Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

1817. Reflexões


Reflexões


1ª - É evidente que o Carlos Queirós, que com toda a certeza não é completamente destituído ainda há-de vir a perceber como se arma uma equipa (ignora-se, porém, se o fará em tempo útil) - talvez até compreenda por que razão no Man. United não deixam sair o Ferguson, para o substituírem por ele, Queirós...;

2ª - É evidente que o mesmo senhor acabará por perceber que o ponto fulcral de qualquer equipa é o meio campo e que a posição chave de qualquer equipa vencedora é o armador de jogo. Perceberá igualmente, que, sem armador de jogo, muito dificilmente a bola chegará em condições aos pontas de lança
(ignora-se, porém, se o fará em tempo útil);

3ª - É evidente que o supracitado senhor vai acabar por perceber que, quando se joga contra uma Albânia e, aos 40 minutos, se fica com mais um jogador em campo do que o adversário, a primeira coisa a fazer, nesse mesmo momento, é substituir um jogador lá de trás por mais um ponta de lança e não deixar as coisas correrem até se entrar em desespero, a um quarto de hora do fim
(ignora-se, porém, se o fará em tempo útil);

- É evidente que o dito cujo senhor acabará por compreender que são barracadas a mais em tão pouco tempo e que assim não pode continuar (ignora-se, porém, se o fará em tempo útil);

5ª - É evidente que o senhor em questão (digo bem, em questão...) acabará por compreender que os jogadores portugueses não precisam que os ensinem a jogar. O que precisam e muito é de alguém que lhes "faça a cabeça" porque o que lhes falta e muito é atitude mental
(ignora-se, porém, se o fará em tempo útil);

6ª e última - É por demais evidente que a estas horas, há por aí uma carrada de chauvinistas "esclarecidos" completamente sorridentes e satisfeitos pelo facto de o "brasuca de merda" ter ido embora e a selecção ter sido entregue aos cuidados de um cerebral português, de longe muito mais competente do que qualquer "sargentão de treta"...

Pois... É isso... Acabou-se o interregno e voltámos à porcaria habitual. Que saudades que já tínhamos desta merdunça!... Não era?
...