Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

quarta-feira, 7 de maio de 2008

1539. Pintores portugueses - Artur Bual

Crucificação
Serigrafia
1995
Artur Bual
1926-1999


O autor
Artur Bual foi um pintor e escultor português.
Nasceu em 1926 e faleceu em 1999.
Cursou na Escola de Belas Artes e foi autor de numerosas obras espalhadas um pouco por todo o lado. Talvez que a sua principal fama lhe tenha advindo das inúmeras interpretações da crucificação de Cristo a que deu alma, principalmente em serigrafia, mas também em outras formas, como o carvão.
...

10 comentários:

Mariz disse...

Salvé Ruben, Salvé!
ESte post merece a duplicidade desta específica saudação.
Sempre senti - porque nas artes a causa primeira é o "sentiiiir" - que Bual foi um pintor "ao serviço" da alma, sendo ela própria, que comandava a tela, a côr, o pincel.
Quando me referi ás obras dele especificamente, eram neste âmbito, e por isso, não foram em vão enaltecidas pelos demais...por sublimes. Há quem pinte com os nervos, há quem pinte com a mente -visando a priori o sucesso, o "el dorado", ou ambos - por isso mesmo, até pintam "por encomenda". Há quem pinte pelo que já se passou na vida, pelo fado, pelo destino, outros pelo que vêm simplesmente, outros ainda, pelo que a loucura lhe dita e outros pelo que vislumbram - se bem que distante - mas onde a alma se esconde por entre o sangue, mas que define o que é estar...Lá! Bual é um desses. É especial.
Obrigada pela agradável surpresa, diria mesmo, pelo presente.
Um abraço "daqueles"!(termo á brasileira)
ESPAVO!!!!
Mariz

H. Sousa disse...

Embora pouco conhecedor de Arte, aprecio-a. Obrigado pela divulgação neste espaço que cada vez mais se torna, ele próprio, uma obra de arte. Parabéns!
Abraços

Ruvasa disse...

Viva, Mariz!

Obrigado pelos "salvé!". Quem os merece, no entanto, é Bual.

Confesso que o fui buscar já - estava programado, mais lá para a frente - em atenção a si e ao seu gosto que, como já concluí noutro comentário, sinto andar muito próximo do meu, em questão de pintura.

Ainda bem que fui ao seu encontro.

Espavo!

Abraço

Ruben

Ruvasa disse...

Viva, Henrique!

Vindo de si (há outras pessoas por aqui que me provocam semelhante bem-estar) esse cumprimento é muito desvanecedor e cala fundo.

Quanto à Arte, devo confessar que não sou igualmente grande conhecedor. De pintura sei um pouco - muito pouco, aliás, e nem presumo saber mais do que sei - mas há uma coisa que sei sem titubear. É que sei se "gosto" ou se "não gosto". E, caro Henrique, isso basta-me.

Para ser sincero digo-lhe ainda mais, que julgo que partilhará comigo. Tal como em tudo na vida, também na Arte pode haver - e há - muitos gostos. Mas o que tudo determina da validade ou invalidade de qualquer obra de Arte é o bom gosto. Dê-se-lhe lá a volta que se lhe der...

Abraço amigo

Ruben

Mariz disse...

Ruben,
Peço desculpa de "meter a colherada" onde não sou chamada. Mas quem e o quê é que determinada se é ou não de bom gosto? o Ruben pode entender que é uma auêntica piroseira ou uma pastelada de côres determinado quadro...e logo a seguir vem uma amiga sua dizer que aquilo é belíssimo. Olhe, não vá mais longe...basta ler os comentários abaixo... - no post que colocou.
Aquilo sugere-me a personagem que representa pelo mal, no filme da "Guerra das Estrelas". Comentário esse que é perfeitamente impensável,para outros... nomeadamente, para aquela sua amiga que tanto gostou dele.
Vá-se lá saber o que é o "bom gosto"?! Cada um tem o seu...não há padrões. Costuma dizer-se que "o gosto educa-se"; e eu pergunto, como se educará a mim e suponho que a si também,o gosto pelas obras da Vieira da Silva ou da Paula Rego?Como vê isto para alguns é quase uma basfémia...

No tocante á moda - e eu que nunca a segui; apenas visto aquilo que vejo ser o mais adequado e me fica bem; embora outros possam achar que sou uma possidónia... talvez,porque não saio muito, do clássico e de simplicidade de linhas. Mas o mais importante,nem é o que visto, mas sim, como e porquê é que me sinto bem na minha pele?! E julgo que é esta a questão porque a maioria anda tão preocupada com o que colocam em cima, com aquilo que mostram para o exterior...
E eu, lá teria de responder a quem me disesse que necessitaria de uma virada na imagem, que só os tontos é que vestem tudo...misturam as texturas mais incríveis, as côres mais horríveis e os padrões mais impensáveis!! - independentemente se fica bem ou mal a quem usar aquilo. A palavra estética sempre esteve presente em mim desde pequenina,ninguém me ensinou, mas naõ fiz nada por isso, nasci assim,e isso serviu-me depois. Mas é óbvio que isso se questiona! quem afinal terá esse "toque de gosto e pela estética"?! a começar pelos costureiros e a acabar na decoração das casas, por exemplo.
Portanto Ruben...é tudo muito subjectivo/relativo. Dá pano para mangas ou até, para se discutir o sexo dos anjos, sem que se chegue a conclusão alguma!
E por aqui me fico. Peço desculpa pelo atrevimento.

ESPAVíssimo

Abraço

MAriz

Mariz disse...

Ruben,

Peço desculpa pelas gralhas mas para além de escrever a 100/h, o meu teclado está a dar as últimas...palavras. Umas vezes falham, outras não.
Espero que entenda pelo significado...afirmo que tirei a 4ª classe com boas notas e também fiz a admissão ao liceu...

Mariz

Ruvasa disse...

Viva, Mariz!

Eu sei que é subjectivo. Só que, falava por mim.

E, por mais que me digam que esta minha posição é muito redutora, sou da opiniâo de que, não obstante tudo o que se contraponha, há "gostos" e "desgostos".

Então não é verdade que, como não disse, o gosto se educa? Mas o desgosto pode nunca ser erradicado.

Espavo!

Ruben

Mariz disse...

os des-gostos também se educam....esquecendo-os e distanciando-nos. Tudo é fruto...ou aliás como vc muito bem diz:"produto" de nós próprios!!!

Fique apenas com os gostos e viva, Ruben....

Mariz

EspasGOSTO!!!

Isabel Magalhães disse...

Ruben;

Confesso que não li os comentários anteriores - o meu tempo anda 'curto' - isto para dizer que não vou comentar influenciada pelo que possa estar acima.

Obrigada por escolher POMAR. É BELÍSSIMA a tela...

Para mim há - e haverá sempre - uma enorme diferença entre 'ARTE E SABER FAZER'. Já o dizia Max Ernst no início do séc XX.

Vou também citar Kandinsky [1866-1944]- "Toda a obra de arte é filha do seu tempo e, muitas vezes, a mãe dos nossos sentimentos.
Cada época de uma civilização cria uma arte que lhe é própria e que jamais se verá renascer. Tentar ressuscitar os príncipios da arte dos séculos passados só pode conduzir à produção de obras abortadas." [Do Espiritual na Arte]


[]
I.

Isabel Magalhães disse...

Amigo Ruben;

Obrigada pela chamada de atenção.

Obviamente que é BUAL e não POMAR, aliás está lá escrito por si e muito bem, eu é que faço 'meia-dúzia' de coisas ao mesmo tempo e depois sai asneira... :)))

Um beijinho com amizade.

I.