Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal
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sexta-feira, 25 de abril de 2008

1521. O esquecimento de SEXA Presidente da República?

Como acabámos de constatar no post anterior, o 1520, SEXA o Presidente da República que temos, de seu nome Aníbal António Cavaco Silva, manifestou hoje, no discurso proferido no Hemiciclo de S. Bento, perante outros como ele, a sua profunda preocupação pela ignorância dos jovens portugueses, tendo apontado a prova concreta e definitiva de tal ignorância, cujas responsabilidades caberiam à classe política.

Já manifestei, naquele post também, a minha total sintonia com as palavras, a preocupação e, pelo que me pareceu, mesmo o horror de SEXA perante tal cenário repleto de néscios.

Tudo isso feito e conferido, cabe-me agora prosseguir na mesma senda, no sentido de tentar chegar a uma conclusão mais conforme com a realidade TODA.

E a realidade TODA diz-nos o seguinte:

a) de 25 de Abril de 1974 até ao dia de hoje, decorreram exactamente 34 anos;

b) no decurso de uma parte muito substancial desses 34 anos - mais precisamente, em 13 desses 34 anos, ou seja, em 38% desses 34 anos - SEXA ocupou os dois cargos de maior relevo e responsabilidade públicos e políticos em Portugal, isto é, o de Primeiro-Ministro, entre 1985 e 1995 (10 anos, ou seja, uma década), e o de Presidente da República desde a sua posse até ao dia de hoje (mais de 3 anos). Julgo não estar enganado se disser que apenas Mário Soares - outro político a quem muito devemos! - esteve mais tempo em funções daquele estatuto;

c) Durante o tempo em que, nesses 34 anos, não exerceu nenhum daqueles cargos, exerceu, isso sim, o de professor catedrático, com especialíssimas responsabilidades, pois, na formação de jovens portugueses, os de maior instrução e, curiosamente, grande parte dos quais tinha, à data do 25 de Abril de 1974, entre 5 e 10 anos de idade. Ou seja, o actual Presidente da República esteve, ao longo destes 34 anos, quase sempre no cerne da questão, da formação desses jovens e de outros mais velhos, que hoje começam a tomar conta do país aos mais diversos níveis. Isto é, esteve no olho do tornado que se abateu sobre Portugal que, afinal, reparou agora, também ele - principalmente ele? - não dominou (terá tentado?).

Causa espanto, pois, que fale tão sem culpa que faça notada. tão imaculadamente isento.

Resta perguntar: terá sido por esquecimento, terá sido por efeito da evolução de um qualquer Síndroma de Asperger ou terá sido por outro motivo, também ele ponderoso?

Tanto quanto julgo saber, SEXA Presidente da República não é, nem jamais foi, contemporâneo, menos ainda, portanto, sujeito à influência de Frei Tomás... Ou será que estou equivocado?

Sabe, amigo(a) que me lê. Posso estar realmente equivocado. Nessa como noutras suposições. Há, porém, uma circunstância em que não o estou mesmo!

Quer saber em qual? Na saturação que estes ilustres senhores em mim provocaram há já bons anos e que não cessa de aumentar a cada boutade (para ser sociável na terminologia de que me socorro) com que deparo e a que não consigo achar a mínima graça.
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1520. A preocupação de Sexa Presidente da República

No discurso que hoje proferiu na Assembleia da República, SEXA o Presidente da República, de seu nome Aníbal António Cavaco Silva, manifestou-se muito preocupado com a ignorância dos jovens acerca do 25 de Abril e do alheamento dos mesmos jovens quanto à política.

Para ilustrar estes factos e aquela sua funda preocupação, referiu alguns dados de um estudo que teria encomendado à Universidade Católica, que terá dado como resultado esta verdadeira aberração.

Foram colocadas a variadíssimos jovens as seguintes perguntas:

1 - Quantos são os Estados que fazem parte da União Europeia?

2 - Quem foi o 1º Presidente da República Portuguesa, eleito após o 25 de Abril?

