Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

domingo, 4 de maio de 2008

1534. Imortalidade

Se de nos detivermos a analisar a circunstância de que a morte será, por via de regra, o ácume de uma vida, a consagração merecida por uma obra erguida em prol do bem comum e por outras características que adivinhará quem isto lê, de imediato e sem remédio seremos transportados à conclusão inevitável:

O senhor
ao lado retratado
tende cada vez mais para a imortalidade
e,
mesmo que caísse em decesso,
certamente que ficaria
nos mui reais anais
da história.
...

1 comentário:

mariz disse...

Viva Ruben,
Prometi a mim mesma, não voltar ás politiquices - mesmo assim vou abrir uma excepção aqui e outra no meu blog, sobre o acento ortográfico que me sufoca de sobremaneira. Esta sua mensagem merece-me o seguinte:
1º - somos todos imortais
2º - vivemos a vida actual, dentro dessa eternidade, a fim de nos recuperarmos a nós próprios, devolvendo-nos assim, ao que é mais Elevado internamente. O corpo físico é tão só, o nosso veículo de ascenção ou de estagnação.
3º - todos estamos em evolução,sem excepção, embora uns mais do que outros. Os estágios não são iguais e os patamares onde as pessoas se inserem também não. Acredito - e como pessoa de boa fé que sou - que as grandes gafes/erros/faltas que têm vindo a cometer-se em quase todos os domínios, desde: incompetências, inconsequências, irresponsabilidades, e por aí fora - ao longo de todos estes anos, não são seguramente,aquilo que define por excelência o ser humano. Acho que todos eles, tentaram no mínimo, dar o seu melhor, embora depois, por uma razão ou outra fossem levados a alterar o percurso, para o qual "juraram por sua honra exercer com lealdade, as funções que lhes foram destinadas" - esta é a lenga-lenga da tomada de posse. Todos passamos por isso. Não são só os Governantes.
A carne é fraca, mas não é sempre a 100% e cada um sabe tãobem que isso é a pura verdade. Para qu~e então, estar sempre de dedo apontado?
O que fazemos é observar do exterior e por isso, apercebemo-nos desses erros com mais nitidez e com mais facilidade. Essa atitude tem por base o nosso azedume, a nossa acidez e tudo depois se torna demolidor.
Eu jamais pertenci a qualquer quadrate político e não seria agora que vinha aqui fazer a apologia do P.M. Sócrates. Nem sequer o conheço...nunca ouvira falar dele na altura...se calhar, estaria ainda a acabar o curso..quem sabe? (estou a brincar)
Mesmo assim, pergunta-se: quem é que não erra?
Não contente com isso, as pessoas elegem ainda, por simpatias, pela forma como discursam, ou se movimentam...em quem o/a amigo/a vota, ou a família, quem o padre da zona, aconselha, que locais essa figura a ser eleita frequenta, como se veste, de quem se rodeia,etc.etc.
Repare Ruben, que ainda não houve 1Governo - que eu me recorde - que estivesse á altura dos desejos/ambições do povo. E o que é que essencialmente esse mesmo povo quer? em resumo, mais dinheiro e menos trabalho. Só depois vem a saúde, a escolaridade dos filhos, os transportes, e por aí fora. Sem esquecer que é esse mesmo povo, que deixa os seus idosos a apodrecer nas camas dos hospitais, após os médicos diagnosticarem que estão aptos a ir para casa. É o mesmo povo que nunca sabe de nada, não viu, não ouviu, não se quer meter em confusões que possam causar-lhe aborrecimentos; o mesmo povo que hoje diz que salazar é que deveria vir de novo; o mesmo povo que grita "Soares é fixe" e também "Cavaco á Presidência"!Nunca nenhum Governo, deixou de ser apontado, por ter no seu seio algumas "ovelhas ranhosas"...NENHUM!- essas, que sempre pupulam em todos, mas todos os sectores públicos e privados! - porque razão não pupulariam em governações?
Sócrates foi eleito, Pedro S. Lopes, foi por acidente de percurso, António Guteres por solidariedade, Cavaco Silva e Soares, por determinação - para o "ramalhete" ficar mais composto -sendo que estes dois últimos, foram eleitos em mandatos "bisados" - começaram bem, com garra e acabaram "ambos"como se sabe - repito: acabaram ambos, como se sabe.
4ª - pergunta-se: quem deverá então desempenhar funções de governação? e como? O que é que está a faltar? O que é que ainda não se fez? Ou disse?
5ª - Á imagem dos funcionários públicos, também os governantes deviam ser todos submetidos a avaliação de competências.E não interessa se possuem a 4ª classe ou se fazem coleccão de mestrados. A competência vê-se na acção e não nos canudos. Eu percebi isso, desde logo quando por lá passei. Já depois de sair, por minha livre e espontânea vontade, reparei que tinha sido nomeado um Secretário de Estado, afecto ao PSD - um jóvem promissor, acabadinho de sair da Faculdade - e mesmo conhecendo-o desde pequeno, nunca pensei que ele fizesse um tão brilhante trabalho, enquanto permaneceu no cargo e também "bisado" - orgulho para os pais que tantos sacrifícios fizeram para o "instruírem" - gosto de frisar este termo, porque "educação" dá-se em casa, vem portanto, do berço - (isto foi um á parte).
