Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

domingo, 19 de julho de 2009

2440. A maior das crises

Muito se escreve e baboseia acerca da grave crise mundial, de conjuntura, e, cá entre nós, dessa e ainda da endémica nossa, de estrutura.

No entanto, ninguém fala, baboseia, ou tenta tratar de uma terceira crise que nos afecta de forma particularmente grave e que, afinal, é a raiz de todos os males dos portugueses, porque é a crise mais profunda e prolongada que alguma vez nos perseguiu e que, uma vez aqui instalada, teima em não nos abandonar.

Sim, para lá da conjuntural crise mundial e da estrutural nossa, o que mais nos deprime e diminui, não permitindo que a nossa sociedade avance e se coloque ao lado das mais avançadas desse mundo, é a crise de valores, ou, melhor dito, a crise da ausência de valores por que nos batermos ou, pior ainda, se possível, a de nos batermos por valores completamente errados.

E essa provém, única e exclusivamente, da falta de instrução e mais, da completa ausência de cultura que por aí se vê.

Para a combater, é preciso privilegiar-se a educação, com meios e gente que saiba o que faz e para onde devemos ir, não com aprendizes de feiticeiro, eles próprios pouco instruídos e ainda menos cultos.

Mas o mal tem que se atacado já e com toda a determinação. Se não possível com portugueses, então com "instrutores" importados. Assim ou assado, o que não é possível de tolerar é que as coisas se mantenham como estão.

Nesta perspectiva, há que repudiar a simples hipótese de sermos governados por gente que se apresenta com habilitações que efectivamente não tem e bem assim com uma falta de cultura que todos os dias exibe urbi et orbe com a auto-satisfação do completo ignorante que, por nem sequer saber que não sabe, ufano pesporra e se arroga de direitos e saberes que não pode ter.
...

2 comentários:

espectivas disse...

Estou de acordo (e olhe que estou de acordo escorado em argumentos muito aprofundados nesta matéria).

Ruvasa disse...

Viva, Orlando Braga!

Infelizmente. Sim, infelizmente estamos de acordo. Todos. Porque a haver algum desacordo significaria que ainda haveria uma réstea de esperança de que assim não fosse e, portanto, que houvesse hipótese de algo se poder fazer, no sentido de contrariar uma situação terrivelmente "assassina" de um povo.

Assim, perante consenso geral, ainda que com cambiantes, a certeza que fica é a de que muito dificilmente a coisa reverterá.

Somente a educação nos livrará deste aperto de séculos, com crises mais ou menos agudas.

Ora, como de educação estamos conversados, a menos que surja um milagre... como diria o outro, "we're done ao steak".

Abraço

Ruben