Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

terça-feira, 15 de maio de 2007

1069. 尊敬到北京年轻人!


Dentro de pouco mais de duas semanas, passam 18 anos sobre os protestos da Praça de Tiananmen, em Beijing, que tiveram lugar em 04 de Junho de 1989.

Aqui fica, por antecipação e a título de homenagem aos jovens de Beijing, a foto mais emblemática desses acontecimentos, em que um estudante enfrenta uma coluna de tanques de guerra.

Honra aos jovens de Beijing !

尊敬到北京年轻人!
...

6 comentários:

azurara disse...

Olá Ruben

Já que lá esteve, diga:
Os chineses - o povão - como se sentem com o sistema?

Eduardo P.L. disse...

Ruben, por coincidência ontem esta era a FOTO que FEZ HISTÓRIA e alguém num comentário perguntou se sabiamos que fim levou esse estudante que enfrentou os tanques. Sei que foi preso, perseguido pelo regime e se não estou enganado, morreu há tres ou quatro anos. Pode confirmar? Forte abraço.

Ruvasa disse...

Viva, Agnelo!

Pelo que pude observar, há sinais antagónicos.

Sob o ponto de vista das liberdades individuais - e colectivas - nada se compara entre o que era e o que é.

Vê-se perfeitamente que o clima de abertura é mesmo de abertura. Bastará que diga que, fardados (dos outros não sei...) polícias em toda a parte da China em que andámos (Pequim, Xi'an, Xangai, Guilin) devemos ter visto para aí uns 20 ao todo. Não se dá por eles. É como se andássemos em qualquer cidade da Europa (mas em muito grande...)

E deixam fotografar e filmar tudo o que se queira, pelo tempo que se queira, sem o mínimo problema. Fomos onde quisemos, sem o mínimo entrave. Só não falámos (conversa mesmo) com quem quisemos porque não é fácil encontrar na rua quem fale inglês. Mas os que falam, fazem-no com à vontade.

A malta, por lá, convive com os estrangeiros, sem qualquer interferência e absolutamente à vontade.

Economicamente, porém, há grandes disparidades. Há os multimilionários e, por aí abaixo, até aos sem quase nada. E digo sem quase nada, porque, tanto nas cidades, como nos campos, não há quem nada (mesmo nada) tenha. E fome não há certamente.

A classe média de Pequim e Xangai, mesmo de Xi'an e de Guilin vive bem e veste-se melhor do que nós.

Dizem a estatísticas que eles têm 200 milhões (os USA tem 250 milhões de população...) de ricos e o resto são classe média e pobres.

Depois de ter vindo de lá, escrevi alguns posts sobre o que vira e, por esse motivo, tive várias visitas (bastantes mesmo) e dois ou três contactos com universitários chineses.

E o que eles me disseram é precisamente isso: que o actual problema da China é o brutal crescimento económico, comboio que não consegue ser apanhado por imensos milhões.

Abraço

Ruben

Ruvasa disse...

Viva, Eduardo!

É verdade. Será a aproximação da data.

Não, não sei mesmo. Exactamente na Praça de Tiananmen, pedi que me indicassem o local concreto em que se dera o “enfrentamento” entre o jovem e os tanques. Foi-me indicado.

É em frente da Praça, mas não propriamente na Praça, mas sim na Avenida que a atravessa numa das pontas, que a separa da Cidade Proibida.

Quando perguntei que era feito dele, o guia disse-me que tinha sido preso e que tivera problemas com o regime por algum tempo, mas que, posteriormente, fora viver para uma zona mais a sul, no campo, e por lá estaria ainda.

Abraço

Ruben

Camilo disse...

Aposto que para o Bernardino Soares (PC)...trata-se de uma democracia estável.

Ruvasa disse...

Viva, Camilo!

Claro!...

Embora não partilhe a opinião do Bernardino, nem de perto, confesso que fiquei muito impressionado com o que lá vi em Novembro do ano passado. Não ia à espera.

Abraço

Ruben