Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

quarta-feira, 27 de junho de 2007

1155. Francisco Louçã e o Tratado da União

Acima de tudo a verdade deve ser respeitada. É o que com este post eu próprio quero fazer.

Francisco Louçã, de quem politicamente e por princípio não posso discordar mais do que discordo, em discurso no hemiciclo de S. Bento, no debate que antecede o início da Presidência Portuguesa da União Europeia, acaba de, preliminar e certeiramente arrasar o "entendimento" a que se chegou na Cimeira Europeia de há dias, acerca do Tratado da União.

Não era possível dizer mais - e de forma tão clara - do que Francisco Louçã disse, demonstrando o equívoco e - em certos casos, pior do que equívoco, o dolo - que constitui tal acordo, que talvez convenha a todos quantos lá pelos corredores de Bruxelas o congeninaram, mas que, efectivamente, é uma vergonha, um verdadeiro desastre, porque embuste, para os interesses dos povos que esses senhores supostamente representam.

E, relativamente ao caso português, Francisco Louçã foi mesmo de uma pontaria assombrosa. Está, no seu discurso, tudo o que havia para dizer e que era imprescindível que se dissesse. Pois bem, foi dito, está dito, ninguém o poderá já apagar.

Alguém o teria que dizer. Pessoalmente, gostaria que outro o tivesse dito, dada a minha total dessintonia com as opções políticas de Louçã. Mas mais ninguém o disse de forma tão ajustada como o fez o líder do Bloco de Esquerda.

Lapidar! Honra lhe seja!

De tal forma que vou solicitar ao grupo parlamentar do BE uma cópia da intervenção. Logo que disponha da cópia, tenciono publicá-la.
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