Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

1816. Tertúlia virtual - "VOAR"










Um voo cego a nada


Eu, Rosie, eu se falasse eu dir-te-ia
Que partout, everywhere, em toda a parte,
A vida égale, idêntica, the same,
É sempre um esforço inútil,
Um voo cego a nada.
Mas dancemos; dancemos
Já que temos
A valsa começada
e o Nada

Deve acabar-se também,
Como todas as coisas.
Tu pensas
Nas vantagens imensas
De um par
Que paga sem falar;

Eu, nauseado e grogue,
Eu penso, vê lá bem,
Em Arles e na orelha de Van Gogh...

E assim entre o que eu penso e tu sentes
A ponte que nos une é estar ausentes.


Reinaldo Ferreira
Barcelona 1922 - L.Marques 1959




Post que participa na Tertúlia Virtual, ideia conjunta de Varal de Ideias e Expresso da Linha