
Mas... todas mesmo? Não. Realmente nem todas. Porque há uma que constitui enorme surpresa.
Quem é que alguma vez iria pensar que Fernando Negrão viria a ser o candidato a apresentar pelo Partido Social Democrata? É preciso que se tenha presente, entre outras circunstâncias, que Negrão foi, em 2005, em Setúbal, onde se encontrava bem mais à vontade, perdedor sem remissão. Contra adversários incomparavelmente mais fracos.
Surpresa total, pois!
Percebeu-se bem a lógica e coerência do pensamento de Luís Marques Mendes, quando optou por forçar a que Carmona Rodrigues renunciasse ao cargo e que, uma vez não tendo aquele (porque independente) dado qualquer espécie de crédito ao "pedido", tenha decidido pela renúncia dos vereadores do PSD na CML. Percebeu-se, pois. Quando menos, por questão de coerência linear, de outro modo não teria podido agir.
Torna-se, contudo, extremamente difícil de perceber a que critérios obedece a indicação, pelo mesmo Luís Marques Mendes, do nome de Fernando Negrão para encabeçar a lista.
É certo que se trata, pelo menos e tanto quanto se sabe, de uma segunda escolha, pelo que se adivinham dificuldades, quiçá insuperáveis, na indicação de alguém que, na fase em que estão as coisas, se mostre disponível. A notícia da declaração da não disponibilidade de Fernando Seara, feita pelo próprio, foi por demais elucidativa.
Não deixa, no entanto, de se constituir em factor de surpresa. Enorme.
A política em Portugal está transformada numa autêntica girândola de nonsense. Não há dúvida.
E, evidentemente, cada qual faz o que pode!... E... como pode!
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