
Tal significa que, como a esperança de vida nas sociedades mais desenvolvidas - como a nossa - anda actualmente pelos 80 anos, o coração de cada um de nós vem, à nascença, programado para pulsar um pouco mais de 3.300.000.000 vezes, ou seja:
80 x 60 = 4.800/hora
4.800 x 24 = 115.200/dia
115.200 x 30 = 3.456.000/mês
3.456.000 x 12 = 41.472.000/ano
41.472.000 x 80 = 3.317.760.000/vida de 80 anos
Condições excepcionais poderão levar o utente a viver mais tempo e, consequentemente, o coração a pulsar mais vezes; mas igualmente condições excepcionais, como o cansaço do coração - normalmente causado por esforços que melhor seria não terem sido feitos - conduzirão a que a vida se extinga mais cedo e, portanto, aquele número não seja alcançado...
Mas não é destas condições que cumpre aqui tratar.
Cumpre tratar, sim, é de outra circunstância, qual seja a de que, se ao coração de cada um de nós está, em condições regulares, atribuída uma quota de 3.300.000.000 pulsações para toda uma vida, mais vale que tal quota seja atingida aos 80 anos do que aos 50 ou 60, não é?
Ora, é sabido igualmente, que qualquer esforço provoca necessariamente um aumento do ritmo e, consequentemente, do número de pulsações por cada unidade de tempo. E quanto maior é o esforço físico, maior será aumento do ritmo e etc. De tal forma que o número de batidas cardíacas pode, em caso de esforço físico, facilmente se aproximar do seu dobro, quando em "pousio".
Pis bem, se em estado de pousio, portanto com as pulsações a não ultrapassarem demasiadamente o número de 80, aos 80 anos está atingido o plafond individual, sempre que se ultrapassar aquele plafond - e com particular acuidade, quanto mais ele for ultrapassado (em número de ocasiões e em quantidade de batidas) - menos pulsações ficarão a restar do stock inicial.
Sendo, como é, elementar, caros Watsons, remato como Guterres:
- Bem... enfim... é fazer as contas...
Com vénia ao Tira Nódoas,
mas só em parte...
...mas só em parte...