quanto essas falsidades foram publicadas como, depois, ainda que tarde, logo que verificasse que tinham passado a ser do domínio público?

Ora, pense um pouco e diga lá:

Como procederia, sem demora, de imediato?


***

E, já agora e depois de pensar um pouco mais, diga também:

Qual a razão por que assim procederia?

***

Aguardo as suas respostas. Com a expectativa que deve calcular.

Agora, deixe que lhe diga o que eu faria, se o caso acontecesse comigo.

O meu primeiro acto - ditado pela indignação provocada pela constatação de que a minha honorabilidade poderia vir a ser hipoteticamente manchada - imediatamente a seguir à constatação da publicação das falsidades seria, pura e simplesmente, apresentar a quem de direito queixa formal contra "desconhecidos", com o firme propósito de que tudo fosse integralmente averiguado e o meu nome liberto de qualquer tipo de suspeição por comportamento menos correcto ou até mesmo integrando ilícito penalmente punível.


Garanto-lhe que não teria a mínima dúvida em fazê-lo. E, se o não fizesse, jamais ficaria de bem com a minha consciência.

Evidentemente que isso seria o meu comportamento. E o seu? E acha que sê-lo-ia também de qualquer outra pessoa?

......

8 comentários:

Isabel Magalhães disse...

Caro Ruben;

Nunca tive a sorte de me sair um "brinde" no bolo rei... ups... no CV, durante os meus anos de função pública. Aliás, depois de quase duas décadas como profissional do turismo nacional, foi criada a respectiva carreira e houve uma sumidade, - ou várias - que atribuíram a todas as Técnicas de Turismo - eramos 60 à época em todo o País - o patamar mais raso da carreira.

Sei que ainda não respondi à sua pergunta - e perdoe a partilha das memórias :))) - mas claro que denunciaria a questão.

Agora, e ainda sobre o mesmo assunto, lembro-me de, ao longo da minha existência, terem apanhado uns falsos médicos, os quais foram julgados e condenados. :)))

Bom fim de semana.
[]
I.

macvalle disse...

Em qualquer País civilizado deste mundo, eu encontrava um buraco e enfiava-me até ao fundo e não saía de lá durante 2 ou 3 ano.
Mas aqui o normal é vejamos bem, a quem é que eu poderei cobrar favores ou chantagear para fazer desaparecer esta porcaria toda. Se todos boys a quem eu arranjei um job fizerem uma trampazita ao mesmo tempo. Com o barulho das luzes o pessoal esquece a minha ligeira boçalidade em menos de um fosforo. E com sorte ainda mando uns quantos da oposição pra barra do tribunal. Assim sim estarão tão ocupados que me vão largar do pé.
Sim sim, esta nem é de eng. é de mestre acho que vou pedir a alguém que corrija lá o documento...lol

Ruvasa disse...

Viva, I.!

Outros tempos, minha amiga, outros tempos!...

[]

Ruben

Ruvasa disse...

Viva, Mac!

Sim, lol (laughing out loud). Mesmo muito out loud!...

Abraço

Ruben

Isabel Magalhães disse...

Caro Ruben;

Olhe que não foi há tanto tempo como isso. Já há muito que eramos uma democracia...! :)))

[]

I.

Ruvasa disse...

Viva, I.!

Pois...

[]

Ruben

Ruvasa disse...

Assim será sempre. Para uns, como nós, tudo é esclarecido na hora.

Para outros, quanto mais confusão melhor (é o caso dos sem vergonha).

Por isso será bom lembrar Fernando Pessoa:

Mas na estalagem do assombro
Tiram-te os Anjos a capa
Segues sem capa no ombro
Com o pouco que te tapa.

Um abraço

AAlves

Ruvasa disse...

Viva, A. Alves!

Nem mais...

Abraço

Ruben