No entanto, tenho que a ele voltar, porque, se se tratava então de um escândalo, agora ultrapassou já essa barreira e é uma total aberração que não pode ser deixada passar ser consequências.
O director nacional da Polícía Judiciária, Alípio Ribeiro, proferiu as declarações que proferiu, deixando a Instituição, o MºPº e, pelo menos uma parte da judicatura portuguesa, completamente de rastos. Com eles, o País. Perante todo o mundo, porque o caso tem repercussões mundiais e até perante gente que ainda não se sabe que culpas reais tem, mas que se sabe, isso sim, que, pelo menos a de abandono de menores, tem efectivamente. Sem quaisquer dúvidas.

Acontece, porém, que, em lugar de ter sido demitido, o respectivo superior hierárquico, ministro da justiça, veio afirmar, com aquele ar de serafim enjoado que todos lhe conhecemos, que "o facto de o director nacional da PJ continuar em funções significa tudo o que penso sobre essa matéria". Ou seja, concorda com as declarações ou, no mínimo, não as considera suficientemente graves para que proponha ao primeiro ministro a demissão de tal director.
Aqui chegados, ao nível a que foi produzida tal declaração está, pois, acrescentado um degrau.
Ora, o que é verdade e ninguém, nem mesmo os "serafins enjoados", pode escamotear é que as declarações são de extrema gravidade.

Esta história, como decerto já adivinhou, pode ter continuação...
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