Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

1788. Paisagens portuguesas







Vista parcial de Lisboa,
com a ponte 25 de Abril

a partir do Cristo-Rei, em Almada
15 Agosto 2004









Tróia e vista parcial da parte oriental de Setúbal, bem como uma parcela da esplendorosa baía

a partir do alto da Serra da Arrábida
27 Janeiro 2007








Fotos Ruvasa
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6 comentários:

Ana disse...

Como é sempre linda a luz de Lisboa vista da ponte!!!

Abraço

Ruvasa disse...

Viva, Ana!

Concordo, muito embora muito tenha sofrido naquela ponte e por causa daquela ponte.

Andei 10 longos anos - de Maio de 1989 a Fevereiro de 1999 - a levantar-me diariamente às 5,45h da manhã, para sair de casa, em Setúbal, às 6,25h (nem mais um minuto!!!), para estar em Lisboa antes da 7,00h, eu que só entrava às 9,00h. Aquilo era acelerar ao máximno até à primeira ponte do Feijó e, depois, encher-me de paciência... que não tinha!!

À tarde, enquanto não passei a conseguir sair pelas 16,00h, sofria outro tormento, que era o de sair de São Bento, por Alcântara, para demorar (por sei lá quantas vezes!!!) 2 e 2,5 horas a chegar à ponte, para levar 3,5 horas a chegar a casa.

Matei-me naquela ponte! Assisti às quatro faixas, com divisória, à 5ªfaixa, umas vezes para cá outras vezes para lá, às três faixas em cada sentido... o diabo a sete.

Quando, em Março de 1998, foi inaugurada e posta a funcionar a Vasco da Gama, apenas voltei a passar pela 25 de Abril não mais de 4 ou 5 vezes em cada um dos sentidos.

Foi naquela ponte que "ganhei" a minha hipertensão. Tal era o stress diário! De loucura...

E o que mais me custava ver - para lá dos meus próprios problemas - eram aqueles carros com o casal e um ou dois filhos pequenitos, às 7 da matina, a atravessarem a ponte. E pensava para comigo nos coitados dos putos, mas mais ainda nas desagraçadas das mães que, para estarem ali todos àquela hora, teriam tido que se levantar da cama aí pelas 5 da manhã, para acordarem os putos, lavarem-nos, vestirem-nos, darem-lhes o pequeno almoço, prepararem-nos, enfim, para os levarem ao infantário em Lisboa, antes de irem, elas próprias, para os empregos. Tudo numa correria de loucos.

Há vidas duras, duras e cortantes como calhaus afiados.

Mas a ponte deu-me também algumas alegrias. Lembro-me, particularmente, de uma noite - cerca das 18,00horas, no sentido Lisboa-Almada, do tabuleiro tinha-se uma visão extraordinária. O nevoeiro era cerrado desde o rio até ao tabuleiro e até mais acima.

De tal modo que, sobre a névoa, apenas se via, iluminado, o Cristo-Rei, mas apenas a estátua, não o pedestal. Nunca vi nada igual!

Abraço

Ruben

Isabel Magalhães disse...

Ruben;

Bolas fotos. Já usava digital? Sabe, eu tenho um interesse enorme por fotografia. Tenho uma compacta mas ando a pensar investir numa digital SLR com um bom zoom e, se ainda não o fiz, foi porque é mais pesada, menos cómoda para viagens, desperta mais a cobiça dos amigos do alheio, and so on, and so on...

Bj

I.

Ruvasa disse...

Viva, Isabel!

Sim. É uma Finepix M603 da Fuji. É de tamanho reduzido. Tenho-a desde 2003. Custou uma pipa de massa e a preço de muito amigo, garanto. Muito embora seja a que continuo a usar está já ultrapassada, pois tem como máxima resolução 5.200 e tal pixels e no Natal passado comprei para os meus filhos duas Sony com 7.000 e tal pixels. As duas juntas custaram um terço do que me custou a minha em 2003.

A minha continua a servir, gosto muito dela, tendo apenas um senão, que é o de todas as digitais de tamanho reduzido: o zoom é muito fraco para o meu gosto.

Todas as fotos que aqui tenho postado de então para cá, são tiradas com aquela máquina. Mesmo as que tirei numa gruta em Guuilin, na China, que ficaram de morrer. E também as que tirei o ano passado na Baía de Halong, perto de Hanoi.

Mas há um segredoi que eu não devia revelar aqui, mas já sabe como eu sou. Aí vai. Todas as fotos a cores, seja lá quel for a máquina, têm tendência a ficar um pouco esbatidas. Dou um exemplo: Se tirar uma foto a um arvoredo, a foto tem a tendência para ficar demasiadamente esverdeada, mesmo um pouco esborratada, com alguma indefinição.

Chegado a casa, trago-as para o Adobe Photoshop e façoas passar pela opção "true color". Quem nunca experimentou, certamente nãO acredita, mas é verdade. A funcionalidade "true color" tira-lhes o esborratamento, dando-lhes um tom mais real em além disso, aumenta-lhes significamente a definição.

Lembre-me disto quando eu voltar e logo que voltar, para que possa trazer aqui duas fotos, uma sem o "true color" e outra com. Nem vai acreditar no que vai ver!

Bj

Ruben

Ashera disse...

Pois...a ponte é uma passagem ...
As fotos estão boas e gostava de estar por lá a olhar esta beleza com os meus olhos neste teu olhar!
Mais beijos

Ruvasa disse...

Viva, Lurdes!

Beijos para ti também.

Ruben