Para referir, portanto, que há excepções que confirmam a regra!
Ao contrário, houve também um Secretário de Estado - muitos anos antes, ainda eu me encontrava no activo e no seu Gabinete - caíu do seu posto, devido a um logro cometido pelo seu Chefe de Gabinete, que nem mesmo ele conhecida...fora-lhe aconselhado, ou impingido....não faço ideia - depois de largar a pasta, foi dirigente dum clube de futebol - mas reportando-me ainda áquela altura,quando tudo parecia correr sobre rodas...eis que aparece sem aviso prévio, a Polícia Judiciária, e sem pedir autorização a ninguém, prende o Chefe de Gabinete, ali, sem quês nem porquês!
Como não foi de imediato acusado, esteve a receber o seu legítimo vencimento durante tempo indeterminado - e ao que parece foi uma soma significativa, que, nunca foi devolvida, porque a lei estava do seu lado, mesmo depois das provas virem a lume. Isto para dizer, que a máquina neste e noutros casos, não funciona como deve ser...e não é pelo facilitismo das novas técnicas "simplex", mas sim de FUNDO!
5ª - creia, que não virá um homem governar, por mais provas que tenha dado, ou dê, que possa contentar os homens e as mulheres deste país. Ninguém está suficientemente á altura...porque também ninguém se atreve a fazer andar a máquina com o empenho necessário; para isso, o mote seria: arregaçar as mangas, sentir apetência para o cargo - que é o essencial - sem esquecer que um líder deve sempre munir-se de colaboradores leais e conselheiros - que não, os amigos dos copos, quando saiem á noite, ou pelo favor que ficou por cumprir a este ou áquele, ou até deixar-se influenciar pelos conhecidos grupos de pressão, ou núcleos duros, sem conhecer sequer os personagens em questão - tipo anúncio do Porto Ferreira.Por último, colocar o coração na frente e não, as algibeiras - que é a "promessa dourada" na maior parte dos casos, para além do "savoir faire"...na aparência, e não a aposta no SER!Conclusão: um grupo coeso, deste calibre e com tarimba, colocava Portugal de pé! É o que eu sinto.
6ª - É errada a ideia que as pessoas de quem não gostamos por qualquer razão...serem estúpidas!Ninguém é estúpido. Ninguém! Só que uns, trabalharam mais a inteligência do que outros. A massa cinzenta, necessita de exercício,tal como o coração. Têm ambos que trabalhar a par, para que os resultados na acção se mostrem proveitosos. Quando o Creador se lembrou de "criar" o Ser humano, dotou-o de inteligência e poder! - poder de discernimento sobretudo, acrescido dos tais "valores" que, para a maioria, penso terem "fechado para obras", se calhar, para "mudança de ramo". E é aqui, sobretudo, que as pessoas falham!
A atmosfera, continua pesada portanto, até hoje. O nosso povo pensa demais... e mal!
E como cada ser humano é aquilo que pensa, o saldo não pode ser positivo.
7ª - É hábito, saltarem para o "palco" e apontarem o dedo, quando antes, estiveram nos mesmos assentos e fizeram as mesmas asneiras ou piores. Assiste-se a várias novelas, além das habituias e em série, nos canais nacionais, como por exemplo, uma "deixa" numa "cena em que se ouviu: "O sr. sabe, que eu sei, aquilo que o sr. sabe"! - E outras tantas do género...e bem piores...bem piores, que não passam por vezes, para o exterior. Mas depois, e o que é curioso, é que após o encerramento da "ordem dos trabalhos" e já nos corredores, constacta-se, que alguns que se gladeavam, se cumprimentam depois, amigávelmente, com palmadinhas nas costas, estabelecendo conversa de como e quando(?) daria jeito a ambos, para que um deles, pudesse usufruir da casa de férias e do braco de recreio do outro - quiçá para em família, passarem uma bela temporada, ou numa "escapadinha de fim de semana" com alguma nuvem passageira?!...
Pergunta-se: a tal "incompetência" vem então de onde?
Resposta: a avaliar pelo que refere no seu comentário, Ruben, "cada qual morre pelo que fez por merecer", ou seja: pelo saldo efectivo da vivência aqui. É isso, que chamo de base e que deve ser sólida,e bem alicerçada.

8ª - É costume dizer-se: Deus não dorme, como também: as pessoas têm a memória curta; caso não, pegavam nos seus próprios erros cometidos em governações anteriores e quando chegasse de novo a sua vez - até porque são praticamente os mesmos, salvo excepções - com determinação, objectivos definidos e sobretudo por "amor á camisola", - que é o que falta á maioria - Portugal, já não estaria de certo, tão perto da Letónia.

Fique bem Ruben
e descupe a minha frontalidade, mas o país há muito que está moribundo, tal como o Planeta. Seria necessário reconstruí-lo de pela base e não, continuadamente colocando remendos - que o mesmo é dizer, copiar os métodos aplicados noutros países e que não se ajustam á nossa Casa nem gentes.

ESPAVO! - reconhecendo em si, AQUILO que outros não vêm nos seus paris!
Um abraço
Mariaz(?!) :)