
Claro que há prescrições e regulamentos obnóxios, feitos à medida...
Mas foi um começo.
Em que, diga-se em abono da verdade, ninguém acreditava já.
Foi uma nova estrada que se abriu, mais limpa de detritos e menos escura pelo sombreado da ignomínia.
Agora, é preciso não parar.
Dê-se-lhe lá por onde se der, barafuste-se quanto se barafustar, ameace-se o que se ameaçar, jure-se de joelhos o que se jurar, deste ferrete não há quem se livre já.
E a ausência de recurso é extremamente sintomática!...
Foi pouco, mas o futebol...ês levou um chuto de alto lá no traseiro.
Independentemente de tudo quanto possa surgir, o que interessa agora é que não se pare, não se dê quartel. Tem que se prosseguir, sendo mais lesto e sem medos, evitando prescrições salvíficas ad hominem e regulamentos confeccionados na "Lourenço & Santos".
Que os julgadores sejam justos, corajosos e... daltónicos.
Que o dia de ontem seja apenas o início, jamais o fim.
Por uma questão de dignidade do Futebol mas, acima de tudo, de dignidade nacional.
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Nótula
O presidente do órgão julgador deveria, tanto quanto entendo, ter-se mostrado mais sóbrio, no tom usado como no sublinhado da gesticulação. Para não dar aso a interpretações malévolas. Para não criar a sensação de que aquilo era uma coisa do peito.
Do julgador esperam-se decisões vindas do cérebro, com outra frieza, portanto, de braço dado com a isenção, que são componentes fundamentais da Justiça.
Não me pareceu que o espectáculo tivesse estado à altura da gravidade e solenidade da ocasião. Aceito a exaltação do momento, que era histórico, mas há que ter cuidado, para não contaminar aquilo que, na verdade, foi um bom trabalho.
Que, queira-se ou não, ficará nos anais do futebol luso.
Para desgosto de alguns... Merecido, aliás.
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