Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

sábado, 10 de maio de 2008

1549. Futebolês

Claro que não foi tudo...

Claro que há prescrições e regulamentos obnóxios, feitos à medida...

Mas foi um começo.

Em que, diga-se em abono da verdade, ninguém acreditava já.

Foi uma nova estrada que se abriu, mais limpa de detritos e menos escura pelo sombreado da ignomínia.

Agora, é preciso não parar.

Dê-se-lhe lá por onde se der, barafuste-se quanto se barafustar, ameace-se o que se ameaçar, jure-se de joelhos o que se jurar, deste ferrete não há quem se livre já.

E a ausência de recurso é extremamente sintomática!...

Foi pouco, mas o futebol...ês levou um chuto de alto lá no traseiro.

Independentemente de tudo quanto possa surgir, o que interessa agora é que não se pare, não se dê quartel. Tem que se prosseguir, sendo mais lesto e sem medos, evitando prescrições salvíficas ad hominem e regulamentos confeccionados na "Lourenço & Santos".

Que os julgadores sejam justos, corajosos e... daltónicos.

Que o dia de ontem seja apenas o início, jamais o fim.

Por uma questão de dignidade do Futebol mas, acima de tudo, de dignidade nacional.
...

Nótula
O presidente do órgão julgador deveria, tanto quanto entendo, ter-se mostrado mais sóbrio, no tom usado como no sublinhado da gesticulação. Para não dar aso a interpretações malévolas. Para não criar a sensação de que aquilo era uma coisa do peito.

Do julgador esperam-se decisões vindas do cérebro, com outra frieza, portanto, de braço dado com a isenção, que são componentes fundamentais da Justiça.


Não me pareceu que o espectáculo tivesse estado à altura da gravidade e solenidade da ocasião. Aceito a exaltação do momento, que era histórico, mas há que ter cuidado, para não contaminar aquilo que, na verdade, foi um bom trabalho.

Que, queira-se ou não, ficará nos anais do futebol luso.

Para desgosto de alguns... Merecido, aliás.

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