3 - O Partido Socialista detém ou não maioria absoluta na Assembleia da República?

Entre os resultados, surgiram os seguintes:

- 1/2 (metade, ou seja, 50%, isto é 5 em cada 10) dos inquiridos, com idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos, NÃO SOUBERAM RESPONDER A NENHUMA DAS PERGUNTAS;

- 1/3 (um terço, ou seja, 33%, isto é, mais de 3 em cada 10) dos inquiridos, com idades compreendidas entre os 18 e os 29 anos, NÃO SOUBERAM RESPONDER A NENHUMA DAS TR~ES PERGUNTAS.

Desconsolado, SEXA,num discurso de alto nível e fervor patriótico, raramente observado entre políticos portugueses, rematou, categórico:

Um regime político não pode esquecer as suas origens” (...) “não é saudável que a nossa democracia despreze o seu código genético e as promessas que nele estiverem inscritas”.

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Daqui, deste lugar humilde onde escrevo, saúdo as sábias e ponderadas palavras de SEXA. Estou, na verdade, absolutamente de acordo e em total sintonia com o sentir do maior, mais alto e mais comprido magistrado da Nação, ao exprimir tais nobilíssimos sentimentos e tão patrióticas preocupações. Tem toda a razão SEXA. É uma vergonha a que há que pôr cobro de imediato.

Mas, se me é permitido, atrevo-me a ir um pouco mais longe, isto sem querer, de modo nenhum, ultrapassar tão alto e esclarecido dignitário. Não neste post, mas no que se vai seguir.
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quinta-feira, 24 de abril de 2008

1517. Do que precisamos...


É disto que estamos a precisar. Sim, de um cravo branco. Com a maior urgência.

Que simbolize, não um qualquer 25A em que miseravelmente foi transformado o golpe de Estado, seguido de Revolução, de

25 Abril 1974,

mas o

25 Abril 2008

e o 25 de Abril de todos os anos que estiverem para vir

de que tanto estamos carenciados, porque 34 anos de estúrdia, golpismo, incompetência e corrupção são anos demasiados e que espatifam por completo qualquer esperança em melhores dias.


Não é que um cravo vermelho não tenha virtualidades. Mas é, como se tem visto, muito redutor. Deu aso a que houvesse demasiadas apropriações indevidas e perdeu muito do seu significado, logo poucos dias após o evento que simbolizou. E, de então para cá, tem a sua imagem vindo a ser degrada cada vez mais, por cada vez mais gente. Sem vergonha na cara.

E porquê um cravo branco e não de qualquer outra cor, para substituir este tão maltratado e degradado? Simples. Porque, mais do que fraternidade - muito louvável, certamente - que é suposto o vermelho representar, do que nós, Portugueses, mais necessitamos é de dignidade.

Sim, dignidade. Que nos tem sido retirada de há muitos anos para cá. E a dignidade é limpa, clara, cristalina, sem quaisquer impurezas. Como a cor branca. E a dignidade não permite abusos de qualquer espécie nem outras afrontas. Porque a dignidade não é quantificável nem adjectivável. Não há muita dignidade nem pouca dignidade, não há dignidade boa nem dignidade má. Apenas e simplesmente dignidade. Dignidade, sim. De que precisamos, mais do que de pão para a boca.

Atrás de si e como sua decorrência, vêm todas as restantes características decentes do ser humano, entre as quais a fraternidade. Sem falácias, sem patifarias sem nome, como aquelas a que temos assistido diariamente, de há dezenas de anos a esta parte.

Que venha, pois, um 25 de Abril actual, que reconduza tudo e todos aos lugares merecidos e nos livre da horrível possibilidade de, daqui por 14 anos - apenas 14 anos ! - esta ditadura informal e mentirosa, mascarada de democracia - afronta à Democracia! -, atinja tanto tempo de duração no Poder como a que a antecedeu e que merece ser apeada tanto quanto a outra. Se não mais.
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