Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

quarta-feira, 16 de maio de 2007

1070. Negrão ?!

Todas as personalidades que até ao momento se foram apresentando ou sendo indicadas como candidatas à presidência da Câmara Municipal de Lisboa não se constituíram em qualquer surpresa. Eram todas, mais ou menos, esperadas.

Mas... todas mesmo? Não. Realmente nem todas. Porque há uma que constitui enorme surpresa.

Quem é que alguma vez iria pensar que Fernando Negrão viria a ser o candidato a apresentar pelo Partido Social Democrata? É preciso que se tenha presente, entre outras circunstâncias, que Negrão foi, em 2005, em Setúbal, onde se encontrava bem mais à vontade, perdedor sem remissão. Contra adversários incomparavelmente mais fracos.

Surpresa total, pois!


Percebeu-se bem a lógica e coerência do pensamento de Luís Marques Mendes, quando optou por forçar a que Carmona Rodrigues renunciasse ao cargo e que, uma vez não tendo aquele (porque independente) dado qualquer espécie de crédito ao "pedido", tenha decidido pela renúncia dos vereadores do PSD na CML. Percebeu-se, pois. Quando menos, por questão de coerência linear, de outro modo não teria podido agir.

Torna-se, contudo, extremamente difícil de perceber a que critérios obedece a indicação, pelo mesmo Luís Marques Mendes, do nome de Fernando Negrão para encabeçar a lista.

É certo que se trata, pelo menos e tanto quanto se sabe, de uma segunda escolha, pelo que se adivinham dificuldades, quiçá insuperáveis, na indicação de alguém que, na fase em que estão as coisas, se mostre disponível. A notícia da declaração da não disponibilidade de Fernando Seara, feita pelo próprio, foi por demais elucidativa.

Não deixa, no entanto, de se constituir em factor de surpresa. Enorme.


A política em Portugal está transformada numa autêntica girândola de nonsense. Não há dúvida.

E, evidentemente, cada qual faz o que pode!... E... como pode!
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