Os portugueses têm de salvar-se de si próprios, para salvarem Portugal

quarta-feira, 24 de abril de 2013

3131. Sugestão de Leitura - "O mistério do Infante Santo"



SUGESTÃO DE LEITURA

Se quer saber coisas que dificilmente pode ter sabido antes, atendendo a que o estilo de ensino de História que é ministrado nas nossas escolas, das mais elementares às mais elaboradas, deixe que lhe sugira que leia,

O MISTÉRIO DO INFANTE SANTO

Romance histórico

de

Jorge Sousa Correia

setubalense e professor de História

em edição do Clube do Autor


Por ele, ficará a saber:

* as razões por que o Infante Santo, que foi dado como refém em Tânger, após o desastre militar da responsabilidade do irmão, Henrique, o Navegador, por lá faleceu após martírio de 6 anos, sem que algo tivesse sido feito pelo seu resgate;

* que, os que hoje, em Portugal, sem glória e sem honra, clamam e exigem o incumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelo País, tiveram em Henrique o seu émulo;

* que D. Duarte, o rei sucessor de D. João I, mais intelectual que homem prático e em linha com as realidades da vida, indeciso até à medula, tudo permitiu à arrogância, truculência e ânsia de poder do irmão Henrique, mostrando-se mesmo incapaz de, constatado o erro e a tragédia a que deu azo, emendar a mão, libertando-se do labéu que permitiu que lhe fosse atribuído na História do seu País;

* A fraqueza de espírito, ânimo e física do mártir;

* Quando e por que motivo Henrique transferiu a sua residência habitual para o Algarve mais precisamente para Sagres.

* As desinteligências e suas razões entre os membros da chamada Ínclita Geração.
De um lado, Henrique, a sua influência em Fernando, o mais novo dos irmãos, a quem, sem pestanejar conduziu ao maior dos martírios.
Do outro, os infantes Pedro e João, contrários à expedição a Tânger, que pressentiam potencialmente trágica, em face da falta de condições aceitáveis e que acabou por se saldar num dos maiores desastres militares portugueses, perfeitamente escusado e facilmente evitável.
No meio das duas forças, um rei fraco, Duarte, com as suas indecisões e desejo quase mórbido de não desagradar a nenhuma das partes, acabando igualmente por se tornar joguete de Henrique e da própria mulher, Isabel de Aragão.

Tudo isto e o que mais no livro encontrará, em cerca de 400 páginas bem escritas, numa narrativa romanceada muito escorreita e fluente, que seguramente lhe fará compreender um facto histórico do País até agora tão mal conhecido ou mesmo ignorado pelo cidadão comum.

Uma obra a não perder.

RVS - 2013 Abril 24

1 comentário:

Jorge Correia disse...

Caro senhor Ruvasa. Antes de tudo muito obrigado pela sua amável crítica ao meu livro O Mistério do Infante Santo. Tendo decorrido cerca de ano e meio sobre o último livro, tenho agora a possibilidade de editar As Sombras de D. João II, na mesma editora. O lançamento do livro está previsto para 3 Julho na livraria Culset, em Setúbal e ficaria honrado se quisesse estar presente.
Cumprimentos
Jorge Sousa Correia