
Para ilustrar estes factos e aquela sua funda preocupação, referiu alguns dados de um estudo que teria encomendado à Universidade Católica, que terá dado como resultado esta verdadeira aberração.
Foram colocadas a variadíssimos jovens as seguintes perguntas:
1 - Quantos são os Estados que fazem parte da União Europeia?
2 - Quem foi o 1º Presidente da República Portuguesa, eleito após o 25 de Abril?
3 - O Partido Socialista detém ou não maioria absoluta na Assembleia da República?
Entre os resultados, surgiram os seguintes:
- 1/2 (metade, ou seja, 50%, isto é 5 em cada 10) dos inquiridos, com idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos, NÃO SOUBERAM RESPONDER A NENHUMA DAS PERGUNTAS;
- 1/3 (um terço, ou seja, 33%, isto é, mais de 3 em cada 10) dos inquiridos, com idades compreendidas entre os 18 e os 29 anos, NÃO SOUBERAM RESPONDER A NENHUMA DAS TR~ES PERGUNTAS.
Desconsolado, SEXA,num discurso de alto nível e fervor patriótico, raramente observado entre políticos portugueses, rematou, categórico:
“Um regime político não pode esquecer as suas origens” (...) “não é saudável que a nossa democracia despreze o seu código genético e as promessas que nele estiverem inscritas”.
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Daqui, deste lugar humilde onde escrevo, saúdo as sábias e ponderadas palavras de SEXA. Estou, na verdade, absolutamente de acordo e em total sintonia com o sentir do maior, mais alto e mais comprido magistrado da Nação, ao exprimir tais nobilíssimos sentimentos e tão patrióticas preocupações. Tem toda a razão SEXA. É uma vergonha a que há que pôr cobro de imediato.
Mas, se me é permitido, atrevo-me a ir um pouco mais longe, isto sem querer, de modo nenhum, ultrapassar tão alto e esclarecido dignitário. Não neste post, mas no que se vai seguir.
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